domingo, 31 de maio de 2015

"Ora, quem é que vos há de maltratar se fordes zelosos do que é bom?" - Pedro. (I Pedro, 3:13). ......"Se te fazes modesto sem a preocupação de exibir humildade... Se executas as próprias obrigações sem invadir a seara alheia... Se auxilias sem pedir retribuição... Se retificas teu erro sem culpar os outros de participação na falta que te é própria... Se colaboras no levantamento do bem sem exigir o concurso alheio... Se te desincumbes das responsabilidades pessoais sem reprovar a conduta do próximo... Se sofres com paciência, sem reclamar que os semelhantes te partilhem os obstáculos... Se toleras serenamente aqueles que te combatem, sem desconhecer-lhes as qualidades nobres... Se carregas a cruz do aprimoramento próprio sem querer amarrá-la aos ombros dos companheiros... Se cumpres com o teu dever e não aspiras a outro prêmio que não seja a consciência tranquila... Quem te poderá fazer mal, se procuras somente o bem? Pensa nisso, atendendo a isso, e verificarás que a segurança íntima reside em ti mesmo, qual acontece à paz da alma, que vem a ser patrimônio de cada um." (Emmanuel)



FloatieFloatie
Segurança íntima


Os que vivem no mundo desejam ter tranqüilidade.

No entanto, algumas pessoas que convivem conosco são portadoras de grande segurança íntima.

Recebem impactos dolorosos sem desespero. Enfrentam obstáculos grandiosos sem alterar o humor.

De certa forma, as invejamos. Prezaríamos ser como elas.

E podemos. Existem pequenas regras que, se observadas, nos auxiliarão a construir essa segurança íntima, tão almejada.

1ª comecemos a edificação da paz em nós, observando que todos precisamos pensar por nós mesmos, embora as influências das idéias alheias;

2ª aceitemo-nos como parcelas da imensa família humana, verificando que os nossos percalços não são maiores que os dos outros;

3ª compreendamos que, por sermos espíritos imperfeitos, no atual estágio, não estamos isentos de cometer determinados erros. erros que nos devem convidar a parar e reexaminar questões;

4ª aprendamos que a estrada dos nossos entes queridos pode ser muito diferente da nossa, não desejemos para eles o que a vida não lhes oferece;

5ª saibamos zelar pela condução da nossa vida, sem interferir na do próximo, desde que cada viajor no carro da existência tem seu próprio roteiro;

6ª auxiliemos os familiares nos contratempos que lhes surjam, assim como desejamos ser amparados, na nossa marcha;

7ª afastemo-nos dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas;

8ª compreendamos que cada criatura é um ser individual com seus anseios, compromissos, conquistas, virtudes e paixões, e abstenhamo-nos de impor condições ou exigir que tenham conosco esta ou aquela postura.

9ª reflitamos que nos compete proteger o corpo que nos diz respeito.

Desta forma, não provoquemos desastres que nos ameacem ou ameacem os outros.

Respeitemos em cada ser vivo uma obra da criação.

Optemos pela simplicidade no cotidiano.

Estejamos atentos às pequenas coisas, pois, em síntese, são elas que promovem a nossa felicidade hoje, e no futuro.

Construamos o nosso refúgio de serenidade, permitindo-nos usufruir das experiências sem abalos que nos façam sucumbir à tristeza, desânimo ou desespero.

*     *     *

A serenidade não é uma aquisição espiritual que se possa conseguir num toque de mágica.

É fruto do trabalho duro e áspero da paciência em ação.

E ninguém possui a serenidade que não construiu.

Eis porque é necessária a vigilância em nós mesmos.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Calma, cap. Segurança íntima.
Floatie
Uma ótima tarde e 
um começo de semana iluminado!!!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

"O que você tem doado? Cada um recebe de acordo com o que dá. Se você der ódios e indiferença, há de recebe-los de volta. Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor. Ninguém se aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja. Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume. Cada um recebe de acordo com o que dá." (C. torres Pastorino) ..."Mesmo que não saibas, és exemplo para alguém. Sempre existem pessoas que estão observando os teus atos, mesmo os equivocados, e se afinam com eles. Desse modo és responsável, não só pelo que realizes, como também, pelo que as tuas idéias e atitudes inspirem a outros indivíduos. Os ditadores e arbitrários, a sós, nada conseguiram fazer, não fossem aqueles que pensam de igual modo e os apoiam. Assim também, a obra do bem faleceria, se não houvesse pessoas que se lhe vinculassem com sacrifício e amor. Cuida do que fales e realizes, ensejando seguidores que se edifiquem e ajam corretamente." (Joanna de Ângelis)

Gif Tayamoia
Estatura espiritual


Quando alguém nos pergunta sobre a nossa estatura, logo informamos quanto temos de altura.

Mas, se alguém nos perguntar sobre a nossa estatura espiritual, o que diremos?

Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a estatura espiritual é a nossa real dimensão.

O notável poeta português Fernando Pessoa escreveu, numa de suas poesias: Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura...

Eu sou do tamanho do que vejo, eis os parâmetros para saber nossa real estatura.

Como você observa o mundo? De que maneira age em seu âmbito de influência? Como trata as questões do Universo em que se movimenta?

As respostas a essas perguntas ajudam a dimensionar sua estatura espiritual. Se você observa o mundo de um ponto de vista abrangente, que contempla mais do que seu próprio lar, seu emprego, seus familiares e seus amigos, tem uma boa estatura.

Se, em seu âmbito de influência, você prioriza sempre e incondicionalmente o bem geral, a nobreza das iniciativas, a importância de cada pessoa envolvida no contexto, você é grande.

Se nas decisões que lhe cabem você sempre leva em conta o esforço, a dedicação, a intencionalidade de quem lhe apresenta um projeto, uma nova idéia, uma sugestão, você tem uma ótima estatura.

Se trata com a mesma consideração e respeito todas as pessoas, se não discrimina ninguém, se não faz pré-julgamentos e age sempre com justiça, você é gigante.

Mas... se seu mundo se resume nos seus próprios interesses e nos de seus familiares, do seu time de futebol, do seu partido político, da sua religião...

Se você rejeita projetos novos que lhe são apresentados, sugestões ou opiniões que venham de pessoas que você não estima, ou ofereçam algum risco aos seus interesses pessoais...

Se age de acordo com as suas conveniências, da de seus correligionários, dos que pensam como você, então você tem estatura espiritual de pigmeu.

Existem pessoas que não conseguem vislumbrar os verdadeiros valores da vida, porque sua estatura espiritual é mínima.

São essas as pessoas que sentem inveja, ciúmes, e não suportam ver os outros felizes.

Por causa da sua miopia espiritual, não admitem o bem realizado por um indivíduo que torce para o time adversário, professa uma fé diferente da sua ou tem idéias divergentes.

Ainda que trabalhem na mesma corporação, professem a mesma fé, ou sejam do mesmo partido político, esses pigmeus não aceitam as boas idéias, simplesmente porque não são suas.

Essa é uma visão muito limitada, e é por isso que vivemos num mundo ainda problemático, do ponto de vista ético-moral.

Quando nossos horizontes se ampliarem, e a nossa visão for bem maior que a nossa altura, então formaremos uma nação onde a felicidade poderá fazer morada.



