quinta-feira, 30 de julho de 2015

"O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem." (Allan Kardec)

Gif natureza
A suavidade consegue esculpir


O Mosteiro na margem do Rio Piedra está cercado por uma linda vegetação, verdadeiro oásis nos campos estéreis daquela parte da Espanha.

Ali, o pequeno rio transforma-se numa caudalosa corrente, e se divide em dezenas de cachoeiras.

Quem caminha por aquele lugar escuta a música das águas e encontra, de repente, uma gruta, debaixo de uma das quedas d´água.

Observando cuidadosamente as pedras gastas pelo tempo, as formas que a natureza cria com paciência, vê-se escrito numa placa, os seguintes versos de Rabindranath Tagore:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.

Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.

*    *    *

A lição do poeta é de extrema profundidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso íntimo, realizando a reforma de nossas almas com o objetivo de encontrar felicidade.

Somente com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso mundo, realizando sua modificação para melhor.

O martelo que destrói está nas críticas cruéis, nas palavras grosseiras que saem de nossas bocas e ferem a auto-estima das pessoas à nossa volta.

Enquanto a doçura da água está nos conselhos edificantes, na atenção e paciência com que ouvimos a alguém, nas palavras de estímulo, no elogio animador.

O martelo destruidor está no acúmulo da culpa em nosso coração, na auto-exigência desequilibrada, na falta de amor próprio.

A docilidade da água está na compreensão de nossas dificuldades, no auto-perdão, e na disposição constante para corrigir os nossos erros.

Em nossos dias, na análise de nosso comportamento, de nossas ações, lembremos sempre da delicadeza da água moldando as rochas através dos tempos.

Procuremos conquistar a paciência e a tranqüilidade, certos de que são virtudes dinâmicas, que nos fazem seres pacíficos.

Que as palavras do poeta indiano nos sirvam de guia, de inspiração:

Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.

Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.


*    *    *

A suavidade, a delicadeza, são o amor expresso nas pequenas coisas, nos gestos aparentemente simples, mas que revelam nossa preocupação com o próximo.



Redação do Momento Espírita, com base em Yomaktub.






Gif de flor
Um feliz e abençoado dia!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

"Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja. Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje. Toda idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos. Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição. Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver. A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro. Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um. Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias experiências. Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você." (André Luiz)

Gif de flor
Viva como as flores


Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes.

Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam.

Pois viva como as flores, orientou o mestre.

E como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.

Repare nas flores, falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.

Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem.

Os defeitos deles são deles e não seus.

Se não são seus, não há razão para aborrecimento.

Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.

Isso é viver como as flores.

Numa simples orientação, sem dúvida, uma grande e nobre lição de bem-viver.

Mas, para viver como as flores, é preciso, ainda, observar outras características que elas nos oferecem como exemplo.

Importante notar que nem todas as flores têm facilidades, mas todas têm algo em comum: florescem onde foram plantadas.

Seja em terreno hostil, em meio a pedregulhos ou em jardins tecnicamente bem cuidados, as flores surgem para perfumar e embelezar a vida.

Existem as flores heroínas, que precisam lutar com valentia por um lugar ao sol. São aquelas que surgem em minúsculas frinchas, abertas em calçadas ou muros de concreto.

Precisam encontrar, com firmeza e determinação, um espaço para brotar, crescer e florescer.

Há flores, cujas sementes ficam sob o solo escaldante do deserto por muitos anos, esperando que um dia as gotas da chuva tornem possível emergir...

E, então, surgem, por poucos dias, só para espalhar seu perfume e lançar ao solo novas sementes, que germinarão e florescerão ao seu tempo.

Em campos cobertos de neve, há flores esperando que o sol da primavera derreta o gelo para despertar de sua letargia e colorir a paisagem, em exuberância de cores e perfumes.

Ah! Como as flores sabem executar com maestria a missão que o Criador lhes confia!

Existem, ainda, flores resignadas, que se imolam na tentativa de tornar menos tristes as cerimônias fúnebres dos seres humanos... enfeitando coroas sem vida.

Viver como as flores, portanto, é muito mais do que saber retirar vida, beleza e perfume, do estrume...

É mais do que florescer em desertos áridos e em terrenos inóspitos...

É mais do que buscar um lugar ao sol, estando numa cova escura sob o concreto espesso...

É mais do que suportar a poda e responder com mais vida e mais exuberância...

Viver como as flores é entender e executar a missão que cabe a você, a mais bela e valorosa criatura de Deus, para quem todas as flores foram criadas...
 
*     *     *

As flores são uma das mais belas e delicadas formas de expressão do Divino Artista da natureza.

Parece mesmo que o Criador as projetou e as colocou no mundo para nos falar da grandeza do Seu amor por nós, e também como lições silenciosas a nos mostrar como florescer e frutificar, apesar de todos os obstáculos da caminhada...

Pense nisso, e imite as flores!


Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.

 
Gif de flor
Feliz e abençoado dia!!!

terça-feira, 28 de julho de 2015

“Ama-te, respeitando-te, e agindo de maneira que não te envergonhes de ti mesmo quando submetido ao crivo da consciência.” (Joanna de Ângelis)



Gif
Autoengano


O ser humano é hábil na arte de autoenganar-se.

Movido pela própria fraqueza ou pela vontade de autoiludir-se, inventa mil maneiras de ficar bem consigo mesmo, usando recursos falsos.

Existe aquela pessoa que está sempre atrasada e não tem vontade de se corrigir e por isso lança mão de um artifício de autoengano, adiantando o próprio relógio para não perder mais a hora.

Algumas, por saber que o relógio está adiantado, dorme mais um pouco e acaba se atrasando do mesmo jeito.

Outras acreditam na própria mentira e se levantam alguns minutos antes.

Há pessoas que, na tentativa de suprir suas carências e insatisfações, buscam envolver-se mais e mais com pessoas que lhes preencham o vazio interior.

Enganam-se a si mesmas, pois essa eterna busca só acontece por causa da insatisfação.

Uma pessoa feliz não precisa dessa busca desenfreada por companhia. É, como se diz, uma pessoa bem resolvida. Autoconfiante, segura do que quer e do que faz.

Outra maneira de autoenganar-se são as dietas, prescritas por médicos ou não.

Pessoas portadoras de diabetes, por exemplo, que estão proibidas de comer açúcar e o fazem às escondidas...

A quem pensam estar enganando, senão a si mesmas?

Se uma pessoa decide fazer um regime para perder peso e come, às pressas, algum alimento que não consta na lista, quando não tem ninguém olhando, está se autoenganando.

Se alguém nos ofende e passamos a nutrir por esse alguém grande ódio, estamos nos iludindo com a ideia de que, ingerindo veneno, prejudicaremos o nosso agressor.

O corrosivo do ódio destrói primeiro quem o fabrica.

As táticas de autoengano são muitas e sempre demonstram a inferioridade de quem as utiliza.

É, no mínimo, infantilidade acreditar nas próprias mentiras.

Ademais, a prática da autoilusão retarda o progresso do ser e o infelicita, ainda mais.

