quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição." JESUS (MATEUS, 7:13.) ...."Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles. Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro. E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam? Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós. A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas. A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo. Aquém da muralha, o passado e o presente. Além da muralha, o futuro e a eternidade. De cá, a sementeira do "hoje". De lá, a colheita do "amanhã". A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas. Porta larga - entrada na ilusão – saída pelo reajuste... Porta estreita - saída do erro - entrada na renovação... O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga. Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores. Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento. Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmos, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante. Renovemo-nos, pois, em cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da felicidade maior." (Emmanuel)




Partida e chegada



Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi", no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Pense nisso!

Victor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo:

"A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.

Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou".

"Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou."

Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.

O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente."

 

Equipe de Redação do Momento Espírita. Pensamentos de Victor Hugo retirado do livro "A reencarnação através dos séculos", de Nair Lacerda.














terça-feira, 30 de julho de 2013

"Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo. Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina. Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas. A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem. A propósito, meditemos. O Senhor corrige: a ignorância: com a instrução; o ódio: com o amor; a necessidade: com o socorro; o desequilíbrio: com o reajuste; a ferida: com o bálsamo; a dor: com o sedativo; a doença: com o remédio; a sombra: com a luz; a fome: com o alimento; o fogo: com a água; a ofensa: com o perdão; o desânimo: com a esperança; a maldição: com a benção. Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe. Simples ilusão. O mal não suprime o mal. Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem." (Bezerra de Menezes)





Um dos mais belos trajes da alma



O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?

Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?

Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?

Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...

Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico...

Veja bem as coisas como são...- diz o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo... Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo "Boa tarde!"

Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...


*   *   *

Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.

Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.

São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros!

Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.

Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.

O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.

Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.

Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.

Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.

Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.

O bem é muito mais forte que o mal.

O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.

Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.

Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.

Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.




Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria desconhecida.
Em 14.06.2011.





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segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?" (Tiago, 2:14). ...."Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção para que se realiza serviço determinado. Comparemos fé e obras com a planta e as construções. Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas. Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo, e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo. Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade, mas se não dispõe de um tenda a que se abrigue durante o aguaceiro decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva lhe encharque os ossos. Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar segurança e pontualidade na execução de um compromisso. Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor. À vista disso, não nos iludamos. Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a humana bondade. Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe confere o direito de reclamar o bem que não fez." (Emmanuel)




Um sábio conselho

 
Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre são conselhos dignos de serem seguidos.

No entanto, com aquele jovem médico foi diferente.

Quase ao término da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a mão sobre seu ombro, e lhe disse: "Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que você for receitar um remédio para um paciente, pergunte-se primeiro: ‘Eu tomaria esse remédio? Eu o daria para minha esposa, minha mãe, meu pai? Receitaria para um filho ou um irmão?’ Se a resposta for sim, então pode prescrever a medicação e guardar a consciência tranqüila."

Aquele jovem recém-formado é hoje um grande médico e exerce a medicina há muitos anos, mas jamais esqueceu aquele sábio conselho.

Mais de vinte anos se passaram e as palavras do seu professor ficaram gravadas na sua mente, orientando suas ações no exercício da medicina.

Seus pacientes têm plena confiança em seus diagnósticos e em suas orientações médicas.

Mas quando alguém lhe fala de como o admira por sua dignidade e competência, ele atribui isso ao seu sábio mestre, dizendo: "Isso é mérito de um professor que tive na universidade. Foi ele que me deu uma receita infalível para me guiar nas decisões".

Bom seria que cada formando, ao deixar a universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.

Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edifício ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior.

Se o fabricante deste ou daquele produto usasse o mesmo critério, e jamais colocasse em circulação mercadorias que não deseja para si nem para os seus, jamais teríamos reclamações de consumidores.

Se os políticos, advogados, magistrados, refletissem sobre suas ações, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, teríamos uma sociedade bem melhor e mais justa.

Se os professores, enfermeiros, farmacêuticos, fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.

Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua mãe, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.

Enfim, se todos os indivíduos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, não haveria violência, injustiça, desamor...

Isso tudo faz sentido para você?

E sabe o que isso significaria?

Sim, seria o cumprimento da regra áurea prescrita por Jesus, o mais sábio dos Mestres.

Simples, não?

A solução de todos os problemas da humanidade num preceito tão simples e fácil de entender...

No entanto, poucos estão dispostos a lançar mão desse recurso.

E sabe por quê?

Porque precisaria derrotar os vilões mais poderosos que ainda habitam o coração do homem: o orgulho e o egoísmo.

