terça-feira, 31 de março de 2015

"Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade." - Paulo. (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.) ...."O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial. Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva. A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes. O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade. Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa." (Emmanuel)

Gif pinguim
Exemplificando sempre


Narra-se que, certa vez, uma jovem indiana, desejando que seu filho tivesse saúde invejável, decidiu que seria importante para ele deixar de comer açúcar.

Acreditava que o açúcar era um produto que agredia o organismo. Afinal, ele possibilitava o aparecimento de cáries, além de ser um produto que facultaria à criança uns quilos a mais.

Por largo tempo ela falou ao filho para deixar de consumir o produto. Mas, a criança adorava açúcar e não o dispensava, deliciando-se com os doces mais variados.

Finalmente, a mãe procurou o Mahatma Gandhi e contou seu problema, pedindo que ele, com sua grande autoridade, falasse ao filho. Com certeza, ele seria ouvido e atendido pelo menino.

O sábio não afirmou que ela estava certa, nem errada. Contudo, pediu-lhe um prazo de 15 dias. Decorrido o tempo, ela deveria retornar com o filho até ele.

A mulher se foi, com a alma embalada pelas mais suaves esperanças. Os dias demoraram a passar. Até que chegou o dia marcado para pôr fim à ansiedade da indiana.

Ela tomou o filho pela mão e o levou até a presença de Gandhi, que se demorou a falar com o garoto, por mais de uma hora.

Terminado o diálogo, Gandhi se despediu do pequeno e devolveu-o à sua mãe.

A mulher estava muito curiosa. E, assim que pôde, perguntou ao Mahatma porque ele a fez esperar quinze dias, para só depois conversar com a criança.

É muito simples, respondeu Gandhi. Há quinze dias eu também consumia açúcar e precisava do prazo para abandonar o hábito, pois se não o fizesse, não teria autoridade moral para lhe pedir que o evitasse.

*    *    *

A utilização ou não do açúcar na dieta alimentar não é o mais importante, no caso em pauta. O que se deve levar em conta é o fator exemplo.

O ilustre Gandhi não se sentia à vontade para pedir a uma criança que deixasse de fazer alguma coisa, se ele mesmo ainda a fazia.

Não desconhecia ele que, enquanto as palavras comovem  multidões, o exemplo as arrasta.

Pensemos em quantas vezes temos tentado modificar os hábitos dos outros, utilizando-nos simplesmente das recomendações ponderadas, sem nos prendermos ao fato de que não estamos exemplificando corretamente.

Assim é no que diz respeito ao uso de drogas como o fumo e o álcool, que afirmamos que agridem e matam, que seu uso é maléfico, sem deixarmos, nós mesmos, do velho cigarro e dos aperitivos de vez em quando.

Assim é, ainda, com relação à frequência no templo religioso, nas aulas específicas de evangelização, quando dizemos aos filhos que são importantes, edificantes. Mas, nós mesmos sequer comparecemos ao templo para o estudo e a oração.

Dizer e fazer. Duas ações importantes. A segunda, com certeza, de peso seguro para a educação mais acertada.

*    *    *

Jesus, o Divino Mestre, lecionando aos homens a Lei do trabalho, esmerou-Se nele, laborando na Sua infância e juventude na carpintaria do pai.

Dizendo que deveríamos perdoar setenta vezes sete vezes, perdoou Ele mesmo a todos os que O feriram e O trataram com rudeza e desprezo.

Isso porque, excelente pedagogo, Jesus reconhecia o extraordinário valor do exemplo, jamais dispensando-o na tarefa educativa dos seres.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 27.10.2010.

Gif de pinguim
Bom dia!!!

segunda-feira, 30 de março de 2015

"A essência, o ser em si mesmo, constitui a individualidade, que avança mediante o processo reencarnatório, adquirindo experiências e desenvolvendo as aptidões que lhes jazem inatas, heranças que são da sua origem divina. A expressão temporária, adquirida em cada existência corporal, com as suas imposições e necessidades, torna-se a personalidade de que se reveste o Espírito, a fim de atingir a destinação que o aguarda. A primeira tem o sabor da eternidade, enquanto a outra é transitória. No âmago do ser encontra-se a vida pulsante, imorredoura, embora, na superfície, a aparência, o revestimento, quase sempre difere da estrutura que envolve. A individualidade resulta da soma das conquistas, através do êxito como do insucesso, logrados ao largo das lutas que lhe são impostas. A personalidade varia conforme a ocasião e as circunstâncias, os interesses e as ambições. Esta passa, enquanto aquela permanece. Máscara, forma de aparecer, a personalidade se adquire sem transformação substancial, profunda, ocultando, na maioria das vezes, o que se é, o que se pensa, o que se aspira. Legítima, a individualidade se aprimora, qual diamante que fulge ao atrito abençoado do cinzel. A personalidade extravasa, formaliza, apresenta. A individualidade aprimora, realiza, afirma. À medida que o ser evolui, mergulha no mundo íntimo, introspectivamente, desenvolvendo os valores que dormem em embrião e se agigantam. O exterior desgasta-se e desaparece. O interior esplende e agiganta-se. A semente que morre semente, não viveu, não realizou a missão que lhe estava reservada: multiplicar e produzir vida. A gema, sem lapidação, jamais fulgura. Faze a tua indagação à vida, em torno da tua destinação. Quem és hoje e o que pretendes alcançar? Cansado da aparência, realiza-te intimamente e desata as aptidões superiores que aguardam oportunidade e cresce para as finalidades elevadas da Vida. Tenta ser, por fora, conforme evoluis por dentro, sendo a pessoa gentil, mas nobre, fulgurante e abnegada, afável, todavia leal. Tua aparência, seja também tua realidade, esforçando-te, cada vez mais, para conseguir a harmonia entre a individualidade e a personalidade, refletindo os ideais de beleza e amor que te vitalizam." (Joanna de Ângelis)


 
Gif Piu-piu
Receita de sucesso


O que é que cria uma carreira de sucesso? Falamos do sucesso real, verdadeiro. Não daquele efêmero, que dura uns anos, uma geração e depois, tão depressa quanto surgiu, desaparece.