*     *     *

Pessoas que têm uma visão abrangente da vida são as que fazem o bem pelo bem, e não por conveniência ou interesses escusos.

Valorizam as boas iniciativas por elas mesmas, e não pelas pessoas envolvidas.

O bem geral passa a ser a meta, e quem quer que deseje unir forças para realizá-lo será bem-vindo, como um verdadeiro irmão.

E agora, você já sabe responder qual é a sua real estatura?

Lembre-se de que você é do tamanho do que vê e não do tamanho da sua altura...




Redação do Momento Espírita.



Gif Tayamoia
Um feliz dia!!!
E um fim de semana iluminado!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

"Você costuma refletir sobre sua forma de viver, ou simplesmente vive? Sabe aonde seus passos o conduzirão, ou simplesmente caminha? Decide, conscientemente, a direção que toma, ou apenas segue à frente, de maneira quase automática? Reflete bem sobre o que pensa e diz, ou solta as palavras como uma metralhadora que dispara projéteis? Pondera, antes de agir, sobre os efeitos que surgirão de suas atitudes, ou prefere reclamar dos resultados infelizes só depois que surgem? Considere que cada escolha feita terá suas consequências correspondentes, desencadeando uma sucessão de fatos sem fim. Por tudo isso, reflita sobre o seu viver. Volte seu olhar para dentro de si próprio e analise a sua vida, seu modo de ser, suas decisões, os sentimentos que molduram seu caráter, suas reações, seus anseios, seus sonhos. Reflita sobre si. Sobre quem é você, de onde veio e para onde vai. Por que se encontra onde está, com as pessoas que o rodeiam, vivendo as situações que vive. Reflita sobre si mesmo. Pense em como seria se você fosse um pouco diferente do que é. Imagine se fosse um pouco melhor do que é, um tanto mais amável, mais amigo, menos impulsivo, menos reativo às vicissitudes da vida. Reflita e pense sobre como seria e como pode ser. Como será o seu viver, se experimentar um jeito novo de sentir aquele sentimento desagradável que lhe acomete. Como seria se ao invés de responder da maneira abrupta que lhe é comum, se esforçasse para responder com mais suavidade. Como seria se durante um dia inteiro não emitisse uma única reclamação, mesmo que os pensamentos lhe viessem à mente. Como seria atender a tudo que lhe solicitam sem azedume ou sem rabugice. Como seria se você fosse uma versão melhorada, repaginada de você mesmo, um sósia mais amoroso, mais terno. Talvez se você se permitisse executar todos esses procedimentos, na ordem que foram sugeridos, se surpreenderia ao ver que é capaz de ser o que imaginou, porque sabe que é capaz de ser melhor. Sabe que é possível mudar. Remova de si mesmo e da sua indolência todas as amarras que o prendem ao passado, ao que foi, ao que é. Dê a si próprio a chance de mudar as coisas, de tomar as rédeas da sua vida, de decidir as metas a serem alcançadas e obrigar-se a chegar ao objetivo que escolheu. Nada o impede. Nem Deus, nem o mundo, nem os outros. É você que se mantém onde está, por comodismo. Confie em si mesmo e verá descortinar outro amanhã, mais auspicioso. Com certeza se sentirá bem melhor do que se sente e muito mais próximo de Deus. Pense nisso, e jamais deixe de refletir sobre o seu viver! Ouça seu interior e ajuste seus passos na direção da grande luz." (Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Emengarda, psicografada por Marie-Chantal Doufour Eisenbach)


Gif de gatinho
Evite atropelar-se


Você se considera uma pessoa tranquila, ou sente-se ansiosa com frequência?

É digno de observação a maneira como as pessoas, de modo geral, se conduzem nas lidas cotidianas, nos diferentes compromissos e atividades que tenham que atender.

Tudo parece estar assinalado por temível fator de ansiedade, desde que bem poucas, pouquíssimas mesmo, são as almas que não se deixam minar pela ansiedade.

Essa ansiedade imprime em alguns tal destrambelhamento nervoso que o indivíduo se põe estático; tenso e preocupado com o que tem a sua frente para fazer, para esperar, para encarar.

Embora a tensão, não consegue tomar decisões; não consegue fazer nada. Como se se encontrasse em estado de choque.

Outras pessoas, quando visitadas pela ansiedade ficam superexcitadas, disparam numa tormenta mental, numa confusão de pensamentos e sentimentos que surgem na mente quase que a um só tempo.

Essa ansiedade é responsável, na maioria das vezes, pela agitação ou excessiva pressa em que se ajustam.

No dia-a-dia terreno, principalmente nos grandes centros urbanos, as pessoas correm daqui para ali, de um para outro lado, em tal nível de tensão do sistema nervoso que dão a impressão de que vão explodir ou implodir, de conformidade com o nível da ansiedade gerada.

Encontramos a excitação e correria naqueles que dirigem veículos nas ruas; nos que esperam nas filas; nas atividades e tarefas domésticas; nos que caminham pelas vias públicas; nos que têm o dever de administrar ou de controlar em várias situações da vida.

Se você se considera uma pessoa ansiosa e deseja deixar de ser, é preciso fazer pequenos esforços diariamente.

Evite, assim, atropelar-se nas rotas do mundo, habituando-se aos exercícios mentais de harmonização íntima por meio da oração, da meditação séria, da reflexão útil.

É de grande utilidade o esforço para a autodisciplina, a fim de que se alcance o nível desejado de integração com as leis de Deus.

Dessa maneira, aprenda a sair mais cedo para o trabalho, para os deveres sérios, evitando os excessos de adrenalina que impõem correr aqui, ali, em tudo e para tudo.

Busque alimentar-se alimentando-se, estudar estudando com atenção, dirigir veículos automotores ou não, quaisquer que sejam, com a necessária tranquilidade e calma.

Evite a tortura de querer fazer tudo ao mesmo tempo, aprendendo a fazer cada coisa por sua vez, desenvolvendo-se para melhor contribuir com o progresso geral.

Evite criar o costume de atrasar-se em tudo, porque você aprenderá a justificar todas as vezes, fazendo do seu atraso marca de sua personalidade.

Os atropelos humanos procedem, quase sempre, de mais ou menos grave estado de desorganização interior a refletir-se em tudo quanto o desorganizado faz.

O trabalho de reorganização íntima, a ser iniciado pelos pensamentos, é algo trabalhoso e demorado, e ninguém precisará criar novos procedimentos ansiosos para ter acesso a tal estado.

As ações atropeladas são características de pessoas imprudentes, agitadas, desastradas, indisciplinadas sempre.

O tempo que você aprende a homenagear, utilizando-o com dignidade, respeitosamente, é o mesmo que deporá a seu favor perante a consciência superior da vida, mostrando o quanto você cresceu, o quanto avançou e amadureceu, sem causar prejuízos a nada e a ninguém.

Pense nisso!

Exercite-se na paz diariamente.

Quando vir que se desarmoniza, que se excita por nada e que está levando os nervos à flor da pele, não demore em buscar o auxílio da prece; procure um ambiente que lhe inspire suavidade, para que leve adiante o seu feliz exercício da auto-harmonização.

Busque a paz por dentro d’alma.

Evite atropelar-se, porque você não resolverá nada assim, pois tudo será solucionado na hora certa, com as providências devidamente tomadas, sem atropelos.

Pense nisso!


