sexta-feira, 29 de julho de 2016

Espelho da alma

Quando somos jovens, geralmente temos uma boa relação com o espelho. Paramos diante dele e nos olhamos de corpo inteiro e por todos os ângulos.

Temos mais coragem de nos observar, de enfrentar possíveis desajustes físicos, e o futuro está a nosso favor.

Somos mais flexíveis, desarmados, versáteis, e mais dispostos às mudanças. Gostamos de trocar opiniões e acatamos idéias novas com facilidade.

Nossa alma, tanto quanto nosso corpo está em constante transformação. Estamos sempre à procura de novos significados para velhas idéias.

Com o passar do tempo, vamos evitando espelhos que reflitam nosso corpo por inteiro. Procuramos aqueles que mostrem apenas do pescoço para cima.

Fugimos da nossa aparência, por não gostar dela ou porque ainda desejamos ver refletido aquele corpo jovem, a cabeleira abundante, a pele lisa e brilhante.

E porque não gostamos da nossa imagem, fugimos do espelho, como se isso resolvesse o nosso problema.
Assim também acontece com as questões da alma.

Quando somos jovens temos coragem de refletir sobre nossas atitudes, gostamos de aprender coisas novas e estamos dispostos a enfrentar desafios.

Buscamos respostas para nossas dúvidas e não tememos as críticas, por entender que elas nos ajudam a crescer.

Mas quando as gordurinhas do comodismo vão se acumulando em nossa alma começamos a fugir de espelhos que nos mostrem tal qual somos.

As idéias vão se cristalizando e não temos mais tanta disposição para reciclar as nossas memórias.

Posicionamo-nos numa área de conforto e nos deixamos levar pelas circunstâncias, sem tantos esforços.

Para muitos é como se uma influência paralisante lhes tomasse de assalto.

Não se interessam mais pelo conhecimento, nem por fazer novas amizades ou cuidar um pouco do corpo e da saúde.

Esquecidos de que a sabedoria não está na espinha dorsal nem na pele jovem ou na vasta cabeleira, entregam-se ao desânimo como se tivessem chegado ao fim da linha.

Não se dão conta de que enquanto estamos respirando é tempo de aprender e crescer, de fazer exercício e eliminar as gorduras indesejáveis.

Enquanto podemos contemplar o espelho físico, podemos nos observar e envidar esforços para corrigir o que julgamos necessário.

Enquanto a vida nos permite, devemos voltar o olhar para o espelho da consciência e ajustar o que seja preciso, para que fiquemos mais belos e mais sábios.

Arejar os pensamentos e reciclar as memórias infelizes que teimamos em arquivar nos escaninhos do ser.

Repensar conceitos, refazer idéias, rever atitudes e posturas.

Só assim afastaremos o desejo constante de fugir do espelho, de fugir de nós mesmos, fingindo que somos felizes e mascarando a realidade.

Pense nisso e não lute contra a natureza, desejando segurar o tempo com as mãos.

Não deixe que a sua sabedoria se esconda nas rugas da pele nem perca o viço entre os cabelos brancos.

A beleza da sua alma é independente do corpo físico. A sua grandeza se reflete na sua forma de pensar, sentir e agir, e não na imagem projetada no espelho.

Pense nisso e observe-se de corpo e alma, por inteiro.

Lembre-se de que cabe somente a você a decisão de assumir a realidade e modificá-la, quando, como e se julgar necessário. 

Pense nisso! 

Pior do que estar insatisfeito com o corpo é a insatisfação com a própria consciência.

Essa insatisfação lhe rouba a paz, a alegria, a vontade de crescer e ser feliz.

Por isso é importante lembrar que você pode modificar essa realidade quando desejar.

Basta investir na sua melhoria íntima arejando a mente, eliminando preconceitos e adquirindo conhecimentos que lhe tragam satisfação e paz de consciência.

Pense nisso, mas pense agora. 


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Formando cidadãos conscientes...

O garoto de não mais de cinco anos entrava na igreja, puxado pela mãe. Percebia-se que ele estava contrariado. E demonstrando a razão da sua contrariedade, o ouvimos perguntar: 

Se Deus me aceita como eu sou, então, me diga: por que eu precisei tomar banho para vir à igreja? 