Falamos do sucesso que alcança algumas pessoas e que se reflete em outras vidas, beneficiando-as, alterando o rumo para melhor.

No Brasil, uma das grandes carreiras de sucesso é a do Doutor Ivo Pitanguy.

Com ele, a cirurgia plástica no Brasil e no Exterior ganhou dignidade. O que o levou a se especializar nesta área, foi exatamente o impacto que teve com as deformidades que viu no atendimento hospitalar, ao iniciar seus estudos médicos.

Principalmente os pacientes do Pronto-Socorro foram a grande escola e laboratório para o famoso cirurgião. Numa época em que a função do médico era salvar vidas, sem atentar-se para o aspecto físico do paciente, ele passou a se questionar no quanto uma cicatriz podia perpetuar um momento desagradável para uma pessoa.

Sempre disposto a aprender mais, porque o que sabia achava que não era suficiente, ele foi se especializar nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França.

E conta seu segredo de sucesso: muita determinação, disciplina, muito sacrifício, mas, sobretudo, entusiasmo.

A disciplina, diz, começou a adquirir com o esporte. Praticava natação, vôlei, tênis e outros esportes. O esporte lhe deu modéstia, humildade, porque lhe ensinou a perder.

Mas sempre teve muita noção do tempo que poderia dedicar ao esporte e o que deveria aplicar nos estudos. Quando era garoto, deixava de ir a uma festinha à noite para poder nadar.

Poder se afastar um pouco do que você faz é o que dá para a pessoa, enfatiza ele, forças para fazer seu trabalho com amor.

Dividindo-se entre o esporte e a leitura, nos momentos de descanso, conclui:
Tenho a impressão de que eu soube viver com intensidade e com enorme sacrifício pessoal e da minha família, vinte e quatro horas por dia, um sonho que eu continuo a viver.

 
*    *    *

Eis uma receita de sucesso. Eis uma experiência de vida de alguém que avança no tempo enquanto cresce e aprimora a própria técnica de viver.

E, para completar, demonstrando que a sabedoria reside em passar adiante o que se sabe, o que constitui conquista do próprio esforço, ele criou uma escola, para que haja continuidade do seu trabalho.

Para os que lhe perguntam se não teme a concorrência dos próprios médicos aos quais repassa as suas técnicas, afirma que nunca pensou dessa forma. Os que com ele aprendem são profissionais que se especializam e irão cuidar de outras tantas pessoas que ele não pode atender.

O seu objetivo é ensinar cirurgia, não só reparadora como também estética. Abrir a sua intimidade para difundir aquilo em que ele acredita. Sem medo de concorrentes. Pois o que de fato faz uma clientela e um nome é o que se faz de bom.

 
*    *    *

Transforma a tua vida num oásis de bênçãos. Espalha boa semente por onde passes. Ensina o que saibas. Auxilia a quem possas.

O melhor da vida é dar. É ser semeador.
A riqueza do mundo pesa, vergando o possuidor para baixo. O tesouro do amor ergue a criatura, fá-la voar, livre e feliz, nos córregos do infinito.

Esvazia de qualquer ambição a tua vida, para que, pobre de poder, tenhas rico de amor o coração.




Redação do Momento Espírita, com base no artigo Mãos mágicas, de Seleções Reader´s Digest, de fevereiro/2002 e com versos finais do Canto XI, do livro Estesia, pelo Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 18.1.2014.

 

Gif Piu-piu

Bom dia!!!

domingo, 29 de março de 2015

"Não percas o otimismo. O trabalho é uma benção. Age construindo. Quem serve aos outros, semeia paz e alegria para si mesmo. Se erraste, recomeça a empreitada da ação na qual te comprometeste. Não creias em vitórias do Bem, sem árduos problemas a resolver. Convence-te de que a dor é sempre renovação para o Bem. Evita os assuntos infelizes. Fala, auxiliando em favor da tranquilidade e da elevação. Aprende simplicidade, para que não te vergues ao peso de bagagens inúteis. Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de supera-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória ti marcará. Em nossa condição evolutiva, ainda não sabemos medir a resistência, uns dos outros. Em razão disso, guardemos a nossa dor ou a emenda que é positivamente nossa e exportemos alegria e esperança onde estivermos." (Emmanuel)


Gif de estrelas

Sem tempo ruim


Nós que despertamos todos os dias, a cada dia, com os mesmos problemas, costumamos desanimar. 

Dizemo-nos cansados porque a noite, que estabeleceu o intervalo entre o ontem e o hoje, não apagou as dificuldades que ressurgem, com o dia novo. 

Angustiamo-nos porque a rotina nos sufoca, os problemas se acumulam, as soluções parecem não chegar nunca. 

