terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um Feliz 2015, que seja um ano repleto de muita paz e amor!


 
Ante o novo ano


Ao finalizar o ano 1900, muitos pensadores argumentavam que o raiar do século XX marcaria o fim da fase religiosa da História.

Mas cá estamos, no século XXI e a mensagem do Cristo está bem viva e forte no pensamento e no coração de incontáveis pessoas.

Voltaire, escritor francês do século XVIII, imbuído desse espírito cristão, teve oportunidade de produzir excelentes peças de caráter religioso.

Hoje, neste início de mais um ano, é importante revermos tais escritos que nos remetem a uma profunda fé em Deus.

Exatamente aquele Deus que Jesus nos revelou como o Pai de todos nós. Um Pai que ama e por amor nos sustenta os dias.

Deus de todos os seres, de todos os mundos, de todos os tempos. Se é permitido a frágeis criaturas, não percebidas para o resto do Universo, atrever-se a Te pedir algo, a Ti, que tudo nos tens dado;

A Ti, cujos decretos são imutáveis e eternos;

Olha com piedade os erros de nossa natureza. Que esses erros não sejam calamidades.

Afinal não nos deste o coração para nos aborrecer e as mãos para nos agredir.

Faze com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e fugaz.

Que as pequenas diferenças entre os trajes que cobrem nossos frágeis corpos, entre nossas insuficientes linguagens,entre nossos ridículos usos, entre nossas imperfeitas leis, entre nossas insensatas opiniões, entre nossas condições tão desproporcionadas aos nossos olhos e tão iguais diante de Ti;que todos esses matizes, enfim, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinais de ódio e de perseguição.

Que aqueles que acendem velas em pleno meio-dia para Te celebrar, tolerem os que se contentam com a luz de Teu sol.

Que os que cobrem seus trajes com tela branca para dizer que devemos amar, não detestem os que fazem o mesmo sob uma capa de lã negra.

Que seja igual adorar-Te em dialeto formado de uma língua antiga e em uma recém-formada.

Que todos os homens se recordem de que são irmãos!

Se os açoites da guerra forem inevitáveis, dá-nos condições de não nos desesperarmos.

Que não nos destrocemos uns aos outros em tempos de paz.

Que empreguemos o instante de nossa existência em bendizer em milhares de idiomas, desde o Sião até a Califórnia, Tua bondade que nos concedeu este instante.
 *     *     *

Originados da mesma fonte, amparados pelo mesmo Pai, todos os homens somos irmãos.

Se as fronteiras nos dividem em países e nações, se os idiomas nos criam dificuldades de comunicação, se as distâncias nos impedem de nos entrelaçarmos, a vibração da fraternidade deve vigorar em nossos corações.

Todos fomos criados por amor, somos filhos da Luz e destinados à Luz.

Por ora, e somente por agora, nos situamos em painéis diferentes. Mas um dia, além do corpo, transcorrido todo o caminho, todos chegaremos ao mesmo fim. A Casa do Pai. A perfeição.

 

Redação do Momento Espírita com base em escritos de Voltaire.
Gif ano novo

domingo, 28 de dezembro de 2014

"Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo. Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar. A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão. Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros. Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes. Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas. A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz." (Meimei)




Ao levantar-se


Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.

Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.

Levante-se com calma.

Hoje será um excelente dia! - afirme ao espelho, sem medo, sorrindo.

As palavras positivas têm maior poder do que imaginamos, e são capazes de transformar tudo, dentro, e depois fora.

Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto, não auxiliam em tempo algum.

A primeira impressão que se tem ao acordar, é determinante para os momentos futuros.

Quem gosta de acordar com susto, com ruídos incômodos, com tensão injustificada?

Guarde para com tudo e para com todos, a disposição de cooperar para o bem.

Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida, para que a vida o abençoe.

Considere o ato de levantar-se como uma conquista diária: mais uma oportunidade! Mais um dia! Em frente!

Se a derrota já está no Espírito que não deseja sair da cama, dificilmente encontrará a tão sonhada vitória lá fora, no mundo.

Se a má vontade já o absorve nos primeiros segundos de vigília, como conseguir sorrir mais tarde?

Mesmo contra o mau humor crônico de alguns, você pode lutar, pode enfrentá-lo, modificá-lo. Basta uma atitude mental decidida, no sentido contrário.

Compare o seu levantar-se diário ao nascer do sol, e espelhe-se nele, com seus raios fulgurantes irradiando luz e calor para todos os cantos.

Espalhe a alvorada do coração para os que estão à sua volta também, pelo menos com um alegre: Bom dia!

Ninguém resiste a um Bom dia recitado com vontade, com carinho, pois junto dele vêm as boas vibrações, os fluidos universais modificados para o bem, alcançando a alma feito lenitivo poderoso.

Ninguém resiste a um abraço forte bem cedo, dizendo, sem palavras: Como é bom acordar e ver você ao meu lado!

Não há quem resista a uma gentileza logo cedo: um café da manhã preparado com desvelo; um bilhete amoroso; uma flor ao lado da xícara de café...

Não há quem resista a um sorriso, um carinho no rosto ao acordar, pois quando o amor alvorece tudo se transforma. Tudo que era noite vira manhã.

Assim, ao levantar-se, erga também o coração, na direção do Amor Sublime, do Criador da Vida, e agradeça por mais um dia, único, indispensável e fascinante.


*     *     *

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver.

Os pulmões se enchem de manhã, os olhos de sol, e num bocejo profundo expiramos... E lá se vai a noite de nossa alma aprendiz.

Não é mais um dia, não... É o único que temos... Pois o tempo é sempre presente (passado e futuro são invenções da memória e da esperança).

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver, de quem quer "bem viver".




Redação do Momento Espírita com base no cap. 1, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.


sábado, 27 de dezembro de 2014

"Mas quem não possui o espírito do Cristo, esse tal não é dele." - Paulo. (ROMANOS, 8:9.) ...."O governante recorrerá ao Testamento Divino para conciliar os interesses do povo. O legislador lançará pensamentos do Evangelho nas leis que estabelece. O juiz valer-se-á das sugestões do Mestre para iluminar com elas as sentenças que redige. O administrador combinará versículos sagrados para alicerçar pareceres em processos de serviço. O escritor senhoreará sublimes imagens da Revelação para acordar o entusiasmo e a esperança em milhares de leitores. O poeta usará passagens do Senhor para colorir os versos de sua inspiração. O pintor reportar-se-á aos quadros apostólicos e realizará primores imperecíveis ajustando a tela, a tinta e o pincel. O escultor fixará no mármore a lembrança das lições eternas do Divino Mensageiro. O revolucionário repetirá expressões do Orientador Celeste para justificar reivindicações de todos os feitios. O próprio mendigo se pronunciará em nome do Salvador, rogando esmolas. Ninguém se iluda, porém, com as aparências exteriores. Se o governante, o legislador, o juiz, o administrador, o escritor, o poeta, o pintor, o escultor, o revolucionário e o mendigo não revelam na individualidade traços marcantes e vivos do Mestre, demonstrando possuir-lhe o espírito, em verdade, ainda não são dEle. Parecem, mas não são." (Emmanuel)


 
Presunção e grandeza real
 

Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: “Vou te esmagar e acabar com a tua beleza.”
Ela não se perturbou e respondeu: “Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti.”

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.
O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: “Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz.”
O pequenino inseto sorriu e contestou: “Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar.”

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: “Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranquila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!”


A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: “Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira.
Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre.” E, embevecida, pôs-se a trinar.

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas.
Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.
Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: “Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo.”
O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.
Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.
Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.
A humildade, por sua vez, permanece e felicita.
Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.
Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra.
Continua a agir no bem, a servir sempre.
Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.


