sábado, 26 de dezembro de 2020

Receita de Ano Novo...


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade







Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.

Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior… Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… Haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.

Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.

E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós’.


Cora Coralina






sábado, 19 de dezembro de 2020

O Natal é você!!!...



“O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.

Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.”


Papa Francisco






quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Natal!...



Cada vez que duas pessoas se entendem e se perdoam, é Natal.

Cada vez que você mostra paciência com quem convive, é Natal.

Cada vez que você ajuda uma pessoa, é Natal.

Cada vez que alguém decide ser honesto em tudo o que faz, é Natal.

Cada vez que nasce uma criança, é Natal.

Cada vez que se respeita e se auxilia um idoso, é Natal.

Cada vez que duas pessoas se amam com um amor limpo, profundo e sincero, é Natal.

Cada vez que você olhar alguém com os olhos do coração, sem julgamentos ou críticas, é Natal.

Cada vez que alguém socorre e devolve dignidade a um animalzinho, é Natal.

Cada vez que vc divide o pão da sua mesa, é Natal.

Cada vez que se demonstra amor ao próximo, é Natal.

Cada vez que você faz uma reforma íntima e procura dar conteúdo novo a sua vida, é Natal.

PORQUE ”NATAL é
Amor todo dia.
Paz todo dia.
Generosidade todo dia.
Justiça, todo dia.
Compreensão todo dia.
Respeito todo dia.
Autoamor todo dia.
Ação positiva todo dia.
Amor à vida, todo dia.

E é a partir dessas atitudes que:
Nasce a Esperança
Nasce a Alegria
Nasce a Paz.

Nunca será um verdadeiro Natal enquanto comemorarmos apenas 01 noite com amor e nos esquecermos e nos desrespeitarmos o resto do ano!

Seguramente não é isto que Jesus quer de nós!

Então façamos uma reflexão e cuidemos para que nossa vida seja um constante Natal.

Feliz Natal!


(Desconheço Autoria)





domingo, 6 de dezembro de 2020

Conselhos...


Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. 

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. 

Curta o sol, deixe-se acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. 

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. 

Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. 

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. 

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu. 

As lágrimas? 

Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces. 

O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o! 

Quem você ama? 

Guarde dentro de um porta joias, tranque, perca a chave! 

Quem você ama é a maior joia que você possui, a mais valiosa.  

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela. 

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. 

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho. 

Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho. 

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. 

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for. 

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso. 

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. 

Olhe para o lado, alguém precisa de você. 

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. 

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. 

Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. 

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 

Se achar que precisa voltar, volte! 

Se perceber que precisa seguir, siga! 

Se estiver tudo errado, comece novamente. 

Se estiver tudo certo, continue. 

Se sentir saudades, mate-a. 

Se perder um amor, não se perca! 

Se achá-lo, segure-o! 

"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".


Fernando Pessoa 
















sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Quando a dor chega...


Quando a dor chega, ninguém permanece indiferente, não importando suas causas.

Por vezes, chega através da doença física, minando a saúde antes inabalável.

De outras, é a dor da separação do ente amado, que segue para o mundo espiritual pelos braços da morte física.

E, também, pode se apresentar na feição de reveses morais, que atormentam muito mais a alma do que o corpo.

De toda forma, não importando por quais caminhos ela nos visite, sempre é presença contundente, alterando-nos as paisagens emocionais.

Alguns, ao enfrentá-la, o fazemos com galhardia, coragem, otimismo, entendendo o processo como passageiro, aguardando que dias tranquilos logo mais retornem.

Pautados na resignação que a fé oportuniza, mesmo que não entendamos as causas mais profundas da dor que nos atormenta, conseguimos compreender que esses dias difíceis são momentâneos, porque tudo é passageiro, nesta vida.

Contudo, outros, visitados pela dor, a encaramos como castigo, punição por algo que não conseguimos avaliar ou porque acreditamos se tratar de capricho da Divindade.

Então, sob o espectro da dor, reagimos com revolta, posicionando-nos como injustiçados, não merecedores de tal sina.

Há também os que interpretamos os processos de dor apenas como algo fortuito, obra do acaso, de algum azar hereditário ou de posturas inadequadas que tenhamos assumido em dias recentes.

De toda forma, a dor sempre será instrumento para nosso aprendizado.

Ela sempre traz consigo seu caráter pedagógico, em um convite ao cultivo das virtudes que ainda não nos dispusemos a acionar.

Trazemos todos um histórico de experiências difíceis, portadoras de inúmeras complicações emocionais ao longo da nossa trajetória de Espíritos imortais.

Desse rol de experiências, fruto do uso tantas vezes inadequado de nosso livre-arbítrio, trazemos, a cada nova existência física, necessidades inúmeras de aprendizado.

Como não nos dispomos ou não desenvolvemos maturidade e entendimento adequados sobre as finalidades da existência física, as dores nos chegam, propondo reflexões.

Quando isso ocorre pode ser convite para uma pausa, a fim de que promovamos um balanço das próprias ações.

Não há castigo Divino, nem existe acaso. Tudo tem sua razão de ser.

Há uma programação da Providência Divina para que tudo aconteça a seu tempo, da melhor maneira para o nosso avanço moral.

Se hoje a dor nos visita, perguntemo-nos o que podemos ou temos que aprender neste momento.

A dor é, sempre, uma bênção que Deus nos envia, permitindo-nos o ensejo de nos libertarmos dos equívocos ou alcançarmos o progresso, a fim de alçar voo rumo às virtudes que ainda dormem latentes na intimidade de nosso coração.

Disponhamo-nos a suportar a dor com heroísmo, a ouvir-lhe os aconselhamentos e as ponderações.

Aprendamos com ela. Não desperdicemos a chance que nos é ofertada.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita.
Em 5.10.2016.






















O que temos...

Na visão tantas vezes pessimista, do homem, ele se esquece de que tem multiplicadas razões para ser infinitamente grato a Deus. Foi certamen...