E nos arrastamos por mais 24 horas. 

No entanto, ao ouvirmos relatos de pessoas que sofreram grandes impactos em suas vidas, o que notamos é sua força de vontade vigorosa, a certeza de lutar e vencer. 

Uma dessas pessoas é a americana Lauren Manning. 

No dia 11 de setembro de 2001, ao entrar no edifício da Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque, uma bola de fogo desceu pelo poço do elevador e a derrubou. 

82% do seu corpo sofreu queimaduras. 

As mãos ficaram de tal modo queimadas que nelas só existe tecido cicatrizado e osso. 

Seu filho tinha, na ocasião, somente 10 meses de vida. 

E, enquanto ele deixou o carrinho para engatinhar, passou a andar, aprendeu a usar o patinete e a bicicleta, ela teve de aprender a se sentar, ficar de pé, andar, usar o copo, o garfo e a faca. 

Depois de mais de 25 cirurgias realizadas para enxerto de pele, correção de cicatrizes nas costas, no rosto e nas mãos, Lauren mantém o otimismo. 

Os progressos físicos foram conseguidos a duras penas. Graças a uma luva especialmente ajustada, Lauren até consegue segurar uma raquete de tênis. Embora não possa sacar. 

Ela ainda visita terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, que a ajudam a alongar as mãos delicadas, terrivelmente queimadas pelo metal quente das portas do saguão. 

Com todo esse drama, Lauren diz: Eu não tenho dias ruins. 

Ela e o marido aproveitam o que tem: um ao outro e ao filho Tyler que, somente aos 4 anos de idade, soube o que aconteceu com sua mãe naquele dia terrível. 

Isso porque viu os pais na TV e, então, lamentou: 

Não queria que você tivesse se machucado. 

Em verdade, se não tivesse se atrasado, naquele dia, ela estaria no 106º andar, na hora em que o avião se chocou contra a torre. E teria morrido. 

O atraso lhe salvou a vida. 

Lauren brinca com o filho, sorri ao contar como faz teatrinho com ele, dramatizando histórias e confidencia que adoraria ter mais filhos. 

A esperança está viva nela que conclui: A vida não poderia ser melhor. 

*    *    *

Sejamos mais otimistas, batalhadores.

Miremo-nos em exemplos como o de Lauren, que existem às centenas.

Agradeçamos a Deus pela vida, pelas nossas dores, pelas nossas vitórias.

Não temamos o fracasso e não alimentemos tragédias.

Vivamos cada dia, com sol, chuva ou tempestade porque, afinal, a madrugada de bonanças surge sempre, concedendo-nos breve trégua, a fim de que nos reabasteçamos de luz e prossigamos.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita com base no artigo Sobrevivi, por Gail Cameron Wescott, publicado na revista Seleções Readers Digest, de setembro.2006.



Gif de estrela
Feliz domingo!
e
Começo de semana iluminado!

sexta-feira, 27 de março de 2015

"E destas coisas sois vós testemunhas." - (LUCAS, capítulo 24, versículo 48.) ..."Jesus sempre aproveitou o mínimo para produzir o máximo. Com três anos de apostolado acendeu luzes para milênios. Congregando pequena assembléia de doze companheiros, renovou o mundo. Com uma pregação na montanha inspirou milhões de almas para a vida eterna. Converte a esmola de uma viúva em lição imperecível de solidariedade. Corrigindo alguns espíritos perturbados, transforma o sistema judiciário da Terra, erigindo o "amai-vos uns aos outros" para a felicidade humana. De cinco pães e dois peixes, retira o alimento para milhares de famintos. Da ação de um Zaqueu bem-intencionado, traça programa edificante para os mordomos da fortuna material. Da atitude de um fariseu orgulhoso, extrai a verdade que confunde os crentes menos sinceros. Curando alguns doentes, institui a medicina espiritual para todos os centros da Terra. Faz dum grão de mostarda maravilhoso símbolo do Reino de Deus. De uma dracma perdida, forma ensinamento inesquecível sobre o amor espiritual. De uma cruz grosseira, grava a maior lição de Divindade na História. De tudo isso somos testemunhas em nossa condição de beneficiários. Em razão de nosso conhecimento, convém ouvirmos a própria consciência. Que fazemos das bagatelas de nosso caminho? Estaremos aproveitando nossas oportunidades para fazer algo de bom?" (Emmanuel)

Gif Piu-piu
Observando aprendemos


Cheng era o discípulo de um sábio monge de nome Ling.

Um dia, quando Cheng acreditava estar pronto para assumir a condição de liderar seu povo, foi conversar com seu mestre, o qual lhe disse: "observe este rio, qual a importância dele?".

Eles se encontravam no alto de uma montanha.

Cheng observou o rio, o seu vale, a vila, a floresta, os animais e respondeu: "este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água que bebemos, os frutos das árvores, a colheita da plantação, o transporte de mercadorias, os animais que estão ao nosso redor e muito mais. Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio."

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre procurou Cheng.

"Observe este rio, qual a importância dele?" - repetiu a pergunta ao discípulo.

"Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.

Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens, assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada. Sem nossos amigos e familiares também não somos nada. O rio nos ensina, ainda, que uma curva pode ser a solução de um problema, porque logo depois dela podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte."

O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e novamente o mestre perguntou: "observe este rio: qual a importância dele?"

"Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente. O rio nos mostra que se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo."