*     *     *

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.
Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Presunção e grandeza real, do livro Em algum lugar do futuro, Espírito Eros, por Divaldo Franco e cap. XX e XXX do livro Afinidade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"Habitualmente perdemos tempo em desgosto inútil, quando nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa. Entretanto, vejamos: os outros pensam segundo imaginam; falam o que melhor lhes parece; fazem o que lhes ocorre aos desejos; abraçam o que lhes agrada; adquirem o que estimam; valorizam o que mais amam; inclinam-se para aquilo que os atrai; vivem com quem mais se afinam; estão no caminho que escolheram; acham sempre o que procuram. Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos por diretrizes idênticas; agimos como somos e reagimos, conforme a própria vontade, na condução de nossos impulsos. A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente aquilo que fizermos. Alcançando a certeza disso, vale acima de tudo, auxiliarmo-nos reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa de numerosas experiências. À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo a consciência em Paz, e deixemos aos outros o seu próprio dom de aprender e de viver." (André Luiz)



O que realmente importa


Os homens gastam muito tempo cuidando de seus interesses materiais.

O empresário que inicia um empreendimento procura agir com cautela.

Nenhum cuidado parece demasiado para garantir o sucesso da empreitada.

O mesmo se verifica quando uma família resolve adquirir casa própria.

Tempo considerável é despendido na procura do imóvel ideal.

Contas são feitas e refeitas para verificar se a despesa é possível.

Os membros da família submetem-se a sacrifícios para conquistar esse sonho.

A busca de uma situação profissional confortável não se dá de modo diverso.

O sucesso na carreira pressupõe longa preparação intelectual.

Mas ele não ocorre sem que o interessado trabalhe árdua e seriamente.

Todo projeto de vulto exige planejamento, comprometimento e muito trabalho.

É bom que o ser humano possua metas e lute para efetivá-las.

Ninguém deve ser passivo em face da vida.

A sociedade lucra com a presença de homens empolgados, laboriosos e disciplinados.

Mas é preciso reconhecer a transitoriedade de tudo o que é material.

Por maior seja a riqueza acumulada por alguém, ela não o acompanhará ao túmulo.

A mais bela casa deteriora com o tempo.

A empresa inovadora e próspera de ontem talvez não exista mais amanhã.

Todos esses projetos são nobres e úteis.

Mas significarão pouco ou nada dentro de algumas décadas.

Perante essa realidade, causa estranheza a minúscula dedicação dos homens ao seu burilamento moral.

O progresso intelectual decorre naturalmente dos afazeres da vida humana.

O esforço para aprender as artes de um ofício desenvolve a inteligência.

O desempenho de uma profissão em ambiente de livre concorrência estimula a criatividade.

Mas a Humanidade atualmente se ressente não de falta de inteligência, mas de ética.

Não escasseiam rapidez mental e ideias sofisticadas para a maioria dos homens.

O que lhes falta é um caráter bem formado e leal.

Intelectualidade desenvolvida, mas apartada da ética, gera exploração, violência e guerras.

Os Espíritos são anjos em potencial.

Todos são destinados a existências sublimes, após evoluírem e se libertarem de seus vícios.

A Terra é um mundo que viabiliza esse processo de libertação.

O contato recíproco de seres ainda viciosos faz com que eles percebam o quão lamentáveis são as fissuras morais e o mal que elas causam.

Então, é preciso prestar atenção no que realmente importa.

É bom que você estude e trabalhe.

Você tem responsabilidades familiares, profissionais e sociais e não pode descuidar delas.

Mas a finalidade de sua existência não é comprar coisas ou tornar-se importante.

Moralizar-se, eis a sua meta.

Dedique-se a ela como faz com tudo o que considera importante.

Analise seu caráter e identifique o que nele reclama correção.

Uma vez identificados os seus vícios, físicos e morais, trace uma estratégia para combatê-los.

Persista com firmeza e disciplina até atingir a meta.

A batalha por moralizar-se talvez seja a mais difícil que você já travou.

Mas os benefícios que dela resultam são eternos.

Virtudes como honestidade, compaixão, tolerância e pureza jamais se perdem.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

"Diante do bolo iluminado, abraças, feliz, os entes amados que chegaram de longe... Ouves a música festiva que passa, de leve, por moldura de harmonia às telas da natureza... Entretanto, quando penetrarem o templo da oração, reverenciando o Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre. Ignoramos de que estrela chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino. Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais, os dedos calosos dos homens do campo, o carinho das mulheres simples que lhes ofertaram as primeiras gotas do próprio leite e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe recebera, do olhar a primeira nota de esperança. Lembra-te do Senhor, renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem... Contemplará, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas. Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo, há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca. Surgem mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou. Trabalhadores cansados falam de abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte... Divide, porém, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e, nos recintos de palha e sombra a que te acolhes, encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida, ao mesmo tempo em que, nos escaninhos da própria mente, escutarás, de novo, o cântico do Natal, como que repetido na pauta dos astros: - Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!..." (Meimei)


Natal em nós
 

Eis que vos trago uma boa nova de grande alegria: na cidade de David acaba de vos nascer, hoje, o Salvador, que é Cristo, Senhor...

Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.

Assim foi anunciado, aos pastores de Belém, por um mensageiro celeste, o grande acontecimento.

Nas palavras vos nascer está toda a importância do Natal. Jesus nasceu para cada um em particular.

Não se trata de um fato histórico, de caráter geral. É um acontecimento que, particularmente, diz respeito a cada um.

Realmente, a obra do Nazareno só tem eficácia quando individualizada.

A redenção, que é obra de educação, tem de partir da parte para o todo. Do indivíduo para a coletividade.

Enquanto esperamos que o ambiente se modifique não haverá mudanças. Cada um de nós deve realizar a sua modificação.

Depende somente de nós.

O Natal, desta forma, é aquele que se concretizará em nós, com a nossa vontade e colaboração.

O estábulo e a manjedoura da cidade de David não devem servir somente para composições poéticas ou literárias.

Devemos entendê-los como símbolos de virtudes, sem as quais nada conseguiremos, no que diz respeito ao nosso aperfeiçoamento.

O Espírito encarnado na Terra não progride ao acaso, mas sim pelo influxo das energias próprias, orientadas por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Assim, toda a magia do Natal está em cada um receber e concentrar em si esse advento.

Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor.

Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará.

Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei eterna, o expoente máximo da Verdade, da Vontade de Deus.

Jesus é a luz do mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil.

O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América.

Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação Divina, o Evangelho do amor.

Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título.

O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei.

Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.

Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam.

Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.

Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne.

Jesus nasceu há mais de vinte séculos...

Mas o Seu natalício, como tudo o que Dele provém, reveste-se de perpetuidade.

O Natal do Divino Enviado é um fato que se repete todos os dias. Foi de ontem, é de hoje, será de amanhã e de sempre

Os que ainda não sentiram em seu interior a influência do Espírito do Cristo, ignoram que Ele nasceu.

Só se sabe das coisas de Jesus por experiência própria. Só após Ele haver nascido na palha humilde do nosso coração é que chegamos a entendê-Lo, assimilando em Espírito e Verdade os Seus ensinos.
 
*    *    *

Neste Natal lhe desejamos muita paz. Em nome do Celeste menino, o abraçamos irmão, amigo.

Jesus lhe abençoe a vida e lhe confira redobradas oportunidades de servir no bem.

Que Sua mensagem de amor lhe penetre a alma em profundidade e que juntos possamos, em nome Dele, espalhar sementes de bondade, pela terra árida e sofrida dos que não creem, porque ainda não O conhecem.

Feliz Natal!




Redação do Momento Espírita com base no cap. 4 do livro Na seara do Mestre, de Vinícius, ed. Feb.
Em 18.12.2009.

domingo, 21 de dezembro de 2014

"Rememorando o Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade Humana: para o Sofrimento, é o Consolo; para a Aflição, é a Esperança; para a Tristeza, é o Bom Ânimo; para o Desespero, é a Fé Viva; para o Desequilíbrio, é o Reajuste; para o Orgulho, é a Humildade; para a Violência, é a Tolerância; para a Vaidade, é a Singeleza; para a Ofensa, é a Compreensão; para a discórdia, é a Paz; para o egoísmo, é a Renúncia; para a ambição, é o Sacrifício; para a Ignorância, é o Esclarecimento; para a Inconformação, é a Serenidade; para a Dor, é a Paciência; para a Angústia, é o Bálsamo; para a Ilusão, é a Verdade; para a Morte, é a Ressurreição. Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos alistamos... Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória imperecível da Vida Eterna." (Emmanuel)


 
Natal é...
 
