domingo, 30 de agosto de 2015

"O bem que você faz hoje muitas vezes é esquecido pelas pessoas amanhã. Faça-o assim mesmo." ...."O que você passou anos construindo, alguém pode destruir da noite para o dia. Construa assim mesmo." ..."O amor é a fruta da época de todas as estações e está ao alcance de cada mão. Qualquer um pode colhê-lo, sem limites estabelecidos." (Madre Teresa de Calcutá)

 
Gif Charmy Kitty
Pensando no bem comum...
 

Sr. Raul, homem probo, que sempre lutara contra uma enfermidade incurável, estava no quintal da sua casa em cidade litorânea, fazendo um buraco no solo a fim de plantar uma muda de mangueira, quando uma vizinha que o observava por cima do muro perguntou:

Sr. Raul, o senhor já está em idade avançada e não ignora que a enfermidade pode levá-lo a qualquer momento.

Assim sendo, sabe que não comerá mangas dessa mangueira. Por que tanto esforço em plantá-la?

Aquele homem simples pensou um instante, olhou para a vizinha e respondeu com sabedoria:

Até hoje como mangas que nunca plantei.

A resposta curta traz em si mesma grande conteúdo que vale a pena ser meditado.

Se todos agíssemos como o Sr. Raul, certamente o mundo teria outra feição em pouquíssimo tempo.

Quantas coisas nos beneficiam sem que tenhamos tomado parte nelas.

Quantas frutas saborosas temos comido sem que tenhamos plantado as árvores que as produzem.

Quanta sombra temos aproveitado de árvores frondosas que jamais plantamos.

Quantos acidentes são evitados porque alguém passa, percebe o buraco na estrada, e trata de sinalizá-lo para os que virão em seguida.

Quantos medicamentos aliviam nossas dores sem que sequer saibamos quem os elaborou.

Quantas atitudes louváveis de criaturas que pensam mais nos outros que em si mesmas.

Ghandi sabia que não desfrutaria de uma Índia livre do jugo da Inglaterra, mas lutou por libertá-la pensando nos seus irmãos.

Martin Luther King Junior sabia que seu sonho estava distante da realização, mas deu a vida para que suas ideias pudessem beneficiar brancos e negros.

Albert Schweitzer não pensou em si mesmo quando abandonou a vida de conforto e opulência para se embrenhar na selva africana e ajudar os nativos, desinteressadamente.

Madre Teresa de Calcutá não hesitou em abandonar a vida confortável do convento para auxiliar seus irmãos a sorver as gotas de sofrimento, em nome do amor.

Marie Curie foi vítima da radioatividade, mas contribuiu grandemente com a Humanidade nas pesquisas que empreendeu sobre o elemento rádio.

Em momento algum essas criaturas pensaram em si mesmas, mas tão somente no benefício que seu esforço poderia trazer para os demais.

Como Madame Curie, outros tantos cientistas passam anos enclausurados em seus laboratórios em busca de novas fórmulas para aliviar as dores da Humanidade inteira.

Agir dessa forma é agir com altruísmo. É não ser egoísta. É pensar no bem comum ao invés de pensar somente em si.

Quando todos nós pensarmos assim, estaremos preparados para contemplar um mundo melhor. Um mundo construído por todos e para todos, como verdadeiros irmãos.

*     *     *

A Justiça Divina conduz aos nossos lábios a taça que nós próprios envenenamos e igualmente leva aos nossos olhos as maravilhas que houvermos semeado em nossa estrada evolutiva.

Na esteira do progresso e através da reencarnação receberemos de conformidade com as nossas obras.


Redação do Momento Espírita.

Gif Charmy Kitty
Tarde abençoada e feliz!!!

sábado, 29 de agosto de 2015

"Os únicos demônios neste mundo são os que perambulam em nossos corações, e é aí que as nossas batalhas devem ser travadas." ....."Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado de fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível." (Mahatma Gandhi)

 

Gif Marie Aristogatas
Contra a corrente


Lá vai o homem descendo o rio caudaloso.

Nenhum esforço faz para seguir à frente.

As águas o levam no influxo impetuoso, poupando-o das pedras e outros obstáculos.

Com facilidade, ele avança sempre, impelido rapidamente pelo bojo da massa líquida.

Força, situação e movimento a seu favor.

Nada lhe é contrário.

No entanto, outro homem vai subindo o rio.

Em luta constante, movimenta os braços.

Bate os pés.

Respira fundo.

Desgasta-se agoniado.

Esforça-se para não afundar.

Fadiga-se para sobreviver.

E avança contra o impulso das águas e os obstáculos.

Com dificuldade, ele nada, nada sempre, varando, pouco a pouco, a torrente poderosa.

Tudo lhe é contrário.
*     *     *

Esta é a vida do homem na Terra.

Descer a favor da corrente do mundo é sempre fácil. É só deixar-se levar.

Acumpliciando-se sistematicamente com as ações da maioria.

Jamais se dispondo contra o erro, o equívoco.

Só dizendo sim para tudo e para todos. Seguindo despreocupadamente, sem o exame dos próprios atos.

Boiando sempre, em menor esforço.

Mas, subir contra a corrente do mundo, é mais difícil.

É preciso valor para enfrentar a adversidade.

É necessário paciência para fugir aos erros de tradição.

É indispensável ser forte para tornar-se exceção no esforço maior.
 
*     *     *

Pense nisso!

Antes da reencarnação, necessária ao progresso, a alma roga a porta estreita das dificuldades, como oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina.

Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

E, graças à misericórdia Divina, obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as portas largas por onde transitam as multidões.

Fugindo das dificuldades, empenha-se no menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal.

Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

Lembremo-nos de que, como cristãos, em muitas ocasiões  devemos estar contra a corrente dos preconceitos e prejuízos das convenções.

E que, conforme ensinou o Cristo, devemos nos esforçar por entrar pela porta estreita, a porta que dará acesso à felicidade almejada por todos nós.

O caminho normal é viver com todos. No entanto, vez por outra é imperioso nadar em sentido contrário...

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 39 do livro Bem-aventurados os simples, pelo Espírito Valerium, psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb e no cap. 20 do livro Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 06.06.2008.