Aquele que pensa ser livre para fazer o que quiser e quando quiser, sem ter que prestar contas dos seus atos, está se autoenganando, pois a Justiça Divina não isenta ninguém de colher os frutos do que semeou.

Há pessoas para as quais o autoengano chega a tal ponto, que dizem: Se eu morrer um dia...

Nem imaginamos o que as faz pensar que viverão eternamente no corpo físico, pois até Matusalém, o personagem que, segundo a lenda, teria durado novecentos e sessenta e nove anos, morreu um dia.

Existem pessoas que realmente acreditam que a morte jamais as escolherá e vivem a ilusão de que não precisam pensar no que lhes vai acontecer do outro lado do túmulo.

Pessoas que pensam assim perdem a oportunidade de viver conscientemente e cruzar a aduana do túmulo com a lucidez de um ser imortal.

Quando a morte chega, as encontra como crianças que brincam de viver e vivem a autoilusão de que não há horizontes além do plano físico.

Por todos esses motivos, vale a pena retirar o véu intencionalmente colocado sobre a própria razão.

Como afirmou Jesus de Nazaré: É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.

E se Jesus fez essas observações é porque não basta ter olhos e ouvidos. É preciso querer ver e ouvir.

E isso depende da vontade de cada um.

Como diz o ditado popular:  A pior das cegueiras é a daquele que não quer ver.

Pense nisso!

E não esqueça de consultar sempre a própria consciência, com desejo sincero de evitar possíveis táticas de autoenganar-se.




Redação do Momento Espírita.
Em 10.09.2012.

 
Gif Candied
Um feliz e abençoado dia!!!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

"O que faz com que alguns casais vivam anos e anos juntos e desfrutem felicidade? Natural que não seja a felicidade plena e absoluta. Mas uma vida de alegrias, de compartilhamento. Casais que superam dificuldades as mais árduas e prosseguem juntos. Os reveses financeiros, a saúde comprometida, os filhos-problema, tudo é enfrentado a dois, de mãos dadas, consolidando sempre mais a relação. Alguns que não conseguiram manter o próprio relacionamento conjugal, afirmam que, em verdade, isso é resultado de submissão de um ao outro. Anulação da personalidade. Comodismo. São variadas as explicações. No entanto, os que vêem se multiplicar os anos na durabilidade de seu matrimônio, têm seus segredos. Cada casal tem sua fórmula especial. Mas algumas dicas, com certeza, auxiliam. Como o casamento feliz é um porto seguro onde se pode relaxar e recuperar das tensões do dia-a-dia, algumas frases não devem ser esquecidas. Você recorda quando foi a última vez que olhou para sua esposa e lhe disse: Você está deslumbrante hoje? Quantas vezes vocês se preparam para ir a uma festa, colocam sua melhor roupa, se alinham. E nem olham um para o outro? Pensem: antes de parecerem bem apresentáveis para os outros, vocês estão no lar, um frente ao outro. Observe como ele continua um gato, um rapaz saradão. Veja como os fios de prata lhe conferem um ar de maturidade. Aproveite para dizer: Estou feliz por ter me casado com você. Já pensou em despertar pela manhã, olhar para o seu cônjuge e dizer: É bom acordar a seu lado! Que tal uma surpresa no meio do dia com um telefonema breve para dizer: Você sempre será o meu amor! No jantar em família, olhem nos olhos um do outro. Agora, é o momento de falar: Adoro ver o brilho em seus olhos quando você sorri. E, assim por diante. Não perca a chance de dizer como é bom estarem juntos, compartilharem a mesma casa, as alegrias, as dores. Tenha sempre em sua mente, frases como: O que você fez foi muito bom. Não posso imaginar viver sem você. Você é muito especial. Sinto muito, o erro foi meu. Confio em você. Aprecio cada momento que passamos juntos. E, quando ele errar o caminho, aproveite para brincar, para rir: Este é o meu marido! Já sei porque você se perdeu de novo. Quer ficar mais tempo comigo a sós, seu danadinho! Quando ele estiver muito quieto, pergunte: Em que você está pensando? Quando rusgas acontecerem, seja o primeiro a ceder admitindo: Eu gostaria de ser um companheiro melhor. Finalmente, não esqueçam de um ao outro dizer a cada dia, quando se despedem, quando cada qual ruma para a sua atividade profissional: Ore por mim. Vou orar por você. E, mais importante que tudo, sejam gratos um ao outro, com frases como: Obrigado por me amar. Obrigado por me aceitar. Obrigado por ser meu companheiro. Você torna meus dias mais brilhantes. Experimente. Tente. E veja sua relação conjugal frutificar em flores de amor e alegrias." (Redação do Momento Espírita, com algumas frases extraídas do cap. 37, de autoria de Steve Stephens, do livro Histórias para o coração, v. 1, organizado por Alice Gray)


Gif de amor
A arte do matrimônio

 
Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.

Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente, lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.

Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.

É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer te amo, pelo menos uma vez ao dia.

É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.

É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família.

É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito.

E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.

É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.

É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.

É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.

É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.

Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente. Detalhes pequenos, mas importantes.

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.

É cultivar o desejo constante de superação.

É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.

É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
 
*    *    *

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.

O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes um do outro.

O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. A arte do matrimônio, no cap. Na mulher o homem aprecia, no cap. Na mulher o homem aprecia, do livro Um presente especial, de Roger Patrón Liján, ed. Aquariana e no cap. 2, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. FEP.
Em 16.6.2014.





Gif de amor
Feliz e abençoado dia!!!

domingo, 26 de julho de 2015

"Levantará o homem o próprio ninho à plena altura, estagiando no topo dos gigantescos edifícios de cimento armado… Escalará o fastígio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor. Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio… Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros… Erguer-se-á, vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo… Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela Humanidade melhor. Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia. Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam. Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento. Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida. Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para redimir-nos. Sem a recuperação da infância para a glória do bem, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do mal. Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro. De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz." (Emmanuel)

Gif Baby Woppies
O que as crianças realmente precisam


Você já se perguntou o que seu filho realmente precisa?

Quando as crianças reclamam, ou quando se comportam mal, quase sempre desabafamos:

“Eu as alimento, visto, compro brinquedos, mantenho-as limpas e aquecidas. Levo para passear. O que mais querem, afinal?”

Se elas forem indagadas, dirão: “queremos você!”

E estarão traduzindo necessidades essenciais para as suas vidas e para se sentirem felizes.

Conta-se que ao término da segunda guerra mundial, em 1945, a Europa estava em ruínas.

Entre os tantos problemas humanos a serem enfrentados, estava o cuidado de centenas de órfãos, cujos pais haviam sido mortos ou separados permanentemente dos filhos, pela guerra.

A suíça, que tinha se mantido neutra durante a guerra, mandou alguns dos seus profissionais de saúde para ajudar a enfrentar o problema.

Um deles deveria pesquisar a melhor forma de cuidar dos bebês órfãos.

O médico viajou toda a Europa. Visitou muitos tipos de lugares que cuidavam dessas crianças para ver qual obtinha maior sucesso.