 
Natal é muito mais que enfeites, presentes, festas, luzes e comemorações...

Natal quer dizer nascimento, vida, crescimento...

E o Natal de Jesus tem um significado muito especial para o Mundo.

Geralmente não se comemora o nascimento de alguém que morreu há mais de dois milênios, a menos que esse nascimento tenha algo a nos ensinar.

Assim pensando, o Natal de Jesus deve ser meditado todos os dias, e vivido da melhor maneira possível.

Se assim é, devemos convir que Natal é muito mais do que preencher um cheque e fazer uma doação a alguém que necessita dessa ajuda.

É muito mais do que comprar uma cesta básica e entregar a uma família pobre...

É muito mais que a troca de presentes, tão costumeira nessa época.

É muito mais que reunir a família e cantar.

É muito mais que promover o jantar da empresa e reunir patrões e empregados em torno da mesma mesa.

A verdadeira comemoração do Natal de Jesus é a vivência de Seus ensinos no dia-a-dia.

É olhar nos olhos daqueles que convivem conosco e buscar entender, perdoar, envolver com carinho esses seres humanos que trilham a mesma estrada que nós.

É se deter diante de uma criança e prestar atenção no que os seus olhos dizem sem palavras...

É sentir compaixão do mais perverso criminoso, entendendo que ele é nosso irmão e que se faz violento porque desconhece a paz.

É preservar e respeitar a natureza que Deus nos concede, como meio de progresso, e fazer esforços reais para construir um mundo melhor.

O Natal é para ser vivido nos momentos em que tudo parece sucumbir...

Nas horas de enfermidades, nas horas em que somos traídos, que alguém nos calunia, que os amigos nos abandonam...

Tudo isso pode parecer estranho e você até pode pensar que essas coisas não têm nada a ver com o Natal.

No entanto, Jesus só veio à Terra para nos ensinar a viver, e não para ser lembrado de ano em ano, com práticas que não refletem maturidade, nem desejo sincero de aprender com Essa Estrela de primeira grandeza...

Ele viveu o amor a Deus e ao próximo...

Ele viveu o perdão...

Sofreu calúnias, abandono dos amigos, traição, injustiças variadas...

Dedicou Suas horas às almas sedentas de amor e conhecimento, não importando se eram ricos ou pobres, justos ou injustos, poderosos ou sem prestígio nenhum.

Sua vida foi o maior exemplo de grandeza e sabedoria.

Por ser sábio, Jesus jamais estabeleceu qualquer diferença entre os povos, não criou nenhum templo religioso, não instituiu rituais nem recomendou práticas exteriores para adorar a Deus ou como condição para conquistar a felicidade.

Ele falava das verdades que bem conhecia, das muitas moradas da Casa do Pai, da necessidade de adorar a Deus em Espírito e Verdade, e não aqui ou ali, desta ou daquela forma.

Falou que o Reino dos Céus não tem aparências exteriores, e não é um lugar a que chegaremos um dia, mas está na intimidade do ser, para ser conquistado na vivência diária.

E é esse reino de felicidade que precisa ser buscado, aprendido e vivido nos mínimos detalhes, em todos os minutos de nossa curta existência...

Bem, Natal é tudo isso...

É vida, e vida abundante...

É caminho e verdade...

É a porta...

É o Bom Pastor...

É o Mestre...

É o maior Amigo de todos nós.

Pense em tudo isso, e busque viver bem este Natal...


Equipe de Redação do Momento Espírita.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte. Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação. Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus. Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão. Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também". Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz. Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor. Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado. Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos. Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou com você ontem, aguentará também hoje." (André Luiz)


 
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Não somos nossos problemas
 

Conta-se que Victor Hugo, o admirável escritor francês, quando no exílio, tinha por hábito, ao cair da tarde, chegar a uma parte em que havia uma colina próxima ao mar, e ali sentava-se, mergulhando em reflexões demoradas.

Enquanto o grande gênio da língua neolatina meditava, crianças brincavam à sua volta.

Depois de haver reflexionado suficientemente, o gigante da pena erguia-se, dobrava-se, tomava de uma pedra e a atirava ao mar.

Tornara-se-lhe tão habitual este movimento que já o fazia por automatismo.

Certo dia, porém, uma das crianças, vendo o grande escritor repetir o gesto de atirar ao mar uma pedra, perguntou, com o olhar traquinas e o sorriso infantil:

Senhor Hugo, por que o senhor, depois de meditar tanto, toma de uma pedra e a joga no mar?

E o admirável exilado respondeu, com um toque de melancolia:

É que tenho muitos problemas e resolvi, diariamente, por meditar em um problema. Após equacioná-lo, atirá-lo ao mar do esquecimento.

 
*     *     *

Não permitamos que os problemas tomem conta de nossa vida e exauram todas as nossas energias.

É necessária a compreensão de que estamos no problema, mas não somos o problema. Somos a solução para ele.

Quando analisarmos cada um deles, devemos pensar: Aqui está o meu problema. Fora de mim.

Não somos este momento de aflição. Apenas transitamos por ele temporariamente.

Encaremos cada problema como um desafio, algo que veio para fazer-nos crescer, amadurecer. E não para nos destruir.

Isso permitirá que a vida o solucione com tranquilidade, sem desgastar-nos em demasia.

Contemos com ajuda externa. Não acreditemos que tenhamos que resolver tudo sempre sozinhos.

Há tanta gente disposta a nos ajudar, no mundo material, e no mundo invisível, onde encontramos os amores do ontem e os protetores de nossa reencarnação.

Então, após resolver cada problema, atiremo-lo ao mar do esquecimento, não permitindo que ele permaneça em nossa casa mental.

Renovemo-nos diariamente, não permitindo que resquícios de crises e dores amarguem a alma, e se transformem em prisão indesejada.

Não nos assustemos com a palavra problema. Se ela nos parecer assustadora, troquemo-la por outra, como desafio ou obstáculo.

Obstáculos existem para serem observados, compreendidos e transpostos.

Saímos mais fortes de cada um deles, se desejarmos, em vez de mais fracos e abalados.

Libertemo-nos desse negativismo que, por vezes, estraga nosso dia, quando a lente do pessimismo nubla nossa vista imperceptivelmente.

Libertemo-nos do cinza, do escuro dos pensamentos que tanto nos aborrecem a alma.

Nascemos para ser livres, então, libertemo-nos.

Não somos nossos problemas. Apenas transitamos por eles temporariamente.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita com base na faixa 1, do cd Visualizações terapêuticas, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 13.09.2011
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal. Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento. Apresentam-se caminhos ásperos, coalhados de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores. Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil. Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável. Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias. Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo. Caminhos e caminhantes! Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso. Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos. Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos... Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir. Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima, assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir. Se possível, opta pelos caminhos do coração. Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente, esperando por ti. O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção. O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança. A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância. A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega. A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida, destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na veste física. Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade e satisfaz-se com os dons do espírito — ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundária importância — os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar. Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso. Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao Reino dos Céus. Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade. Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade. Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência. Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da Humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual. Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas." (Joanna de Ângelis)



 
Boa Tarde! Dirija seu pensamento a coisas boas, pense em tudo aquilo que você tem de bom, como: fé, família, amigos... E todo sentimento que não...
E se a vida fosse uma estrada?


Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada.

Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.

Há os que veem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.

Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.

Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.

Há os que caminham sozinhos - inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos.

Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa.

Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.

Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.

Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.

Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes.

Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.

Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.

Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.

Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.

Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.

Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.

Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.

Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.

Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.

Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.

Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.

Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.

O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito. A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.

É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.

E, quando ela acabar, o que teremos?

Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.

A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.

Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.

Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.

E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.


Redação do Momento Espírita Disponível no CD Momento Espírita, v. 14, ed. Fep.
 