Gif gatinha Marie
Um feliz e abençoado domingo!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

"Quanto à felicidade, cremos que ela nasce na paz da consciência tranquila pelo dever cumprido e cresce, no íntimo de cada pessoa, à medida que a pessoa procura fazer a felicidade dos outros, sem pedir felicidade para si própria." (Chico Xavier)



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O malabarista


Conta-se que, nos tempos do rei Luís, havia, na França, um pobre malabarista chamado Barnabé que viajava de aldeia em aldeia mostrando sua arte.

Nos dias de feira, ele abria um tapete no meio da praça e, atraía o público com anedotas que aprendeu com um mestre. Quando algumas pessoas se aglomeravam, começava suas piruetas balançando uma bandeja na ponta do nariz.

Quando virava de cabeça para baixo, apoiado nas mãos e jogava para o alto seis bolas que deslizavam nos raios do sol, voltando a pegá-las com os pés, ou quando se atirava para trás até tocar a nuca com os calcanhares, fazendo uma roda com o corpo, um murmúrio de admiração escapava da plateia e choviam moedas no tapete.

Apesar disso, como a maioria dos que vivem dessa arte, barnabé tinha muita dificuldade para sobreviver. O calor do sol e a luz do dia eram tão necessários para ele como para flores e frutos.

No inverno ele ficava como uma árvore sem folhas. A estação trazia-lhe duas dores: frio e fome.

De temperamento afável, barnabé aguentava tudo pacientemente. Acreditava que dias melhores viriam. Nunca pensara a possibilidade de roubar ou ser desonesto. Confiava em Deus e, com sua mãe, aprendera a seguir os ensinamentos de Jesus, o Cristo.

Numa tarde chuvosa, caminhava pela estrada, triste e desanimado, carregando seus objetos de trabalho enrolados num tapete velho, à procura de um lugar seco onde pudesse dormir.

Seguia no mesmo rumo um frade que o cumprimentou e lhe perguntou: companheiro, por que você se veste desse jeito?

Sou um malabarista e me chamo barnabé. E esta seria a ocupação mais prazerosa se pudesse me garantir o pão de cada dia.

Amigo barnabé, replicou o frade, cuidado com o que diz. Não há nada mais prazeroso que a vida religiosa. Nós só nos ocupamos com preces ao bom Deus e a nossa senhora.

Barnabé respondeu: bom frade confesso que falei como um ignorante. Sua missão não pode ser comparada a minha. Apesar disso, acho que deve haver algum mérito em fazer as pessoas sorrirem, esquecendo-se, ainda que por minutos, dos sofrimentos.

Contudo, para servir ao senhor, abandonaria até a arte pela qual sou conhecido em mais de seiscentas aldeias.

O frade ficou tocado pela simplicidade do malabarista, e lhe disse: amigo barnabé, venha comigo que farei com que seja admitido no mosteiro. E assim se deu.

Um dia os religiosos combinaram um ofício em louvor a Jesus, em que cada um mostraria o que sabia fazer de melhor.

Uns pintaram a imagem de Jesus, outros compuseram hinos em latim, em prosa e verso, havia ainda esculturas, poesias e um tratado, escrito em folhas de pergaminho.

Barnabé via todo aquele movimento e lamentava sua ignorância e simplicidade: ah! Como poderia louvar ao senhor sendo tão rude? Como gostaria de ter habilidade como os irmãos.

Barnabé ficou um bom tempo desanimado, até que um dia acordou cheio de alegria. Foi para a capela e recolheu-se, por horas. Passou a fazer isto todos os dias. Todos notaram sua nova disposição. Barnabé voltou a ser alegre e confiante. Os irmãos se perguntavam a razão de tal mudança.

Um dos frades, a quem nada escapava, passou a observá-lo e, um dia, vendo-o sem o hábito, resolveu, junto com dois outros frades, descobrir o que se passava.

Olhando pela porta entreaberta viram barnabé diante do altar, fazendo seus malabarismos.

Em honra a Jesus ele fazia sua apresentação. Os frades entraram na capela, exclamando que aquilo era um sacrilégio. Os três estavam a ponto de tirá-lo da capela, quando viram Jesus descer do altar e, com sua túnica alva, enxugar o suor do rosto do malabarista.

O silêncio encheu a capela...uma lágrima rolou dos olhos de barnabé e todos, de joelhos, contemplaram a figura do Nazareno.

Pense nisso!

E você? Já pensou no que tem de melhor para oferecer?

Todos podemos ser bons em alguma coisa, mas de nada adiantará se não usarmos esse talento para tornar a vida do nosso próximo melhor.

Ofereçamos o melhor de nós, ainda que esse melhor seja apenas um sorriso, um abraço, um olhar de carinho, um malabarismo qualquer, capaz de despertar um sorriso no rosto triste de alguém...



Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em história de autoria ignorada pela Equipe.


 
Gif do Mickey
Um feliz e abençoado dia!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã." (Chico Xavier)

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Alegria de viver

 
Com certeza, já nos demos conta de como é gratificante o lazer.
 
As tantas atividades profissionais, de estudo ou domésticas, das quais não podemos nos esquivar, nos tomam as horas diárias.
 
Mas, não há quem de nós não consiga reservar alguns minutos para um cafezinho, um lanche breve, uma olhadela pela janela para descansar os olhos no azul do céu.
 
São momentos breves, que suavizam a rotina e nos recompõem as energias.
 
As leis trabalhistas do nosso país estabelecem que o empregado deva gozar férias, a cada período anual trabalhado. Também prescreve o descanso semanal.
 
Se compulsarmos a lei mosaica, verificaremos que se reporta ao Dia do Senhor, reservado ao repouso. Dia em que tarefa alguma deveria ser realizada.
 
Os Evangelhos, por sua vez, nos dizem que Jesus, após as atividades diárias com as pregações, as curas, os tantos atendimentos ao povo sofrido que O buscava, retirava-se para orar. No silêncio, dialogava com o Pai, refazendo-se pela oração.
 
As tradições espirituais informam que os Espíritos, igualmente, têm seus momentos de repouso. Naturalmente que, para eles, esse repouso é traduzido pela realização de uma tarefa diferente.
 
Por vezes, uma visita a planos mais elevados para reencontro com almas afins, que comungam dos mesmos nobres ideais.
 
Como o amor é imortal, os que viveram juntos experiências na carne, programam periódicos reencontros espirituais.
 
Nesses encontros fruem de inusitadas alegrias e retornam para seus labores, posteriormente, dedicados e refeitos.
 
*    *    *
 
Habitualmente, no início do ano, consultamos o calendário e assinalamos todos os feriados.
 
