quinta-feira, 31 de março de 2016

Hoje é o seu dia


 
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Você se preparou para viver o dia de hoje? 

As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou se as perdem. 

A saúde, o sono, a razão, os fenômenos digestivos, os órgãos dos sentidos, os movimentos, são tesouros colocados por Deus a seu serviço. 

Portanto, cuidado com esses tesouros. 

Está disposto a recomeçar hoje aquele projeto que fracassou ontem? 

O aparente fracasso é a forma pela qual a divindade ensina você a corrigir a sua maneira de atuar, facultando-lhe repetir a experiência com mais sabedoria. 

A vida é constituída de lições que se repetem até se fixarem corretamente. 

Hoje você tem problemas para resolver que parecem insolúveis? 

Considere o seguinte: 

Primeiro: ninguém vai resolvê-los por você. 

Segundo: você só vai resolvê-los se se dispuser a enfrentá-los. 

Terceiro: é preciso equacionar os seus problemas, um de cada vez, até resolvê-los todos. 

Quarto: não sobrecarregue os outros com as suas queixas, reclamações e problemas. 

Você sentiu uma ponta de mau humor hoje? 

Lembre-se: a irritação é o "espinho" cravado nas "carnes" da emoção, que deve ser retirado. 

Quanto mais permanece, mais piora o estado de quem o conduz, gerando "infecções" duradouras e perniciosas. 

Está na iminência de se desesperar? 

Lembre-se, ainda: 

O homem deve treinar coragem e resignação. Sem esses valores ele permanece criança espiritual. 

Deixe-se conduzir pelas ocorrências que não pode mudar, e altere com amor aquelas que irão lhe beneficiar. 

Deus é Pai misericordioso e vela por você. 

Você se exercitou para o perdoar hoje? 

O perdão real é sempre acompanhado pelo esquecimento do mal recebido. Quem guarda rancor, coleciona lixo moral. 

Você já abraçou seu filho hoje, dizendo-lhe o quanto o ama? 

Eles necessitam de oportunidade e de amor para alcançar o triunfo. Abençoa o seu filho com as suas palavras e conduta, fazendo-se amigo dele em todas as situações. 

Você já orou hoje? 

Não desconsidere o valor da oração. O corpo necessita de alimento adequado para manter-se. Assim também o espírito, que é a fonte de vitalização da matéria. 

Na prática, você é o senhor da sua cabeça e do seu dia. Você decide como gostaria que hoje fosse. 

Decida e trabalhe por isso. Quem quer faz, não manda fazer. 

A água não ocupa mais espaço do que realmente necessita. Por isso equivale à moderação. 

Nesses dias agitados, a angústia caminha com o homem disfarçada de medo, de ansiedade, de sentimento de culpa. 

Naturalmente, as pressões a que todos estamos sujeitos respondem por tal situação. 

A ansiedade pelo prazer exorbitante frustra; os fatores agressivos amedrontam, e a timidez encontra uma forma de levar ao complexo de autopunição. 

Afaste da mente esses fantasmas responsáveis por males inumeráveis. 

Você é filho de Deus, por ele amado, protegido e abençoado. 

Não se afaste de suas leis e se você se enganar em alguma ocasião, ao invés de se entregar a conflitos desnecessários, retorne ao caminho do dever, sem receio algum. 

Lembre-se sempre da afirmativa de Jesus: "eu sou o caminho, a verdade e a vida." 

Lembre-se, ainda: hoje é o dia! O seu dia! 

Pense nisso! 

Muitas enfermidades do corpo procedem do espírito danificado pelos conflitos da emoção ou pelo ácido das imperfeições morais. 

Não bastará dormir, dar descanso ao corpo, se você permanecer emocionalmente inquieto, ansioso! 

Pense nisso e aproveite bem o dia de hoje, que é o seu dia.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.



quarta-feira, 30 de março de 2016

O Frio Que Veio de Dentro


Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve.

Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.

Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse – eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:

– Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro.

E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:

– Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento.

Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava.

Seu pensamento era muito prático:

– É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem.

E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.

Ele pensou:

– Esta nevasca pode durar vários dias. vou guardar minha lenha.

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.


– Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos.

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.

Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:

– O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

(D.A.)

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Lindo dia!!!

terça-feira, 29 de março de 2016

A Parte Que Nos Cabe


Quando Jesus nos orientou sobre a ideia de que nossa mão direita não deve saber o que faz a esquerda, pretendia ensinar-nos que não deveríamos fazer publicidade do bem que praticamos.

Afinal, quando fazemos algo de bom a motivação por tal atitude não deve ser o orgulho ou o desejo de que sejamos notados ou reconhecidos publicamente por isso.

Essa prática deve ser estimulada pela consciência de que podemos e devemos fazer algo pelos outros.

Mas o que fazer?

Muitas pessoas lamentam não poder fazer todo o bem que desejariam por falta de recursos materiais para tanto.

Porém, há muito a ser feito que dispensa a aplicação de grande soma de recursos financeiros.

Se você não tem disponibilidade econômica para auxiliar os menos favorecidos na vida, quem sabe pode doar seu tempo em prol deles.

Embora não haja muita divulgação na mídia a respeito, sabemos que existem muitos grupos organizados desenvolvendo diversos trabalhos voluntários.

Há grupos de senhoras que semanalmente costuram retalhos que arrecadam para fazer cobertores para famílias carentes.

Há aqueles que ensinam o que sabem para aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades, desenvolvendo potenciais adormecidos, descortinando-lhes, assim, novos horizontes.

Isso é promoção humana.

Grupos de voluntários se dispõem a ensinar informática em núcleos carentes a fim de iniciar em tais conhecimentos pessoas que jamais teriam acesso a esses recursos pelos meios usuais.