Que esta quinta seja a todos um dia muito especial e abençoado com muita alegria, cheio de boas surpresas!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"Nem cedo, nem tarde... O presente é hoje. O passado está no arquivo. O futuro é uma indagação. Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste. Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora. Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas. Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento. Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização. Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração. Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem. Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais." (Emmanuel)


 
Gif flor
Fazendo o que todos fazem
 

Há algum tempo, um programa televisivo dramatizou uma das questões que, com certeza, muito preocupa a todos nós: a violência.

A história girava em torno da vida de uma assistente social devotada à recuperação de jovens delinquentes.

Defensora dos direitos de tais criaturas, trazia sempre nos lábios frases de ponderação, mesmo face à descrição de crimes terríveis cometidos pelos jovens.

Até o dia em que foi surpreendida, em seu próprio lar, pela invasão de um garoto que, armado com um revólver, a subjugou e, durante horas, a manteve prisioneira.

Nesse período, despejou a sua raiva em gestos e palavras, levando a profissional à exasperação.

Depois de exaustivas horas de ameaças e agressivas atitudes, ela conseguiu tomar de uma arma e a apontou na direção do seu agressor.

Nesse instante, o povo opinou e decidiu, ante três alternativas, qual deveria ser o desfecho do drama: perdoar, entregar o delinquente à lei ou vingar-se.

De forma maciça, as pessoas optaram pela última alternativa. E então, como é o povo que decide nesse programa, o jovem foi abatido com um tiro no peito.

Ante o seu conflito, ao perceber o que fizera, a senhora teve amenizado o seu arrependimento por um amigo que afirmou: "Você não fez nada além do que qualquer outro faria, em seu lugar. Afinal, ele não passava de um criminoso."

O que nos surpreendeu foi justamente a votação das pessoas, optando pela vingança, ou seja, pela sumária execução do delinquente.

Será de nos surpreendermos que a violência abunde no Mundo, quando nós mesmos trazemos a informação e a predisposição à agressão, à destruição?

E se fosse o nosso filho o agressor, teríamos a mesma disposição?

Compete-nos pensar um tanto mais a respeito das delicadas questões da vida e do que nos prescreve o Evangelho, como salutar medida.

Recordar que Jesus perdoou os Seus algozes. Ele, cujo poder poderia ter destruído os agressores, rogou ao Pai pelos inconsequentes.

Pensar o quanto erramos, dilapidando a Lei Divina e, contudo, nosso Pai não nos extermina.

Concede-nos a reencarnação, a outra chance, para a emenda.

Permite-nos retificar os atos e nos recuperarmos.

Como podemos agir de forma diversa?

Caridade para com os criminosos é o que dita o Evangelho.

Segregação do convívio social, pelo grau de periculosidade, reeducação de hábitos, trabalho para o reajustamento, a par das coisas básicas de que necessita o homem, nesta vida: alimento, escola, lar, saúde.

Eis a fórmula para erradicar a violência da Terra e do coração do homem.


*    *    *

O criminoso é um doente, digno de piedade.

Ele também é nosso próximo, como o melhor dos homens.

Sua alma, transviada e revoltada, foi criada, como a nossa, para se aperfeiçoar.

Podemos ajudar a tais criaturas com a oração, rogando a Deus que assista a esses Espíritos pelo tempo que ainda hajam de passar na Terra.


Redação do Momento Espírita com base no item 14, do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.


Barrinhas e Divisórias

Bom dia!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve. Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze. Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo. Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram. Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente. Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio. Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas"." (André Luiz)




Foto: Vem conhecer o nosso blog >> http://bit.ly/1rbcm6M
Apesar dos limites


No tempo em que ainda era um simples estudante de Medicina, numa Universidade do Meio Oeste dos Estados Unidos da América, Dr. Marlin nutria a estúpida preocupação com um mundo cheio de pessoas aleijadas e de doentes sem esperança de cura.

Por essa razão, era partidário da eutanásia e da eliminação dos portadores de deficiência física.

Moço e irreverente, costumava travar calorosas discussões com os colegas que pensavam de maneira diferente da sua.

Aos seus inflamados argumentos, os companheiros respondiam:

Mas, então, você não vê que nós estamos aqui, estudando Medicina, precisamente para cuidar dos aleijados, dos coxos e dos cegos?

Os médicos existem neste mundo para curar os doentes, era sempre a resposta que ele dava. E, se nada pudermos fazer em seu benefício, o melhor para eles é a morte.

No entanto, uma noite, quando prestava serviço como interno de Hospital, no último ano do curso, Marlin foi chamado para assistir a uma parturiente, imigrante alemã, que morava num bairro miserável da cidade.

Era o décimo filho que a pobre mulher dava à luz e o bebê entrou neste mundo com uma das perninhas bastante mais curta do que a outra.

Antes de fazer com que a criança pudesse respirar por si mesma, acudiu-lhe um pensamento:

Que despropósito! Este pequeno vai passar a vida inteira arrastando esta pobre perna.

Na escola será vítima de chacota dos outros meninos, que o chamarão "manco".

Para que hei de obrigá-lo a viver? O mundo nunca dará pela falta dele.

Mas, apesar dos pensamentos, o garoto levou a melhor. O jovem médico não conseguiu deixar de insuflar o ar da vida naqueles pequenos pulmões, pondo-os a funcionar.

Cumprido o dever, o interno agarrou a maleta do ofício e foi embora censurando o próprio procedimento: Não posso compreender por que fiz isto! Como se não houvesse filhos demais naquele antro de miséria. Não entendo porque deixei viver mais aquele e, ainda por cima, estropiado.

Os anos correram... O Dr. Marlin consagrou-se como médico e conquistou vasta clientela. As ideias que sustentava na juventude mudaram. Agora ele se dedicava a salvar e conservar vidas.

Um dia, seu filho único e a esposa morreram num acidente de automóvel e Marlin tomou a filha do casal para criar.

Amava com todas as forças a netinha Bárbara.

No verão em que completou dez anos, a menina acordou, certa manhã, queixando-se de torcicolo e de dores nas pernas e nos braços...

Pensou-se que fosse poliomielite, a temível paralisia infantil, mas depois verificou-se que era uma raríssima infecção causada por vírus pouco conhecido, que também causava paralisia.

O Dr. Marlin reuniu vários neurologistas e todos foram unânimes em afirmar que não se conhecia remédio nem tratamento algum para aquela enfermidade.

Em todo caso, existe um médico no Oeste, homem moço, que escreveu recentemente sobre o êxito que tem obtido em casos como este, observou um dos neurologistas.

O Dr. Marlin não teve dúvidas. Tomou a neta e se dirigiu para o hospital indicado.

Quando ficou frente a frente com o médico, único capaz de salvar a neta tão querida, o Dr. Marlin observou que o jovem colega coxeava acentuadamente...

Esta perna curta faz de mim um igual dos meus doentes, observou o Dr. T. J. Miller, ao notar o olhar do Dr. Marlin. Consinto que as crianças me chamem de "manco" e elas adoram isso.

De fato, prefiro esse nome ao meu nome real, que é Tadeu, e sempre me pareceu um tanto pomposo e ridículo! Como a tantos outros meninos, deram-me o nome do moço interno que uma noite me ajudou a  vir ao mundo...

O Dr. Tadeu Marlin empalideceu e engoliu a seco. Por alguns minutos lembrou-se dos pensamentos que lhe acorreram naquela noite distante: O mundo nunca dará pela falta dele.

Estendeu comovidamente a mão ao jovem colega, o coxinho devotado, graças a quem a neta ia poder andar, outra vez, e pensou consigo mesmo: Em todo caso, sempre é melhor ser coxo do que cego, como eu fui, por muito tempo.



Redação do Momento Espírita adaptado de Seleções Reader’s Digest, de fev/1948.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed Fep.
Em 26.04.2010.


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Foto: Dia lindo de muita paz, amor e oportunidades!

domingo, 14 de dezembro de 2014

"...Não nos esqueçamos de que a gentileza e o respeito, no trato pessoal, também significam caridade." (André Luiz)


Gif de borboleta
Uma grande covardia


O hábito da maledicência é bastante arraigado em nossa sociedade.

Chega a constituir exceção uma criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes.

Mesmo amigos, não raro, se permitem criticar os ausentes.