Principalmente, os feriadões, aqueles em que poderemos ter três, quatro dias de folga.
 
E, logo, começamos a nos programar. Para onde iremos? Com quem iremos? Como iremos?
 
Em verdade, os meses e semanas que antecedem esses dias são tomados por muitos preparativos: pesquisa de melhores preços de passagens, reservas de hotéis, compra de roupas apropriadas para a localidade que visitaremos...
 
Enfim, um rol enorme de providências que nos desgastam. Por vezes, se nossa viagem é para o Exterior, alguns de nós pretendemos conhecer vários países em um tempo curto. Para aproveitar, dizemos.
 
O que acaba acontecendo é uma grande correria, com subidas e descidas de ônibus, com visitas a museus, a praças, monumentos, tudo às pressas.
 
Desejamos ver tudo e um tanto mais.
 
No final, retornamos exaustos. Às vezes, chegamos a ficar irritados, por causa do desgaste físico.
 
*   *   *
 
Raciocinemos um pouco. Programemos com calma nossas viagens, nossos passeios. Lembremos que, acima de tudo, isso nos deve constituir lazer, dar prazer.
 
Programemos tudo com mais calma. Aprendamos a correr menos e ver mais, usufruir momentos, situações.
 
Permitamo-nos sentir o prazer de respirar o ar marinho, de passeios pela orla, de banhos de sol a horas próprias.
 
Deixemo-nos extasiar pela beleza dos jardins, a arte da pintura, da música, da arquitetura.
 
Tudo com calma, com tempo, para gozar em plenitude as nossas folgas do trabalho profissional. Para retornarmos tranquilos, prontos para enfrentar mais alguns meses de atividades intensas.
 
Façamos do nosso lazer momentos de rara alegria de viver.
 
Permitamo-nos sentir o refazimento penetrar nossas veias, higienizar nossas ideias e renovar nossas energias.
 
Servirmo-nos do lazer com sabedoria faz parte da ciência de bem viver.



Redação do Momento Espírita.
Em 6.5.2015.


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Um Feliz e abençoado dia!!!
 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

"Viva em paz com a sua consciência... Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou abaixo de sua posição. Consagre-se ao trabalho que abraçou realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum. Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa. Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento, observando que somos todos, os espíritos em evolução na Terra, suscetíveis de errar. Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva não lhe estrague belos momentos no mundo. Procure companhias que lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos. Converse humanizando ou elevando aquilo que se fala. Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais. E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo, com a bênção de Deus." (André Luiz)



Gif de praia
Castelos de areia


Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia, está um menino.

Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta.

Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia.

Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes.

As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.

 
*     *     *

Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis.

Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papéis e distribui tarefas. Coloca o fone ao ouvido e faz uma chamada.

Como num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, são fechados grandes negócios.

Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro.

As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído.

Dois construtores de dois castelos. Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos...

Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos, a maré subirá, e tudo terminará.

Contudo, é nesse ponto que as semelhanças terminam. Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora.

Observe o menino na hora do crepúsculo.

Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas.

Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende.

E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri...

Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.

O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza...

Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo.

Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda.

É o meu castelo, diz em tom de afronta.

O mar não precisa responder. Ambos sabem a quem a areia pertence...

Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem.

Observe-as e aprenda. Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança.

Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e vá para casa.

 
*     *     *

A vida tem sua dinâmica própria, e obedece a Leis transcendentes, que nem sempre conseguimos compreender totalmente...

Mas o certo é que a roda da vida gira e nos oferece lições importantes para serem apreendidas e vividas.

Resta-nos conhecer e confiar. Observar e aprender.

Por isso, vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança.

E quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e vá para casa.


Redação do Momento Espírita, com base em texto homônimo, de Max Lucado, do livro Histórias para aquecer o coração 2, organizado por Alice Gray, ed. United Press.


Gif de praia
Um feliz e abençoado dia!!!




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"... O homem será o que da sua infância se faça. A criança incompreendida, resulta no jovem revoltado e este assume a posição de homem traumatizado, violento. A criança desdenhada, ressurge no adolescente inseguro que modela a personalidade do adulto infeliz. A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita." (Amélia Rodrigues)

Barrinhas e Divisórias
Influência infeliz


Você, que convive mais de perto com as crianças, já notou como elas, em geral, têm um coração generoso e uma grande capacidade de perdoar?

Além disso, percebem as coisas de maneira simples e descomplicada.

Mas, infelizmente, o que acontece é que, às vezes, os adultos exercem sobre elas uma influência infeliz.

Quando a criança chega chorando, por exemplo, dizendo que o amigo lhe bateu, logo os pais tomam partido, aconselhando que não brinque mais com o malvado, que fique longe dele.

Passam-se apenas alguns minutos e eis que o pirralho já está às voltas com o amiguinho brigão, dando mostras de leveza de sentimentos, de esquecimento das ofensas.

Mas, para os pais, isso não está certo. E não é raro que questionem o filho, perguntando-lhe como pode brincar novamente com aquela criança agressiva. Isso quando não dizem, logo no início: Se ele te bateu, bata nele também!

Ao agir assim o educador passa para o seu educando a lição da mágoa, do rancor, do melindre, da violência.

Noutras vezes, passa lições de vingança. É quando, por exemplo, a criança bate em algum objeto e corre para o colo da mãe chorando.

Esta imediatamente começa a xingar o objeto, dizendo que ele é o culpado, que é feio, malvado. E chega ao cúmulo de bater no objeto como se fosse um ser vivo.

Sem dúvida, uma lição de vingança. E, além disso, a criança aprende a jogar nos outros a culpa pelos próprios descuidos. Se é um objeto inanimado, não poderia ter saído do lugar para se jogar contra nosso filho, mas há pais que passam essa ideia.

Seria mais fácil e verdadeiro, além de educativo, socorrer a criança e lhe dizer que isso acontece porque, às vezes, andamos meio distraídos.

Há crianças que também aprendem, com os próprios pais, a lição do egoísmo. Esses lhe dão um brinquedo e não deixam de recomendar: Não deixes ninguém mexer no teu brinquedo, filho, pois poderá estragar.

Mais tarde, quando o filho esconde suas coisas dos próprios irmãos, não se sabe onde arranjou tanto egoísmo.

A mentira, não raro, também é lecionada dentro do lar. Há pais que mentem com tanta naturalidade na presença dos filhos, que nem se dão conta de que eles os observam e imitam seus exemplos.