Pode-se levar a indagação à conta dessas coisas de criança. Ou podemos realizar uma profunda reflexão, a respeito dos nossos métodos de educação que, diga-se, insistimos em afirmar não dão os resultados excelentes que desejamos. 

A criança pensa e faz perguntas inteligentes, coerentes. O que, de um modo geral, ocorre é que, sem argumentos na hora da indagação, respondemos de forma autoritária ou sem fundamento. 

Isso, naturalmente, vai levar nosso pequeno a concluir que não temos razão, ou que somos tolos. 

Quase sempre, quando a criança nos pergunta por que deve fazer alguma coisa, desejando nos vermos livres, de imediato, da questão, utilizamos a tradicional frase: Eu estou mandando. Ponto final. 

Isso não educa, nem estimula nossa criança a voltar a indagar, em outras situações. É possível que, no futuro, ela se torne uma pessoa que simplesmente aguarda e obedece ordens. 

Afinal, foi assim que a educamos na infância. 

Melhor seria, embora nos exija investir um certo tempo, sempre explicar os porquês. 

Por que deve tomar banho, escovar os dentes? - É uma questão de higiene, de saúde. 

Por que deve guardar os brinquedos? - Para cooperar com a organização do lar, para não ter a desagradável possibilidade de alguém pisar em um deles e quebrá-lo, ou se machucar. 

Por que deve dormir cedo? - Porque ele deve também se levantar cedo para ir para a creche, para a escola. 

Mas, convenhamos, para isso, é preciso que, ao exigirmos ou pedirmos que algo seja feito, tenhamos a consciência do porquê assim procedemos. 

Necessitamos de decisões conscientes, não mecânicas. Nem disposições como: Eu fui criado assim e tem que ser assim, o que não é resposta aceitável. 

Se fui criado assim e deu certo para mim, então a indagação deve ser: por que deu certo? 

Porque era a forma acertada de orientar, de disciplinar ou porque eu simplesmente me resignei, aceitei, sem maiores questionamentos? 

Pensemos nisso e invistamos na educação dos nossos filhos, se os desejamos cidadãos conscientes, ativos. 

Assim, eles irão à escola e não serão joguetes de ninguém. 

Conquistarão seu espaço, estabelecerão os seus limites e exigirão o respeito dos demais. Porque isso eles aprenderam no lar. 

Saberão perguntar, questionar, indagar, conscientes de que é o seu direito serem informados do porquê as coisas devam ocorrer dessa ou daquela maneira. 

E saberão respeitar normas, diretrizes, disciplinados que os educamos. 

Pensemos nisso e iniciemos o investimento de luz nesse patrimônio excelente que são as jóias celestes que o Pai nos confiou, para guarda, crescimento e progresso.


Redação do Momento Espírita.



terça-feira, 26 de julho de 2016

Vencer o mundo

O que será mais importante: vencer no mundo ou vencer o mundo?

Embora a pergunta apresente pequena sutileza entre uma situação e outra, o seu significado é profundamente distinto.

Vencer no mundo ou vencer o mundo?

Grande parte de nós crê ser extremamente importante vencer no mundo, ou seja, vencer conforme os valores e padrões correntes no mundo.

Talvez esse seja o motivo pelo qual abracemos padrões morais relativos, com os quais, o importante é alcançar nossos objetivos.

Vencer no mundo é ter o brilho, o reconhecimento, o sucesso social e financeiro que ele pode nos oferecer.

Para isso, por vezes, para nossos atos não há limites, normalmente impostos pela moral e a ética. Por vezes, desrespeitamos, inclusive, determinações legais.

Assim, podemos nos tornar donos de impérios econômicos, nos tornarmos famosos, aplaudidos, ícones disso ou daquilo, figuras públicas de projeção.

Podemos nos tornar referência como empresários, homens de negócios, empreendedores de sucesso.

Conquistamos o mundo, vencemos no mundo, e gozamos dos louros e prêmios dos triunfadores da Terra.

Outros de nós, anônimos e discretos, optamos por vencer o mundo.

Entendemos que a vida é oportunidade para testar, desenvolver e fortalecer valores morais.