Quase todos os homens possuem fissuras morais.

Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade.

Não é possível ver o bem onde ele não existe.

Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam.

Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo.

Encontrar prazer em denegrir o próximo constitui indício de grande mesquinharia.

Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira.

Frequentemente quem critica o vizinho não tem coragem de fazê-lo frente-a-frente.

É uma grande covardia sorrir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas.

Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.

Sendo verdadeiro um fato, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo.

A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante.

Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a única atitude digna.

Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputação de alguém, certifique-se da veracidade dos fatos.

Sendo verídica a ocorrência, analise qual o seu móvel.

Reflita se seu agir visa evitar um mal considerável, ou é apenas prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor calar-se.

É relevante também indagar se você tem coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada.

Se o fizer, dará oportunidade para defesa.

Certamente a pessoa, objeto do comentário, possui a própria versão dos fatos.

Por todas essas razões, e outras tantas, jamais seja covarde.

A covardia é uma característica muito baixa e lamentável.

O fraco sempre escolhe vítimas que não podem oferecer defesa.

Agride de preferência as pessoas frágeis.

Quando não tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterfúgios.

Enlameia a honra alheia, faz calúnias, espalha insinuações maldosas aos quatro ventos.

O homem que é alvo do ataque de um covarde geralmente nem sabe o que lhe aconteceu.

Apenas se espanta ao deparar com sorrisos irônicos onde quer que vá.

Em ambientes em que era recebido calorosamente, agora só encontra frieza.

Percebe perplexo, o afastamento de amigos e parentes.

As fisionomias outrora benevolentes tornam-se sisudas.

Raramente alguém lhe esclarece a razão do ocorrido.

Assim, ele é julgado e condenado sem possibilidade de defesa.

Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde.

Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros.

Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino.

Certamente gostaria que a generosidade fizesse calar os seus semelhantes.

Ou ao menos que eles fossem leais o suficiente para falar às claras com você.

É preciso eliminar o hábito da maledicência.

Trata-se de um comportamento eivado de covardia.

E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde.

Pense nisso!



Equipe de Redação do Momento Espírita.

Gif de borboleta
Ótima noite!...Feliz começo de semana!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

"Lembre-se de que você mesmo é: o melhor secretário de sua tarefa. O mais eficiente propagandista de seus ideais. A mais clara demonstração de seus princípios. O mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que: O maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa. A nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar.O arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação - é você mesmo." (André Luiz)



 
Gifs Bom Dia
Nossa bagagem
 

Quando estamos no plano espiritual, ou seja, desencarnados, e se aproxima o dia da volta a um novo corpo de carne ou reencarnação, alguns de nós nos sentimos apavorados ante a expectativa desse novo empreendimento.

É como se estivéssemos arrumando a mala para uma longa viagem através de mar revolto. Não sabemos se chegaremos com êxito ao final da travessia.

Alguns pontos são programados antes de nascermos. Pontos importantes como quem serão nossos pais, se casaremos ou não, que profissão teremos e qual será o gênero de nossa morte.

Toda essa programação estabelecida anteriormente dependerá, para ser executada, do nosso livre-arbítrio, da nossa vontade. Por isso é uma programação e não uma determinação. Dessa forma, poderemos seguir um caminho totalmente oposto ao que foi delineado.

A programação sempre é feita obedecendo às Leis Divinas. Teremos o que necessitamos para nosso crescimento espiritual. Nascemos com as condições internas e externas propícias ao nosso adiantamento.

Assim, partimos para uma nova viagem, levando na bagagem os recursos que conquistamos até aquele momento. Podemos, dessa forma, entender o dizer de Jesus: A cada um segundo suas obras.

Poderíamos acrescentar: cada um levará na mala as aquisições feitas ao longo das existências, sejam elas boas ou não. São as nossas aquisições.

No campo afetivo não é diferente. Teremos ao nosso lado as pessoas que conquistamos, seja pelo afeto ou pelo desafeto.

Assim sendo, é importante que lutemos por sairmos vitoriosos dessa empreitada.

É importante que nos esforcemos por vencer as más inclinações, resultantes de séculos de hábitos equivocados.

Renascemos para sermos vencedores, mas muitos voltamos como vencidos. Além de não reciclarmos a bagagem indesejável que trouxemos, adicionamos nela alguns entulhos desnecessários.

Vale a pena meditarmos a respeito desses ensinamentos que nos chegam através do Espiritismo.

Vale a pena que façamos uma limpeza em nossa bagagem. Jogando fora o orgulho, carga perniciosa que só pesa em nossa economia moral.

Vale nos livrarmos do egoísmo, bagagem excessivamente pesada e perigosa.

Importante que nos desfaçamos do ódio, da inveja, da ingratidão, da preguiça, do orgulho, e de tantos outros entulhos indesejáveis que ainda guardamos muito bem nos compartimentos íntimos.

Se nossa bagagem não está muito fácil de carregar, construamos um novo futuro, ajuntando virtudes que nos garantam outra viagem menos penosa.

 
*     *     *

A nossa felicidade depende somente de nós.

Às vezes, preferimos os gozos imediatos a fazermos um investimento que nos traga bons resultados a longo prazo.

Se quisermos colher bons frutos, temos que proceder como o agricultor sábio e previdente: preparar o solo, selecionar boas sementes, plantá-las e esperar que germinem.

Enquanto isso colhemos as safras plantadas anteriormente.



Redação do Momento Espírita.
Em 18.05.2009.

Gif flor
Ótimo dia!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Aprende a pensar em termos de eternidade para que o internato no corpo físico não te empane a visão da vida. Uma existência na Terra constitui precioso, mas, breve aprendizado, em que sob a ficha de certo reduto familiar, conquistas o privilégio de avançar para diante nas sendas evolutivas ou a permissão de recapitular as próprias experiências. Não te esqueças, porém de que a morte se incumbirá de interromper-te o usufruto das regalias humanas, na aferição dos valores ou dos prejuízos que hajas angariado em favor ou desfavor de ti próprio, a fim de que não percas a necessária renovação para o grande amanhã. Assevera a ciência terrena que herdaste, em função da genética, os caracteres dos próprios antepassados, próximos ou longínquos, entretanto, no fundo, não recolhes dos outros a riqueza das qualidades nobres ou o fardo dos sofrimentos, mas sim de ti mesmo, das próprias obras semeadas, vividas e revividas, de vez que somos, quase sempre, na ribalta do mundo, os mesmo intérpretes do drama redentor, guardando conosco as bênçãos ou as dores que amealhamos dentro da luta, embora ostentando máscaras diferentes. Hoje, pagamos dívidas de ontem, mas é possível venhamos a solver amanhã compromissos pesados que deixamos em distante pretérito, exigindo-nos atenção. Recebe a aflição e a dificuldade, aliviando as aflições e as dificuldades alheias; pede auxílio, auxiliando; roga o socorro do Céu, socorrendo aos que te rodeiam na Terra, porque entre os panos do berço e os panos do túmulo, desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim." (Emmanuel)


Gif flor
Aprendendo a viver


A experiência terrena consiste em um projeto um tanto arriscado.

Antes de renascer, o Espírito traça um programa que pretende cumprir.

Alguns pontos capitais são definidos, como o corpo, a família e o ambiente em que renascerá.

Ele também estabelece estratégias para vencer alguns problemas evolutivos.

São antigos desafetos com os quais pretende conviver.

Comparsas de persistentes erros que lhe devem surgir no caminho, em geral na forma de tentação.

Vítimas de leviandades cometidas e que seguem amarguradas o devem rodear, sequiosas de auxílio.

O Espírito estuda tudo com grande atenção, ora e se prepara mental e emocionalmente.

Como se percebe, renascer é um empreendimento de vulto.

A existência terrena é imprescindível à evolução, em especial em suas fases mais incipientes.

No corpo de carne, a força de vontade é testada e o ser imortal gradualmente abandona ilusões e paixões.

Demora um pouco, mas ele começa a perceber a transitoriedade de muito do que é valorizado na Terra.

Poder, aparências e conúbios sexuais apartados de um forte vínculo afetivo são apenas algumas dessas quimeras.