Há professores de música formando corais e dando as primeiras noções sobre esta arte, para crianças que vivem em favelas em situações de miséria.

Há profissionais de saúde que se organizam e oferecem seu tempo, atendendo gratuitamente em consultórios comunitários, instalados em bairros de extrema pobreza.

Há ainda, aqueles que assumem auxiliar uma criança, ou uma família, oferecendo-lhes o apoio que lhes seja possível, sem nada receber em troca.

Existem inúmeros "bons samaritanos" anônimos espalhados pelo mundo.

São pessoas que oferecem aos irmãos que sofrem, não apenas bens materiais, mas coisas muito mais valiosas: tempo e dedicação.

Se você realmente deseja construir um mundo melhor, faça a sua parte para isso.

Há tanto a ser feito.

Tantos são os que sofrem.

Muitos idosos aguardam por anos a fio, em asilos, a visita de alguém que se disponha a ouvi-los.

Muitas crianças necessitam da orientação segura de alguém que possa ensiná-las e guiá-las por meio de exemplos nobres e dignos.

Muitas são as pessoas que não tiveram chances de aprender um ofício ou mesmo a ler e a escrever, esperando por uma oportunidade nesse sentido.

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Temos em nossas mãos tantos talentos e tantos recursos corroídos pela ociosidade e pelo egoísmo.

Quantas horas mal utilizadas passadas diante da TV sem nada se fazer?

Quantos finais de semana passados dentro de carros de um lado para o outro, sem que se vá efetivamente a lugar algum?

Quanta vida passando sem que se faça nada de útil e proveitoso com ela?

Não há motivo, nem sentido, retardar nossa ação efetiva no bem.

Façamos, a partir de agora, a nossa parte, seja ela qual for.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XIII de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

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Um lindo dia para você!!!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pequenos Gestos



É curioso observar como a vida nos oferece respostas aos mais variados questionamentos do cotidiano ...vejamos..

A mais longa caminhada só é possível passo a passo...

O mais belo livro do mundo foi escrito letra a letra...

Os milênios se sucedem, segundo a segundo...

As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...

A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...

Não fosse a gota não haveria chuvas...

O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...

As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...

Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...

O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão Maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...

... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu".

Não é fácil nem rápido... Mas vale a pena tentar!!!

Procure encontrar o encanto e a beleza da vida. Sempre que puder sorria!!!

(D.A.)
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Uma maravilhosa tarde
para você!!!



sexta-feira, 25 de março de 2016

Páscoa


Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixariam esquecer tal data.

Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates? 

Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa, sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à Divindade os primogênitos do seu rebanho.

A palavra em aramaico pashã, em hebraico pesah (pessach), significa a passagem. Segundos uns, do sol pela constelação do carneiro ou da lua pelo seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera.

O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu.

Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento e alfaces amargas.

Em memória daquela noite, todo ano, pelo catorze de Nisan (o mês de abril), os chefes de família celebravam a Páscoa comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio.

Os Evangelhos nos dão notícias da última ceia de Jesus com os Apóstolos justamente à época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa.

Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição do Cristo. Após a Sua morte na cruz, Ele se mostra vivo para os Apóstolos, discípulos e amigos.

Em corpo espiritual, Ele penetra em recintos fechados, aparece e desaparece, fala em tom breve. Seus discípulos sentem que já não é um homem. É, no entanto, o amigo que retorna para orientar, esclarecer.

Jesus voltou, indicando que a morte não existe, provando todas as Suas palavras, dando testemunho da Imortalidade. Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios, afirmava que se o Cristo não ressuscitara, vã seria nossa fé.

O costume de oferecer ovos como presente, nessa época, remonta aos antigos egípcios. Entre  nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China.

Só que antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolates.

Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos da fertilidade.

Assim, a Páscoa para o cristão deve lhe trazer à memória o ensino vivo da Imortalidade, atestado pelo próprio Cristo.

Recordar Jesus, pois, Seus ditos e Seus feitos: eis a verdadeira comemoração da Páscoa.

Importante que nos libertemos de ritualismos, de cultos exteriores, que nos retardam o progresso. Só então o Reino de Deus fará morada em todos os corações, realizando-se a reforma íntima de todos os homens.
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Os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920, por imigrantes alemães.

Foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa.


Redação do Momento Espírita.
Em 22.08.2011.


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Gif de coelho
Gif de coelhos

terça-feira, 22 de março de 2016

O Fácil, o Difícil e o Impossível


O que você chama de fácil nada mais é do que aquilo que já conhece muito bem. E por que você conhece bem? Porque já conviveu com aquilo diariamente.

Mas, se você pensar bem, verá que uma determinada coisa se tornou fácil depois de muito tempo de convivência com ela.

Descobre-se, então, que fácil é aquilo que já você já fez repetidas vezes.

Ótimo!

Então você acaba de descobrir uma coisa muito importante: se fácil é aquilo que você já repetiu várias vezes, daqui para frente você pode transformar as coisas difíceis e impossíveis.

Como?

• começando desde já a conviver com a possibilidade de alcançá-las;

• começando desde já a praticá-las;

• começando desde já, e em pequenas doses, a fazer com que o impossível torne-se difícil; e  mais adiante, fazendo o difícil tornar-se fácil.

Sabemos que ver as coisas dessa maneira não é fácil… é até um pouco difícil, mas também impossível já não é mais, a partir do momento em que você já descobriu, pelo menos, qual é o caminho a seguir.

Se a vida vai ser algo fácil, difícil ou impossível, isso vai depender de você.

Aquilo que você nem sequer tentar, será sempre impossível.

Aquilo que você começar a tentar, agora é difícil.

E aquilo que você já fez há muito tempo torna-se algo fácil.

(D.A.)

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