Mas você, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na exploração dos semelhantes.

Mas, será que vale a pena?

Sem dúvida, pois você só responderá pelos próprios atos, perante sua própria consciência.

Uma vez mais vamos encontrar na sabedoria de Jesus a afirmativa: "a cada um segundo suas obras."

Por isso é que vale a pena agir com dignidade e honradez, pois somente uma consciência reta lhe dará paz de espírito, neste mundo e no outro.

Pense nisso, e faça a sua parte no exercício da sua profissão, seja ela qual for.




Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na história do Dr. Alan Archetti.














domingo, 28 de julho de 2013

“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” — Jesus. (MATEUS, capítulo 5, versículo 14.) ...."O Evangelho está repleto de amorosos convites para que os homens se edifiquem no exemplo do Senhor. Nem sempre os seguidores do Cristo compreendem esse grande imperativo da iluminação própria, em favor da harmonia na obra a realizar. Esmagadora percentagem de aprendizes, antes de tudo, permanece atenta à edificação dos outros, menosprezando o ensejo de alcançar os bens supremos para si. Naturalmente, é muito difícil encontrar a oportunidade entre gratificações da existência humana, porquanto o recurso bendito de iluminação se esconde, muitas vezes, nos obstáculos, perplexidades e sombras do caminho. O Mestre foi muito claro em sua exposição. Para que os discípulos sejam a luz do mundo, simbolizarão cidades edificadas sobre a montanha, onde nunca se ocultem. A fim de que o operário de Jesus funcione como expressão de claridade na vida, é indispensável que se eleve ao monte da exemplificação, apesar das dificuldades da subida angustiosa, apresentando-se a todos na categoria de construção cristã. Tal cometimento é imperecível. O vaivém das paixões não derruba a edificação dessa natureza, as pedradas deixam-na intacta e, se alguém a dilacera, seus fragmentos constituem a continuidade da luz, em sublime rastilho, por toda parte, porque foi assim que os primeiros mártires do Cristianismo semearam a fé." (Emmanuel)


O seu tesouro
 

A vida moderna é muito rica e variada.

Entre infinitas possibilidades, por vezes as criaturas se sentem perdidas.

Quando quase tudo é possível, surge a dúvida quanto ao que é de fato importante e conveniente.

Você já parou para refletir sobre as escolhas que tem feito ao longo de sua vida?

Elas são coerentes com um projeto sério de metas previamente eleitas?

Ou você vai ao sabor das circunstâncias, sem pensar muito no que faz?

O raciocínio constitui uma bênção Divina em favor da Humanidade.

Ele deve ser usado para guiar o homem em sua trajetória evolutiva.

Convém raciocinar sobre quais são os seus objetivos e valores.

Pense sobre o que você realmente deseja.

Evite ser um autômato, que imita o comportamento alheio, sem raciocínio crítico.

A responsabilidade por suas escolhas é exclusivamente sua.

Pouco importa que os vizinhos ou amigos tenham agido de modo semelhante ou mesmo pior.

Como você utilizou seu tempo na Terra, as opções que fez, tudo isso ficará registrado em sua consciência.

Pense que você é um Espírito imortal temporariamente vinculado a um corpo físico.

O seu mergulho momentâneo na matéria integra um amplo programa de burilamento e ascensão.

Você renasceu com a finalidade de se desapegar de velhos vícios e desenvolver virtudes.

Está cumprindo esse programa redentor ou perdendo-se em bobagens?

Medite seriamente sobre o modo como tem gastado seu tempo na Terra.

Segundo afirmou o Cristo, onde está o seu tesouro, aí está o seu coração.

O que o homem valoriza e busca com insistência domina os seus sentimentos.

Os sentimentos amplificam o valor inicial e tornam a busca mais intensa.

Isso pode ser um círculo vicioso ou virtuoso, conforme o tesouro almejado seja nobre ou vil.

A busca por honrarias e riquezas desvia o Espírito de seus reais projetos.

Envolto em ilusões, ele se perde no alarido vistoso do Mundo.

Já a procura por emoções nobres e por uma vida reta e digna conduz à plenitude.

Caso perceba que está trilhando caminhos tortuosos, esforce-se por retificá-los.

Utilize a razão em seu favor.

Fixe em sua mente que é um Espírito imortal e que a vida na Terra é passageira.

Conscientize-se da inarredável verdade de que a morte do corpo é coisa certa.