Embora firmemente decidido a transcender, não raro o Espírito sucumbe às tentações mundanas.

Ele programa trabalhar no bem, ser puro, honesto e generoso.

Decide transformar antigos parceiros de crimes em nobres companheiros de ideal superior.

Quer amparar aqueles a quem no pretérito lançou no despenhadeiro do vício.

Entretanto, cede à tentação do passado e revive indignidades.

A partir de determinado momento, nem mais é possível alegar ignorância.

Afinal, a mensagem cristã, a convidar claramente para a renovação, não é nova no mundo.

Essas experiências frustradas podem se repetir inúmeras vezes.

Há um inevitável amargor na hora do ajuste de contas com a própria consciência.

Confrontar o que se programou com o que se fez pode ser decepcionante.

Entretanto, as oportunidades se renovam.

Sempre chega o momento em que o Espírito cansa de falhar consigo mesmo.

Tantas são as decepções, que ele realmente se desgosta das ilusões mundanas.

Cheio de firmeza, resiste a todas as tentações e persevera em seu propósito de renovação.

Não se preocupa em ser rico, importante ou em fruir exóticas sensações.

Tem convicção de que tudo isso nada lhe acrescenta, em termos de paz e plenitude.

Ao contrário, identifica felicidade com deveres cumpridos e com dignidade.


*     *     *

Ciente disso, preste atenção no modo como você vive.

Seus pensamentos, atos e sentimentos são um prenúncio de paz?

Ou eles anunciam grandes decepções, quando você retornar para o verdadeiro lar?




Redação do Momento Espírita.
Em 23.06.2009.


Gif flor
Um feliz dia!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"O discípulo procurou o instrutor cristão e pediu-lhe um parecer sobre a liberdade. O nobre amigo, de coração marcado pelas experiências do mundo, pensou por longos momentos e respondeu: -Se ainda não conheces os ensinamentos do Cristo, estás livre para fazer o que gostas, mas se já aceitaste as lições de Jesus, estás livre para fazer o que deves." (Emmanuel)


 
O pássaro que desbota quando preso
 

Temos em nossa fauna um pássaro especial. É o tié-sangue.

É avistado próximo às restingas, capoeiras e beiras de mata do litoral do Brasil.

Suas asas são vermelhas como o sangue, por isso ganhou esse nome. Possui a cauda negra e uma linda mancha branca no bico.

As lindas cores do tié-sangue atraem os criadores, mas é impossível apreciar sua beleza em cativeiro, visto que ele fica com uma cor pálida, alaranjada, desbotada.

Pois, entre a variedade dos frutos de que o passarinho se alimenta, há alguns que contém um pigmento de nome astaxantina, que mantêm sua coloração.

A beleza do tiê está na proporção de sua liberdade. Quanto mais livre, mais belo.

Nesse aspecto, o ser humano se parece muito com o tiê. Precisa estar livre para ser belo, para ser feliz.

Precisa alçar vôos com o pensamento, nutrir-se de idéias e sentimentos, interrelacionar-se com os outros e com o cosmos.

Necessita conhecer as verdades do universo, bem como as que estão em sua intimidade espiritual.

O jovem, em especial, que tem tanta sede de liberdade, muitas vezes se deixa aprisionar pelos vícios de variada ordem, enfraquecendo e tornando-se pálida sombra que caminha a passos largos para a derrota.

Jovens que deveriam mostrar suas cores e virtudes individuais, deixam-se levar pela falsa necessidade de se confundir com o grupo, caindo no cativeiro infeliz forjado pelas mídias e pela opinião dos outros.

Quem se deixa conduzir pelos modismos, pelas idéias medíocres que tentam fazer do jovem um ser sem vontade própria, é como um pássaro que empalidece, desbota, muda de cor, perde o brilho.

Mas os efeitos desse tipo de cativeiro não são apenas na aparência externa. O prisioneiro dos vícios perde a alegria de viver, perde a saúde, perde a esperança.

E o jovem, tal qual o tiê-sangue, precisa voar alto, mas com a mente arejada pelas idéias saudáveis da confiança no criador do universo, nas leis soberanas que regem a vida.

Jesus afirmou: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Na verdade divina reside a plena libertação. E como sabemos que as leis divinas estão em nós, esculpidas em nossa consciência, podemos, em esforço próprio, começar a buscar a compreensão delas nos auto-analisando, nos auto-conhecendo.

Compreendendo os desígnios divinos que nos convidam à melhor ação saberemos como interagir com a realidade que nos rodeia.

Confrontando nosso cotidiano com as leis da vida transformaremos nosso modo de ser e de agir, influenciando, positivamente, o meio em que vivemos.

 
*    *    *

Jovem, conhece-te a ti mesmo e voa no rumo da tua própria liberdade.

Voa sem peias, alimentando-te de nobres sentimentos, de experiências saudáveis, de práticas caridosas, a fim de manter tua cor bela e atrativa, não te deixando aprisionar pela ignorância, que te faria empalidecer ou desbotar.

Sê como o tiê-sangue, livre e belo, nas andanças das múltiplas existências.

Mas não esqueças da responsabilidade necessária para que, verdadeiramente, se instaure a liberdade em tua vida.

E lembra-te sempre de que a tua beleza está na proporção da tua real liberdade.

Quanto mais livre, mais belo.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 14 do livro Cartas ao jovem Espírita, de Cristian Macedo.


sábado, 6 de dezembro de 2014

"Não mobilizes a memória em caminhos percorridos. O passado pode e deve ser consultado a fim de clarear as diretrizes do presente. Um momento de indagação, porém, não significa inércia no tempo. Ninguém estabelece o próprio lar, por dentro de um museu." (Emmanuel)



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Descobrindo o passado


Muitas pessoas afirmam desejar conhecer suas encarnações anteriores.

Uma boa parte delas espera ter animado importantes personalidades históricas.

Reis e santos, poetas e intelectuais, sumidades as mais diversas não faltam no imaginário dos candidatos à recordação.

Entretanto, é preciso lembrar que a Lei do progresso vigora em toda a sua plenitude.

Ela impede o retrocesso moral e intelectual.

As condições sociais podem variar significativamente ao longo dos séculos.

É possível passar-se da extrema riqueza à mais abjeta pobreza, de uma encarnação a outra.

Esse movimento pendular presta-se a viabilizar a realização da Justiça Divina.

Mediante ele, o poderoso que elaborou leis iníquas para o povo posteriormente a elas se submete.

Quem lesou o patrimônio público terá oportunidade de se ressentir da falta de educação e segurança públicas eficientes.

O mau patrão poderá experimentar a condição de empregado oprimido.

Essa oscilação nas condições materiais também auxilia o despertar da sensibilidade.

O homem que olha insensível a dor alheia candidata-se a experimentá-la.

Nem toda dor é uma expiação.

O sofrimento é corolário da imperfeição.

Todo vício, toda insensibilidade, toda rudeza atrai a dor como um remédio necessário.

Somente a perfeição moral e intelectual libera a criatura de experiências dolorosas.

A partir de certo nível de desenvolvimento, o Espírito desvincula-se das experiências materiais.

Sem necessidade de vivências terrenas, a elas retorna por espírito de amor e serviço.

Cumprindo missões, dá exemplo de genuína elevação moral e intelectual.

Mas o relevante é que a evolução conquistada jamais é perdida.

Nenhuma alma generosa de repente se torna mesquinha.

O homem intelectualmente superior não perde suas habilidades intelectuais.

Por certo, quem utilizou mal a inteligência pode renascer na condição de idiota.

Ou viver em condições difíceis que não lhe possibilitem adquirir cultura.

Contudo, ordinariamente a alma expressa o seu potencial.

Assim, a criatura pode ter certeza de que se encontra no ápice de sua evolução.

Ninguém jamais foi tão bondoso e inteligente como é hoje.

Esse raciocínio auxilia a perder ilusões quanto ao próprio passado espiritual.

Quem atualmente detesta estudar certamente nunca foi um intelectual.

O homem egoísta ou fútil de hoje pode ter como certo jamais ter sido um santo, na acepção da palavra.