(Cap. 17 do livro "Para uso diário", ed. Fráter Livros Espíritas)

Gif de gatinho
Feliz dia!!!

"A verdade sempre predomina. O culto à mentira é dos mais danosos comportamentos a que o indivíduo se submete. Ilusão do ego, logo se dilui ante a linguagem espontânea dos fatos. Responsável por expressiva parte dos sofrimentos humanos, fomenta a calúnia que lhe é manifestação grave e destrutiva - a infâmia, a crueldade... A maledicência é-lhe filha predileta, por expressar-lhe os conteúdos perturbadores, que a imaginação irrefreada e os sentimentos infelizes dão curso. Além desses aspectos morais, a mentira não resiste ao transcurso do tempo. Sem alicerce que a sustente, altera a sua forma ante cada evento novo e de tal maneira se modifica, que se desvela. Por ser insustentável, quem se apóia na sua estrutura frágil padece insegurança contínua. Porque é exata na sua forma de apresentar-se, a verdade é o inimigo normal da mentira. Enquanto a primeira esplende ao sol dos acontecimentos e exterioriza-se sem qualquer exagero, a segunda é maneirosa, prefere a sombra e comunica-se com sordidez. Uma é fruto da realidade; a outra, da fantasia, que não medita nas consequências de que se reveste. A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida. A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas. Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente. Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade. Amiga do discernimento, é a pedra angular da consciência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável... A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece. A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa... (...) Jesus, em proposta admirável, afirmou: Busca a verdade e a verdade te libertará. O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre. Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a. (...)" (Joanna de Ângelis)

Gif Bboguri
A visita da verdade


Numa caverna escura, onde a claridade nunca surgira, vivia um homem muito simples que implorava o socorro Divino.

Declarava-se o mais infeliz dos homens, não obstante, em sua cegueira moral, sentia-se o melhor de todos.

Reclamava do ambiente fétido em que se encontrava.

O ar pestilento o sufocava.

Pedia a Deus uma porta libertadora que o conduzisse ao convívio do dia claro.

Afirmava-se robusto, apto, capaz.

Por que motivo era conservado ali, naquele insulamento doloroso, em atmosfera tão insuportável?

Suas súplicas, entre a revolta e a amargura, foram percebidas por Deus que, profundamente compadecido, enviou-lhe a Fé.

A sublime virtude exortou-o a confiar no futuro e a persistir na oração.

O infeliz consolou-se mas, logo em seguida, voltou a lamuriar-se.

Queria fugir, desistir, abandonar a vida, e como suas lágrimas aumentavam, Deus mandou-lhe a Esperança.

A emissária divina afagou-lhe a fronte e falou-lhe da eternidade da vida, buscando secar-lhe o pranto desesperado.

Rogou-lhe calma, resignação e fortaleza.

O pobre homem pareceu melhorar, mas, decorrido algum tempo, voltou à lamentação.

Comovido, o Senhor da Vida determinou que a Caridade o procurasse.

A nova mensageira acariciou-o e alimentou-o.

Endereçou-lhe palavras de carinho e amparou-o, como se fosse abnegada mãe.

Todavia, o infeliz persistia gritando, revoltado.

Foi então que Deus enviou-lhe a Verdade.

Quando a portadora do esclarecimento se fez sentir na forma de uma grande luz, o infortunado, pela primeira vez na vida, viu-se tal qual era e apavorou-se.

Seu corpo estava coberto de chagas, da cabeça aos pés.

Agora, somente agora, ele percebia, espantado, que ele mesmo era o responsável pela atmosfera intolerável em que vivia.

Tremeu cambaleante e horrorizou-se de si mesmo.

Sem coragem de encarar a sublime visitante que lhe abria a porta da libertação, fugiu apavorado, em busca de outra furna onde conseguisse esconder a própria miséria que só então reconhecia.

Assim ocorre com a maioria dos homens perante a realidade.

Sentem-se com direito a receber todas as bênçãos do Pai Eterno e gritam fortemente, implorando a ajuda celestial.

Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desesperam-se, crêem e descrêem, tímidos, irritadiços e hesitantes.

Quando a Verdade, porém, brilha diante deles, revelando-lhes a real condição em que se encontram, costumam fugir apressados, em busca de esconderijos, nos quais possam cultivar a ilusão.

*    *    *

Em uma ocasião Jesus disse que somente a Verdade fará livre o homem.

Acostumemo-nos, pois, à sublime luz da Verdade, reconhecendo em nós mesmos as causas de nossas desditas e busquemos, corajosamente, meios de alcançar, de modo definitivo, nossa libertação.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 25 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



Gif Bboguri
Um ótimo dia!!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos. A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói. Aprenda a dominar-se, e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso!" (C. Torres Pastorino)

O vencedor

 
Quem acha que perder é ser menor na vida...

Quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...

Eu... Que já não quero mais... Ser um vencedor.

Levo a vida devagar... Pra não faltar amor.

A letra da música popular é de extrema beleza e profundidade.

No mundo da vitória a qualquer custo, dos vencedores de berço e coisa e tal, é necessário pensar um pouco sobre tudo isso.

Todos queremos vencer, é certo. A natureza nos impulsiona para as vitórias sempre, para o crescimento contínuo e inevitável.

Porém, no entendimento humano da palavra vencer, e em quem julgamos serem vencedores é que está a questão fundamental.

Adianta vencer profissionalmente, ter sucesso e fama, se nos falta amor?

Adianta ser considerado um vencedor do esporte, na carreira, na arte, se, como pais, cônjuges, filhos, irmãos, somos verdadeiros derrotados?

Vale a pena vencer a qualquer custo? Esse não seria um comportamento deveras imediatista, sem considerar a vida como um todo, incluindo sua continuidade além-túmulo?

Será que vencedores são apenas aqueles que conseguem - neste país de tantas dificuldades - concluir um ensino superior?

Será esse nosso único critério de vitória? A formação intelectual, as conquistas profissionais e as riquezas acumuladas?

Seria certamente uma vitória muito pobre...

Criar um vencedor no lar, na pessoa de um filho, não é apenas lhe dar as oportunidades da formação intelectual.

Criar um vencedor é criar um homem de bem, que saiba valorizar o amor e os relacionamentos saudáveis acima de tudo.

Criar um vencedor é ensiná-lo a perder, e lidar com as derrotas da vida, procurando extrair delas sempre lição preciosa de engrandecimento moral.

Aparentes derrotas são preparações fundamentais para que as grandes vitórias sejam possíveis.

Por isso, levar uma vida devagar, pode significar dar mais atenção à família, pode significar dar-se mais aos outros.

Na vida de quem não falta amor, há sempre muitas, e inesquecíveis vitórias.

 
*    *     *

Venci... O mundo, a mim mesmo... A minha falta de visão clara sobre as coisas.

Venci a vontade de querer mais... Troquei pela vontade se "ser" mais.

Venci a inércia, a vontade de não ter vontade, e me arremessei ao mundo, de braços abertos, sem esperar nada das pessoas e nem de mim.

Não sou vencedor aos olhos do mundo. Minha vitória é secreta, quieta, segura... É minha.

Amo mais a cada dia, e cada dia me ama mais.

Vivo um amor plenamente correspondido com a vida.