E de que a libertação dos círculos de dor pressupõe o bom aproveitamento das oportunidades recebidas.

Compenetrado disso, coloque o seu tesouro nos dons espirituais.

Centre a atenção em burilar seu intelecto, em dominar antigos vícios e em desenvolver bondade e compaixão.

Transforme o aprimoramento pessoal em sua meta maior.

Gradualmente, o seu coração passará a estar junto com esse tesouro imortal.

O esforço do princípio se converterá em facilidade e em prazer.

O hábito do bem forjará uma segunda e maravilhosa natureza.

Então, você experimentará a paz de quem colocou o próprio tesouro onde ninguém pode roubar.

Pense nisso.




Redação do Momento Espírita.
















sábado, 27 de julho de 2013

"Mas quem não possui o espírito do Cristo, esse tal não é dele." - Paulo. (ROMANOS, 8:9.) ..."O governante recorrerá ao Testamento Divino para conciliar os interesses do povo. O legislador lançará pensamentos do Evangelho nas leis que estabelece. O juiz valer-se-á das sugestões do Mestre para iluminar com elas as sentenças que redige. O administrador combinará versículos sagrados para alicerçar pareceres em processos de serviço. O escritor senhoreará sublimes imagens da Revelação para acordar o entusiasmo e a esperança em milhares de leitores. O poeta usará passagens do Senhor para colorir os versos de sua inspiração. O pintor reportar-se-á aos quadros apostólicos e realizará primores imperecíveis ajustando a tela, a tinta e o pincel. O escultor fixará no mármore a lembrança das lições eternas do Divino Mensageiro. O revolucionário repetirá expressões do Orientador Celeste para justificar reivindicações de todos os feitios. O próprio mendigo se pronunciará em nome do Salvador, rogando esmolas. Ninguém se iluda, porém, com as aparências exteriores. Se o governante, o legislador, o juiz, o administrador, o escritor, o poeta, o pintor, o escultor, o revolucionário e o mendigo não revelam na individualidade traços marcantes e vivos do Mestre, demonstrando possuir-lhe o espírito, em verdade, ainda não são dEle. Parecem, mas não são." (Emmanuel)







Dívida e resgate

 

Tudo aconteceu no século XVIII. Ano de 1769.

Na grande fazenda, na Casa Grande, uma jovem extremamente bela planejava algo terrível.

Ela descobrira que seu noivo começara olhar de forma mais demorada para sua prima, Tereza Cristina.

Mas, pensava ela, de modo algum, Tereza Cristina me tirará o noivo, que é meu, só meu.

Seus sonhos de moça apaixonada não seriam destruídos pela prima.

Maria Amélia pensou muito durante toda a noite. No dia seguinte marcou um passeio a cavalo com Tereza Cristina.

Lembrou-se que, às margens do rio, havia abelhas mortíferas que, dias antes, tinham acabado com dois bois desprevenidos.

Era só colocar a prima ao alcance delas.

Mas como?

Surgiu então o plano. Assustar-lhe o cavalo, no local mais próximo às abelhas. A outra nada sabia a respeito da região perigosa. Maria Amélia dispararia a arma entre as patas do animal que, com certeza, a jogaria ao chão.

Depois, ela mesma se retiraria do local e pronto... tudo terminaria.

No dia seguinte, saíram as duas a passear. Quando se aproximaram da zona perigosa, Maria Amélia disparou a arma. O cavalo de Tereza Cristina empinou. A jovem caiu com um grito de dor.

Maria Amélia pôde ouvir o zumbido ameaçador das abelhas chegando. Golpeou seu próprio animal, afugentou a outra montaria e se afastou bem depressa.

De longe, pôde ouvir os gritos de Tereza Cristina sendo atacada pelas abelhas terríveis.

Mais tarde, o corpo da jovem foi encontrado. Estava deformado. Tudo pareceu um infeliz acidente.

O tiro que Maria Amélia disparou ninguém ouvira. Todos acreditaram que ela escapara, por milagre, e sua prima não tivera a mesma sorte.


* * *

O tempo passou. Duzentos anos depois, no ano de 1969, na cidade de Uberaba, em Minas Gerais, os jornais traziam uma manchete: Abelhas voltam a atacar. Moça morre em um piquenique.

A notícia esclarecia que várias moças, reunidas em um piquenique, às margens de um riacho, tinham sido atacadas por abelhas ferozes.