O mestre colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.

Os meses se passaram e o mestre voltou a perguntar a Cheng:

"Observe este rio, qual a importância dele?"

"Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo de novo.

É observando que aprendemos.

Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim."

O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade: "como é difícil aprender a aprender.

Vá e siga seu caminho, meu filho."

Pense nisso!

Tantas palavras sábias já nos foram ditas.

Tantos ensinos maravilhosos o Mestre Nazareno nos deixou.

Mas, quanto disso realmente passou a integrar nossa consciência, alterando nossas atitudes perante a vida?

Pense nisso, mas pense agora.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, vol. I, pp. 24-26, Editora leitura, 7ª edição, organizado por Alexandre Rangel.




Gif Piu-piu
Um ótimo dia!...
Feliz fim de semana!...

quinta-feira, 26 de março de 2015

"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança." - Paulo. (ROMANOS, 15:4.) ...."A esperança é a luz do cristão. Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum. Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança. A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança. A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas. A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro. Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor. Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim ...". Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual." (Emmanuel)

Gif de cachorro
Mas...


O amor de Deus está presente por toda parte. A natureza fala da sua grandeza em cada detalhe.

E o amor de Deus é a própria esperança se derramando sobre toda a criação.

Quando observamos as cinzas de um campo queimado, talvez pensemos que a vida ali se extinguiu para sempre.

Mas em pouco tempo as plantas brotam, mais verdes que nunca, mostrando que nada consegue deter a vida.

Quando vemos os escombros deixados pela fúria das tempestades, pode nos parecer que nada mais poderá existir em tão deprimente paisagem.

No entanto, em breve tempo as mãos hábeis e competentes dos homens deixam o local em condições de ser habitado novamente.

Quando olhamos vastas extensões de terras esturricadas pela estiagem, temos a impressão de que a vida bateu em retirada, para sempre.

Mas, para espanto de todos, a chuva cai de mansinho, penetrando o solo castigado, acordando as sementes que jaziam adormecidas e, em pouco tempo o que era deserto se converte em imenso jardim multicolorido.

É assim que Deus nos fala da esperança, a cada instante.

Foi observando esses pequenos detalhes da natureza, que um poeta escreveu o poema que reproduzimos a seguir:

E eu que achei que a lua não brilhasse sobre os mortos no campo da guerrilha, sobre a relva que encobre a armadilha ou sobre o esconderijo da quadrilha,... Mas brilha.

E achei que nenhum pássaro cantasse, se um lavrador não mais colhe o que planta, se uma família vai dormir sem janta com um soluço preso na garganta,... Mas canta.

Também pensei que a chuva não regasse a folha cujo leite queima e cega, a carnívora flor que o inseto pega ou o espinho oculto na macega,... Mas rega.

Pensei, também, que o orvalho não beijasse a venenosa cobra que rasteja, no silêncio da noite sertaneja, sobre as ruínas de esquecida igreja,... Mas beija.

Imaginei que a água não lavasse o chicote que em sangue deprava, quando, de forma monstruosa e brava, abre trilhas de dor na pele escrava,... Mas lava.

Apostei que nenhuma borboleta - por ser um vivo exemplo de esperança - dançaria contente, leve e mansa sobre o túmulo de uma criança,... Mas dança.

E eu pensei que o sol não mais aquecesse os campos que a guerra empobrece, onde tomba do homem a própria espécie, e a sombra da dor enlouquece,... Mas aquece.

Por isso achei que eu não mais fizesse poema algum, após tanto embaraço, tanta decepção, tanto cansaço e tanta espera, em vão, por teu abraço,... Mas faço.



*    *    *

O mesmo calor solar, que mantém no estado líquido a água dos rios e dos mares, conduz a seiva à fronde das árvores e faz pulsar o coração dos abutres e das pombas.

A luz que espalha o verde nos prados, e nutre as plantas com um sopro impalpável, também povoa a atmosfera de maravilhosas belezas aéreas.

O som que estremece a folhagem, canta na orla dos bosques, ruge nas plagas marinhas.

Em tudo vemos, enfim, uma correlação de forças físicas, que abrange num mesmo sistema a totalidade da vida sob a comunhão das mesmas leis. Que são as soberanas leis divinas.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na poesia intitulada Mas..., do livro os Pratos de Vovó, de autoria de Antonio Roberto Fernandes e no cap. II do livro Deus na Natureza, Camille Flammarion, ed. FEB.






Gif de cachorro
Bom dia!!!

quarta-feira, 25 de março de 2015

"...Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar. Se você acredita que franqueza rude pode ajudar alguém, observe o que ocorre com a planta que você atire água fervente. Abençoemos se quisermos ser abençoados." (André Luiz)


Gif de Bailarina
Elegância
 

A vida moderna caracteriza-se pela informalidade, pela pressa e pelas mudanças constantes.

Hábitos até pouco tempo bastante difundidos, hoje são raros.

A carta escrita a mão foi substituída por mensagem via e-mail.

Poucos homens permanecem puxando a cadeira para suas companheiras ou abrindo a porta do carro para elas.

Malgrado todo o interesse por almas gêmeas e temas da espécie, o romantismo parece quase extinto.

Há muita afoiteza em começar, consumar e terminar os relacionamentos.

Prestar atenção no companheiro, identificar seus sonhos e os tesouros de seu mundo íntimo, tudo isso se afigura terrivelmente fora de moda.