Venci, sim, a mim mesmo. Minha consciência me aplaude, mas ao mesmo tempo me diz: muitas vitórias ainda te aguardam.


Redação do Momento Espírita com base em trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo, e em poema de autor desconhecido.


Um feliz e abençoado dia!

terça-feira, 26 de maio de 2015

"O médium mineiro Francisco Cândido Xavier contou que, num de seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro à Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves. Após alguns dias, o benfeitor retornou dizendo-se portador de um recado da mãe de Jesus. Chico imediatamente pegou papel e lápis e colocou-se na posição de anotar: Pode falar, tomarei nota de cada palavra. Emmanuel, benfeitor atencioso, lhe falou: Anote aí, Chico. Maria me pediu para que trouxesse o seguinte recado: "Isso também passará. Ponto final." Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao benfeitor: Só isso? E ele respondeu: É, Chico. A Mãe Santíssima pediu para lhe dizer que isso também passará. Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo. Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais. Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem Seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas Leis. Todas as coisas, na Terra, passam... Os dias de dificuldades passarão... Passarão também os dias de amargura e solidão... As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar... um dia passarão. A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará. Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros... igualmente passarão. Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do Universo, um dia passará. Dias de tristeza... Dias de felicidade... São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no Espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante. Elevemos o pensamento e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará... E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante da turbulência de gigantescas ondas. São guerras, interesses mesquinhos, desvalores... Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade, e que um dia também passará. Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro porque essa é a sua destinação. Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento. E confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto, que agora, já não é mais o mesmo de quando iniciamos o programa e o de agora, também passará..." (Redação Momento Espírita)

Gif de flor
Vai ficar tudo bem


Let it be é o décimo terceiro e último álbum do grupo inglês de rock, The Beatles.

Foi gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970 e foi lançado em 8 de maio de 1970.

Inicialmente, o nome previsto para o álbum era outro. Mas acabou sendo mesmo o nome da faixa composta por Paul McCartney.

Paul a escreveu em homenagem a sua mãe, Mary McCartney, vítima de câncer de mama, quando ele tinha quatorze anos de idade. À época, a morte da mãe o abalara profundamente.

Conta Paul que, certa noite, sonhou com a mãe vindo em sua direção e lhe dizendo Let it be. Algo como Deixa estar ou Vai ficar tudo bem.

Quando acordou, já estava com a melodia da música na cabeça e os versos foram brotando:

Quando eu me encontro em tempos difíceis, mãe Maria vem para mim, falando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem.”

E, nas minhas horas de escuridão, ela está em pé bem na minha frente, falando palavras de sabedoria, sussurrando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem.”

E, quando as pessoas de coração partido, morando no mundo concordarem, haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem.”

Pois, embora possam estar separados há ainda uma chance que eles verão. Haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem.”

E quando a noite está nublada, há ainda uma luz que brilha em mim, brilha até a manhã: “Vai ficar tudo bem.”

Eu acordo ao som da música. Mãe Maria vem para mim. Não haverá tristeza. Vai ficar tudo bem.

*    *    *

Os versos traduzem alegria. Alegria ante a constatação de que a mãe vive a Imortalidade do Espírito.

E de onde quer que se encontre, nesse imenso Universo de Deus, vem ao encontro do filho quando as dificuldades se fazem maiores, quando as dores se tornam superlativas.

É o atestado do amor materno, que jamais abandona os seus filhos, sublimando-se no sentimento de amar, incondicionalmente.

Muitos filhos, como Paul McCartney, lhes detectam a presença generosa. Outros podem nem perceber, nem se dar conta.

Mas mãe é essa criatura especial que vela sempre, que faz da vida do filho a sua própria, que renuncia a seus prazeres e necessidades para suprir o de que carece o filho.

Também é uma canção de esperança. Esperança de que um dia todos possam perceber essa realidade. Tudo é passageiro na Terra. Tudo passa.

A morte separa as pessoas fisicamente, mas ninguém pode separar Espíritos que se amam. Porque o amor é indestrutível e tudo vence.

Vence o tempo, vence as fronteiras da morte, brilha na Imortalidade.

E, para amenizar a saudade da ausência física, nas asas do sono, os seres se encontram: uns ainda prisioneiros na carne, outros já libertos no mundo espiritual.

E, enquanto as horas do sono se fazem reparadoras para o corpo cansado, o Espírito sonha, nos campos espirituais.

Finalmente, depois dos dias de separação, dos anos de paciente espera, o grande reencontro das almas se faz.

Pensemos nisso e não nos permitamos o mergulho no poço da depressão. Nossos amores vivem.

E a dor que nos castiga agora, vai passar. Tudo vai ficar bem... Logo mais.



Redação do Momento Espírita.
Em 28.12.2012.

Gif de flor
Um feliz e abençoado dia!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Uma virtude muito esquecida e até mesmo desprezada é a humildade. Infelizmente vivemos numa sociedade que se diz cristã, mas que na realidade é materialista. Isso faz com que as pessoas vivam numa competição constante, umas querendo se destacar mais do que as outras. Não é, portanto, de se estranhar que a humildade ande tão escassa. Há contudo, uma lei universal segundo a qual todos somos iguais perante Deus. Ao contrário do pensamento comum, ser humilde não significa ser submisso, subserviente. Ser humilde é ser natural, é reconhecer que ninguém é dono da verdade, que ninguém é superior a ninguém. Para conquistar essa virtude especial é necessário eliminar do nosso comportamento quatro grandes inimigas da humildade e, por consequência, da paz. A primeira grande inimiga é a presunção. É terrível conviver com pessoas presunçosas, que acham que sabem tudo e que, via de regra, sabem muito pouco. Mas a presunção é muito pior para o presunçoso do que para as pessoas que com ele convivem, pois ele vive enganando-se a si próprio e perde importantes oportunidades de crescer ao julgar que nada tem a aprender. A segunda inimiga da humildade é a ostentação. Existem pessoas que realmente possuem domínio sobre certos assuntos, certas habilidades e que ostentam seus conhecimentos e suas capacidades a fim de deixarem evidente sua superioridade. Todavia, a ostentação indica uma falta de amadurecimento psicológico, pois nossas habilidades especiais, se existem, estão para servirmos mais à comunidade e não para que fiquemos a nos vangloriar. A terceira grande inimiga da humildade é a teimosia. Naturalmente, ela é produto das duas primeiras, a presunção e a ostentação, porque demonstra que o teimoso considera o seu ponto de vista superior ao ponto de vista dos demais. A teimosia é responsável por muita confusão. Mas ela também traz seus prejuízos para o teimoso, afinal de contas, a nossa opinião sobre as coisas não altera a sua realidade e é muito comum vermos os teimosos terem de morder a própria língua. Finalmente, a quarta grande inimiga da humildade é a impiedade. A impiedade faz com que nos excedamos na luta pelo que julgamos ser nosso direito. É claro que ser humilde não significa ser tolo, mas a grosseria é dispensável na luta pelo que é certo. Como podemos ver, a nossa vida seria mais tranquila se buscássemos conquistar essa virtude especial que é a humildade, sem tirar da mente a ideia sublime do Cristo que afirmava: Quem quiser ser o maior no reino dos céus, faça-se o menor, isto é, o servo de todos - ideia, aliás, que Ele exemplificou muito bem. Em várias mensagens incluídas nas obras de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, os Espíritos superiores nos falam a respeito das duas grandes doenças da Humanidade. As duas grandes chagas da Humanidade são o egoísmo e o orgulho. Pensemos nisso." (Redação do Momento Espírita)

Gif de gato
Presunção e grandeza real


Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: “Vou te esmagar e acabar com a tua beleza.”
Ela não se perturbou e respondeu: “Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti.”