Uma delas, a mais atingida, morrera num dos hospitais da cidade, enquanto era atendida pelos médicos.

Era Maria Amélia reencarnada. A Justiça Divina a alcançava agora, para resgatar sua dívida.

Sem necessidade de que ninguém servisse de intermediário, nem se tornasse seu algoz ou seu carrasco.

O povo diz que a justiça de Deus tarda, mas não falha. Na verdade, ela nunca chega tarde.

Chega sempre no tempo exato. No momento em que o Espírito, consciente dos erros que praticou, se dispõe ao resgate.

Realmente, nunca falha e jamais atinge pessoas inocentes. Nunca cobra além do que a pessoa deve.

Deus, que é justiça, é também misericórdia.



* * *

Se estamos sofrendo dores físicas ou morais, pensemos que chegou o nosso momento do reajuste.

Ninguém padece sendo inocente. Ninguém colhe o que não semeou.

Ajustemo-nos, assim, à Lei, sofrendo sem reclamar, com dignidade. Sem revolta e sem comodismo, porque as almas vencedoras são as que vencem a luta, por combaterem o bom combate até o fim.





Redação do Momento Espírita, com base no cap. 33 do livro Histórias da vida, pelos Espíritos Hilário Silva e Valerium, psicografia de Antonio Baduy Filho, ed. Ide.




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sexta-feira, 26 de julho de 2013

"É possível que as tribulações do cotidiano, de quando em quando, te enevoem os olhos, com relação à senda em que a vida te situou. Na escola da Terra, porém, a dificuldade é a prova que assegura a lição, e a crise é a época de exame, na qual nos assinalamos, quanto ao proveito no trato da experiência. Imperioso não nos sintamos tomados de pessimismo ou pressa, à frente dos empeços na tarefa a concretizar. E que não haja de nossa parte qualquer declaração de impossibilidade, no setor de tempo e limitação, porque o tempo está incessantemente ao nosso dispor, e a limitação, na essência, não existe nos domínios do espírito imperecível. Muitas vezes, o rude aprendizado da criatura na derradeira quadra da existência terrestre é o agente de base que lhe garantirá o êxito na próxima reencarnação; e, com freqüência, apenas depois de numerosas tentativas, supostamente frustradas, é que obtemos a realização que se objetiva. Cada um de nós é um ser terno vivendo no universo sem limites. Pensa nisso, antes de qualquer predisposição ao desânimo ou desespero. Se trazes alguma enfermidade recidivante, não descanses na assistência a ti mesmo, em demanda da cura necessária; se sofres erros crônicos, reconsidera a própria orientação, adotando novo rumo; se carrega desilusões, alija a carga de tristeza a que inconseqüentemente te submetes, contemplando horizontes mais altos, e, se fracassaste em alguma iniciativa, refaze as próprias forças, empreendendo tarefas novas. Recordemos: para sanar qualquer problema em que se nos encrava a marcha para diante, bastará sempre nos disponhamos a reagir construtivamente buscando a solução justa, trabalhando para isso, seja a começar ou recomeçar." (Emmanuel)


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As três sombras
  
 
Numa estrada deserta, em noite fria, deslizavam, tristes, três sombras encapuzadas e perdidas em si mesmas.
 
Seguiam quase mudas mas, de quando em quando, entreolhavam-se inquietas e murmuravam expressões sem nexo.
 
Numa curva inesperada, num encontro de vários caminhos, pararam, observaram e, antes de seguirem rumos diferentes, apresentaram-se.
 
A primeira, a mais alta e negra, aproximou-se das demais e, gargalhando, esclareceu:
 
Eu sou a ira. Faço-me de caminho mais curto para a morte. Vivem comigo o desespero e a tragédia. Trajo-me de orgulho. O ódio segue-me os passos e calço-me com as sandálias da revolta.
 
Acompanho o homem desde que o mundo é mundo e pretendo viver com ele eternamente...
 
Todos me acolhem a toda hora, sem indagação nem exigência. Com um simples apelo sou recebida com prazer em toda parte. Sou feliz assim e gosto de atrair todo mundo a mim.
 
A segunda sombra, tristonha e trêmula, falou receosa:
 
Eu me chamo medo. Sou a porta larga que conduz à loucura. Ando despido, mas tenho grande força.
 
E, olhando para a ira, falou com arrogância:
 
Você é facilmente vencida por alguns minutos de meditação, prece, perdão, e suas companheiras morrem assim que a humildade se apresente. Mas eu sou invencível!
 