Sabemos que a vida é passageira e nos empenhamos em viver para vencer os desafios, tentações e dificuldades que ela nos apresenta.

A partir disso, pautamos nossa conduta em valores morais elevados, que elegemos como nosso guia e referencial de propósitos.

Se propina nos é ofertada, em nome de um maior ganho, preferimos nos manter nos níveis da irrestrita honestidade.

Se, nas relações sociais, a difamação poderia nos granjear certos benefícios ou posições sociais privilegiadas, optamos pela discrição e respeito ao próximo.

Nas relações familiares, na educação dos filhos, haveremos de nos manter na pauta dos deveres, sem nos entregarmos a atitudes fúteis ou impensadas.

Naturalmente, esta segunda opção nos exigirá um preço.

Muitas vezes, seremos incompreendidos, mal interpretados, levados à conta de tolos e ingênuos, não sabendo reconhecer oportunidades valiosas de destaque.

Possivelmente sofreremos o destempero dos que não conseguem entender a postura que assumimos, nem os valores que nos conduzem os dias.

Importante que, resolutos, permaneçamos sem nos permitir vencer pelas seduções tolas do mundo transitório.

É Jesus que nos convida a perseverar até o fim.

Tende bom ânimo, eu venci o mundo, incentiva-nos o Bom Pastor.

E nos oferece o roteiro de conduta para vencer o mundo.

Basta segui-lO, na cartilha de amor ao próximo que foi toda a Sua existência.

Assim, mantenhamos o bom ânimo, quando as dificuldades surgirem, frutos da nossa boa conduta e correto agir.

Mantenhamos como nosso roteiro seguro o Evangelho do Mestre, e permaneçamos firmes, no reto proceder.


Redação do Momento Espírita.
Em 16.5.2015.

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

A fagulha e o incêndio

Nenhum Espírito hoje encarnado na Terra saiu recentemente das mãos do Criador.

Todos trilharam um longo caminho para se construírem tal qual são na atualidade.

Todo Espírito é criado simples e ignorante e gradualmente cresce em inteligência e moral.

No curso de sua caminhada erra e acerta, vivencia paixões e desenvolve virtudes.

O progresso é uma lei da vida e implica a impossibilidade de um Espírito regredir em sua evolução.

Todo Espírito se encontra no ápice de suas virtudes e de sua inteligência.

Contudo, por vezes impressiona a derrocada moral de algumas pessoas.

Elas parecem levar uma vida honrada e, de repente, se permitem atos vergonhosos.

Se um Espírito não pode regredir, como isso se explica?

Na verdade, apesar do equilíbrio aparente, cada homem traz em si as marcas de seu passado.

Paixões e vícios do pretérito dormem no íntimo da criatura.

Porque não foram definitivamente superados, não se pode afirmar que a evolução quanto a eles se consolidou.

Cada qual sabe o que constitui uma tentação para si.

Alguns identificam, no próprio íntimo, a tendência à desonestidade material.

Outros têm inclinação para leviandades sexuais.

Há quem sinta um certo regozijo com a humilhação alheia.

Essas são áreas críticas do processo evolutivo da criatura.

Em relação a elas, urge exercitar a vigilância.

O maior incêndio principia por uma simples fagulha.

Em face da tentação, é importante evitar o primeiro passo rumo ao vício.

Após começar a trilhar o antigo caminho, as tendências escondidas podem ressurgir fortes e dominadoras.

É raro que uma pessoa de vida regrada decida repentinamente cometer uma grande loucura.

Ela dá pequenos passos nessa direção e pouco a pouco seu caminhar ganha velocidade.

Os escândalos mais vergonhosos são o desdobramento de pequenos deslizes que a pessoa imaginou irrelevantes.

O que parece chocante aos olhos alheios é apenas o resultado de um longo processo.

Uma vez despertadas as sombras íntimas, dominá-las pode se revelar uma tarefa árdua.

Todo Espírito tem suas grandezas e suas misérias.

Em dadas áreas, seu potencial no bem é incomum e sua força é manifesta.

Em outras, ele possui flagrante fragilidade moral.

Ciente disso, preste atenção em seu mundo íntimo.

