sexta-feira, 23 de outubro de 2020

A Importância da Pontuação...

 

Um homem rico estava muito mal.

Pediu papel e pena. Escreveu assim:


Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.


Morreu antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna?

Eram quatro concorrentes.


1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:


Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta

interpretação:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


Assim é a vida.

Nós é que colocamos os pontos.

E isso faz a diferença.


Autoria Desconhecida, Caso tenha ou possua, envie-nos a referência desse texto.
















sábado, 17 de outubro de 2020

Histórias e canções

A imaginação do homem é ilimitada. Assim como sua criatividade.

Por isso, todos os dias surgem novas histórias pelo mundo, porque o homem não cessa de criar.

Com o advento da internet, mais se vulgarizaram os contos, as crônicas, ao lado de lendas de toda sorte.

Algumas são histórias verdadeiras, de profundo valor. Outras, invenções da mente popular. Outras, ainda, têm rudimentos de verdade em meio a muitas alegorias.

Verdade ou lenda, os fatos que envolvem a composição da música Silêncio, que costuma ser executada nos funerais militares, nos emocionam.

A história remonta ao período da guerra civil americana, em que irmãos do mesmo país se bateram uns contra os outros: norte contra o sul.

Conta-se que no ano 1862, o capitão Robert Elly, do Exército da União, estava com seus homens no Estado da Virgínia.

Do outro lado do terreno, se encontrava o exército confederado.

Durante a noite, gemidos de alguém ferido, no campo de batalha, se fizeram ouvir. Seria um soldado da União ou do Exército Confederado?

O capitão Elly optou por se arrastar, através dos disparos, para resgatar o soldado ferido, trazendo-o para o seu acampamento.

Contudo, duas questões surpreenderam o capitão, ao chegar às suas próprias linhas. O soldado era um confederado. E estava morto.

Todo seu esforço fora em vão. Mas as surpresas não pararam aí. Ao acender sua lanterna e mirá-la no rosto do morto, ficou sem fôlego.

O soldado era seu filho. Quando a guerra irrompera, ele estava estudando música no sul dos Estados Unidos. Alistara-se, sem nada informar ao pai.

Com o coração em frangalhos, o capitão pediu permissão aos seus superiores para dar ao filho enterro com honras militares, mesmo sendo um soldado inimigo.

Era seu filho e ele desejava que a banda de músicos tocasse no funeral. Seu pedido foi parcialmente atendido, pois o autorizaram a se servir de um único músico.

O oficial escolheu o corneteiro e pediu-lhe que executasse a série de notas musicais que estavam escritas em um papel, encontrado no bolso do uniforme do jovem morto.

A música é emocionante, recordando um cair de tarde, um pôr-do-sol, alguém que discretamente se vai. No entanto, os versos que acompanham a composição são ainda mais profundos. Dizem o seguinte: 

O dia terminou, o sol se foi dos lagos, das colinas e do céu.

Tudo está bem. Descansa, protegido. Deus está próximo. A luz tênue obscurece a visão. E uma estrela embeleza o céu, brilhando luminosa.

De longe, se aproximando, cai a noite. Graças e louvores para os nossos dias. Debaixo do sol, debaixo das estrelas, debaixo do céu, enquanto caminhamos, isso nós sabemos: Deus está próximo.

*    *    *

A música, de não fácil execução, quase sempre nos leva a banhar os olhos com lágrimas discretas. Possivelmente, poucos de nós sabíamos que, além das notas musicais, ela tinha versos.

Agora que os conhecemos, podemos entender o porquê da emoção que nos toma a alma, quando a ouvimos.

Trata-se da prece sincera de uma alma ao Criador, ao Pai. Uma prece de fé, de confiança, de certeza de que, mesmo entre a batalha cruel, as dores cruciantes, nada há para temer.

Nem a noite sem estrelas, nem as brumas da morte, nada. Porque Deus está próximo. E se Ele está próximo, no Seu amor nos podemos agasalhar e confiar.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita, a partir de história de autoria ignorada.

Em 20.2.2013
















sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Oração atendida...

 

Será que Deus atende mesmo a todas as orações? Jesus nos afirmou que tudo o que pedíssemos ao Pai em Seu nome, Ele nos concederia.

Mesmo assim, a debilidade da nossa fé, vez ou outra, faz com que nos perguntemos: Será que atende?

Afinal, quantos de nós já fizemos rogativas ao Criador, que jamais foram atendidas?

Será preciso algum detalhe que nos possibilite ser atendidos por Deus?