Ele viu situações extremas. Em alguns lugares, campos hospitalares americanos foram montados.

Os bebês foram colocados em berços limpos, em enfermarias higienizadas, sendo alimentados em horários regulares com leite especial, por enfermeiras uniformizadas.

Todo rigor de higiene. Todos os cuidados possíveis.

Na outra ponta da escala, nas remotas vilas das montanhas, um caminhão simplesmente encostou e o motorista perguntou:

“Você pode cuidar desses bebês?”

E deixou quase 50 crianças chorando, aos cuidados dos moradores da vila.

Ali, cercados por crianças, bodes, cães, nos braços de uma camponesa, os bebês dependiam de leite de cabra e alimento comunitário.

O médico suíço tinha uma maneira simples de comparar as diferentes formas de cuidado. Ele não pesava os bebês nem a sua coordenação motora.

Naqueles dias de graves enfermidades, ele usava a mais simples das estatísticas: a taxa de mortalidade. O que ele descobriu foi uma surpresa.

Enquanto as epidemias se alastravam pela Europa e muitas pessoas estavam morrendo, as crianças nas vilas estavam se desenvolvendo melhor do que as dos hospitais com todos os cuidados científicos.

Descobriu que os bebês precisam de amor para viver.

As crianças dos hospitais tinham tudo. Menos afeto e estímulos.

Os bebês nas vilas tinham mais abraços e alegria. Com cuidados básicos, se desenvolviam.

Em resumo: os bebês precisam de contato humano e de afeto.

Sem esses ingredientes humanos, podem facilmente morrer.

Você sabia?

Que os bebês precisam de contato freqüente com a mãe ou com pessoas que lhes dêem muito carinho e calor humano?

E que necessitam de troca de olhares, sorrisos, e um ambiente colorido e cheio de vida?

As crianças precisam ser carregadas, balançadas no joelho, acarinhadas.

E você sabia que os bebês apreciam os sons como canto e conversas?

Enfim, eles precisam de quem os ame! Eles precisam de você!




Equipe de Redação do Momento Espírita com base no livro O segredo das crianças felizes, de Steve Biddulph, Ed. Fundamento, cap. 2.

Gif Baby Woppies
Uma feliz e abençoada semana!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

"Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. É paradoxal. Quando nascem, pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos. Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais, nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família. Agora tudo é feito com os amigos. Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico. É o momento em que os pais se perguntam: Onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal? As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem, eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje, são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. Ontem, estavam no banco de trás do automóvel; hoje, estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol. Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. Tempos que não retornam, a não ser na figura dos netos, que nos compete esperar. Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos Espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco. Não economizemos abraços, carícias, atenções, porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro. A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. No dia-a-dia com os pais, os filhos aprendem que o ser humano, seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. Em essência, as crianças aprendem o que vivem." (Redação do Momento Espírita)


Gif Baby Woppies
A força dos nossos pés


Desde o dia em que tu nasceste, eu criei a ilusão dentro de mim, que poderia caminhar por ti.

Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranquilos e seguros.

Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais te cansarias da caminhada. Nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar. Isso seria eternamente minha responsabilidade.

E foi assim durante um bom tempo. Caminhei por ti e para ti.

Então, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.

Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus e, quando eu menos esperava, eles escorregaram e alcançaram o solo.

Hoje sou obrigado a vê-los trilhar caminhos nos quais os meus jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só consigo raríssimas vezes.

Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus e, em certos momentos, teus passos são tão largos que quase não posso acompanhá-los.

Atualmente assisto aos teus tropeços sempre pronto a levantar-te das tuas quedas.

Por vezes, tu me estendes as mãos em busca de socorro.

Outras, mesmo estando estirado ao chão e ferido, insistes em levantares sozinho para me provar que já és capaz de te erguer, após teus tombos e curares as próprias feridas.

Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para te conduzir, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés do que sobre o meu coração.

No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia.

Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisarias mesmo desbravar teus caminhos independente de mim.

Como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos.

Claro que não é uma tarefa fácil. Mas se eu consegui, tu também conseguirás porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso: o amor.

*     *     *

Os filhos são, sem dúvida, um empréstimo Divino.

Com eles aprendemos a lição maior do amor incondicional. Tornamos-nos habilidosos em corrigir nossos piores defeitos e multiplicar os melhores sentimentos.

Se hoje eles estão ao nosso lado, façamos por eles o melhor que pudermos pois, com certeza, logo chegará o tempo em que eles não mais estarão tão próximos.

Quando pequenos, toda a felicidade deles depende dos pais e é realmente doloroso o momento em que constatamos que haverá o tempo em que não mais precisaremos carregá-los e nem guiar os seus passos.

Então preparemos o seu caminho.

Através do amor, ofereçamos a eles toda a bagagem necessária para que possam seguir em frente com força e segurança.

Que eles carreguem a certeza de que, mesmo estando fisicamente distantes, estaremos sempre ao seu lado.



Redação do Momento Espírita,com base em mensagem, de autoria desconhecida.Em 26.12.2011.

Gif Baby Woppies
Feliz dia!!! Feliz fim de semana!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática." (Paulo Freire) ..."Qualquer lugar em que você esteja é sempre o lugar certo. Não existe a necessidade de se consertar nada, de colocar a calçadeira da alma, para começar em algum lugar mais alto. Comece exatamente de onde você está." (Júlia Cameron) ..."A felicidade não é algo que você adquire, mas algo que você faz." (Marcelene Cox) ..."Nós adquirimos virtudes quando primeiro as colocamos em ação. Tornamo-nos justos ao praticar ações justas, equilibrados ao exercitar o equilíbrio e corajosos aos realizar atos de coragem." (Aristóteles)

Gif flor
Quem oferece flores


Quem oferece flores está sempre perfumado.

A frase é uma das muitas adaptações já sofridas por um possível provérbio chinês antigo.

Em outra versão lê-se que um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores.

Na essência dessa ideia está o ensino de que somos nós os maiores beneficiados por uma boa ação praticada, por uma doação, por um gesto de carinho.

Quem recebe as flores poderá se perfumar ou não, se encantar ou não, ficar agradecido ou dar pouca importância.

Porém, quem oferece o ramalhete já está perfumado.

Não temos controle sobre a reação do outro. Não sabemos se irá aproveitar bem, se saberá dar o verdadeiro valor àquilo que fizemos ou dissemos.

Mas, ao tomar a decisão de colher as rosas já estamos nos encharcando de sua essência delicada e bela.

Depois, transportando-as e permanecendo em sua companhia por um tempo, presenteamos nossos próprios olhos e pensamentos com imagens floridas.

Por vezes nos preocupamos em demasia em como o outro irá receber, se saberá valorizar, se saberá agradecer, e acabamos intranquilizando a alma.

A alma de quem oferece florescências não precisa se angustiar, pois já está mergulhada no bem, inundada de amor, do verdadeiro amor, aquele que não espera retorno nem reconhecimento.

É claro que sempre torcemos pelo sorriso no rosto de quem recebeu nosso presente, como se ele fosse a confirmação de que nossa ação foi nobre.