Escondo-me na luz e nas trevas, entre sábios e ignorantes, grandes e pequenos, ricos e pobres. Moro em todo lugar. Como rei, cerco-me de bajuladores fiéis: a dúvida, o receio, a desconfiança, o pavor...
 
Fez-se breve intervalo e as duas megeras se olharam, quase sorrindo e, fitando a terceira companheira, perguntaram ansiosas:
 
Quem és tu, filha da tristeza?
 
Eu? - Inquiriu a sombra pesarosa - Sou vossa irmã.
 
E qual é teu nome? Indagaram numa só voz.
 
Bem, eu até nem sei ao certo...
 
Uns chamam-me de infortúnio, outros de felicidade e muitos de desgraça.

Sempre vivi errante, perseguida, odiada. Jamais pude sorrir.
 
E, fechando os olhos como quem se recorda de algo, falou com grande emoção:
 
Um dia, numa estrada como esta, encontrei Alguém que sorriu para mim. Era moço, alto e belo. Tinha olhos mansos e meiga voz, embora Seu rosto refletisse tristeza imensa...
 
Logo depois, fitou-me comovido e, mudo, passou...
 
Notei que muitos O seguiam, chamando-Lhe Mestre.
 
Tempos depois eu O encontrei novamente.
 
Era noite e Ele orava num lugar sombrio, chamado Horto das Oliveiras...
 
Olhei-O e Ele reconheceu-me. Seu rosto suado cobriu-Se com ligeiro sorriso e Ele disse-me: "Não desfaleças, irmã! Segue tua trilha."
 
Daquele momento em diante não O deixei mais...
 
Acompanhei-O atado a cordas, suportando os golpes do chicote dilacerando-Lhe as carnes, a fúria dos perseguidores, a solidão, o abandono...
 
E quando Ele Se agitava na cruz, cercado da multidão encolerizada, fitou-me quase sem forças e murmurou só para mim:
 
"Avança, missionária. Longa, difícil e bela é a tua tarefa. Não mais seguirás a ira e o medo. Serás minha mensageira ao mundo desatento...
 
Caminharás só e incompreendida, ensinando em silêncio...
 
De quando em quando, terás a companhia das lágrimas e da saudade, mas em teu caminho deixarás esperança e paz.
 
Vai, dor irmã. E em meu nome ergue as minhas ovelhas. Chama-as a mim. Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo."
 
E depois de rápida pausa concluiu: Sou a dor. Acompanhei Aquele moço belo, de olhos mansos e meiga voz, até os últimos minutos de Sua breve existência entre os homens.
 
E é em nome Dele que busco Suas ovelhas e as conduzo ao Seu aprisco.
 
Houve profundo silêncio... O vento soprou mais forte e, despedindo-se, as três sombras seguiram, cada uma por caminho diferente.

 
Redação do Momento Espírita com base no cap.32  do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 07.12.2009.


“Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo”– Paulo (II TIMÓTEO 2:7). ...."Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes. Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas. Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela. Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade. Quando a câmara permanece, sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite. Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças. O apóstolo dos gentios é claro na observação. “Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo”. Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar. Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo." (Emmanuel)




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Você é o que deseja ser
  
 
 
João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.

Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.

Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.

Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.

Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.

Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.

Enquanto isso, Mário em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.

Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.

Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe.

Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos:
Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?

Emocionado, João respondeu: Devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum.

Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

* * *
 
O que aconteceu com você até agora, não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.

Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.

O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.

O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

Pense nisso! Mas pense agora!
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.
 
 
 
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

" Para o esquimó, o céu é um continente de gelo, sustentado a focas. Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso, além da caça abundante. Para o homem de religião sectária, a glória de além-túmulo pertence exclusivamente a ele e aos que se lhe afeiçoam. Para o sábio, este mundo e os círculos celestiais que o rodeiam são pequeninos departamentos do universo. Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não olvides que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que acolhes na consciência. Se perseverares na cólera, todas as forças em torno te parecerão iradas. Se preferes a tristeza, anotarás o desalento, em cada trecho do caminho. Se duvidas de ti próprio, ninguém confiará em teu esforço. Se te habituaste às perturbações e aos atritos, dificilmente saberás viver em paz contigo mesmo. Respirarás na zona superior ou inferior, torturada ou tranqüila, em que colocas a própria mente. E, dentro da organização na qual te comprazes, viverás com os gênios que invocas. Se te deténs no repouso, poderás adquiri-lo em todos os tons e matizes, e, se te fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir. Em torno de teus passos, a paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação aquilo que pensas dela, porque com a mesma medida que aplicares à Natureza, obra viva de Deus, a Natureza igualmente te medirá." (Emmanuel)





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A coragem de fazer a diferença



Uma pessoa sozinha pode fazer alguma diferença em pleno caos?