Enfatize seu potencial no bem, desenvolva-o, centre nele sua emoção e seus atos.

Quanto a suas fissuras morais, cuide de fazê-las definhar, por falta de alimento.

Não se permita a fagulha que principia o incêndio.

Não imagine que sua felicidade depende de vivenciar paixões e tendências inferiores.

A genuína felicidade é feita de paz, honradez e plenitude.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP.
Em 5.3.2014.

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domingo, 24 de julho de 2016

Aprendizados da vida


As etapas de nossa vida sempre irão apresentar lições importantes para nosso aprendizado.

Não há momento da existência onde não haja ensejo de crescimento pessoal, afinal, é esta a finalidade maior da vida.


Natural que se apresentem períodos de semeadura e de investimento, marcados pela renúncia de momentos de lazer, das horas de ócio e amenidades.


Exigirão de nós dedicação e seriedade. Pedirão de nós constância e firmeza.


Esses dias trarão consigo as lições da disciplina, da perseverança, oferecendo oportunidade de maturidade nas escolhas e opções.


Também haverá dias de conquista, sucesso e vitória. Esses nos oferecerão o sentimento de realização, de completude, de autorrealização.


Mas trarão igualmente oportunidades de aprendizado, nos oferecendo o ensejo de treinar a humildade, ao nos permitir a análise do quanto de orgulho, presunção e arrogância ainda existe em nós.


Haverá, em nossa existência, dias de plena saúde, vigor físico e disposição.


Dias em que o corpo físico poderá ser exigido em sua plenitude, colocando-se como ferramenta ao nosso dispor.


Esses momentos nos darão a chance de desenvolver o hábito do trabalho, o aprendizado da ocupação digna das nossas horas.


Sem limitações impostas pela máquina física, teremos a oportunidade de incutir em nós os hábitos saudáveis da labuta honesta, do serviço no bem e para o bem.


Naturalmente, outros dias virão, nos quais a doença, as dificuldades orgânicas, os cerceamentos físicos se farão presentes.


Nesses dias, outras serão as lições que se apresentarão para o aprendizado.


Teremos a oportunidade de vivenciar a paciência, a resignação e a fé.


Junto a essas mestras incomparáveis, virá também a oportunidade mais intensa de desenvolver o hábito da oração, da meditação e autoconhecimento.


Serão as lições de convivência conosco mesmo, com nosso mundo íntimo, nossos valores e emoções.


Vemos assim que a vida é rica em seu suceder de experiências e convites ao aprendizado.

Cada momento traz consigo suas lições, aquelas que a Providência Divina percebe serem as melhores e mais adequadas para nossa experiência existencial.

Portanto, de forma alguma reclamemos do que nos sucede. Antes, reflitamos qual a lição que a vida nos convida a soletrar, a experienciar.


Jamais maldigamos os acontecimentos que nos alcancem.


O que hoje nos surja como grande problema ou empecilho de difícil remoção, em verdade se constitui ferramenta de aprendizado e catapulta para novos patamares de lucidez e entendimento.


Deus nos conhece a intimidade e aguarda sempre o momento propício para as lições mais apropriadas. Igualmente, sabe a que, exatamente, nos deve submeter, a fim de que cresçamos em intelecto e moral, no rumo do progresso.


Nesse entendimento, agradeçamos à bondade Divina por tudo que nos sucede.


Amparados pela fé, busquemos aproveitar todo momento de nossa existência para que as lições sejam apreendidas, pela mente e pelo coração. 



Redação do Momento Espírita.
Em 17.12.2014.


Boa semana, e que cada...
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Você é o que deseja ser

DiaQuinta1
João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.

Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.

Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.

Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.

Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.

Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação. 

Enquanto isso, Mário, em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.

Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.

Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.

Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?

Emocionado, João respondeu: Devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum. 

Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma. 
        
O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro e, sim, a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.

Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.

O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.

O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

Pense nisso! Mas pense agora! 


Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.
Em 20.10.2011.

Imagens lindas de bom dia

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ter coragem

Fala-se, no senso comum, que a coragem é atributo dos bravos, dos fortes, dos conquistadores.