Porém, a confirmação maior está em nossa consciência, que sempre nos avisa, que sempre nos sinaliza quando estamos no caminho dos sentimentos nobres.

Aí está o pouco de perfume que permanece em nossas mãos.

Sempre saímos ganhando quando nos doamos, quando nos preocupamos com o outro. Essa é uma das grandes bênçãos da caridade – ela nos preenche.

Igualmente, se pensarmos pelo lado negativo, das ações maléficas, imaginemos mãos cheias de lama, prontas para atirar no outro.

Quem atira a lama já está coberto dela. É o primeiro que se suja e se prejudica e, mesmo que a jogue longe, mirando em algo ou alguém, sempre permanecerá com as mãos lamacentas.

Isso nos leva a entender que sempre temos a escolha: de estar com as mãos perfumadas ou cheias de lama.
*     *     *

Ofereço-lhe as flores de minh´alma,

Colhidas aqui e ali, nos campos que percorri,

Nas vidas que vivi, durante este tempo em que já sou eu.

Ofereço-lhe meus sorrisos e minha arte,

A arte de misturar as palavras multicolores, como flores, fazendo um jardim,

Ofereço-lhe meu tempo mais precioso, pois tempo que se passa junto é muito maior do que aquele que se passa só,

Ofereço-lhe companhia, não de quem pensa igual, mas de quem pensa ao lado, ouve, respeita e entende outros tipos de pensares.

Ofereço-lhe o que há de melhor em mim... E o mais curioso é que não me esvazio. Não, ao fazer isso, sinto-me ainda maior.



Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v.24, ed. Fep.
Em 4.3.2013.

Gif flor
Ótimo dia!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

"Possua um coração que nunca endurece, um temperamento que nunca pressiona, e um toque que nunca magoa." (Charles Dickens) ......"Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade..." (Cora Coralina)


Gif Bboguri
O bem que falta
 

Em uma conhecida passagem do Evangelho, Jesus afirma que o homem vê mais fácil um argueiro no olho do irmão do que uma trave no próprio olho.

Trata-se de uma velha fissura da Humanidade, consistente na hipocrisia.

A criatura tende a desculpar em seu comportamento o que critica no agir do semelhante.

Contudo, no estudo do aperfeiçoamento da conduta, o homem deve começar por vigiar a si próprio.

Ele precisa corrigir-se em tudo aquilo que lhe desagrada no semelhante.

Muitos pregam contra os desperdícios dos administradores públicos.

Entretanto, instalam-se entre as paredes domésticas de forma exagerada.

É como se acreditassem ser destinados a atravessar a existência em uma carruagem de luxo, sobre lixo dourado.

Enquanto isso, muitos padecem de fome e de frio.

Outros criticam as autoridades, afirmando que são os verdugos do povo.

Mas, no recesso do próprio lar, esses críticos tiranizam os seus modestos auxiliares.

Há os que amaldiçoam a guerra e todos os que a promovem.

Contudo, no ambiente familiar, são truculentos quais feras selvagens.

Incontáveis homens apregoam a necessidade da pena de morte para os que enlouqueceram na delinquência.

Mas eles mesmos, perante pais, amigos e irmãos, manejam o punhal invisível da ingratidão.

Muitos lideram primorosas campanhas de socorro à infância desprotegida.

Ainda assim, enxotam, sem piedade, o primeiro menino infortunado que lhes roga auxílio.

Há quem se orgulhe de sua inteligência e cultura e se diga incomodado com a ignorância alheia.

No entanto, não se lembra de ensinar a quem ainda ignora as primeiras letras.

Vários dominam os intrincados ensinos da filosofia e são capazes de falar com brilho sobre ética e virtude.

Entretanto, encastelam-se no conforto individual, afirmando que a caridade é fábrica de preguiça.

Outros ensinam com sabedoria sobre bondade e simpatia.

Mas se movimentam, em seus recintos privados, entre melindres e aversões.

Não há nada de errado em refletir sobre equívocos, em saber, em falar e em ensinar.

Ocorre ser necessário conjugar reflexão, sentimento, palavras e atos, a fim de que o bem se faça pleno.

Quem consegue identificar o equívoco alheio também consegue perceber a própria realidade, desde que deseje.

Ninguém se torna sublime em um instante, mas é preciso tentar com sinceridade.

Primeiro, silenciar em si o vício de criticar gratuitamente o semelhante.

Segundo, retificar os próprios sentimentos e disciplinar os pensamentos.

Por fim, habituar-se a fazer todo o bem possível, sem esperar aplausos.

Para que você se pacifique, o bem que lhe falta não reside na conduta dos semelhantes.

O que o há de pacificar e conduzir à plenitude é o bem que você pode fazer, com os recursos que já possui.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. L, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.07.2009.

 
Gif Bboguri
Um feliz e abençoado dia!

terça-feira, 21 de julho de 2015

"Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças. Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto. Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente. Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no Amor do Pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora. Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que, por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade. Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos e que, nas noites escuras da vida, nos fazem lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo. Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do Cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que, ante a menor contrariedade, bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça. Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dEle, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução. Assim como a chuva que, embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento." (Momento Espírita)

Gif Cinnamoroll
Rápida passagem


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito. Seu objetivo era visitar um famoso rabino. O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

Onde estão os seus móveis? Perguntou o turista.

E o rabino, bem depressa, perguntou também:

Onde estão os seus?

Os meus? Disse o turista. Mas eu estou aqui de passagem.

Eu também. Falou o rabino.

A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente.

A grande preocupação é amontoar coisas. São casas na cidade, na praia, no campo, no exterior.

Vários carros de cores, marcas e potências diferentes, para ocasiões diversas. Inúmeras roupas, dezenas de calçados, prédios, terrenos, jóias. Quanto mais se possui, mais se deseja.

Justo que o homem anseie pela casa confortável, vestimenta adequada à estação, boa alimentação.

Tudo isto faz parte da vida material. São coisas necessárias para nos manter e podermos gozar de relativa segurança.

Entretanto, por que ajuntar tantas coisas, utilizando um tempo enorme em trabalho constante, sem nos preocuparmos com a vida do espírito?

De um modo geral, afirmamos que não temos tempo para orar, para ler e estudar a respeito do mundo espiritual, do porque nascemos e vivemos.

Nossa preocupação é exclusivamente no campo profissional, para ter sucesso, ganhar sempre mais.

Esta maneira de pensar é tão forte em nós que, ao auxiliarmos nossos filhos a se decidirem por esta ou aquela profissão, costumeiramente sugerimos que eles escolham a mais rendosa. Aquela profissão que, num tempo muito curto, trará excelente retorno.

Preocupamo-nos com as notas da escola, com seu desempenho nos esportes, nas artes.

Tudo muito correto! Mas, e quanto ao espírito? Quando teremos tempo para lhes falar de Deus, da alma, de Jesus, da lei de amor?

Quando nós mesmos teremos tempo para frequentar um templo religioso? Para ajuntar tesouros espirituais, trabalhando as virtudes em nós?

Lembremos que a vida no corpo é uma passagem apenas.