Os mais revoltados, ante seus problemas não solucionados pela Divindade, chegam a admitir a parcialidade Divina que atende a uns e não atende a outros.

Contudo, não é assim. Ocorre que, inúmeras vezes, não nos apercebemos que Deus nos responde, embora nem sempre da forma que desejamos.

Mas, com certeza, sempre é o melhor que o Pai dispõe.

Recordamo-nos de um soldado americano, ferido durante a Guerra Civil. Após o ferimento, seguiram-se meses e meses de sofrimentos. A sua dor atingiu o auge quando ele se deu conta de que havia se tornado um deficiente físico.

No entanto, a transformação radical em sua vida lhe abriu novos horizontes que ele sintetizou em uma oração.

Oração que talvez se constitua em uma das mais belas páginas escritas por um deficiente físico.

Conforme a tradução livre, do original inglês, diz ele:

Pedi a Deus que me desse forças, para tudo conseguir...

Fui feito fraco para aprender a obedecer.

Pedi a Deus a saúde para realizar coisas grandiosas...

Fui feito doente para realizar coisas difíceis.

Pedi a Deus por riquezas, para comprar felicidade...

Fui feito pobre, para vender sabedoria.

Pedi a Deus que me concedesse poder, para que os homens necessitassem de mim...

Fui feito insignificante, para sentir a necessidade de Deus ...

Pedi a Deus por tudo isso, para poder gozar a vida...

E Deus me deu a vida para poder avaliar seu gozo.

Não recebi nada do que pedi, mas obtive tudo aquilo que esperava ganhar.

A despeito dos meus erros, as preces que não fiz foram atendidas.

E, dentre todos os homens, eu me considero o mais ricamente abençoado.

*   *   *

O entendimento do soldado ferido que se tornou um paralítico anônimo nos dá a tônica de como Deus ouve nossas preces e as atende, sempre de acordo com o que seja melhor para nós.

Afinal, muitas vezes passamos a valorizar as pequeninas e preciosas coisas da vida, quando elas nos são retiradas.

*   *   *

O ano de 1981 foi o primeiro Ano Internacional da Pessoa Deficiente.

Ser deficiente não significa ser doente.

É simplesmente ser diferente. Diferente dos padrões considerados como normais.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, pt. 1 e cap. 5, pt. 2 do livro As aves feridas na Terra voam, de Nancy Puhlmann di Girolamo, ed. Inst. Beneficente Nosso Lar, SP. Disponível no cd Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.

Em  06.10.2011.





















domingo, 4 de outubro de 2020

Opção importante...


Você já estourou pipoca que não tenha sido no micro-ondas? Se já o fez, deve ter observado a bela transformação do milho duro em pipoca macia.

Imagine o milho, fechado dentro da panela, sentindo cada vez mais o ambiente ficar quente. Deve pensar que a sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode supor destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Não faz ideia do que é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia.

*  *   *

Podemos nos comparar ao milho de pipoca. Somos criaturas duras, quebra-dentes, insensíveis, incompreensíveis. Tantas vezes, com uma visão distorcida da vida, sem valores reais.

Também passamos por transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar. Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, o emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.

Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos para descobrir e que nos atormenta por largo tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.

Enquanto estamos sofrendo a ação incômoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.

Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.

São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser está ótimo.

Por sua vez, existem pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Acham que não pode existir nada mais maravilhoso do que o jeito delas serem.

A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Essas podem ser comparadas ao piruá, aquele milho que se recusa a estourar e fica no fundo da panela, depois do alegre estouro da pipoca.

Lamentavelmente, essas criaturas não se permitem transformar na flor branca e macia para dar alegria a alguém. Não desejam se tornar mais maleáveis, doces, amorosas.

Perdem a chance de conquistar amizades que poderiam, logo mais, se solidificar em amores para o futuro risonho.

Ser piruá ou pipoca estourada - eis uma opção. Os que desejamos ser felizes e fazer a ventura dos que nos cercam, aceitamos as lições das dores, tornando-nos mais afáveis, gentis no trato, ponderados no falar. Aprendemos a usar a empatia, a fim de compreendermos as dores alheias.

*   *   *

Na pauta das atividades do amigo da cruz, entre as criaturas humanas, destacam-se os seus labores junto aos padecentes de todos os matizes.

Com Ele, todo e qualquer sofrimento achará o remédio, os sofredores encontrarão o necessário amparo e a vida de todos terá a luz e o rumo dos quais careçam, para a completa ventura dos dias futuros.


Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada e pensamentos finais do cap. 11, do livro Vida e mensagem, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 12.7.2013.














A Importância da Pontuação...

  Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim: Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a con...