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.
O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: “Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz.”
O pequenino inseto sorriu e contestou: “Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar.”

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: “Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranqüila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!”
A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: “Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira.
Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre.” E, embevecida, pôs-se a trinar.

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas.
Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.
Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: “Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo.”
O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.
Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.
Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.
A humildade, por sua vez, permanece e felicita.
Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.
Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra.
Continua a agir no bem, a servir sempre.
Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.



*    *    *

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.
Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Presunção e grandeza real, do livro Em algum lugar do futuro, Espírito Eros, por Divaldo Franco e cap. XX e XXX do livro Afinidade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.




Gif de gato
Um Feliz e abençoado dia!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis. Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações. Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você. Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras. Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo. Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa a quem ouve. Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus. Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros. Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus. Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou. Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu. Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio. Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação, examine-a com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida. Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre. Habitue-se à serenidade e a fortaleza, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores." (André Luiz)

Gif de gato
Reflita sobre o seu viver


Você costuma refletir sobre sua forma de viver, ou simplesmente vive?

Sabe aonde seus passos o conduzirão, ou simplesmente caminha?

Decide, conscientemente, a direção que toma, ou apenas segue à frente, de maneira quase automática?

Reflete bem sobre o que pensa e diz, ou solta as palavras como uma metralhadora que dispara projéteis?

Pondera, antes de agir, sobre os efeitos que surgirão de suas atitudes, ou prefere reclamar dos resultados infelizes só depois que surgem?

Considere que cada escolha feita terá suas conseqüências correspondentes, desencadeando uma sucessão de fatos sem fim.

Por tudo isso, reflita sobre o seu viver.

Volte seu olhar para dentro de si próprio e analise a sua vida, seu modo de ser, suas decisões, os sentimentos que molduram seu caráter, suas reações, seus anseios, seus sonhos.

Reflita sobre si. Sobre quem é você, de onde veio e para onde vai. Por que se encontra onde está, com as pessoas que o rodeiam, vivendo as situações que vive.

Reflita sobre si mesmo.

Pense em como seria se você fosse um pouco diferente do que é.

Imagine se fosse um pouco melhor do que é, um tanto mais amável, mais amigo, menos impulsivo, menos reativo às vicissitudes da vida.

Reflita e pense sobre como seria e como pode ser.

Como será o seu viver, se experimentar um jeito novo de sentir aquele sentimento desagradável que lhe acomete.

Como seria se ao invés de responder da maneira abrupta que lhe é comum, se esforçasse para responder com mais suavidade.

Como seria se durante um dia inteiro não emitisse uma única reclamação, mesmo que os pensamentos lhe viessem à mente.

Como seria atender a tudo que lhe solicitam sem azedume ou sem rabugice.

Como seria se você fosse uma versão melhorada, repaginada de você mesmo, um sósia mais amoroso, mais terno.

Talvez se você se permitisse executar todos esses procedimentos, na ordem que foram sugeridos, se surpreenderia ao ver que é capaz de ser o que imaginou, porque sabe que é capaz de ser melhor. Sabe que é possível mudar.

Remova de si mesmo e da sua indolência todas as amarras que o prendem ao passado, ao que foi, ao que é.

Dê a si próprio a chance de mudar as coisas, de tomar as rédeas da sua vida, de decidir as metas a serem alcançadas e obrigar-se a chegar ao objetivo que escolheu.

Nada o impede.

Nem Deus, nem o mundo, nem os outros.

É você que se mantém onde está, por comodismo.

Confie em si mesmo e verá descortinar outro amanhã, mais auspicioso. Com certeza se sentirá bem melhor do que se sente e muito mais próximo de Deus.

Pense nisso, e jamais deixe de refletir sobre o seu viver!

Ouça seu interior e ajuste seus passos na direção da grande luz.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Emengarda, psicografada por Marie-Chantal Doufour Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, em 14/08/2006.


Gif de gato
Ótimo dia!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

"Você domina as palavras não ditas, porém está subordinado aquelas que pronunciou!" (André Luiz) ..."O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem." (Allan Kardec) ...."A atitude é oração. E, pela atitude, mostramos a qualidade dos nossos desejos." (Emmanuel) ..."A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe não daqueles que se acumulam inutilmente. A felicidade não entra em portas trancadas. A felicidade real começa em fazer a felicidade dos outros. A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma. A fonte do bem é inesgotável. Tarefa aceita - responsabilidade confirmada." (Marco Prisco)

Gif de flor
Espelho da alma


Quando somos jovens, geralmente temos uma boa relação com o espelho. Paramos diante dele e nos olhamos de corpo inteiro e por todos os ângulos.

Temos mais coragem de nos observar, de enfrentar possíveis desajustes físicos, e o futuro está a nosso favor.

Somos mais flexíveis, desarmados, versáteis, e mais dispostos às mudanças. Gostamos de trocar opiniões e acatamos idéias novas com facilidade.

Nossa alma, tanto quanto nosso corpo está em constante transformação. Estamos sempre à procura de novos significados para velhas idéias.

Com o passar do tempo, vamos evitando espelhos que reflitam nosso corpo por inteiro. Procuramos aqueles que mostrem apenas do pescoço para cima.

Fugimos da nossa aparência, por não gostar dela ou porque ainda desejamos ver refletido aquele corpo jovem, a cabeleira abundante, a pele lisa e brilhante.

E porque não gostamos da nossa imagem, fugimos do espelho, como se isso resolvesse o nosso problema.

Assim também acontece com as questões da alma.

Quando somos jovens temos coragem de refletir sobre nossas atitudes, gostamos de aprender coisas novas e estamos dispostos a enfrentar desafios.

Buscamos respostas para nossas dúvidas e não tememos as críticas, por entender que elas nos ajudam a crescer.

Mas quando as gordurinhas do comodismo vão se acumulando em nossa alma começamos a fugir de espelhos que nos mostrem tal qual somos.

As idéias vão se cristalizando e não temos mais tanta disposição para reciclar as nossas memórias.

Posicionamo-nos numa área de conforto e nos deixamos levar pelas circunstâncias, sem tantos esforços.

Para muitos é como se uma influência paralisante lhes tomasse de assalto.

Não se interessam mais pelo conhecimento, nem por fazer novas amizades ou cuidar um pouco do corpo e da saúde.

Esquecidos de que a sabedoria não está na espinha dorsal nem na pele jovem ou na basta cabeleira, entregam-se ao desânimo como se tivessem chegado ao fim da linha.

Não se dão conta de que enquanto estamos respirando é tempo de aprender e crescer, de fazer exercício e eliminar as gorduras indesejáveis.

Enquanto podemos contemplar o espelho físico, podemos nos observar e envidar esforços para corrigir o que julgamos necessário.

Enquanto a vida nos permite, devemos voltar o olhar para o espelho da consciência e ajustar o que seja preciso, para que fiquemos mais belos e mais sábios.

Arejar os pensamentos e reciclar as memórias infelizes que teimamos em arquivar nos escaninhos do ser.