Vivamos bem mas, de forma sábia, também cultivemos as coisas do espírito, preparando a nossa vida para além da tumba.

Pensamento

A vida espiritual é a verdadeira vida. A vida terrena é breve e tem por objetivo o progresso do espírito.

Estamos na Terra exatamente como alguém que chegasse de um lugar distante, parasse em uma determinada estação, ali permanecesse por um tempo e, depois, tomasse a condução de volta ao ponto de origem.

Assim são as nossas idas e vindas da pátria espiritual para a terra e daqui para lá.

Por esse motivo recomendou Jesus na parábola do homem que encheu os seus celeiros e se preparou para aproveitar tudo, ao máximo: louco, ainda esta noite a morte virá te buscar a alma.


Momento Espírita.
Fonte: Histórias da alma, histórias do coração - Christina Feldman e Jack Kornfield, ed. Pioneira


Gif Cinnamoroll
Um feliz e abençoado dia!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Feliz dia do Amigo!!!!


Gif Snoopy
O Valor da Amizade


Você já parou para pensar sobre o valor da amizade? Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta à situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença nos traz de volta o brilho da vida. A simplicidade das brincadeiras pueris, a conversa informal naqueles momentos de descontração, uma conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no bate-papo pela Internet, no ambiente do trabalho ou da escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.

Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação, ela é como qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais. Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúmes, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.

Podemos comparar esse elo de amizade como o “tempo” que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos e desenvolver uma amizade. Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.

Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham as suas experiências conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar. São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar ou compreender, são eles que são capazes nos fazer enxergar nossos defeitos se espelhando nos defeitos dele.

Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudades, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido. É na amizade verdadeira que encontramos a sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade. Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.

(Desconheço Autoria)


Gif Snoopy
Feliz dia do amigo!!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-te saúde, força, paz e sabedoria. Agradeço de coração a maravilhosa noite de descanço, o qual meu corpo foi velado pelos seus olhos. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente. E que durante o dia eu possa perdoar e ser perdoado pelos erros, pois somos fracos e pecadores. Ver além das aparências teus filhos como tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calunia, guarda minha língua de toda a maldade, que só de benção se encha meu espírito, que eu seja tão bondoso e alegre que todos quanto se achegarem a mim sintam a tua presença. Senhor, reveste-me de tua beleza, reveste-me de benevolência e que no decurso deste dia eu te revele a todos. Amém!" (D.A.)



Gif de Anjinhos
Oração pela humanidade


Deus, nosso Pai misericordioso e bom!

Diante das sombras que se espalham sobre o nosso planeta, desejamos rogar a sua ajuda, como jamais o fizemos antes.

Sabemos que o Senhor é onisciente e sabe tudo o que acontece neste minúsculo grão de areia que chamamos terra, mas desejamos externar a nossa singela oração.

Senhor, muitos dos seus filhos se esqueceram que são filhos da luz e se obstinam em disseminar trevas por onde passam.

Alguns homens perderam a fé na vida, perderam a fé no Senhor..., e se perderam...

Outros pensam que a terra está à beira do caos e que o Senhor, que acende as estrelas e faz girar os astros, abandonou a humanidade terrestre.

Compadeça-se das nossas misérias morais e abençoe-nos...

Releve a nossa ignorância, tolere a nossa ingratidão e perdoe a nossa falta de fé.

Esquecidos de que em essência somos luz, Senhor, permitimos que as sombras nos cubram a visão e nos infelicitem.

Há tanta falta de luz no mundo, Senhor...

Enquanto o amor se esgueira, tímido, a violência se mostra em plena luz do dia, sem disfarce...

Até parece, Senhor, que muitos dos seus filhos enlouqueceram... Acreditando-se Senhores da terra e dos seus irmãos em humanidade...

Há homens que esqueceram os verdadeiros valores do espírito e penhoram seu patrimônio moral em troca de dinheiro, como se o dinheiro fosse a única coisa que importa...

Alguns até agem como se o dinheiro fosse seu único e poderoso Deus...

Sabemos, Senhor, que o homem é o único ser capaz de reconhecer a sua soberania, mas às vezes dá a impressão de que os animais são mais dóceis e executam de maneira mais eficiente as tarefas que lhes cabem na sua obra.

Senhor, por tudo isso queremos lhe rogar: ajude-nos a construir um mundo melhor, de onde a guerra seja banida de vez por todas...

Um mundo onde o ser humano seja mais valorizado do que algumas notas de dinheiro...

Um mundo onde o ser humano seja mais importante do que um cargo, do que um pedaço de chão, do que um papelote de drogas, do que outro interesse qualquer.

Eis a nossa rogativa, Senhor.

Ajude-nos a enxergar um pouco além dos nossos próprios interesses para construir a paz tão almejada e tão pouco buscada de verdade...

Ajude-nos a retirar dos olhos a venda da vaidade, que nos impede de enxergar as nossas deformidades morais e nossa pequenez diante da sua grandeza.

Ajude-nos a romper essa concha de egoísmo que nos paralisa as mãos e nos impede de estender os braços para ajudar nossos irmãos.

Ajude-nos a diluir essa máscara de prepotência para que possamos entender que nada somos sem o seu amor...

Ajude-nos, Senhor, a elevar o olhar acima da própria estatura, para vislumbrar o horizonte e caminhar em sua direção.

Ajude-nos a abrir mão da auto-piedade e lançar o olhar em redor... Descobrir nosso próximo e nos aproximar dele...

Ensine-nos, Pai, a construir pontes de entendimento, a estreitar laços de amizade, a entender o semelhante, a amar...

Ajude-nos, Senhor, a admitir a própria fragilidade...

A livrar-nos da arrogância...

A construir jardins...

A espalhar perfume...

A enxugar lágrimas...

A caminhar com coragem...

A acreditar na vida e no seu incondicional amor...

A disseminar esperança...

A sorrir sempre...

A perdoar sem condições...

E, por fim, Senhor, ajude-nos a voltar nosso olhar para as estrelas, mesmo que nossos pés ainda se achem encharcados de lama.

Que assim possa ser, Senhor!



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Gif de Anjinhos
Feliz e abençoado dia!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

"No mundo a fórmula para se encontrar a felicidade, com esplendor, é uma gota de verdade, dentro de um litro de amor." (Chico Xavier) ..."Em você existem as causas da sua derrota e vibram as forças de seu triunfo." (André Luiz)


Gif Bboguri
Razão e sensibilidade

 
Oito da noite numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe que estava errado.

Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: "se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais".

E ela diz: "entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais teríamos estragado a noite".

Certamente uma sábia decisão.

Muitas vezes nós perdemos oportunidades de viver momentos felizes só porque queremos provar que estamos com a razão. Ou, pelo menos, pensamos que estamos.

De maneira alguma defendemos a omissão ou o não uso da razão, mas tão somente o uso da razão com sensibilidade.

Quantas amizades já destruímos por causa de uma obstinação em defender um ponto de vista?

Quanta energia já gastamos na defesa de uma ideia, desejando que os outros a aceitem a qualquer custo?

