terça-feira, 7 de julho de 2020

Lições para bem viver



O pensador russo Gurdjieff, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver, traçou algumas regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, com certeza terá mais harmonia íntima e menos estresse.

As regras são as seguintes:

Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.

Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.

Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.

Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

Saiba que a família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.

Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca as oportunidades de se divertir.

Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

Por fim, entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que fizer de você mesmo.

Você sabia?

Que grande número de pessoas gasta boa parte do seu tempo em esforços inúteis e desnecessários?

Pois é! Uns gastam horas tentando fazer com que os outros aceitem suas idéias.

Outros perdem horas de sono pensando no que irão dizer no dia seguinte, numa conversa que não acontecerá.

Tem aqueles que se detém por longo tempo alimentando ilusões.

Isso prova que fazemos esforços inúteis ou até prejudiciais ao nosso bem-estar.

Assim sendo, anote as regras de Gurdjieff e prepare-se para uma vida de melhor qualidade.


Equipe de redação do momento espírita, baseado em informações contidas no site: http://www.psiconselhos.com.br/psico/dicasv.php3.















sexta-feira, 3 de julho de 2020

O limite de cada um...


O garoto olhava as gotas de chuva que batiam suavemente na janela.

Embora seu olhar estivesse fixo, sua mãe podia perceber que seu pensamento estava muito longe dali.

Aproximou-se do pequeno e, afagando seus cabelos, perguntou com doçura:

“Algum problema, meu filho?”

O menino aconchegou-se à mãe e sussurrou baixinho:

“Nada, não.”

Embora a resposta negasse, a atitude dele demonstrava que algo não ia bem.

A mãe conhecia muito bem o seu rebento.

Sabia que alguma coisa o incomodava.

Abraçou-o com carinho e esperou que ele mesmo começasse a falar.

O fato de estar disponível e atenta a ele era uma motivação para que ele se abrisse espontaneamente.

Não tardou para que ele ficasse um tanto inquieto naquele abraço e dissesse à mãe, sem levantar os olhos:

“Não quero participar da apresentação do teatro este ano.”

A mãe pegou-o pela mão e, sentando-se, colocou o pequenino no seu colo.

“Por que, meu filho?”

Amuado, ele escondeu o rosto no ombro materno, evitando a resposta.

“Você não acha que vai ser legal?” – insistiu a mãe.

Balançando a cabeça timidamente, ele respondeu:

“Eu acho, mas é que um dos meus colegas disse que eu nunca vou conseguir decorar todas as falas.”

A mãe estreitou o menino nos braços e disse com ternura:

“E você, meu filho?Você concorda com ele? Você acredita que não é capaz de decorar as falas?”

Seu tom de voz era sereno.

O menino levantou os olhos e encontrou os da mãe que o fitavam carinhosamente.

“Sabe, durante sua vida, muitas pessoas vão tentar convencê-lo a respeito do que você pode ou não pode fazer.Tentarão fazer acreditar que elas sabem mais de você do que você mesmo.

Dirão muitas coisas legais, e outras muito chatas.Na maior parte das vezes, essas pessoas poderão estar fazendo isso por inveja, por ciúme, ou por simples ignorância.

Elas não têm como saber tudo, nem como conhecer tanto os outros.Muitos apenas falam por falar, ou para magoar.O importante, meu filho, é que você tenha a capacidade de não se influenciar por essas palavras.

Se elas são certas, ou não, somente você poderá dizer.O seu limite apenas você é capaz de estabelecer.

Você, somente você, pode dizer aonde seu trabalho e seu esforço poderão lhe fazer chegar.”

Os olhos do garoto estavam cheios de lágrimas, emocionado pela confiança que foi transmitida.

Beijou suavemente o rosto da mãe e agradeceu sorrindo pela mensagem que haveria de ficar para sempre gravada em seu coração.

 *   *   *

A mídia nos indica os padrões em voga.

Ídolos passageiros ditam modas e jargões.

Todos, de repente, consideram-se legitimados a julgar os outros e apontar os seus destinos.