Raras pessoas têm recordações precisas do que viveram nos séculos precedentes.

Entretanto, se a recordação detalhada não é possível, nem por isso é inviável ter uma noção do que se viveu.

Para ter uma ideia do que se fez, basta analisar as tendências atuais.

E pensar que ocorreu uma melhora, ao longo do tempo.

As suas ideias inatas revelam o seu nível evolutivo e o caminho que você trilhou.

Para se conhecer, preste atenção nos impulsos mais naturais de seu coração.

Caso seu agir e seu sentir instintivos tenham algo de egoísta, insensível ou vulgar, convém refletir sobre isso.

Enquanto não burilar o seu íntimo, você permanecerá tendo experiências dolorosas.

Então, é de seu interesse mais direto modificar o próprio comportamento e livrar-se de velhas fissuras morais.

Afinal, mais importante do que saber o que você já viveu, é garantir que o seu futuro seja pleno de felicidade e bem-estar.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.



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Boa tarde!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem ainda agora podeis." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:2.)....."Muitos companheiros de luta exigem cooperadores esclarecidos para as tarefas que lhes dizem respeito, amigos valiosos que lhes entendam os propósitos e valorizem os trabalhos, esquecidos de que as afeições, quanto as plantas, reclamam cultivo adequado. Compreensão não se improvisa. É obra de tempo, colaboração, harmonia. O próprio Cristo, primeiramente, semeou o ideal divino no coração dos continuadores, antes de recolher-lhes o entendimento. Sofreu-lhes as negações, tolerou- lhes as fraquezas e desculpou-lhes as exigências para formar, por fim, o colégio apostólico. Nesse particular, Paulo de Tarso fornece-nos judiciosa lição, declarando aos Coríntios que os criara "com leite". Tão pequena afirmativa transborda sabedoria vastíssima. O apóstolo generoso, gigante no conhecimento e na fé viva, edificara os companheiros de sua missão evangélica em Corinto, não com o alimento complexo das teses difíceis, mas com os ensinamentos simples da verdade e as puras demonstrações de amor em Cristo Jesus. Não lhes conquistara a confiança e a estima exibindo cultura ou impondo princípios, mas, sim, orando e servindo, trabalhando e amando. Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear. Examina, pois, diariamente, a tua lavoura afetiva. Observa se estás exigindo flores prematuras ou frutos antecipados. Não te esqueças da atenção, do adubo, do irrigador. Coloca-te na posição da planta em jardim alheio e, reparando os cuidados que exiges, não desdenhes resgatar as tuas dívidas de amor para com os outros. Imita o lavrador prudente e devotado, se desejas atingir a colheita de grandes e precisos resultados." (Emmanuel)


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Aprendendo com a vida...


Existem muitas oportunidades na vida que perdemos por estarmos olhando na direção oposta. Ou, por estarmos distraídos, e só nos darmos conta quando a brisa da sua passagem nos atinge, ou seja, tarde demais.

Existem criaturas infelizes, no mundo, porque não pronunciaram certas palavras, não tomaram determinadas atitudes, enfim, não fizeram algo que lhes teria sido muito importante.

Foi certamente pensando em tudo isso, que William Shakespeare escreveu o poema Eu aprendi e que, numa tradução livre, diz mais ou menos assim:

Eu aprendi que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha.

Eu aprendi que basta uma pessoa nos dizer: “Você fez meu dia”, para ele se iluminar.

Eu aprendi que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.

Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo. Eu aprendi que sempre podemos orar por alguém quando não temos a força para ajudá-lo de alguma outra forma.

Eu aprendi que não importa quanta seriedade a vida nos exija, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto.

Eu aprendi que, algumas vezes, tudo de que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

Eu aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.

Eu aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.

Eu aprendi que ignorar os fatos não os altera.

Eu aprendi que cada pessoa que conhecemos deve ser saudada com um sorriso.

Eu aprendi que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las.

Eu aprendi que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar nossa aparência.

Eu aprendi que não podemos escolher como nos sentir, mas podemos escolher o que fazer a respeito.

Eu aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre enquanto estamos escalando a montanha.

E, finalmente, eu aprendi que quanto menos tempo temos, mais coisas conseguimos fazer.


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Se temos avós no lar, aproveitemos para lhes ouvir as histórias das suas vidas. Aproveitemos a sua sabedoria antes que eles partam para as terras espirituais e fiquemos amargando a saudade.

Se temos crianças no lar, aproveitemos para lhes observar o sono, povoado de sonhos doces e ainda frescos dos orvalhos das manhãs.

Aprendamos com elas a nos entregar ao sono em tranquilidade e paz, usufruindo de cada momento para uma verdadeira recomposição das forças da alma.

Se temos conosco mãe, pai, um amor, digamos hoje, enquanto o sol brilha e as nuvens espalham manchas brancas no céu azul, digamos o quanto eles são importantes para a nossa vida, o quanto os amamos, o quanto os queremos bem.

Façamos isso hoje, já, agora, antes que o dia passe, a noite venha e as palavras morram, estranguladas, em nossa garganta, pela oportunidade desperdiçada, outra vez.




Redação do Momento Espírita, com base em tradução livre do texto I have learned, de William Shakespeare.
Em 11.1.2014.




Gif de flor
Bom dia!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"A lei do progresso, fomentando as inevitáveis conquistas do processo da evolução do homem e das comunidades, confirma a assertiva do Cristo, quando elucida que "o Pai não deseja a morte do pecador, mas, sim, a do pecado". A herança ancestral, procedente das experiências primevas por onde transita o princípio espiritual, se demora, em mecanismo atávico, jugulando o ser aos hábitos infelizes, que lhe constituem a natureza animal, inferior. À força da educação e sob o império das necessidades de superar os sofrimentos e deles liberar-se em definitivo, somente assim galga os degraus do aperfeiçoamento moral, modificando o meio ambiente e as estruturas em que se apóia, gerando condições novas propiciatórias do próprio desenvolvimento. A cultura e as artes, as ciências e a tecnologia vêm em seu apoio, promovendo os valores de que se utiliza e através dos quais conquista os títulos de enobrecimento e de paz. Certamente, ainda não se vive, na Terra, uma sociedade justa, onde a miséria de vário porte haja cedido lugar à abundância, ou vigorem os direitos humanos. Igualmente, medeiam ainda muitos males, desde as contínuas ondas de violência promotora de guerras, como infortúnios que resultem da desatenção e desrespeito, aos superiores Códigos de equilíbrio que regem a vida. Sem embargo, muitos barbarismos que eram habituais e legislações vazadas na impiedade e na vingança vão cedendo lugar a conceitos mais compatíveis com os fenômenos psicológicos, sociais e econômicos que evitam os crimes. Já se pode sentir o esforço quase generalizado de povos e nações que estabelecem leis de respeito mútuo como Organizações que propugnam por uma humanidade mais feliz, na qual os seus direitos sejam reconhecidos, assim como os seus deveres sejam cumpridos. De passo em passo, de experiência em experiência, o progresso moral firma as suas bases, abrindo campo para tentames mais expressivos, portanto, relevantes. Combate o erro, onde quer que o encontres; no entanto, enseja ao errado a lição educativa. Insurge-te em atitude contrária ao crime; não obstante, corrige o criminoso. Opõe-te à violência; mas, acalma o violento. Reage ao mal de qualquer procedência; entretanto, não te esqueças de socorrer os maus com a tua bondade. Arrebenta as algemas da ignorância onde se manifeste; todavia, esclarece a vítima necessitada. Arranca a máscara da hipocrisia onde quer que se apresente; porém, socorre aquele que lhe padece a sanha. Acusar por acusar ou perseguir por perseguir não resolve o problema que inquieta as criaturas. O cristão, em geral, e o espírita, em particular, faz mais: ajuda o caído, ao tempo em que invectiva contra os fatores e circunstâncias responsáveis pela sua queda. Ninguém combate as pragas de uma seara, a fim de condená-la ao abandono. Não é justo apontar enfermidades sem cuidar dos doentes em aflição. A atitude correta diante do mal é a prevalência do bem, assim como deve ser o comportamento do crítico, do acusador: a do amparo total e indiscriminado ao equivocado, ao infeliz. Jesus, que não concordava com o erro em situação nenhuma, jamais deixou de educar, atender, socorrer e amparar os que haviam tombado nas malhas intrincadas da delinquência. Vigilante e operoso, todo o Seu ministério é um poema de compreensão e fraternidade com os miseráveis, sem que jamais se vinculasse à miséria. E o fazia, porque o Pai deseja a salvação do ímpio, ao mesmo tempo em que a impiedade deixe de existir no homem." (Joanna de Ângelis)



Gif de boa tarde
Pequenos ou grandes erros



Todo progresso se faz a partir das tentativas de melhorar o que já se sabe, ou de aprender aquilo que ainda se desconhece.