Lições de desonestidade, por vezes, são transmitidas com tanta frequência que passam a fazer parte da formação dos caracteres do educando.

É quando o pai pede ao filho que não conte isto ou aquilo para a mãe, ou vice-versa.

Quando o garçom se engana no troco e entrega dinheiro a mais, e o pai diz que não devolverá, pois o problema não é dele e sim do garçom que não presta atenção no que faz.

Mas, se o garçom devolve dinheiro a menos, então o pai reclama seus direitos.

Esses são apenas alguns exemplos de como podemos exercer influência negativa na formação do caráter dos nossos filhos.

Sendo assim, é preciso que prestemos muita atenção em nossas atitudes, em nossa maneira de lidar com as situações corriqueiras, pois elas são de extrema importância na educação informal das nossas crianças.
 
*      *      *

A criança é extremamente observadora.

Ela está sempre atenta aos nossos menores gestos e palavras.

Portanto, conduzirá seus passos guiados pelos nossos. Tomará atitudes baseadas nas nossas. Terá por valores tudo o que valorizamos e por desvalores o que desvalorizamos.

Por essas e outras razões, precisamos pensar muito bem antes de agir, de forma que nossas ações sejam lúcidas e coerentes com o caráter de um verdadeiro homem de bem.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita
Em 06.12.2010.


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Um ótimo começo de semana!!!

sábado, 22 de agosto de 2015

"O pensamento escolhe. A Ação realiza. O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar. Eis porque, segundo as Leis que nos regem, “a cada um será dado segundo suas próprias obras”. " (Emmanuel)


Gif de nuvem
Que gosto têm as nuvens?



Pai, que gosto têm as nuvens? – Perguntou o garotinho de sete anos, do banco de trás do carro.

Era um lindo dia de sol. O céu azul fazia um fundo luminoso para as brancas nuvens que desfilavam lentamente pelo espaço.

O pai foi pego de surpresa. Sua mente não estava nas nuvens. Estava no trânsito, nas coisas a fazer, nos problemas a resolver.

A força da gravidade exercida sobre o pai não era a mesma que atraía o filho para o centro da Terra.

O menino pensava no gosto das nuvens... O pai pensava em chegar logo em casa.

Mas, certas perguntas das crianças têm poderes mágicos! E essa fez com que ambos, pai e filho, desejassem estar mais próximos das formações nebulosas do céu de anil.

O pai sorriu. Adorou a pergunta. Não era nada lógica, e seu dia havia sido cem por cento lógico, racionalizado.

Ele topou o desafio e flutuou com o filho pelos ares, naquele final de tarde ensolarado.

E os dois começaram a apresentar suas ideias...

O pai partiu do conhecimento que tinha e falou do vapor d’água. O menino não gostou muito da proposta e, logo estavam em outro mundo, falando de algodão doce, de lã, e tantas outras coisas maravilhosas que foram surgindo por ali.

O filho terminou dizendo, categórico: É, pai, acho que as nuvens têm gosto de branco.

Acho que você está certo, meu filho... Acho que você está muito certo...

Ao final da conversa, estavam gargalhando e pousaram de volta dentro do carro, a caminho de casa.

O pai gostou tanto da brincadeira e estava tão feliz que, quando estavam quase chegando, voltou-se para o filho e perguntou: Filho... Que cheiro será que tem o sol?


*     *     *

Há tantas maneiras de se ajuntar tesouros no céu!

A orientação segura de Jesus em Seu Sermão do Monte, diz respeito aos tesouros das boas obras, das produções do bem, que nos levam ao enriquecimento moral.

Os tesouros da terra são frágeis realmente. Vemos isso todos os dias. Pequenas quantias, quanto grandes fortunas mudam de mãos, em um piscar de olhos, das mais diferentes formas possíveis.

Porém, o tesouro dos sentimentos nobres, representado por Jesus, pela palavra coração, esse é indestrutível, não muda de mãos, pois nem sequer está nas mãos. É como o gosto das nuvens.

Breves instantes de alegria, de conversa amigável com um filho, a esposa, o pai, é tesouro que as traças nem a ferrugem consomem.

Assim, não permitamos que a agitação dos dias nos leve para longe de nós mesmos, nos leve para longe de nossos amores, pois sabemos que, muitas vezes, estamos próximos fisicamente, mas muito distantes...

Reservemos tempo para os passeios pelas nuvens, para os instantes de descontração, sem a ameaça da contagem regressiva de um relógio.

Descobriremos que as nuvens têm um gosto maravilhoso, que o sol tem um perfume sem igual, e que as risadas de nossos amores ficam gravadas n’alma por toda a eternidade – tesouros do coração.

Pai, que gosto têm as nuvens?



Redação do Momento Espírita.
Em 31.3.2014
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Gif de nuvem
Ótimo domingo!!!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

"Clamamos por grandes mudanças, aguardando que se operem significativas transformações em tudo que está à nossa volta e não lembramos de mudar a nós mesmos. Porque sem uma profunda reflexão de nossos atos e a consciência de que é preciso começar a modificar nosso comportamento, como esperar que alguma coisa mude?" (A.D.)



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A lei e as frutas


Uma lenda conta que, no deserto, as frutas eram raras, e que Deus um dia chamou um de seus profetas e disse:

Cada pessoa só pode comer uma fruta por dia.

O costume foi obedecido por gerações, e a ecologia do local foi preservada. Como as frutas restantes davam sementes, outras árvores surgiram.

Em breve, toda aquela região transformou-se num solo fértil, invejado pelas outras cidades.

O povo, porém, continuava comendo uma fruta por dia - fiel à recomendação que um antigo profeta tinha passado aos seus ancestrais.

Além do mais, isso não deixava que os habitantes das outras aldeias se aproveitassem da farta colheita que acontecia todos os anos.

O resultado era um só: as frutas apodreciam no chão.

Deus então chamou um novo profeta e disse: deixe que comam as frutas que quiserem. E peça que dividam a fartura com seus vizinhos.

O profeta chegou à cidade com nova mensagem. Mas terminou sendo apedrejado, pois o costume estava muito arraigado no coração e na mente de cada um dos habitantes.

Com o tempo, os jovens da aldeia começaram a questionar aquele costume bárbaro. Mas, como a tradição dos mais velhos era intocável, eles resolveram afastar-se da religião. Assim, podiam comer quantas frutas quisessem e dar o restante para os que necessitavam de alimento.