No entanto, segue essa onda desatinada apenas quem quer.

Quem não se dá ao trabalho de refletir e de manter-se firme em suas convicções pode ser arrastado por essas sandices.

Mas esse não é o caso de quem conhece a si mesmo e traça seus próprios objetivos.

Esses últimos estabelecem seus próprios limites e perseguem seus sonhos com garra e determinação.

Suas fragilidades poderão ser motivo de mais empenho e dedicação, mas nunca serão fatores impeditivos impostos por terceiros.

Cada qual é responsável por seus próprios erros e acertos.

É nisso que reside o mérito de cada ser.

 
 Redação do Momento Espírita.



















segunda-feira, 29 de junho de 2020

As estrelas do mar...


Certo dia, um escritor que costumava caminhar pela praia em busca de inspiração observou, ao longe, algo a se movimentar.

Continuou andando na direção daquela sombra até aproximar-se o bastante para perceber que se tratava de um homem.

Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.

Só então ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia.

Espantado disse ao homem: Você não percebe que há muitas estrelas do mar por aí? Seu esforço não vale a pena.

Mesmo que você trabalhe vários dias seguidos não conseguiria salvar todas elas. Então, que diferença faz?

O homem, que ainda não havia parado para lhe dar atenção, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferença.

E, jogando-a ao mar, continuou sua empreitada.

O escritor observou aquele homem por mais alguns instantes e chegou à conclusão de que havia encontrado, naquele gesto simples e desinteressado de um anônimo, a inspiração que buscava.

* * *

Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte não faz diferença, lembremo-nos desta singela história.

Pensemos que um único sorriso pode fazer muita diferença para alguém que se encontra desalentado.

Uma palavra de otimismo fará diferença para quem está desesperado.

Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou àqueles que nos observam de perto, pode fazer muita diferença.

A cada instante nós perdemos excelentes oportunidades de ser gentil, de perdoar, de agir com delicadeza, de ser honesto, sincero, de calar uma ofensa.

E isso tudo, no cômputo geral, faz grande diferença.

Recentemente, lemos a notícia de que é preciso resgatar os valores simples para evitar os males atuais que são a depressão, a ansiedade, o desalento, entre outros.

Essa foi a conclusão a que chegaram os psiquiatras que participaram de um Congresso de Psiquiatria Clínica.

A tão falada e útil globalização, a grande quantidade de informações que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competição desonesta, faz com que nos esqueçamos de ser gente.

Parece mesmo que estamos nos tornando máquinas automatizadas, incapazes de olhar para quem está ao nosso lado, senão como um ferrenho concorrente ou um adversário pertinaz.

Se todos nós repensássemos valores e nos lembrássemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo somos Espíritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofrêssemos menos.

E isso faria diferença.

* * *

Quando percebermos alguém preso nas areias quentes da solidão...

Quando notarmos alguém se debatendo no mar revolto do sofrimento...

Lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.

E como ensinou o Mestre de Nazaré, não sejamos estrelas apagadas, mas façamos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.

Só então perceberemos o quanto isso faz diferença.


Redação do Momento Espírita.

















quinta-feira, 25 de junho de 2020

Esperança...


Como está tua esperança?

A esperança tem força. Ela em ti faz brotar uma luz, uma energia, uma paz. Arranca-te de onde estás e coloca-te no ponto mais alto. Transforma-te de empregado em patrão, de pobre em rico e de tristonho em alegre.

Mas se a ela não dás chance, ela se encolhe e míngua, deixando, em seu lugar, desalento, doença e infelicidade. É como a água, que, se bem empregada, produz limpeza e progresso; mas, se mantida inerte, é foco de doenças.

Trata bem a tua esperança e põe-te a agir no bom sentido. Esforça-te ao máximo e enxerga uma luz adiante, a guiar-te. 

Quem espera alcança.

A esperança, bem tratada, toma vida e se torna realidade.


(Lourival Lopes)












Lições para bem viver

O pensador russo Gurdjieff, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver, traçou alguma...