Tal descuido com a essência do ser humano está presente em quase todas as espécies de relações.

Tem-se pressa para tudo.

Essa urgência desmedida faz com que regras básicas de educação sejam constantemente ignoradas.

Os cumprimentos, quando existem, são lacônicos e despidos de calor.

Uma palavra mal posta é de pronto devolvida.

Não se para para pensar se o interlocutor enfrenta algum problema e por isso se manifesta com rudeza.

Afinal, tem-se pressa, embora raramente se tenha um objetivo nobre a embasar os atos que ela inspira.

Nesse contexto, desentendimentos surgem à toa e rápido degeneram em antipatias e inimizades.

É mais fácil julgar, responder e reagir de plano.

Refletir, compreender, preservar e aprofundar vínculos demanda tempo.

É difícil ignorar as pressões do mundo moderno.

Globalismo, competitividade, empregabilidade, há inúmeros conceitos que inspiram a pressa.

Às vezes até a explicam, mas não a justificam, no trato com o semelhante.

Afinal, a afoiteza não pode justificar converter-se o homem em um bruto insensível.

Para permanecer civilizado, é preciso preservar um pouco da tradicional e boa elegância.

Ao contrário do que talvez sugira, o termo elegância não implica forçosamente a adoção de vestuários requintados e  gestos afetados.

Segundo o dicionário, um dos significados de elegância é distinção de maneiras.

Ser elegante é ser distinto, atencioso e polido.

É prestar atenção nas necessidades dos que o rodeiam e tratá-los como pessoas importantes.

Elegância implica abster-se de expressões rudes e não se envolver em discussões ácidas e ferinas.

Elegante é não falar dos ausentes, é não ser uma presença desagradável aos demais.

Para quem responde tudo ao pé da letra e não costuma levar desaforo para casa, ser elegante constitui um grande desafio.

Contudo, quem fala e age sem pensar, cedo ou tarde se arrepende e percebe que fez bobagem.

Atos impulsivos e grosseiros destroem oportunidades pessoais e profissionais.

Ninguém gosta de estar perto de um grosseirão.

Mas você jamais se arrependerá de ser elegante.

Talvez no princípio estranhe não responder quando provocado.

Ser gentil e obsequioso em face de ofensas e grosserias demanda uma boa dose de disciplina.

Mas você colherá os melhores frutos desse novo naipe de comportamento.

Quem o maltratar fatalmente ficará constrangido, ao perceber o esmero de sua educação.

E gradualmente um novo padrão de conduta se estabelecerá em torno de você.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita. Disponível noCD Momento Espírita, v. 14 e no  livro Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.
Em 31.01.2010

Gif de flor
Ótimo dia!

terça-feira, 24 de março de 2015

"Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará." Paulo (Efésios, 5:14) ...."Há milhares de companheiros nossos que dormem, indefinidamente, enquanto se alonga debalde para eles o glorioso dia de experiência sobre a Terra. Percebem vagamente a produção incessante da Natureza, mas não se recordam da obrigação de algo fazer em benefício do progresso coletivo. Diante da árvore que se cobre de frutos ou da abelha que tece o favo de mel, não se lembram do comezinho dever de contribuir para a prosperidade comum. De maneira geral, assemelham-se a mortos preciosamente adornados. Chega, porém, um dia em que acordam e começam a louvar o Senhor, em êxtase admirável... Isso, no entanto, é insuficiente. Há muitos irmãos de olhos abertos, guardando, porém, a alma na posição horizontal da ociosidade. É preciso que os corações despertos se ergam para a vida, se levantem para trabalhar na sementeira e na seara do bem, a fim de que o Mestre os ilumine. Esforcemo-nos por alertar os nossos companheiros adormecidos, mas não olvidemos a necessidade de auxiliá-los no soerguimento. É imprescindível saibamos improvisar os recursos indispensáveis em auxílio dos nossos afeiçoados ou não que precisam levantar-se para as bênçãos de Jesus. Não basta recomendar. Quem receita serviço e virtude ao próximo, sem antes preparar-lhe o entendimento, através do espírito de fraternidade, identifica-se com o instrutor exigente ,que reclama do aluno integral conhecimento acerca de determinado e valioso livro, sem antes ensiná-lo a ler. Disse Paulo: - "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará." E nós repetiremos: - 'Acordemos para a vida superior e levantemo-nos na execução das boas obras e o Senhor nos ajudará, para que possamos ajudar os outros.' " (Emmanuel)

Coisas mínimas


Do Evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 26, destaca-se uma fala de Jesus que indaga: "pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?"

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.

Existem homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se elas não fossem necessárias ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.

Um prêmio Nobel de literatura não poderá esquecer que um dia necessitou aprender as letras simples do alfabeto.

Um extraordinário matemático precisou, também, aprender a contar, reconhecer os números de zero a nove, e depois a somar, dividir, multiplicar e subtrair, a fim de chegar aos complicados cálculos que hoje lhe conferem fama.

Um compositor não pode prescindir de nenhuma das sete notas musicais, com todos seus tons e semitons, que envolvem bequadros, bemóis, escalas e sustenidos.

Um alpinista, para vencer a escalada íngreme deve atentar para todos os detalhes, que vão do equipamento checado minuciosamente mais de uma vez, ao apoio de equipe, conhecimento da estação mais adequada ao empreendimento.