Participando dos costumes e crenças antigos só ficaram os que se achavam santos, seguidores da religião. Mas que, na verdade, eram pessoas incapazes de enxergar que o mundo se transforma e que nós devemos nos transformar com ele. Assim nos conta a lenda.

Pense nisso!

Há muito sobre o que se refletir sobre estas questões, e algumas delas são muito delicadas, pois colocam em xeque nossas crenças antigas, arraigadas no ser humano há muito tempo.

Primeiramente vejamos que a lição não deseja dizer que o melhor caminho a seguir é aquele que não está na religião, de maneira alguma. Ela demonstra apenas, que a religião precisa também rever suas posições, voltando a estudar os dogmas, a racionalizar seus ensinos e ideias.

Nos tempos antigos havia a necessidade da imposição de ideias, pois o homem ainda não tinha a capacidade de discernir o certo do errado - sua formação intelectual engatinhava.

Ao longo do tempo a humanidade começou a querer respostas, a buscar mais esclarecimentos sobre sua própria existência, e foi encontrando sempre portas fechadas.

Muitos se afastaram da religião, pois ela não respondia de forma satisfatória seus questionamentos mais profundos.

Dessa maneira poderíamos questionar: a religião estava errada, então? Não, certamente que não. Apenas os seus líderes se esqueceram de que o mundo se transforma, e que devemos nos transformar com ele.

As leis de Deus continuam as mesmas, pois são atemporais. Porém, sua interpretação e aplicação sim, se modificam com a evolução.

Novas verdades estão nos sendo reveladas, realidades que antes não tínhamos condições de compreender, e que agora chegam para nos mostrar o caminho da razão, da evolução espiritual do homem moderno.

Assim como um dia nos foi provado que o mundo não era plano - ao contrário do que acreditávamos; ou que a terra estava longe de ser o centro do universo; vamos descobrindo novas realidades, como a existência do espírito, a mediunidade e a reencarnação.

Tudo é apenas uma questão de tempo.

Assim, não sejamos aqueles que continuam comendo apenas uma fruta por dia - relembrando a lenda - e sim aqueles que, através da razão, da inteligência e do coração, estamos dispostos nos alimentar dos frutos da mudança, da renovação e da transformação.

Pensemos nisso!




Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do texto "A lei e as frutas", do livro "Histórias para pais, filhos e netos", de Paulo Coelho - ed. Globo.



Gif de moranguinho
Feliz e abençoado dia!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Ação e reação consequente integram inrrevogável lei da vida. Procure ouvir a esperança e você encontrará a certeza da vitória. Detenha-se no bem e obterá o lado melhor das pessoas e circunstâncias. Auxilie a alguém e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio. Promova a tranquilidade alheia e a paz virá ao seu encontro. Aproveite o seu tempo construindo elevação e o tempo lhe trará maravilhas. Abençoe a vida e a vida lhe abençoará a existência. Busque servir e o seu próprio trabalho lhe ofertará a orientação de que você necessite. Ame aos semelhantes e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afeto. Plante isso ou aquilo e você colherá dos recursos que semeou; alguém poderá dizer que isso é óbvio, entretanto, ligados no bem de todos, transfiramos-nos da palavra à vivência e decerto que surpresas iluminadas de alegria virão fatalmente a você se você experimentar." (André Luiz)



Gif de borboleta
Quem nos vê?



Conta-se que, certa vez, um agricultor cujos campos não produziam, optou por roubar trigo dos seus vizinhos.

Imaginou que se retirasse um pouco de trigo de cada campo, ninguém haveria de perceber. E ele teria com que se alimentar e à família.

Quando a noite chegou, tomou da filha, uma menina de 10 anos e foi ao campo de trigo do vizinho mais próximo.

Filha, – ele sussurrou – você fica de guarda. Se enxergar alguém, me avise logo.

Mal iniciara a colheita, ouviu a garota gritar:

Papai, alguém está vendo você!


Assustado, ele olhou ao redor. Não viu ninguém. Amarrou rapidamente o trigo que recolhera e foi para o segundo campo.

Logo a criança tornou a gritar:

Papai, alguém está vendo você!

Ele parou. Não havia ninguém à vista. Amarrou o trigo roubado e rumou para o terceiro campo.

De imediato, a menina gritou:

Papai, alguém está vendo você!

Irritado, ele foi para junto da filha e falou:

Por que você fica dizendo que alguém está me vendo? Não há ninguém por perto. Ninguém nos vê.

Num murmúrio, como se temesse ser ouvida por mais alguém, a menina disse:

Há sim, papai. Deus está vendo o que você faz. Ele tudo vê. Não importa seja noite escura, sem lua. Não importa que você faça escondido. Ele vê.


*     *     *

Quantas vezes, em nossas vidas, temos agido como o agricultor da história?

Realizamos ações às ocultas dos olhares humanos e imaginamos que ninguém jamais saberá o que fizemos.

Assim urdimos a calúnia, enganamos o próximo, armamos intrigas.

E que dizer dos crimes contra a vida, cometidos em salas fechadas, em noites escuras? Aborto, eutanásia, violências no lar.

Ainda somos daqueles que imaginamos que o mal não tem importância, desde que ninguém saiba que o cometemos.

No entanto, embora possamos passar impunes pelas leis dos homens, que não nos descobrirão os feitos covardes, a Divina Justiça tudo vê e anota.

Um dia, de consciência desperta, haveremos de responder perante a Lei Maior por tudo o que de errado fizemos.

E a justiça da Lei determina que seja dado a cada um conforme as próprias obras.

A chaga que abrimos na alma de alguém pode lhe ser luz e renovação. Mas para nós, os causadores da dor, será sempre chaga de aflição a nos pesar na vida.

A injúria que lançamos aos semelhantes é chibata mental que nos chicoteia.

Porque cada consciência vive dentro dos seus próprios reflexos, evitemos o mal, mesmo porque todo o mal que fizermos aos outros é mal para nós mesmos.



*     *      *

A fé raciocinada nos revela que nenhuma ação passa despercebida, que nada é desconsiderado na contabilidade divina.