Repensar conceitos, refazer idéias, rever atitudes e posturas.

Só assim afastaremos o desejo constante de fugir do espelho, de fugir de nós mesmos, fingindo que somos felizes e mascarando a realidade.

Pense nisso e não lute contra a natureza, desejando segurar o tempo com as mãos.

Não deixe que a sua sabedoria se esconda nas rugas da pele nem perca o viço entre os cabelos brancos.

A beleza da sua alma é independente do corpo físico. A sua grandeza se reflete na sua forma de pensar, sentir e agir, e não na imagem projetada no espelho.

Pense nisso e observe-se de corpo e alma, por inteiro.

Lembre-se de que cabe somente a você a decisão de assumir a realidade e modificá-la, quando, como e se julgar necessário.

Pense nisso!

Pior do que estar insatisfeito com o corpo é a insatisfação com a própria consciência.

Essa insatisfação lhe rouba a paz, a alegria, a vontade de crescer e ser feliz.

Por isso é importante lembrar que você pode modificar essa realidade quando desejar.

Basta investir na sua melhoria íntima arejando a mente, eliminando preconceitos e adquirindo conhecimentos que lhe tragam satisfação e paz de consciência.

Pense nisso, mas pense agora.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Gif de flor
Um ótimo dia!

terça-feira, 19 de maio de 2015

"Sauda o dia nascente com alegria de viver aureolada pela gratidão a Deus. Cada novo dia é abençoada oportunidade de crescimento espiritual e de iluminação interior. Atravessar o rio dos problemas de uma para a outra margem, onde se encontram as formosas atividades de engrandecimento moral, é a tarefa inteligente da pessoa que anela pela conquista da felicidade. Quando se abre a mente e o coração à alegria, é possível descobri-Ia em toda parte, bastando olhar-se para a Vida, e ei-la jubilosa… Quando se adquire a consciência da responsabilidade, de imediato sente-se que se é livre, mas essa liberdade é sempre conquistada pela ação que se converte em bênção de amor. Somente através do amor perfeito é que o ser humano pode considerar-se realmente livre de todas as amarras, mesmo que essa aquisição seja lograda, de alguma forma, através do sofrimento. O sofrimento faz mal, no entanto, não é um mal, porque oferece os recursos valiosos para a aquisição do bem permanente. Eis porque o trabalho de qualquer natureza deve ser realizado com o sentimento de amor, o que equivale a uma postura de liberdade em ação. Quando o amor não está presente no sentimento, a alegria não se enfloresce, porque permanece sombreada pelas dúvidas e suspeitas, porquanto somente através do amor é que se adquire a perfeição, em face dos mecanismos de ação que movimenta. Pessoas existem que afirmam não poderem amar porque não compreendem o seu próximo, tendo dificuldade em aceitá-lo conforme é. A questão, no entanto, é mais sutil, e deve ser formulada nos seguintes termos: porque não ama, torna-se difícil compreender, em razão dos caprichos egoísticos que dificultam a bondade em relação aos outros. Quando o amor se instala, a alegria de viver esplende como resultado da própria alegria de ser consciente. A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente e ama, favorecendo-lhe o surgimento como um contínuo amanhecer. Basta que se lhe ausculte a intimidade, e ei-la triunfante sobre a noite das preocupações. Em realidade, viver com alegria não impede a presença dos sofrimentos que fazem parte do processo da evolução. Pelo contrário, é exatamente por serem compreendidos como indispensáveis que proporcionam satisfações e bem-estar. Sempre que possível expressa a tua alegria de viver. Os sentimentos cultivados transformam-se em estímulos para as ações que se materializarão mais tarde. Se permitires que a tristeza torne-se companheira frequente das tuas emoções, a melancolia em breve estará instalada nos teus sentimentos, tirando a beleza da existência. Se te apoias à queixa contumaz, a tua será uma conduta amargurada, fazendo-te indisposto e desagradável. Se optas pelo cultivo de ideais enobrecedores de qualquer natureza, o entusiasmo pela sua preservação fará dos teus dias um contínuo encantamento. Se tens o hábito de encontrar sempre o melhor, quase invisível ou imperceptível, nos acontecimentos menos felizes, desfrutarás de esperança e de júbilos permanentes. A existência física não é uma viagem miraculosa ao país da fantasia, mas uma experiência de evolução assinalada por processos de refazimento uns e outros de conquistas inevitáveis, que geram sofrimento porque têm a finalidade de desbastar os duros metais da ignorância e aquecer o inverno do primarismo… É natural, pois, que a dor seja companheira do viajante carnal. Quando jovem, tudo são expectativas, ansiedades, incertezas… Quando na idade madura, a colheita de reflexos da juventude propicia, quase sempre, insatisfações e desencantos. Quando na velhice, em face do desgaste, o aborrecimento pela perda da agilidade, da memória, da audição, da visão, da facilidade que era habitual, se manifesta… Sempre haverá motivo para reclamação, porque cada dia tem a sua própria quota de aflição, que deve ser aceita com bonomia e naturalidade. Com a alegria de viver instalada no imo, sempre haverá uma forma de encarar os acontecimentos, concedendo-lhe validade e dele retirando a melhor parte, como afirmou Jesus, aquela que não lhe será tirada, porque representa conquista inalienável para a mente e para o coração. Adapta-te, desse modo, às ocorrências existenciais, alegrando-te por estares no corpo, fruindo a oportunidade de corrigir equívocos, de realizar novos tentames, de manter convivências saudáveis, de enriquecimento incessante… A vida com alegria é, em si mesma, um hino de louvor a Deus. Não te permitas, portanto, a convivência emocional com as manifestações negativas do caminho por onde transitas. Observa as margens do teu caminho e rega-as, mesmo que seja com suor e lágrimas, a fim de que as sementes do Divino Amor que se encontram nelas sepultadas, germinem e transformem-se nas flores que adornarão a tua marcha ascensional. Liberta-te, mesmo que te seja exigido um grande esforço, das heranças primárias, filhas da agressividade, do inconformismo, dos impositivos egoístas que te elegem como especial no mundo, e considera que fazes parte da grande família terrestre, sujeito como todos os demais às injunções dos mecanismos da evolução. Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Esparze-o onde te encontres e oferta-o a quem se te acerque, tornando mais belo o dia a dia de todos os seres com o sol do teu júbilo. Se já encontraste Jesus, melhor razão tens para a alegria, porque envolto na Luz do mundo, nenhuma sombra te ameaça. Serás, ao longo da vilegiatura carnal, o que te faças a cada instante, conforme o és, resultado do que te fizeste. Alegra-te com a vida que desfrutas e agradece sempre a Deus a glória de saber e de amar para agir com acerto." (Joanna de Ângelis)


Gif de gato

Mudas alegres de manjericão


Gestos simples podem mudar o mundo. Inspire-se em mais um deles.

Há cerca de um ano, uma produtora cultural e artesã de quarenta e três anos, resolveu dedicar parte de seu tempo para deixar o dia de outras pessoas um pouquinho mais feliz.

E com uma atitude bem simples: ela oferece manjericão para quem passa perto da sua casa, numa das grandes capitais brasileiras.

Tudo começou quando ela decidiu distribuir as folhas para outros moradores do bairro.