Quanto tempo perdido na elaboração de argumentos para convencer alguém de que temos razão em algum ponto?

Será que vale a pena essa maneira de ser?

Será que vale a pena perder a paz na tentativa de provar que estamos certos?

Não seria mais sábio de nossa parte optar pela harmonia, em vez de brigar por causa de pequenas questões irrelevantes?

É evidente que há momentos em que devemos defender nossa posição, e seria bom que o fizéssemos sem nos perturbar, sem perder o juízo.

Mas o que geralmente acontece é que levamos as discussões, que deveriam ficar no campo das ideias, para o campo pessoal. E nos irritamos.

É importante considerar que para divergir não precisa dissentir.

Podemos discordar de alguém e ainda assim preservar a amizade e o respeito por esse alguém.

Pense nisso quando se apresentar uma situação em que você tenha que fazer essa opção e se questione, antes de agir:

"Será que vale a pena perder a calma para defender esse ponto de vista?"

"Será que o momento certo para expor minha opinião é agora?"

"Será este o momento de impor minhas razões?"

Talvez se prestássemos mais atenção em nossas palavras e nos porquês de nossas discussões frequentes, perceberíamos que na maioria das vezes poderíamos optar por ser feliz e ter paz, em vez de ter razão.

Considere que as energias gastas em discussões infrutíferas podem lhe fazer falta na manutenção da saúde física e mental, e busque usá-las de maneira útil e inteligente.

Afinal, todos os seus esforços devem ser usados em prol da harmonia comum, para que haja paz ao seu redor.

Pense nisso!

E lembre-se, sempre, antes de qualquer desgaste, de questionar: "quero ter razão, ou ser feliz"?

Pense nisso!

A sua paz íntima é um patrimônio que ninguém pode lhe roubar, a menos que você permita.

Jesus, o Mestre por excelência, tinha razão sempre, mas jamais tentou impô-la a quem quer que seja.

Essa forma de viver, deixou exemplos nobres.

Tantas vezes se calou diante de situações e pessoas, por notar que seria inútil qualquer palavra.

Pense nisso!



Equipe de Redação do Momento Espírita, com utilização de parte do artigo de Caco de Paula, publicado na revista "Vida Simples", da Editora Abril, edição de 17 de junho de 2004, página 79.



Gif Bboguri
Ótimo dia!!!

sábado, 11 de julho de 2015

"A nossa luta é a maior de todas as batalhas, é aquela em que não precisamos sair fora de nós mesmos, é a guerra interna do corpo a corpo, de pensamento a pensamento, de vontade a vontade. É dever moral que façamos um exame profundo na nossa conduta, pesquisa essa que vai nos trazer muita felicidade, muita paz. No entanto, a princípio, vai parecer difícil. Alguma vez já pensaste na tua conduta, no que tange ao teu dever ante a sociedade? Já procuraste observar o que falas durante o dia e o que fazes no decorrer deste tempo? A observação de nós mesmos é trabalho importante, na importância da vida. Muitos dizem: "os meus pensamentos vêm à minha cabeça sem que eu os crie" e, por vezes, tem razão. Não obstante, a cabeça é tua e é teu dever cuidar da lavoura que te pertence por direito celestial. Os instintos inferiores são animais que devem ser domesticados, usando-se todos os meios possíveis e dignos. Não uses a violência; ela, até no bem, pode te causar danos, se a ponderação não estiver presente no teu modo de ser. Gostas de falar o que te vem à mente? Sabemos que isto pode parecer um prazer, mas é um prazer momentâneo, que pode nos trazer distúrbios de difícil reparação. Vê o que pensas e analisa o que falas, para que não entres em dificuldades maiores que aquelas com as quais já lutas para vencer no dia-a-dia. Coloca-te, meu irmão, frente a frente com as tuas qualidades. Imagina se fosses tu que estivesses escutando o que falas aos outros e procura sentir o que teu ouvinte sente. Todas as tuas emoções devem ser disciplinadas no correr dos dias, no trabalho, em casa e nas ruas. A tua paz depende da paz do teu companheiro; o respeito dos outros para com a tua pessoa depende do teu respeito para com os teus irmãos em caminho. As leis de Deus são retas e justas; ninguém engana a verdade. Deus está presente em toda parte, com a dignidade que nos faz compreender o Seu amor. Ao criticares o teu companheiro, gastas energia e tempo, de modo que esqueces o que deves fazer com sua conduta. A auto-análise é serviço divino, que nos empresta valores e nos faz descobrir o céu dentro de nós, enriquecendo o nosso coração, acendendo luzes em todos os nossos sentimentos. Toda a alma que poda as suas investidas no mal, afiniza-se com o Bem e deixa brilhar a fraternidade em todo o seu andar. Confirma o teu proceder em todos os momentos porque muitos olhos estão te olhando. Analisa as tuas maneiras todos os dias, pois muitos raciocínios estão computando os teus atos, sem que, às vezes, o percebas. Até as crianças sabem o que não deve ser feito, tanto mais o adulto. Todas as leis de Deus estão guardadas na nossa consciência, a refletir permanentemente, e todos nós reconhecemos a verdade. Compete a cada criatura fazer a sua parte na educação individual e crescer com Jesus em busca de Deus." ( João Nunes Maia)

Hello Kitty
Autoperdão e ação responsável


Suponhamos que a cada reencarnação recebemos do Criador um canteiro com uma terra muito fértil, para plantar flores, durante toda nossa vida.

Nascemos com as sementes das flores mas, ao invés de plantá-las, arranjamos sementes de espinhos e as semeamos, enchendo nosso canteiro de espinheiros.

vamos plantando os nossos espinhos, até o dia em que olhamos para trás e percebemos um grande espinheiro.

Então, podemos ter três atitudes diferentes:

Se cultivamos o culpismo, devido ao remorso de não ter plantado as flores que deveríamos, simplesmente nos condenamos a deitar e rolar no espinheiro para nos punirmos, tentando aliviar a consciência de culpa.

Se somos pessoas que cultivamos o desculpismo, começamos a dizer que foi o vento que trouxe as sementes de espinhos, que não temos nada a ver com isso, etc.

Finalmente, se buscamos a ação responsável, ao perceber o espinheiro, assumimos tê-lo plantado e arrependemo-nos do fato.

Depois, percebemos que as sementes das flores continuam em nossas mãos e que podemos começar a plantá-las, agora que estamos mais conscientes.

Ao mesmo tempo sabemos que devemos retirar, um a um, todos os espinhos plantados e plantar uma flor no seu lugar.

*    *    *

Reflitamos sobre as três atitudes:

De que adianta cravar os espinhos plantados na própria carne? Por que aumentar o sofrimento?

Por acaso os espinhos diminuem quando agimos assim? A verdade é que não. De nada adianta. Este é o mecanismo dos que nos afundamos na culpa e deixamos que ela comande nossas vidas.

Substituir os atos de desamor praticados à vida com mais desamor ainda para conosco mesmos não resolve e não cura.