Se acreditarmos nisso, com certeza agiremos melhor, para nossa própria felicidade.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. Alguém está vendo você, de O livro das virtudes para crianças, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira e no cap. 47 do livro Justiça divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 05.06.2008

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Gif de borboleta
Um Feliz e abençoado dia!!!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

"Todo homem sábio é sereno. A serenidade é conquista que se consegue com o esforço pessoal, passo a passo. Pequenos desafios que são superados, irritações que conseguimos controlar; desajustes emocionais corrigidos; vontade bem direcionada; ambição freada são todas experiências para a aquisição da serenidade. Um espírito sereno é aquele que já se encontrou consigo próprio, sabendo exatamente o que deseja da vida. A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável para os que estão à volta. Inspira confiança, acalma e propõe afeição. O homem que consegue ser sereno já venceu grande parte da luta. Assim, não permita que nenhuma agressão exterior lhe perturbe, causando irritação e desequilíbrio. Procure manter a serenidade em todas as realizações. A sua paz é moeda arduamente conquistada, que você não deve atirar fora por motivos irrelevantes. Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, que jamais se perdem, e sempre seguem com você. Quando esteja diante de alguém que engana, traindo a sua confiança, o seu ideal, procure manter-se sereno. O enganador é quem deve estar inquieto, e não a sua vítima. No seu círculo familiar ou social, você sempre irá se defrontar com pessoas perturbadas, confusas e agressivas. Não se desgaste com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. Elas são um teste para sua paciência e serenidade. Procure manter-se sempre em contato com o alto, através da prece e em contato consigo mesmo, buscando continuamente compreender as situações que a vida lhe apresenta, enxergando-as como oportunidades, e não como crises. Quem consegue manter a serenidade diante das pequenas dificuldades que surgem, vence mais facilmente os grandes desafios. O homem sereno consegue viver mais feliz, pois nada parece afligi-lo a ponto de faze-lo desistir dos sonhos que traçou para si mesmo. O homem sereno jamais busca resolver suas questões através de comportamento violento, e por isso há mais paz em sua vida. A serenidade que Jesus mantinha em seu coração era algo sublime. Poucos eram aqueles que não se emocionavam em sua presença, pois esta virtude se exteriorizava pelo olhar tranquilo e profundo, irradiava pelo semblante carinhoso e pacífico; emanava pelas palavras ditas com tanto amor, que pareciam beijar e abraçar aqueles que as ouviam. Poucos foram aqueles que não tiveram seus olhares inundados, por estarem na companhia do espírito mais sereno que já esteve na face da terra." (Divaldo Franco)

Gif natureza
Lições das árvores


Se as árvores pudessem falar, o que nos diriam? Que segredos poderíamos saber a partir dos seus relatos?

Elas resistem aos temporais, ao calor, às chuvas, aos ventos. Muitos se abrigam sob sua sombra, servem-se dos seus frutos.

Quantas gerações sobem em uma mesma árvore, através dos anos?

De uma forma romântica, quando olhamos para uma pintura de Auguste Renoir, Paysage aux collettes, e vemos, em primeiro plano, duas árvores retorcidas, retratando uma paisagem do local em Cagnes-sur-mer, que ele transformara em sua residência de inverno, não podemos nos furtar a imaginar as árvores que o terão inspirado.

E se pudéssemos entrevistar uma delas, que nos poderia dizer dessa genialidade que foi um dos maiores mestres da pintura impressionista, ao lado de Degas e Monet?

Talvez nos confidenciasse algo mais ou menos assim: Eu posei para Renoir. Foi minha natureza selvagem que atraiu a atenção daquele gênio.

Quatro séculos de vento e sol na Provença, na França, me deram o formato contorcido. Mas eu morreria se não fosse ele.

Em junho de 1907, ele comprou a terra debaixo das minhas raízes, em Les Collettes e impediu que um horticultor cortasse todas as árvores para plantar cravos.

Ele transformou este local em seu refúgio para o trabalho e a vida doméstica.

Na época, Renoir tinha sessenta e seis anos e já andava como um velho. Os filhos o carregavam para se sentar nas minhas raízes com seu cavalete.

Certo dia, eu o ouvi se queixar de mim ao seu marchand, Ambroise Vollard: “As oliveiras são horríveis de pintar.

Se você soubesse a dificuldade que tenho com esta aqui...

Ela tem tantas cores, nada é cinza. As folhinhas minúsculas realmente me fizeram suar! Uma lufada de vento e o tom muda.”

E, no entanto, ele me imortalizou. Poderei ser arrancada algum dia, ou ceder aos golpes de um machado cruel, e não morrerei.

Minha essência foi captada por ele e colocada na tela, em especial colorido.

E, embora Auguste Renoir reclamasse de mim, posso afirmar que fomos irmãos. Seus dedos deformados pelo reumatismo se pareciam com os meus galhos.

Há muito ele se foi, mas não esqueci um segundo do tempo que passamos juntos
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*     *     *

Seria verdadeiramente maravilhoso se entrevista deste gênero se pudesse concretizar. Seriam tantas as informações que nos poderiam fornecer as árvores que assistiram batalhas notáveis, com vencedores e vencidos; Ou as árvores das ruas, que veem passar as crianças, se tornarem adultos e terem seus próprios filhos.

Que nos poderia confidenciar aquele resistente carvalho polonês, crescido à entrada de um quartel, que se transformou em um campo de concentração nazista?

Quantas vítimas passaram sob seus galhos? Quanta fumaça dos fornos crematórios terá respirado?

Sim, elas não podem falar. São testemunhas mudas. No entanto, nos dão a lição da serenidade pois assistem beleza, morte, tristeza, com a mesma serenidade.

Acompanham o decorrer do tempo e não lastimam a soma dos anos. Em sua imobilidade, nos lecionam resistência. E, não importando a maldade ou a bondade das criaturas, oferecem a mesma sombra, os mesmos frutos, servindo sempre.

Pensemos nisso. Aprendamos com elas.




Redação do Momento Espírita, com base no artigo O que a árvore viu, de Seleções Reader’s Digest, de agosto de 2013.
Em 22.9.2014.






Gif de planta
Um feliz e abençoado dia!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

"Hoje auxiliamos, amanhã seremos os necessitados de auxilio.” (Chico Xavier) ...... "Lembra-te de que um sorriso de confiança, uma prece de ternura, uma frase de bom ânimo, um gesto de solidariedade e um minuto de paz não têm preço na Terra." (Emmanuel)


Gif de amor
Um coração brilhante


Jennifer Love-Hewitt é uma atriz de seriado de televisão e foi convidada para uma festa beneficente, organizada por uma instituição que ajuda crianças portadoras do vírus da AIDS.

Havia muitas barraquinhas espalhadas pelo pátio da instituição promotora, mas as crianças tinham se aglomerado ao redor de uma em especial.

