terça-feira, 31 de maio de 2016

Ilusões do Mundo Material

Adélia sempre tivera uma vida social muito intensa. Desde criança, a mãe a estimulara a participar de concursos de beleza infantil.

Mais tarde, foram os concursos juvenis e a busca pela atuação como modelo.

Ela concorreu ao título de Miss em sua cidade, pois a mãe sonhava com o destaque social para sua única filha.

Algumas vezes, a moça tentara se rebelar àquilo tudo, que não lhe agradava. Sempre em vão.

De fato, era muito bonita. Seus cabelos cor de ouro, encaracolados, davam-lhe um encanto especial. Os olhos cor de mel e o sorriso encantador pareciam portadores de magnetismo, quando se dirigiam aos demais.

Entretanto, os compromissos eram tantos que Adélia mal tinha tempo para si mesma. Queria ser como suas amigas, ter uma vida comum, porém, temia magoar a mãe.

Os meses e os anos foram passando e a deixaram desgastada, inconformada, permitindo-se enredar em grave quadro depressivo.

A mãe, desesperada, começou a busca pela saúde da filha.

Somente então, Adélia ousou desabar em lágrimas e confessar ao terapeuta que não suportava aquele tipo de vida .

Disse que desejava, intensamente, esvaziar-se de tudo.

Não era feliz e nunca fora. Não pretendia magoar sua mãe, não sabia como resolver o problema. Desejava ser livre para decidir o que verdadeiramente queria para sua vida.

    

Como é importante que, na qualidade de pais e mães, nos conscientizemos de que nossos filhos são, como nós, indivíduos.

Trazem consigo seus sonhos, provas, expiações e mesmo, missões a cumprir.

Precisamos lhes dar liberdade de escolha, preparando-os para viver no mundo.

Vivemos cercados de ilusões materiais, e ainda não aprendemos a lidar com essa realidade.

Quantas vezes sentimos uma vontade imensa de mudar de vida, buscando novas e mais atraentes atividades?

Quantas oportunidades de crescimento interior perdemos, por medo ou por não termos tempo?

Quantos de nós, chamados para uma atividade de voluntariado, dispensamos o convite?

Tudo em função de ilusões materiais, escolhidas ou impostas.

A inconformação que nos bate às portas do coração, gerando tristeza e caminhando para a depressão, muitas vezes tem sua raiz em situações semelhantes à que descrevemos.

Deixamos de atender ao nosso eu interior, vivemos conforme a moda que o mundo dita, sem coragem para buscar aquilo que nos seja de real valor.

Existe sempre a necessidade de faxinarmos nosso íntimo e, se for o caso, mudarmos nossa forma de vida.

É comum nos esquecermos de que somos um Espírito vivendo no corpo, e que, como Espíritos, precisamos de manutenção, de alimento condizente.

Alimentamos o corpo. E o Espírito?

Orações, boas leituras, boa música, meditação, conversas construtivas, programas culturais enobrecedores são alimentos especiais para a alma.

Deixemos sempre um espaço em nossa agenda para essas pequenas grandes coisas que fazem a diferença em nossa vida. 


Redação do Momento Espírita.
Em 19.9.2015. 
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Um feliz e abençoado dia!!!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma Dose de Bom Ânimo


Ele nasceu no ano de 1904, na Áustria. Sua infância foi embalada pelas doces valsas vienenses. Logo seu prazer pela música lhe tomaria horas infindáveis de estudo. 

Tornou-se maestro. 

Quando a Áustria foi ocupada pelos nazistas ele, por ser judeu, foi preso. Sofreu tantos maus tratos que quase chegou a desejar a morte. 

Foi enviado para um campo de concentração, com várias costelas quebradas, pela violência com que fora literalmente jogado no caminhão que o conduzira. 

Ele, junto a outros tantos, ficou durante 19 horas perfilado em um enorme pátio, à espera de que decidissem o que fariam de sua vida. 

Depois de ouvir a voz metálica que lhe assinalava o destino, a partir de então, ditando normas, regras, ordens, seguiu para um dos barracões. 

Sentou-se e, sem dar-se conta, pôs-se a assobiar uma canção. Em pouco tempo, os demais prisioneiros o cercaram, a ouvi-lo, emocionados. 

Ele nunca soube o que o levara a cantar naquele momento. Mas, percebendo como a música influenciava o ânimo dos companheiros de desdita, teve a idéia de formar uma orquestra. 

Havia somente um violino e um violão em todo o campo. Contudo, eles construíram outros violinos e, todo domingo à tarde, durante alguns parcos momentos, eles podiam se deliciar com os sons retirados dos rústicos instrumentos. 

Embora todos eles considerassem que jamais sairiam vivos daquele lugar, o maestro colocou música nos versos compostos por um colega. 

Colega que morreria naquele mesmo local de horrores. 

Com emoção, a canção tomou conta do campo. 

Era como se um sopro de vida renovada enchesse o peito daqueles homens magros, sofridos, maltratados. 