Nonô, como é conhecida, reuniu embalagens de suco, caixinhas de leite e outros vasinhos descartáveis e os colocou em uma mureta, na fachada de casa para que quem passasse, levasse as mudas.

Com o intuito de que os passantes soubessem que as plantas estavam ali para serem levadas, a produtora colocou no portão uma placa com a seguinte frase:

Pode levar mudas alegres de manjericão para deixar sua vida cheirosa.

Muita gente olhava a foto - na internet - e perguntava: “Onde é? Também quero.” Mas eu não divulgo o endereço. O objetivo não era eu transformar a minha casa numa floricultura, mas sim mostrar que, com coisas muito simples, podemos fazer grandes transformações, comenta Nonô.

Depois de publicar a foto nas redes sociais, ela diz ter se surpreendido com a repercussão.

Todos elogiam e dizem coisas como: “O mundo precisa de mais pessoas assim.” Minha resposta é: “Ora, seja uma delas.”

Essa ideia do seja uma delas é um ponto fundamental em nossas reflexões, um ponto de parada.

Um convite a sairmos da inércia de quem apenas observa, de quem apenas nota e elogia, para a posição de quem age, de quem faz.

Não precisamos de mais elogios, não precisamos de mais reconhecimentos de fachada, mas sim de que todos nos juntemos a esses que fazem a diferença no mundo e já não suportam mais o caos instalado.

Seja oferecendo braços abertos a haitianos refugiados, seja trabalhando pela educação de crianças carentes de bairros pobres, onde a criminalidade impera, ou mesmo oferecendo a gentileza de mudas de manjericão, precisamos de mais ação no bem.

Com as mudas vai a alegria de quem as plantou e as oferece. Aí está toda a diferença. Aí está todo valor.

A timidez dos bons tem nos custado muito caro, tem nos tomado muito tempo, tempo em que podíamos estar fazendo tudo diferente e melhor.

O bem não é tímido. É atuante. É impávido e entusiasmado!

Estudemos a vida dos grandes missionários do bem na Terra! Nenhum deles foi estrela apagada!

Agora reflita: Será que você não pode oferecer nem uma muda de manjericão para alegrar a vida de outra pessoa? Nem alguma mínima doação? Algo inesperado, algo que venha de seu coração, algo a mais do que já faz?

Mas me falta tempo! – Você dirá.

Será que é tempo que lhe falta mesmo?

Não tenho condições financeiras. – Outro afirmará.

será que para nos doarmos precisamos de dinheiro?

Doe sua alegria, doe seu conhecimento, doe seu tempo, doe sua habilidade nisso ou naquilo, e faça o dia de alguém um pouco mais feliz.

Se o outro merece ou não, não importa. Você merece o bem que o bem lhe traz, pois se encharca dele em primeiro lugar – lembre sempre disso.

O mundo precisa de mais pessoas assim... Seja uma delas.

 

Redação do Momento Espírita com base em reportagem publicada no site catracalivre.com.br,em 31 de março de 2014.
Em 11.7.2014.
Gif de gatinho
Boa tarde!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha." (Chico Xavier)

Gif Baby Woppies
Viver o presente


Quer aprender a viver no presente? Então tenha filhos.

Observar um bebê e a sua relação com o tempo é simplesmente divino, afirma a escritora e professora de yoga, Isabela Fortes.

Nessa observação da vida infantil, através da lupa da sensibilidade, ela afirma que, para o bebê, o passado e o futuro não existem, apenas o agora.

Em variações de pequenos segundos, ele tenta nos comunicar o que precisa, no momento em que precisa: fome, sono, dor, fraldas - tudo só existe no agora.

Também as crianças maiores, na primeira infância, levam algum tempo para conseguir entender o tal do tempo.

Ontem, amanhã, daqui a dois dias ou dois anos, para elas é tudo igual e incompreensível.

Essa questão nos leva a experiências curiosas, como por exemplo, a do casal que adotou uma forma peculiar de conseguir explicar o tempo para sua filha de 5 anos.

Quando queriam dizer que faltavam 2 dias para ela viajar, ou para começar as aulas, afirmavam: Você terá que dormir e acordar, e depois dormir e acordar novamente, aí chega o dia.

*    *    *

Dessa característica especial dos pequenos, podemos aprender que o foco, no tempo presente, é fundamental para ter uma vida equilibrada.

Gastamos energias em demasia quando presos excessivamente ao passado, às lembranças.

Da mesma forma que nos desgastamos muito com a tal da preocupação, isto é, uma ocupação prévia com algo que ainda não aconteceu, e pode nem vir a acontecer.

Foi assim que conhecemos a temida e tão analisada ansiedade que, nos dias de hoje, nos traz problemas e mais problemas existenciais.

Quando nos focamos no presente, vivendo um dia de cada vez, como se diz popularmente, aproveitamos o tempo com muito mais eficiência e menos desgaste.

Fazemos cada tarefa pensando nesta tarefa, e não naquilo que deixamos de fazer ou naquilo que faremos amanhã ou depois.

Quando estamos com alguém que amamos, com a família, por exemplo, estejamos lá por inteiro, e não metade ali, aproveitando, e outra metade voando com o pensamento para longe.

Alguns de nós chegamos a fazer uma espécie de autoterrorismo, cultivando pensamentos como: Pena que esses momentos não duram! Como viverei quando tudo isso acabar?

São sofrimentos voluntários, desnecessários, que impomos aos nossos dias, por não nos darmos chance de viver o presente, e dele extrair tudo de bom que está nos ofertando.

Viver o presente não significa, porém, viver sem planos, sem objetivos. Nem desconsiderar o passado, sem tê-lo como referencial importante - de forma alguma!

Viver o presente é dar o devido peso a cada um desses tempos, aprendendo com o passado, vislumbrando o futuro, mas trabalhando no presente, e apenas no presente.

É fundamental lembrar do ensino do Cristo, quando, ao perceber as inquietações de nossa alma, quanto aos dias vindouros, afirmou:

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.



Redação do Momento Espírita com base em trecho do artigo Filhos, o melhor é tê-los, de Isabela Fortes, para a Revista Prana Yoga Jornal, junho 2008 e no cap. 6, versículo 34 do Evangelho de Mateus.

Gif Baby Woppies
Feliz e abençoado dia!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Lei do Retorno: um dia, quando as pessoas se conscientizarem desta realidade, haverá profunda alteração no tecido social do planeta, já que o homem sabendo que o seu futuro dependerá do seu agir de agora, não mais fará a guerra, deixará de ser xenófobo, racista, deixará de desprezar o pobre ou o marginal ou a pessoa do outro sexo, deixará de poluir a natureza, pois saberá que na próxima existência ele poderá passar pelas situações até então desprezadas para aprender a valorizá-las dentro da vida como experiências importantes para todos nós." (Dr. Ian Stevenson - psiquiatra americano)

Gif de Anjinhos
Lei do retorno


Embora muitos de nós não entendamos o funcionamento das leis de Deus, elas se manifestam a cada instante da vida, como mensageiras da justiça e do amor divinos.

Paulo e sua esposa estavam atravessando uma avenida de grande movimento na cidade de São Paulo, quando perceberam no outro lado da rua dois rapazes que também os olhavam.

O marido pressentiu que seriam assaltados e disse à esposa para cuidar melhor da bolsa que levava à tiracolo.