A imagem da coragem é sempre associada à figura masculina, vinculada, muitas vezes, à força. Quando não, à intemperança.

Outras vezes, dizem-se corajosos aqueles que se aventuram em situações extremas, esportes radicais, ou em atitudes perigosas, colocando a vida em risco, desnecessariamente.

Assim, habitualmente, nasce a ideia de que pessoas corajosas são essas que enfrentam qualquer situação, que ultrapassam os seus limites, ou que se expõem a perigos intensos.

Contudo, frequentemente, isso que chamamos de coragem, não passa de bravata. Pode ser o destempero do próprio caráter, ou ainda, atestar insensatez e leviandade. Tudo travestido com o falso nome de coragem.

É verdade que a coragem é o instrumento necessário para enfrentar situações difíceis, ou para ultrapassar os próprios limites.

Nessa linha de pensamento, há um imenso número de verdadeiros heróis da coragem, anônimos na nossa sociedade, enfrentando situações e ultrapassando limites.

É necessária muita coragem para se manter honesto e correto, quando todos ao redor se alimentam da desonestidade e da vilania.

É preciso ser corajoso para manter íntegros seus valores, quando seria mais fácil e cômodo agir de forma contrária.

É sempre uma questão de coragem viver a vida optando pelo certo, pelo correto, ao invés de buscar as opções que seriam mais fáceis e aplaudidas.

Frequentemente, na vida, somos convidados a fazer nossas opções.

Um dia, alguém nos chega oferecendo o consumo fácil de alguma droga, de uso corriqueiro, no grupo em que estamos.

Seria fácil dizer sim, porém, corajoso será optar pela posição saudável do não, mesmo arcando com o afastamento de alguns pretensos amigos.

Em outro momento, alguém, no ambiente de trabalho, nos oferece o caminho perigoso do dinheiro fácil, burlando a legislação, adulterando documentos.

Com certeza, seria vantajoso aceitar a oferta. É necessária muita coragem para se manter no ideal da honestidade e da moralidade.

Jesus, ao enfrentar as estruturas vigentes na sociedade da época, não O fez por mera rebeldia. Agiu por coerência aos Seus valores, na exemplificação da coragem que os homens de bem apresentam.

Assim, percebamos que todos temos oportunidade de desenvolver a coragem em nosso caráter.

Não há quem não tenha os ideais de vida, os valores no bem, o ideal de mundo que desejamos para nossos filhos.

Portanto, armemo-nos de coragem. Coragem para viver, dia após dia, abraçados àquilo que idealizamos.

Coragem para enfrentar a dissimulação, o desequilíbrio, a insensatez de tantos que vivem com essas máscaras, por covardia.

Um dia eles também, cansados das aparências, terão a coragem de abraçar o ideal do bem para vivê-lo por completo.

Pensemos nisso. E, desde hoje, vivamos a coragem do bem, da moral, dos valores crísticos.


Redação do Momento Espírita.
Em 22.11.2012.

 


terça-feira, 19 de julho de 2016

A escolha é sua

Você já ouviu, alguma vez, falar de livre-arbítrio?

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.

Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.

E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra.

Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades no corpo físico.

Ao encontrar o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com nosso mau humor.

Um médico que trata de pacientes com câncer, conta que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.

Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença.

Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir.

Assim também acontece conosco quando alguém nos ofende, por exemplo. Podemos escolher entre revidar, calar ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é nossa.

O que vale ressaltar é que nossas atitudes produzirão efeitos como consequência. E esses efeitos são de nossa total responsabilidade.

Isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua atitude e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.

Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma causa positiva, um efeito positivo, para uma atitude infeliz, o resultado correspondente.

Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.

Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua.

Todavia, de sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se plantamos sementes de flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.

Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a Justiça Divina.

Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos.

São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia, ainda que seja numa existência futura, eles aparecerão e reclamarão colheita.

Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável.

É só deixar nas mãos do Jardineiro Divino, a quem chamamos Deus.
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A hora seguinte será o reflexo da hora atual.

O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.

As existências futuras lhe devolverão a herança que hoje lhes entrega.

É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com o nosso livre-arbítrio.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v.2, ed. Fep.
Em 25.06.2009.

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