Para um prato especial, todos os ingredientes se fazem necessários. Deixe-se de colocar um deles, ou se altere a quantidade para mais ou para menos e pronto, estará alterado o sabor, a consistência, o resultado final.

Nenhuma obra será perfeita se as particularidades não forem devidamente consideradas e compreendidas.

De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência. Deseja a fama, o poder, o dinheiro.

Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Fama exige estrutura psicológica adequada, a fim de que a criatura não se fascine e perca o equilíbrio. Ou se torne atormentada pela paz que deixa de fruir, face o assédio constante de jornalistas, fotógrafos, fãs, cobranças da mídia em geral.

Poder exige equilíbrio e bom senso, para que o ser não se torne um déspota infelicitando a sua e as vidas alheias, enlouquecendo ante as possibilidades que se apresentam.

Dinheiro em excesso requer sabedoria para a devida utilização, de forma a colaborar para a felicidade e não a desgraça própria e dos demais.

Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação seja de real proveito à vida.

A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota e o poema é obscuro quando se omite um verso.

Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. Elas são parte integrante e inalienável dos grandes feitos, guardando a certeza de que, cada qual recebe a parte que melhor esteja preparado para realizar.

Não deixemos passar as oportunidades de crescimento, com a distração para as coisas que não temos, mas desejamos, que não podemos realizar, mas que aspiramos.

Façamos sim, o melhor daquilo que nos compete.

Pense nisso!

Quem será maior: a mãe que agasalha o filho alheio em seu seio e o alimenta, ou o médico que o salva da morte cruel, com intervenção minuciosa?

Quem terá maior mérito: o lixeiro que recolhe os detritos pela cidade, todos os dias, mantendo-a asseada, ou o sanitarista que determina normas de conduta para a humanidade, a fim de que esta se mantenha distante das enfermidades mortais?

Reconheçamos em cada um a parcela de contribuição indispensável para a manutenção da vida no planeta e o melhor relacionamento da humanidade.

Aprendamos que a cada um cabe realizar o que pode, sabe e deve fazer.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 31 do livro Caminho, verdade e vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, ed. FEB.
 
Um ótimo dia!
 

segunda-feira, 23 de março de 2015

"Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um. As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das fôrças negativas sem perceber. Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite. Frequentemente rogam em prece: - Senhor! Eis-me diante de tua vontade!... Mostra-me o que devo fazer!... E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsôlo: - Quem sou eu para realizar semelhante tarefa? Não tenho fôrças. Ai de mim que sou inútil!... Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir. Dispõem de verbo fácil e muitas vêzes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito. Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras. Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada. Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vêzes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação. O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta. Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!... Não te ponhas à espera dêles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem. Realização pede apoio da fé. Mãos à obra. Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esfôrço da vontade unida à decisão." (Emmanuel)


Gif de Anjinhos
Agindo com bom senso
 

Como você costuma buscar a solução para os problemas que surgem na sua vida?

Talvez esta pergunta pareça tola, mas o assunto é de extrema importância quando desejamos corrigir o passo e evitar novos tropeços.

O que geralmente acontece, quando desejamos resolver algum problema, é fazer exatamente o caminho mais difícil.

No entanto, como o sucesso da ação depende do meio utilizado ou da estratégia criada para a solução, vale a pena pensar um pouco sobre nossa forma de agir.

Por vezes, nos movimentamos freneticamente para um lado e para o outro, e esquecemos de que movimentos desordenados não nos levarão a lugar nenhum.

Movimentar-se nem sempre significa agir com discernimento.

Comumente confundimos a urgência com a pressa, e atropelamos as coisas.

A situação pode exigir atitudes urgentes, o que não significa apressadas.

Quando agimos apressadamente, sem fazer uso da razão, é mais fácil o equívoco. Quando agimos sob o domínio da emoção, o resultado é quase sempre desastroso.

A emoção não é boa conselheira, quando se trata de resolver questões urgentes.

Um exemplo pode tornar mais fácil a nossa compreensão.

Se uma cobra venenosa nos morde e inocula seu veneno em nosso corpo, o que fazer?

Uns saem correndo atrás da víbora para matá-la, e acabar de vez com o problema, numa atitude insana de vingança.

Seria essa a decisão acertada?

A movimentação só faria o veneno se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, piorando as coisas.

No entanto, a ação mais eficaz seria buscar ajuda o mais breve possível, para evitar danos maiores.

Mas nem sempre a ira nos permite agir sensatamente.

Se uma pessoa nos ofende ou nos contraria frontalmente, geralmente revidamos ou mantemos o efeito do veneno durante dias, meses ou anos...

Ressentimento quer dizer sentir e voltar a sentir muitas vezes.

Quando isso acontece, a mágoa vai se tornando cada vez mais viva e mais intensa.

A ação mais acertada, neste caso, não seria tratar de eliminar o veneno de nossa intimidade?

Para tomar decisões lúcidas, é preciso fazer uso da razão, e não se deixar levar pela emoção.

Quando a emoção governa nossas ações, geralmente o arrependimento surge logo em seguida.

Assim sendo, é importante pensar bem antes de agir para evitar que, em vez de solucionar os problemas, os compliquemos ainda mais.

Se, num momento crítico, a emoção nos tomar de assalto, é melhor sair de cena por alguns instantes, ou deixar que os ânimos se acalmem, antes de qualquer atitude.

Quando agimos com calma, fazendo uso da razão, é mais fácil encontrar soluções definitivas, em vez de piorar as coisas.