Como não tinham mais como desviar o caminho, foram em frente, com os corações sobressaltados.

Quando se aproximavam mais, um dos rapazes se adiantou e, acenando, gritou: "olá Dr. Paulo, como vai o senhor?"

Paulo, sem saber ao certo quem era, cumprimentou-o, trocou algumas palavras e foi em frente, aliviado por não ter ocorrido o assalto que ele pressentira.

Passadas duas semanas, Paulo foi para a cidade do interior, onde residira por muitos anos, a fim de rever familiares e amigos.

Na oportunidade, aproveitou para visitar uma família que dele recebia auxílio continuado, há anos.

A mãe da família disse-lhe, para sua surpresa: "o senhor sabia que quase foi assaltado recentemente em São Paulo?"

E ele respondeu: "mas como a senhora sabe disso?" E a senhora continuou: "na verdade, soube pelo meu filho, o mais velho, que o senhor conheceu ainda rapazinho, mas que há anos vive sozinho por aí, por opção.

Ele enveredou pelos descaminhos da vida. Esteve aqui dia desses e comentou que encontrou o senhor numa rua.

Disse que estava com um amigo e juntos preparavam-se para assaltar alguém, quando o reconheceu, bem como sua esposa.

Lembrou-se de todas as vezes que o senhor e Dona Estela vêm aqui em casa e o quanto já nos ajudaram nesses anos todos.

Rapidamente ele se antecipou ao amigo, gritando o seu nome e vindo em sua direção, para criar obstáculo ao outro comparsa e demonstrar que o senhor não podia ser assaltado, pois era conhecido.

"Graças a Deus ele não cometeu nenhum desatino com o senhor."

"Graças a Deus, respondeu Paulo." E ficou a pensar nas coincidências da vida. Nesse caso uma coincidência feliz.

Essa história demonstra que quem semeia o bem há de colher o bem, diante da lei de amor e justiça, que é lei de Deus.

Causa e efeito: Paulo causou o bem a alguém e o efeito foi se beneficiar do resultado desse bem distribuído em nome do auxílio ao próximo.

Pensando em lei de causa e efeito, ou também conhecida como lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida.

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes; hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio; hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência; hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.

Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e conseqüências.

Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance.

Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam.

A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez.

E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história verídica e em mensagem do livro "Leis de Amor", de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel.






Gif de Anjinhos
Um Feliz e abençoado dia!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

"Lembra-te das mercês que o Senhor te confere pelos braços do tempo e espalha gratidão e alegria onde estiveres... Repara as forças da Natureza, a emergirem, serenas, de todos os cataclismos. Corre a fonte cantando pelo crivo do charco... Sussurra a brisa melodias de confiança após a ventania destruidora... A árvore multiplica flores e frutos além da poda... Multidões de estrelas rutilam sobre as trevas da noite... E cada manhã, ainda mesmo que os homens se tenham valido da sombra para enxovalhar a terra com o sangue do crime, volve o Sol, em luminoso silêncio, acalentando homens e vermes, montes e furnas. Ainda mesmo que o mal te golpeie transitoriamente o coração, recorda os bens que te compõem a riqueza da saúde e da esperança, do trabalho e do amor, e rejubila-te, buscando a frente. Tédio é deserção. Pessimismo é veneno. Encara os obstáculos de ânimo firme e estampa o otimismo em tua alma para que não fujas aos teus próprios compromissos perante a vida. Serenidade em nós é segurança nos outros. O sorriso de paz é arco-íris no céu de teu semblante. "Regozijai-vos sempre"- diz-nos o apóstolo Paulo. E acrescentamos: - rejubilemo-nos em tudo com a Vontade de Deus, porque a Vontade de Deus significa Bondade Eterna." (Emmanuel)

Gif Tayamoia
Sorrindo na tempestade


Aquela menininha diariamente fazia o caminho para a escola sozinha e a pé.

Naquela manhã, apesar do mau tempo, do vento forte e das nuvens ameaçadoras, ela seguiu em direção à escola.

Ao longo do dia, o vento foi aumentando. Formou-se uma tempestade com muitos raios e trovões.

A mãe pensou que sua filha poderia sentir medo de voltar sozinha em meio ao temporal. Afinal, ela mesma estava bastante assustada.

Preocupada, ela entrou em seu carro e dirigiu, em meio à tempestade, para apanhar a filha na escola.

Não demorou muito, e ela avistou a sua filha andando pela estrada.

Chamou-lhe a atenção, no entanto, o fato de que, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e sorria.

Outro e outro relâmpago. E ela sempre parava, olhava para cima e sorria.

Finalmente, a menina entrou no carro. A mãe, curiosa, foi logo perguntando: Filha, o que você estava fazendo?

E a garotinha, alegre e despreocupada, respondeu: Eu estava sorrindo. Deus não para de tirar fotos minhas!

*    *    *

A inocência da infância. A lição da simplicidade de descobrir beleza em todas as coisas.

De confiar em quem é o Criador de todo o imenso Universo e Pai amoroso e bom, que está atento a tudo.

Pudéssemos nos recordar, em nossa vida, dos momentos mágicos da infância e nossa vida seria menos complicada.

Quando os temporais das adversidades nos chegassem, lembraríamos de que Deus tudo sabe e vela por nós.

Quando os ventos das inquietudes nos balançassem, recordaríamos de que nada de mal nos deverá ocorrer, que não seja do conhecimento de Deus.

E se Ele sabe, tudo está certo. Não haveremos de sofrer além do que esteja dentro das nossas necessidades.

Quando os relâmpagos das calúnias e das inverdades riscassem os céus dos nossos atos, teríamos em mente que não importa o que os homens digam. Deus sabe a verdade.

E nos preocuparíamos menos em nos defender e mais em prosseguir agindo de forma correta e digna.

Quando a chuva inclemente do abandono nos fustigasse a alma, teríamos em mente que não estamos sós.

Deus segue conosco. E estabeleceríamos a ponte da comunicação entre Ele e nós, através da prece sincera e devotada, prosseguindo sempre.

Quando o frio da indiferença de amigos antes devotados nos enregelasse, provocando-nos lágrimas de dor, nos lembraríamos de que Deus nos ama.

E tornaríamos a pedir que Ele permanecesse conosco, a fim de que a noite da solidão não nos perturbe, nem amedronte.

Enfim, se os verdes anos da infância falassem em nossa vida, seguiríamos pelas veredas do mundo mais tranquilos.

Porque sempre teríamos em mente que o bem é superior ao mal, que é transitório e fugaz.

Que Deus é todo poder, bondade e sabedoria e tudo o que Ele faz traduz essas virtudes em grau infinito.

Finalmente, seguiríamos pela estrada confiantes de que nada escapa ao olhar profundo da Divindade.

*    *    *

Deus existe. É infinitamente justo e bom: essa a Sua essência.

A tudo se estende a Sua solicitude. Só o nosso bem, portanto, pode Ele querer.

Disso se conclui que devemos confiar Nele: é o essencial. Assim, em meio à tempestade, olhemos para o alto e utilizemos nosso sorriso, avançando sempre, vencendo os percalços.



Redação do Momento Espírita, com base no texto Inocência, de autor desconhecido, disponível no site flori_jane.sites.uol.com.br/index.htm e no cap. 2, item 30 de A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb.



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