É natural que esse processo seja acompanhado de uma sucessão de acertos e desacertos, de momentos de sucesso e outros de necessário refazer, até que o aprendizado se consolide ou o intento seja alcançado.

No campo de nossa intimidade não poderia ser diferente. O progresso interior, a melhora de nossa paisagem íntima acontece da mesma forma.

Fadados à perfeição, somos convidados pela vida, a cada instante, a alcançar objetivos maiores em nosso campo emocional.

Por isso os embates, os desafios emocionais que se sucedem em nosso cotidiano.

Ora o chefe tirano a nos convidar a desenvolver a paciência, doutra feita o cônjuge intransigente a nos exigir compreensão, ou ainda o filho exigente a nos demandar desvelo e dedicação.

Nesses embates é natural que nem sempre nossas ações sejam coroadas de êxito. Não será todas as vezes que nossas atitudes serão as mais corretas, já que o erro é processo quase que inevitável perante o aprendizado.

Jesus, profundo conhecedor da natureza humana, nos ensina de forma magistral a necessidade de, mesmo em erro, buscar os caminhos do acerto, a fim de que o progresso e melhora íntima sejam um processo contínuo.

Quando Lhe trouxeram a mulher surpreendida em adultério, para que fosse apedrejada em praça pública, conforme prescrevia a lei da época, questionaram o Mestre sobre o que fazer.

A pergunta era maldosa, na intenção. Se Jesus aprovasse o apedrejamento, estaria de acordo com a legislação, porém, favorável ao assassinato da adúltera. Se não o aprovasse, estaria preservando a vida da mulher, porém violando as escrituras.

Contam os Evangelistas que Ele, calmamente, levanta os olhos para a turba em frêmito e pede para aqueles que estivessem sem pecados, sem erros, que atirassem as primeiras pedras.

Demonstrava Jesus saber que todos passamos por tropeços, erros, desacertos até encontrar os caminhos que nos levam à felicidade.


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Assim, se pequenos ou grandes erros já cometidos lhe pesam na economia emocional, se lhe atingem a consciência alertando-o do desacerto, não se desestimule.

Todo dia que amanhece é oportunidade de recomeço, de refazer valores, de retomar caminhos.

Não há erro, por mais grave que seja, que a vida não oportunize redenção. Se você deseja reparar o mal feito, comece hoje, aproveitando a oportunidade de estar vivo, reencarnado ainda, para retomar sua estrada.

Se você sintonizar com Jesus, pedindo Sua ajuda e proteção, nos desequilíbrios que o erro possa nos trazer, irá escutá-Lo na intimidade do coração a lhe dizer, tal qual o fez à mulher adúltera:

Mulher, onde estão os que te acusavam?

Percebendo a praça vazia, ela Lhe diz que todos se foram.

Eu também não te acusarei, informa o Mestre.

Porém, antes de partir, dá à mulher equivocada a solução para seus problemas:

Vá e não tornes a pecar.


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Seja qual for o drama que nos assola o coração, Jesus estará sempre a nos aguardar o arrependimento, o entendimento do erro e a disposição para acertar, sabendo Ele que nosso progresso, inevitavelmente, ainda bordeja as estradas dos pequenos e grandes erros.




Redação do Momento Espírita.


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Ótimo dia!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Depois de ouvir a palestra esclarecedora, cultive-a junto dos companheiros ausentes. Ensinamento ouvido, riqueza de aprendizado. Depois da notícia edificante, transmita-a sem demora aos irmãos carentes de estímulo. Ânimo levantado, rendimento em serviço. Depois de ler a publicação doutrinária, passe-a adiante, clareando outras consciências. Palavra escrita, ideia gravada. Depois de entender as frases do livro edificante, imprima-a no próprio verbo. Estudo assimilado, conversação enobrecida. Depois de reconhecer o próprio erro, conserve a experiência, divulgando-a no instante oportuno. Queda de alguém, apelo a muitos. Depois de observar o acontecimento digno de atenção, saliente o aviso que ficou. Fato proveitoso, lição da vida. Depois de substituir o objeto usado por outro novo, conduza-o a mãos em maiores necessidades. Traste velho na frente, auxílio na retaguarda. Depois de um dia, de uma tarefa, de uma crise, de uma enfermidade, de uma viagem ou de um encontro, algo se modifica em nosso espírito, para melhor, e devemos ofertar aos outros o melhor ao nosso alcance, sem deixar qualquer auxílio para depois." (André Luiz)




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Aproveitar o dia


A claridade, que insiste entrar por entre as frestas da janela, anuncia que um novo dia começa.

A luz matinal, que faz abrir flores, que modifica o funcionamento de nosso organismo, nos chama, nos convida a acordar.

Depois do devido descanso do corpo mais uma oportunidade se apresenta: a de iniciarmos um dia produtivo com o compromisso de seguirmos na direção do bem.

Um dia que deve começar com uma oração agradecendo o repouso seguro e confortável. E pedido por horas de trabalho e de estudo.

Um dia que comece com um afetuoso Bom dia àqueles com quem moramos, pois sempre é tempo de lhes demonstrar nossa afeição.

No contato inicial do dia, com nossos familiares, cada minuto é precioso. Nunca é cedo demais para dizer a eles que os amamos e que, apesar da distância física que os afazeres diários nos impõem, o amor nos mantém ligados.

No trajeto ao trabalho ou ao estudo que nossos pensamentos sejam de ânimo e encorajamento. Jamais de indolência.

Que cada minuto em nossas atividades seja aproveitado adequadamente. Para tal é preciso que nossa mente esteja em sintonia com a tarefa que realizamos.

Não deixemos que nossos pensamentos se distanciem daquilo que fazemos, com a desculpa de cansaço ou falta de concentração. Aquele que assim procede perde, constantemente, oportunidades de se autodisciplinar.

Que cada dificuldade enfrentada seja para nós a oportunidade de crescer, de nos superar. Este deve ser o sentimento a nos acompanhar diariamente.

Um ditado popular muito conhecido traz em si uma grande verdade quando diz que não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje.

Obviamente que este ditado não nos deve compelir a abraçar tarefas demais, de forma que nenhuma delas possa ser terminada, pois desta maneira acabaríamos por desperdiçar nosso tempo.

A verdadeira lição é a de tornar os dias produtivos. É a de não desperdiçar tempo útil na falsa ideia de que temos que descansar excessivamente adiando sempre o aprendizado.

Não duvidemos do grande ensinamento que são, para nós, o trabalho e o estudo, os quais, quando bem aproveitados, nos permitem colher frutos suaves e doces.

Há alguns anos, um filme exibido nos cinemas e que fez muito sucesso, tornou conhecida a expressão Carpe diem, do poeta romano Horácio. Tal expressão foi traduzida por alguns como aproveitar o dia, sem pensar no amanhã.

Obviamente esta tradução estimulou apenas aqueles que buscam aproveitar os prazeres do dia, sem nada construir para o amanhã, desperdiçando preciosas oportunidades.

Para todos aqueles que buscam o real crescimento espiritual e moral, a expressão Carpe diem será traduzida como aproveitar, de maneira útil e responsável, cada minuto do dia, nos preparando para um amanhã melhor.



Redação do Momento Espírita.
Em 22.01.2010.


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Feliz e abençoado dia!