 
*    *    *

Lembre-se de que, em vez de correr atrás da cobra que nos mordeu, é mais racional buscar a solução do problema.

Quando você estiver às voltas com um problema qualquer, lembre-se de que a solução ou a complicação dependerá da sua ação.

Por isso, busque tomar a decisão mais favorável à resolução.

Lembre-se, ainda, de que a pressa nem sempre é boa conselheira e procure agir com sabedoria, que é sinal de bom senso.
 

Redação do Momento Espírita


Gif de Anjinhos
Um feliz e abençoado dia!

domingo, 22 de março de 2015

"Este cavalheiro insolente, agressivo, que parece dominador, e que, tomando o caminho, investe contra os teus direitos, encontra-se gravemente enfermo, não tendo dimensão do mal que o consome. Aquela dama, frívola e irreverente, que parece desejar submeter o mundo aos pés, assinalada pelo excesso de jóias e tecidos caros, tem o coração dilacerado por terríveis frustrações, que não consegue superar. Esse jovem rebelde, que desdenha as leis a assoma na tua senda com o cinismo afivelado à face, padece conflitos íntimos que o vesgastam e aos quais não pode fugir. Estoutro senhor, de cenho carrancudo a aspecto amargo, que não logra dissimular a arrogância de que se vê objeto, tem medo de ser conhecido pelas fraquezas morais que carrega interiormente. Esta moça, quase despida, que exibe o corpo e a alma ao comércio da luxúria, invejada por uns e por outros malsinada, viva ralada pela carência de um amor verdadeiro que a dulcifique e felicite. O rapaz que expôe o corpo, para o jogo exaustivo dos prazeres fáceis, símbolo e modelo de beleza, vive aturdido na timidez que o neurotiza, obrigado a uma exterionização que o aniquila a pouco e pouco. No festival dos sorrisos humanos, no banquete dos triunfos sociais a na passarela da fama as criaturas não são o que demonstram, mas, sim, um simulacro do que não conseguem tornar-se. É certo que há exceções, como não poderia deixar de ser, o que mais afirma a regra geral. A pobreza andrajosa, a polidez da face de bom comportamento, a voz melíflua, suave, certamente não significam personalidades humildes e resignadas, a um passo do triunfo sobre as vicissitudes. Muitas provêm de incontida revolta, de sentimentos desesperados, de vidas em estiolamento pela mágoa e pela rebeldia. Por isto, não julgues ninguém pela aparência, ou melhor, não te arvores a julgamento algum com desconhecimento da causa reta. Torna-te tolerante, embora sem conivir. O problema de cada um, a cada qual pertence. Sê um momento de esperança para quem te busque, ou uma oportunidade de renovação para quem te perturbe ou desafie, mantendo-te em paz contigo mesmo em qualquer situação. Da mesma forma que o teu exterior não te reflete a realidade interna, os passantes pelo teu caminho, igualmente, vivem essa dicotomia de comportamento. Jesus, que identificava a causa das aflições humanas e penetrava o âmago dos corações, por isto mesmo não julgava, não condenava, não desconsiderava ninguém. Seguindo-Lhe o exemplo e exercendo misericórdia para com o teu próximo, quando, por tua vez, necessites de apoio, não te faltarão o socorro da compreensão e da amizade que alguém te dispensará." (Joanna de Ângelis)

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Antes de condenar...


Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.

O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...

Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.


*    *    *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão.

Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? -  Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento...

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, ed. Best Seller e Franklin Covey.
Em 02.05.2008.




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Ótimo começo de semana!

sexta-feira, 20 de março de 2015

"Diante dos obstáculos, fazer o melhor e seguir para a frente. Sempre desapontamos alguém e sempre alguém nos desaponta. Assim como nem todos podem habitar o mesmo sítio, nem todos conseguem partilhar as mesmas idéias. Nunca explodir, gritar, irar-se ou desanimar e sim trabalhar. Depois de um problema, aguardar outros. O erro ensina o caminho do acerto e o fracasso mostra o caminho da segurança. Toda realização é feita pouco a pouco. Nos dias de catástrofe, nada de cólera ou de acusação contra alguém, e sim a obrigação clara de repormos o comboio do serviço nos trilhos adequados e seguir adiante. Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremetidas do mal. Plantar o bem, através de tudo e de todos, por todos os meios lícitos ao nosso alcance, compreendendo que, se em matéria de colheita Deus pede tempo ao homem, o homem deve entregar o tempo a Deus." (André Luiz)


 
Três perguntas
 

Um rei se apercebeu que se soubesse a hora certa de agir, quem eram as pessoas mais necessárias e o mais importante a ser feito, nunca falharia no que fizesse.
 
Procurou um homem sábio para se aconselhar. Vestiu roupas simples e, antes de chegar ao destino, apeou do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.
 
O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e falou:
 
Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas:  
 
Como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa?
 
Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção?
 
Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?
 
O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe.
 
O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse:
 
Vim até aqui para obter respostas. Se não pode me dar nenhuma, então me diga que vou embora.
 
Nisso, um homem barbado saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho.
 
O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio.
 
O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida.
Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu.
 
A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu.
 
Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava.
 
Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão.
 
Não tenho nada para lhe perdoar, disse o rei. Nem o conheço.
 
Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida.
 
Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim.
 
Esperei na floresta para matá-lo pelas costas.
 
Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram.
 
Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido.
 
Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos.
 