Jennifer verificou que todas as crianças recebiam pequenos recortes de tecidos que deveriam ser pintados, para depois serem costurados, formando uma colcha.

O objetivo era presentear um dos diretores, que tinha dedicado grande parte da sua vida à organização e estava se aposentando.

Potes com as cores mais variadas foram distribuídos, além de pincéis. As crianças pintaram corações cor-de-rosa, nuvens azuis, flores verdes e roxas, um lindo pôr-de-sol alaranjado. Todos os desenhos eram positivos, animadores. Exceto um.

Um menino pintava um coração escuro, vazio, sem vida. No primeiro momento, ela pensou que ele estava usando cor escura porque talvez tivesse sido a única tinta que sobrara.

Mas, quando ela perguntou a razão, o menino  disse que o coração era daquela cor porque o seu próprio coração estava se sentindo escuro.

Tanto ele quanto sua mãe estavam muito doentes e nunca iriam melhorar. Ninguém pode fazer nada para ajudar, terminou dizendo.

A artista se sentou ao seu lado e falou que sentia muito que ele estivesse doente e que podia entender porque ele estava tão triste.

Até podia entender porque ele pintara o coração escuro. Mas, não era verdade que ninguém podia fazer nada. Talvez as pessoas não pudessem curar a ele, nem sua mãe.

Entretanto, algumas coisas podiam ser feitas.

Aprendi, continuou explicando, que dar abraços bem apertados ajuda de verdade quando se está triste. Se você quiser, eu posso lhe dar um abraço.

O menino pulou nos braços dela e tanto deu quanto recebeu um apertado e longo abraço.

Ele ficou ali, sentado no colo, um bom tempo. Depois desceu para terminar o desenho.

Ele disse que se sentia melhor, mas continuava doente, ninguém iria mudar aquilo. E concluiu a sua pintura escura de um coração vazio e sem vida.

Ela sentiu uma dor aguda por dentro e, triste, se afastou.

No final do dia, Jennifer estava se aprontando para ir para casa quando sentiu que alguém lhe puxava pelo casaco. Quando se virou, o menininho estava ali de pé, com um sorriso no rosto.

Moça, sabe, eu vim lhe dizer que meu coração está mudando de cor. Está ficando mais brilhante. Acho que aqueles abraços apertados funcionam mesmo.

Ela se ajoelhou, para ficar do tamanho dele e trocaram um novo e demorado abraço.

No caminho de casa, ela mesma sentiu que seu próprio coração também tinha mudado para uma cor mais brilhante.

*     *     *

O amor tem capacidade transformadora. O sorriso, o abraço, um momento de atenção traduzem valiosas manifestações do amor e onde quer que se apresentem, transformam a dor em esperança, a solidão em conforto.

O amor acende luz na escuridão das vidas em desalento e transforma a terra árida dos corações em jardim ou pomar.

Quando a criatura ama com profundidade real, esquece de si mesma e seu amor tem a capacidade de libertar as vidas, porque o amor é a força do bem inteiramente livre e saudavelmente direcionada.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Coração brilhante, de Jennifer Love-Hewitt, da obra Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante e cap. 21 da obra Perfis da vida, do Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 22.08.2011.


Gif de amor
Feliz e abençoado dia!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

"Não interrompa os seus passos, no caminho do bem, porque justamente na execução dos seus próprios encargos é que os Mensageiros de Deus encontrarão os meios de trazerem a você o socorro preciso." (André Luiz)

Gif de Bailarina
Realizando sonhos...


A mídia falada, escrita, televisiva, vez ou outra, enfoca as lutas, agruras e conquistas de pessoas famosas.

São astros da música, do cinema, da televisão que tiveram infância difícil, com ou sem pais, sem pão, sem abrigo.

Alguns desses, bem sucedidos no momento, não esquecem suas origens e, recordando o sofrimento passado, se transformam em mãos abençoadas, distribuindo favores, atendendo necessidades.

Outros, contudo, se transformaram em pessoas egoístas que, por terem sofrido muito, se acham agora em pleno direito de tudo usufruir, gozar. Esses, pensam somente em si.

Quando recordam o passado, o fazem de forma amargurada, afirmando que tudo lhes é devido, tudo merecem, por terem padecido em anos passados.

Mas, não são somente famosos que têm histórias interessantes.

Existem pessoas anônimas, pelo mundo, que alcançaram êxitos ainda mais surpreendentes e frutos mais saborosos.

A diferença é que não são focalizados pela mídia.

São pessoas sem beleza exterior exuberante. Pessoas como a alagoana Rosa Célia Barbosa. Pequena, metro e meio de fortaleza moral e vontade de vencer.

Aos 7 anos, Rosa foi largada num orfanato, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Chorou durante meses.

Toda mulher de saia que via, ela achava que era a sua mãe que a vinha buscar. Depois de um tempo, desistiu...

Rosa Célia fez vestibular de Medicina quando morava, de favor, num quartinho e trabalhava para se manter.

Formou-se e decidiu se dedicar à cardiologia neonatal e infantil, quando estava no Hospital da Lagoa, no seu Estado de origem.

Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar em Londres, com nada menos que a maior especialista no mundo, Jane Sommerville.

Estudou inglês e conseguiu uma bolsa. Em Londres, era motivo de gozação dos colegas ingleses por causa de seu inglês ruim.

Mas, quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, que examinou por oito horas seguidas, ela ganhou o respeito geral.

Ao lembrar do fato, Célia, divertida, diz que o inglês da paciente era ainda pior do que o seu próprio.

De Londres, Rosa Célia foi direto para Houston, nos Estados Unidos, como escolhida e convidada.

Foi então que descobriu estar grávida. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, retornando para o Rio de Janeiro.

Todo ano viaja para estudar. Passa, no mínimo, um mês no Children´s Hospital, em Boston, Estados Unidos, trabalhando 12 horas por dia.

No Rio de Janeiro, abriu consultório, reassumiu seu lugar no Hospital da Lagoa e já mereceu destaque em reportagem que apontou os melhores médicos daquele Estado.

Chefia um sofisticado Centro Cardiológico, onde são tratados casos limite, histórias tristes.

Hospital privado, caríssimo. Mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses.

Criou uma ONG, consegue dinheiro com amigos e empresários e já conseguiu que fossem atendidas 500 crianças. 120 foram operadas.

Rosa Célia não tem fotos na mídia, nem brilha nas passarelas da moda.