Por outro lado, pensando naqueles que ainda conseguimos achar desculpa para todo e qualquer desatino, por mais absurdo que ele pareça, veremos:

Os que fingimos que o espinheiro não tem nada a ver conosco, apenas estamos postergando o despertar da consciência.

Agindo assim, muitas vezes continuamos plantando mais e mais espinhos, fazendo com que o estrago fique cada vez maior.

O hábito de sempre encontrar desculpas e justificativas para todas nossas ações tem caráter doentio e precisa de atenção imediata de nossa parte.

O ego, em fuga desastrosa, procura justificar os erros mediante aparentes motivos justos. Tal costume degenera todo senso moral e pode nos levar a desequilíbrios psicológicos seríssimos.

Apenas a última opção, a da ação responsável, é caminho seguro.

É uma atitude proativa, pois ao assumir a responsabilidade pelos espinhos plantados, arrependemo-nos e buscamos substituí-los pelas flores.

Nesse ato cobrimos a multidão de pecados, conforme o ensino da Epístola de Pedro, referindo-se ao poder de cura do amor.

Assim crescemos, aprendemos e ressarcimos à Lei maior.

*     *     *

Sempre que cometermos erros, procuremos nos autoperdoar, atendendo à proposta da ação responsável, que troca o peso da culpa pela carga educativa da responsabilidade.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 3 da obra Psicoterapia à luz do Evangelho de Jesus, de Alírio de Cerqueira Filho, ed. Ebm.Em 29.11.2011.


Hello Kitty
Ótima tarde!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Superação é aprendizado porque quando superamos um momento difícil em nossa vida, adquirimos uma bagagem valiosa para continuarmos a nossa trajetória. Nesta bagagem temos a coragem e a confiança como nossas companheiras, porque é através dessas virtudes que nos fortalecemos e podemos continuar adquirindo forças para transpor nossas dificuldades e nossas dores mais profundas. O aprendizado da vida não se estabelece apenas em conquistas materiais ou em conquistas culturais mas sim na oportunidade que temos diariamente em modificarmos nossa forma de agir, de pensar e de reagir diante dos momentos mais difíceis é a nossa reforma interior, onde paramos para pensar no que nos faz bem ou não, temos nitidamente em nossa mente que se optarmos pelas lamentações ou pela auto-piedade, estaremos andando na contramão da vida, porque Jesus espera que sejamos fortes e que possamos reagir positivamente diante dos atropelos da caminhada. Importante lembrar, que a superação é tão importante em nossa caminhada porque trabalhamos com as ferramentas que a vida nós dá, não existe uma receita pronta para nos auxiliar, cada um de nós fazemos a nossa receita individual por isso fortalecemos e aprendemos. Portanto se hoje, está a caminho da superação lembre-se que esse aprendizado lhe será muito importante para auxiliar a outros irmãos que necessitem deste aprendizado." (Gotas de Paz - Fonte:http://www.forumespirita.net)

 
Gif lacinho
A faixa preta


Depois de incansáveis anos de treinamento, um disciplinado aluno de artes marciais viu-se diante do mestre para receber a faixa preta.

"Antes que lhe dê a faixa você terá de passar por um outro teste", avisou o mestre.

"Estou pronto." Respondeu o aluno.

"Você precisa responder a uma pergunta essencial. Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O jovem respirou fundo e disse: "Ela representa o fim de minha jornada. Será uma recompensa merecida por meu bom trabalho."

O mestre esperou um pouco.

O jovem percebeu que o professor não estava satisfeito.

O silêncio que constrangia o jovem foi quebrado por novas palavras do mestre: "Você não está pronto para receber a faixa preta. Volte daqui um ano."

Desapontado o aluno partiu.

Um ano depois, ajoelhou-se novamente na frente do mestre.

"Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?" - repetiu a pergunta o professor.

"É o símbolo da excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", respondeu o jovem.

O mestre permaneceu em silêncio.

O aluno percebeu que outra vez sua resposta não fora satisfatória.

Por fim, disse o professor:

"Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano." Resignado o aluno partiu.

Um ano depois voltou a ajoelhar-se diante do mestre.

Mais uma vez foi-lhe feita a pergunta: "Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O aluno respirou fundo e respondeu: "A faixa preta representa o começo. É o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca por um padrão cada vez mais alto."

O mestre sorriu e disse: "Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho."

Estamos a caminho.

Muito já percorremos.

Muito já foi vencido.

Quando olhamos para trás vemos os vales extensos.

Os rios de correnteza inclemente.

Os desfiladeiros traiçoeiros.

Pântanos sombrios.

São paisagens passadas.

Situações superadas.

Também havia na jornada campos floridos.

Praias de areia alva.

Árvores frondosas a oferecer-nos sombra e abrigo.

São paisagens passadas.

Momentos que nos enchem de saudade.

Estamos a caminho.

Quando olhamos para frente vemos cenários novos.

Grandes surpresas nos aguardam nas curvas das estradas.

Grandes dores também esperam por nós.

São tantas as trilhas que se apresentam.

Cada qual com uma característica especial.

Algumas prometem facilidades e alegrias fugazes.

Escondem armadilhas em recantos com aparência inofensiva.

Outras mostram-se árduas desde o início, mas compensam os viajantes persistentes com vastos oásis de consolo e amparo.

Cada estrada apresenta riscos e prêmios.

Todas, porém, levam a um destino único.

O tempo de viagem depende da disposição de cada peregrino.

Há muito a percorrer.

Estamos, ainda, a caminho.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, vol. II, pp. 262/263, Editora Leitura, 4ª edição, organizado por Alexandre Rangel.

Gif lacinho
Um ótimo dia!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Impressionantes casos de curas são relatados por especialistas e estudiosos da área médica. Um eminente oncologista americano, Dr. Bernie Siegel, narra o caso muito curioso de uma paciente que o procurou. Ela morava a mais de mil quilômetros de distância da sua clínica. Quando recebeu o diagnóstico de que teria somente poucas semanas de vida, pediu para consultar com Dr. Siegel. Tentaram a princípio, demovê-la da idéia. Ela estava muito doente, a clínica ficava muito distante, ela já tinha um diagnóstico. Ela insistiu, conseguindo seu intento. Dr. Siegel a examinou e lhe disse que ela chegara tarde demais. Ele era médico e como médico, constatara que nem cirurgia, nem quimioterapia poderiam curá-la. Seu destino era mesmo a morte, a etapa final da natureza biológica. A mulher estava irredutível e passou a crivá-lo de perguntas. Ela teria uma chance em dez? Com a resposta negativa, ela foi prosseguindo com as perguntas: Teria uma chance em cem? Em mil? Em um milhão? Bom, em um milhão de pacientes, é provável.- falou o especialista. De olhos brilhando, com firmeza, ela argumentou: Então, doutor, cuide de mim, porque eu sou essa paciente no meio do milhão. Dada a firmeza da mulher, ele iniciou o tratamento. Quando foi estudar seu histórico médico, Dr. Siegel deu-se conta que o câncer de que ela era portadora, começara exatamente quando ela entrou em um processo litigioso de divórcio. Ela ficara tão triste, que desejara morrer, para se vingar do marido. Foi quando gerou o câncer. Trabalhou o médico essa questão com ela: Morrer por causa de uma pessoa? E motivou-a. Ela se submeteu à terapia psicológica de otimismo, enquanto fazia quimioterapia. Resultado final: ela se curou. E Dr. Siegel, que tem a certeza de Deus e de que o organismo é uma máquina extraordinária, conta que calcula o tempo de vida de seus pacientes pela forma como eles encaram a enfermidade. Há os que optam pela terapia psicológica, porque crêem na vida e desejam lutar. São os que vivem mais. Há os que simplesmente se entregam, não desejando lutar. São os que perdem a batalha mais rapidamente. Isto é, a vida. Se você está enfermo, se recebeu um diagnóstico de difícil sobrevida, não se entregue. A morte chegará, com certeza, pois nenhum ser vivo a ela escapa. Mas poderá chegar mais tarde. E sem tantos traumas. Encare a enfermidade e decida-se por viver o melhor possível, emocionalmente falando. Ame-se, ame aos que o cercam, ame a vida. Não importa o tratamento a que você se submeta, ele terá total, parcial ou nenhuma eficácia, conforme o deseje você. Pense nisso e decida o que almeja para si." (Redação do Momento Espírita com base no cap. 25 do livro Um encontro com Jesus, de Divaldo Pereira Franco, compilado por Délcio Carlos Carvalho, ed. Leal.)