O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente.
 
Disse que mandaria seu médico para o atender.
 
Levantou-se e procurou o sábio, que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.
 
Então, vai responder às minhas perguntas?
 
Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:
 
O senhor já tem todas as suas respostas.
 
E ante a indagação da real figura, explicou:
 
Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem.
 
Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso, a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras.
 
Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.
Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo.
 
Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.
 
Então, só existe um momento importante, o agora.
 
O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém.
 
O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.
 
*    *    *
 
A hora de agir é agora. O local onde você está é o mais ajustado e as pessoas que estão com você as ideais para a sua vida e o seu crescimento.
 
Pense nisso!
 
 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Três perguntas, de Léon Tolstoi, de O livro das virtudes, de William J. Bennett, v. II, ed. Nova Fronteira.
Em 07.10.2011.

Boa tarde!

terça-feira, 17 de março de 2015

"E ele, dando-lhe a mão, a levantou." (Atos dos Apóstolos, 9:41) ...."Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a irmã Dorcas para a vida. Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.Dá-lhe as mãos para que se levante. O ensinamento é dos mais simbólicos. Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento, para a alegria e para a virtude, banhados pela divina claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas para a Esfera Superior. Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples. O sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo. Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância, e que hoje, por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro aos demais. Não nos desincumbiremos, porém, da tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis. É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem. Esforço dos braços significa atividade pessoal. Sem o empenho de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em torno das preciosidades da Boa Nova ou das necessidades da redenção humana. Encontrando o nosso irmão, caído na estrada, façamos o possível por despertá-lo com os recursos do verbo transformador, mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva, será indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-lhe fraternalmente as nossas mãos." (Emmanuel)


O telefonema


O tilintar do telefone acordou o casal, repentinamente. Os olhos se cravaram nos ponteiros luminosos do relógio: meia-noite. A senhora tomou do fone e escutou uma voz:

Mamãe?

Com o coração disparando no peito, ela segurou o fone com mais força e pressionou o punho do marido.

Mamãe, eu sei que é tarde. Mas não diga nada até eu terminar. Antes que você me pergunte, eu andei bebendo sim. Quase perdi a direção e saí da estrada.

Fiquei muito assustada. Pensei no tamanho da sua dor se um policial batesse à sua porta para lhe dizer que eu estava morta. Eu quero ir para casa. Sei que você está doente de preocupação. Eu deveria ter ligado há dias, mas estava com tanto medo.

A senhora tentou falar. Mas, em soluços, a voz quase em desespero continuou:
Por favor, deixe-me terminar. Estou grávida, mamãe. Sei que não deveria estar bebendo agora. Mas estou com medo. Com tanto medo.

O marido, a essa altura, se erguera da cama e fora apanhar o telefone sem fio para poder escutar o que estava acontecendo. Sentaram-se os dois na beira da cama.

Eu deveria ter lhe contado, mamãe. Mas quando a gente conversa, você só fica dizendo o que eu devo fazer. Lê todos aqueles folhetos como conversar com os filhos, mas só faz falar. Você não me escuta. Nunca deixa eu lhe dizer como me sinto.

Porque você é minha mãe, acha que tem todas as respostas. Mas algumas vezes não preciso de respostas. Só quero alguém que me escute.

A mulher engoliu o bolo que se formava em sua garganta e olhou para os folhetos sobre a mesinha-de-cabeceira: Como conversar com seus filhos.
Estou ouvindo, foi só o que conseguiu dizer.

Sabe, lá na estrada, quando consegui controlar o carro outra vez, comecei a pensar no bebê. Então vi o telefone público e foi como se pudesse ouvir você dizer que ninguém deve beber e dirigir. Chamei um táxi. Quero ir para casa.
Que bom, meu bem. As mãos do casal se entrelaçaram mais fortemente e ela sentiu que o marido apoiava o que ela estava falando.

A voz soluçante continuou:

Mamãe, acho que eu consigo dirigir. Eu quero ir para casa.

Não, falou ela. Espere o táxi, por favor.

O silêncio se fez. Depois, ela ouviu o barulho de um carro chegando.

O táxi chegou, disse a garota. Estou indo para casa, mamãe. E desligou o telefone.

O casal, com lágrimas a escorrer pelas faces, atravessou o corredor e se encaminhou para o quarto de sua filha de dezesseis anos, que dormia, aconchegada entre as cobertas.

O silêncio sombrio fazia pesar o ar.

Precisamos aprender a escutar. – Disse ela.

Ele a virou para que ela o pudesse encarar.

E vamos aprender. Você vai ver.

Abraçaram-se e ela afundou a cabeça no ombro dele.

Será que aquela garota, algum dia, vai se dar conta de que discou o número errado?

E a mulher disse ao marido:

Talvez não tenha sido tão errado assim.

*   *   *

Deus tem extraordinárias formas de nos dar avisos importantes. Por vezes, pode ser, no meio da noite, uma ligação errada. Uma voz em desespero, a filha de alguém que pede ajuda.

Tudo isso para nos alertar que poderia ser a nossa filha, se não mudarmos a nossa forma de agir, de ser, de nos comunicarmos.

E sempre o aviso chega a tempo de alterar a nossa rota de procedimento antes de um desastre futuro.
Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. O telefonema à meia-noite, de Christie Craig, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Schimoff, ed. Sextante.
Em 10.11.2014.

Gif de fada
Um feliz e abençoado dia!