Talvez nunca sua vida se torne um filme e diga ao mundo o que ela fez.

Mas ela sabe e tem certeza de que alcançou o seu sonho: Sonhei a vida inteira, diz ela. E consegui. Não importou ser pobre, ser órfã, ser mulher, baixinha, alagoana. Eu consegui.

Rosa Célia, um exemplo de quem perseguiu um sonho e o tornou uma feliz realidade.

Um exemplo para seguir, para insuflar coragem de lutar, para afirmar a muitos de nós que não devemos desistir dos nossos sonhos. Nunca.

 
*    *    *

Conquistas, sem amor, são efêmeras. Quando a criatura se reveste de amor, esparze, enquanto se felicita pelas metas alcançadas, júbilos e bênçãos ao seu redor.

Ama, pois, sonha e sê feliz, porque onde quer que esteja, a criatura humana é o grande investimento da Divindade.


Redação do Momento Espírita com base em crônica de Arnaldo Jabor, intitulada Dra. Rosa Célia Barbosa x Galisteu.
 
 
 
 
Gif de balão
Um feliz e abençoado dia!!!


terça-feira, 11 de agosto de 2015

"Um professor perguntou, certa vez, a um de seus alunos qual era o significado da palavra amigo. O menino não soube, de pronto, responder. Ficou, por alguns momentos, em silêncio e, por fim, repetiu a palavra amigo separando devagar as sílabas. O professor, porém, insistiu: Vamos! Responda-me. Que significa a palavra amigo? Ao fim de dois ou três minutos, então, o jovem respondeu: - Penso que amigo é uma pessoa que nos conhece perfeitamente, sabe da nossa vida e, apesar de tudo, ainda nos quer muito bem! - Bravo! – exclamou o mestre – eis uma resposta que me parece simples e perfeita! Um dos tesouros mais preciosos na vida é a boa amizade! – terminou dizendo ele com vibração. “A amizade redobra as alegrias e reparte as penas em duas metades. A amizade é um raio de sol que ilumina a vida. Não há rosto por mais imperfeito, nem espírito por mais sofredor, que um relâmpago da verdadeira amizade não possa tornar encantador. A amizade é um sentimento raro; só são capazes de senti-lo aqueles que são capazes de inspirá-lo.” Eis as palavras do escritor Malba Tahan, elevando à sublimidade este laço bendito que nos une ao próximo. Talvez apenas a arte, tocada pelo condão da espiritualidade, consiga trazer em versos pronunciáveis, o que a amizade significa para o espírito. Eis um poema de autor desconhecido: “Pode ser que um dia deixemos de nos falar. Mas enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe. Mas, se a amizade permanecer, um do outro há de se lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos. Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos. Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe. Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de uma forma diferente, sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos, e nos lembraremos para sempre.” A dádiva de um coração amigo é sempre acolhida com benevolência. Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. A amizade pura é uma flor que nunca fenece. A amizade pura é uma flor que nunca fenece. Talvez tenha sido por isso que o filósofo francês Voltaire disse: todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel." (Equipe de Redação do Momento Espírita)

Gif de gato
Perante os amigos


O escritor H. Jackson Brown Jr., autor do livro "Pequeno manual de instruções para a vida", relaciona nessa obra sugestões de como dar e receber amizade.

Seus conselhos são no seguinte sentido:

Olhe as pessoas nos olhos.

Diga sempre "muito obrigado."

Diga sempre "por favor".

Seja o primeiro a dizer "olá".

Devolva tudo o que pegar emprestado.

Sorria muito. Não custa nada e não tem preço.

Lembre-se do aniversário dos outros.

Quando alguém contar alguma coisa importante que lhe aconteceu, não tente superá-lo com uma de suas histórias. Os outros também têm o direito de aparecer.

Jamais prive uma pessoa de esperança; pode ser que ela só tenha isso.

Elogie em público.

Critique em particular.

Não aborreça as pessoas com os seus problemas.

Procure reavivar antigas amizades.

Nunca desperdice uma oportunidade de dizer a uma pessoa que você a ama.

Nunca subestime o poder de uma palavra ou de uma ação gentil.

Nunca ria dos sonhos alheios.

Em caso de discordância, exponha seus pontos de vista sem pretender ridicularizar os entendimentos dos outros.

Quando alguém lhe fizer uma pergunta a qual você não gostaria de responder, sorria e pergunte: "por que quer saber?"

Não admire as pessoas pela sua riqueza, mas pelos meios criativos e generosos com que dispõem dela.

Não traia nunca uma confidência.

Não deixe que uma pequena desavença prejudique uma grande amizade.

Dê às pessoas mais do que elas esperam, e faça-o alegremente.

Lembre-se de que o tempo que leva para que duas pessoas se tornem amigas nunca é tempo desperdiçado.

Saiba compreender as imperfeições de seus amigos com a mesma presteza com que sabe compreender as suas próprias.

Seja aberto e acessível. A próxima pessoa que você conhecer pode se tornar o seu melhor amigo.

Seja o primeiro a perdoar.

Quando disser "sinto muito", olhe a pessoa nos olhos.

Quando um amigo ou uma pessoa amada ficar doente, lembre-se de que esperança e pensamento positivo são remédios fortíssimos.

Passe a vida levantando o ânimo das pessoas e não as colocando para baixo.

Peça desculpas imediatamente quando perder a paciência.

Estimule qualquer pessoa que esteja tentando melhorar, mental, física ou espiritualmente.

Lembre-se de que o princípio mais profundamente enraizado na natureza humana é a ânsia por ser apreciado.

Pense nisso!

Os amigos verdadeiros são alegrias em nossas vidas.

São raios de luz, ajudando-nos a descobrir erros que precisamos corrigir, ou talentos que ainda precisamos desenvolver.

São dádivas que Deus, na Sua extrema misericórdia, oferece-nos para amenizar as provas da vida e a aridez dos caminhos.

São flores raras que perfumam o jardim de nossas existências, mas que necessitam de cuidados e de dedicação constantes, a fim de que não feneçam à própria sorte, desvalorizadas e esquecidas.

Antes de buscar amizade nos outros, compete-nos, primeiro, ser amigo daqueles que nos cercam.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos livros Pequeno manual de instruções para vida I e II, H. Jackson Brown Jr., e É melhor ser amigo, Raul Teixeira, ditado pelo Espírito Levy.

Gif de gato
Feliz e abençoado dia!!!