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Enfermidades


Agradece as bênçãos da saúde que te facultam laborar com eficiência, ampliando-te os horizontes do desenvolvimento intelecto-moral.

Uma organização fisiológica saudável é bem de valor inestimável que deve ser preservado a qualquer sacrifício. Para que o logres, faz-se indispensável o balanço harmônico entre o espírito e a matéria, o que equivale dizer, entre a mente e o corpo.

És tudo quanto elaboras mentalmente e vivencias nas internas paisagens do ser profundo.

Aquilo que cultivas interiormente condensa-se nos arquipélagos celulares, produzindo os efeitos correspondentes.

No curso largo da evolução antropossociopsicológica, a desnecessidade de alguma função eliminou o órgão que a produzia, substituindo-a por outro mais eficiente e delicado, no que têm resultado as admiráveis conquistas do sentimento e da emoção. Dos instintos primevos à razão, e dessa à consciência, a vida investiu grandiosos valores que o Espírito consegue mediante esforço de depuração. A sensibilidade vegetal, a sensação animal em caminho da emoção humana, como um passo avançado no rumo da intuição e logo da sublimação espiritual.

Saúde, portanto, é bem-estar, harmonia psicofísica, equilíbrio dos sentimentos e dos anseios.

Nada obstante, periodicamente ocorrem desajustes na maquinaria, que necessitam ser corrigidos na sua fonte de origem.

Em face das admiráveis conquistas da ciência médica, farmacológica e da tecnologia de ponta, já é possível reequilibrar diversos fatores de perturbação orgânica geradores das enfermidades, corrigindo o ritmo da mitose celular. Não obstante, o sistema imunológico prossegue como o grande defensor da excelente organização em relação aos agentes externos destrutivos.

Para a sua preservação torna-se inevitável o contributo mental, de modo a ser-lhe facultados os hábeis recursos para as lutas ingentes e contínuas a que se encontra submetida.

Vibrações delicadas interferem nos campos celulares proporcionando-lhes vitalização ou desgaste, defesas ou perdas...

Em todo esse conjunto se manifestam as heranças espirituais que procedem das existências pela formação dos equipamentos de que se constituem os glóbulos brancos, assim como as hemácias e demais órgãos. No fenômeno da fagocitose, por exemplo, as energias da mente oferecem os recursos para que os defensores do organismo sejam protegidos na luta contra os agressores de fora...

Enfermidade, portanto, é resultado de comportamentos incorretos que favorecem a distonia emocional com as suas consequências perniciosas.

Ademais, o corpo na sua constante transformação é perecível, encontrando-se, portanto, em processo contínuo de transformações, e cada uma das peças que o constituem apresenta-se dentro de um prazo de ação útil, logo substituída em mecanismo de automático funcionamento.

As enfermidades fazem parte da programação natural da vida.

À exceção das expiações mais confrangedoras, os processos de envelhecimento orgânico acompanhado das carências de energia facultam a manifestação de muitas doenças que fazem parte das necessidades evolutivas do Espírito.

Na sua condição de veste transitória, a matéria é a forma que conserva as marcas inscritas no perispírito em decorrência das atitudes morais e comportamentais transatas. Em consequência, momento chega em que essas matrizes abrem o seu sacrário e liberam os impositivos depuradores dos erros, expressando-se, não raro, em enfermidades de diagnóstico difícil e complexo, em doenças degenerativas, irreversíveis, em transtornos neuróticos e psicóticos variados, sempre de acordo com as necessidades evolutivas do ser.

Ao mesmo tempo, as pesadas cargas morais negativas facultam a interferência de inimigos desencarnados que se imantam psiquicamente àqueles que anteriormente os infelicitaram, em lamentável processo de cobrança, dando lugar ao surgimento de obsessões espirituais e de doenças simulacros.

À medida que o tempo transcorre, em razão da incidência das emissões das ondas mentais destrutivas do agente infeliz sobre os delicados tecidos orgânicos da sua vítima, os mesmo podem sofrer danos que se convertem em campo propício à instalação de microorganismos deletérios, ensejando a presença de enfermidades de vária etiologia.

Muitos problemas na área da saúde, porém, são decorrência da intemperança humana, dos hábitos viciosos, da alimentação desorientada, do abuso das forças e da aplicação descontrolada das energias.

Igualmente, os costumes permissivos, o abuso da ingestão de bebidas alcoólicas, o tabagismo, a sexolatria, as drogas aditivas são de relevante importância para o surgimento de muitas doenças.

Descuidos com o corpo respondem sempre por equivalentes distúrbios que podem ser evitados mediante o zelo que se lhe deve dedicar, dever a todos imposto pelas Leis da Vida.

Ninguém abusa das divinas concessões sem incorrer em graves compromissos que passa a conduzir até o momento em que se lhe anuncia a liberação através dos sofrimentos de uma ou de outra natureza.

O processo de crescimento pessoal é inadiável e pessoal. Ninguém é convidado a responder por problemas que lhe não dizem respeito. Todos aqueles que experimentam doenças e desafios de qualquer natureza encontram-se colhendo a insensatez que semearam oportunamente.

Em realidade não existem vítimas, porque todos são responsáveis pela sua sementeira...

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Os biógrafos de Jesus nunca referiram que Ele houvesse adoecido, experimentando transtornos emocionais ou psíquicos, por ser perfeito como Pai é perfeito.

A busca, portanto, da saúde é o caminho para a perfeição relativa que a todos está destinada.

Deter-se na lamentação ou na revolta, no ressentimento ou na amargura, constitui demonstração de inferioridade que o sofrimento se encarregará de modificar, ensejando renovação interior da qual surgirão os fatores para o equilíbrio e a felicidade.



Joanna de Ângelis



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Bom dia!!!