Com lágrimas nos olhos eles cantavam todos os domingos. 

Assim foi por todo o tempo em que o maestro esteve preso. 

Ele conseguiu ser libertado, graças a providências tomadas por seu pai. 

A mensagem de bom ânimo que espalhou pelo campo de prisioneiros jamais foi esquecida. Quando a desesperança parecia invadir a todos, alguém se recordava da canção e começava a cantá-la. 

De seus anos de cativeiro, o maestro trouxe a lição de persistir e lutar sempre, realizando o melhor pelo seu semelhante. 

Ainda nos anos noventa, ele, agora na América, famoso e aplaudido, dedicava-se a levar a música sinfônica para as escolas públicas, a fim de que as crianças pudessem, desde cedo, entrar em contato com os grandes mestres e descobrir os valores da música. 

A vida do maestro é uma lição de perseverança para todos nós. 

Bastante idoso, portando no corpo as marcas dos anos da guerra, ele não deixou de reger, ensinar e transmitir alegria. 

É também lição de que, onde estejamos, sejam quais forem as condições, se desejarmos fazer o bem, sempre o poderemos realizar. 

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Cada um de nós é colocado no lugar apropriado para melhor servir. 

Muitas vezes, dadas as dificuldades de que nos vemos cercados, deixamos de operar no bem, justamente alegando empecilhos e percalços. 

Entretanto, a criatura que verdadeiramente mantém o ideal de realizar o bem ao seu semelhante, o faz, independente de qualquer circunstância.


Redação do Momento Espírita, com base em vídeo de treinamento intitulado Desistir, jamais! da Siamar.

Abençoado dia!!!

domingo, 29 de maio de 2016

Em Boa Lógica

Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração.

Quem sustenta o vício, encarcera-se nele.

Quem cultiva a ociosidade, faz neve em torno de si.

Quem se encoleriza, é inquisidor da própria alma.

Quem estima a censura, lança pedras sobre si mesmo.

Quem provoca situações difíceis, aumenta os obstáculos em que se encontra.

Quem se precipita no julgar, é sempre analisado à pressa.

Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem.

Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.

Quem vive colecionando lamentações, caminhará sob a chuva de lágrimas.

(André Luiz)
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pipas ao Vento

 
Você já viu pipa voar a favor do vento?

Claro que não. Por mais frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar levada suavemente pelas mãos de alguma corrente. Nunca. Elas metem a cara, vão em frente.

Têm dessa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade. Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade.

Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.

No fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas. Para entender, desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque têm condições de alcançá-lo.

Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.
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A pipa, também chamada papagaio de papel, pandorga ou raia, é um brinquedo que voa, baseado na oposição entre a força do vento e a força da corda segurada pelo operador.

Ela tem no vento o seu aliado, mesmo quando ele sopra em direção oposta. A pipa precisa do vento contrário para manter-se lá em cima.

Assim são as lutas da vida, companheiras que, tantas vezes, julgamos indesejáveis, que aparentam estar nos puxando para baixo e nos atrapalhando o caminho, quando na verdade, estão nos impulsionando para frente.

Os problemas encontrados na nossa caminhada nos mostram que chegou o momento de lutar ou, caso contrário, não encontraremos as soluções desejadas.

Não tenhamos a ilusão de que alcançaremos a felicidade futura sem esforço. As dificuldades fazem parte do processo de evolução de todos nós.

Problemas de saúde, na família, desentendimentos, desequilíbrios financeiros são mecanismos que as Leis de Deus nos oferecem para estimular-nos ao avanço.

Às vezes, as pequenas aflições encontradas no presente poderão servir de experiência para enfrentarmos uma grande adversidade que nos aguarda no tempo futuro.

Toda a vida é um processo contínuo de ação.

A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso nos impõe.

Lutamos contra as nossas imperfeições, pela aquisição de valores morais elevados, por nos superarmos a cada dia no campo moral, ético, físico e intelectual.

Há lutas para defender os fracos, lutas contra preconceitos de diversos tipos, lutas pela paz, lutas para vencermos todos os problemas que nos afligem.

­Sejamos como as pipas, que usam a adversidade para subir às alturas. Saibamos usar essas dificuldades para nos elevar e crescer na direção de Deus.

E que o nosso objetivo seja alcançar um céu de felicidade plena.
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É necessário lutar em paz, alegremente, sabendo que os Bons Espíritos estarão lutando ao nosso lado em nome do lutador incessante que é Jesus, que até hoje não descansa nem desanima, embora permanecendo conosco.

Lutemos, pois, com entusiasmo, renovando as nossas energias, antes que as exaurindo, para que, longos, profícuos e abençoados sejam os nossos dias na face da Terra, quando terminar a nossa oportunidade de serviço e luta.


Redação do Momento Espírita, com base  em texto de José Oliva, publicado no site Caixinhas de atitude e no cap. 8, do livro Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco, ed. Leal.
Em 23.04.2012.

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Um feliz e abençoado 
fim de semana!!!