As ações de uma única pessoa poderão modificar um sistema social vigente?

Quantas vezes utilizamos como desculpa a frase: De que adianta? Sou somente um na multidão...

Mas, uma mulher, durante a Segunda Guerra Mundial, pensou diferente, agiu e fez a diferença para nada menos de 2.500 vidas.

Pouco conhecida embora, é chamada de A Schindler feminina.

Irena Sendler arriscou sua vida para salvar outras vidas.

Enfermeira, tinha trânsito livre no gueto de Varsóvia, um quarteirão de 4 quilômetros quadrados, onde foram colocadas 500.000 pessoas.

Espalhando notícias, entre os nazistas, de que tifo e outras doenças contagiosas acometiam os confinados no gueto, ela planejou e colocou em prática arriscada estratégia.

Seu objetivo: salvar o maior número possível de crianças judias, retirando-as do gueto.

A parte mais difícil era convencer as mães a lhe entregarem os filhos.

Lamentos, choro, gritos. Mas, em caixas de ferramentas, sacolas, malas, cestos de lixo, sacas de batatas, por dentro do casaco, ela ajudou a retirar crianças do quarteirão.

Por ser idealista, o horror da guerra não lhe arrefeceu a esperança da primavera de paz.

E ela preservou em dois frascos, enterrados sob uma árvore, as identidades de cada uma das crianças: nome verdadeiro e para onde fora encaminhada.

Conseguiu adesão de mais de uma dezena de pessoas, através das quais conseguia documentação falsa para os pequenos.

Em 1943, ela foi presa e levada à prisão de Pawiak. A Gestapo desejava que ela confessasse o paradeiro das crianças: Quantas seriam? Quem seriam? Onde estavam? Quem a havia auxiliado?

Irena teve quebrados seus pés e suas pernas e sofreu as mais vis torturas. A ninguém delatou e nada informou.

Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão, subornado pela Resistência.

As pernas fraturadas e as torturas sofridas tiveram como consequência a cadeira de rodas, que ela suportou sem reclamações nem queixas.

Manteve, até o final dos seus dias, a serenidade no olhar e o sorriso nos lábios.

Essa mulher corajosa desencarnou no dia 12 de maio de 2008. Foi indicada pelo governo polonês, com o apoio do governo de Israel, ao Prêmio Nobel da Paz.

As vidas que salvou das garras do horror nazista e frutificaram em filhos e netos, não a esquecem.

Muitos a foram visitar, no pós-guerra.

Ela figura entre as 6.000 polonesas que ganharam o título de Justo entre as nações, concedido aos que trabalharam pelas vidas dos seus irmãos, nos negros dias da guerra vergonhosa.

Uma mulher que fez a diferença, com vontade e determinação.

Fez a diferença porque não ficou reclamando da situação em que mergulhara a Polônia, mas colocou mãos à obra e realizou a sua parte, acenando esperanças.

*   *   *

Pensemos nisso, reflitamos e verifiquemos se, nos dias que vivemos, a nossa voz, a nossa atitude, o nosso gesto não pode fazer a grande diferença entre a morte e a vida, entre o desespero e o cântico de esperança.

Pensemos...





Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Irena Sendler, colhidos nos siteshttp://www.slideshare.net/; noticias.uol.com e pt.wikipedia.org.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
Em 14.09.2009.






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Foto: Maribel Importados



quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Amparar a infância é auxiliar a sementeira. Orientar a mocidade para o bem é a auxiliar a floração. A felicidade e a paz constituem serviço de aprimoramento. Transposto o escuro portal da morte, reconhecemos que o professor detém no mundo o cetro do mais alto sacerdócio. A escola é santuário da revelação Divina. Dentro dela a mente humana retoma os tesouros do passado e entra em contato com as grandes vozes da sabedoria para a sublime ascensão no amor. E nos altares invisíveis de que se enriquece de Luz, a alma que ensina participa, com o Senhor, do júbilo de criar. O mestre é, por isso, o oleiro milagroso das imagens, descerrando novos horizontes à vida e abrindo preciosas oportunidades de elevação. Ó vós, que buscastes na fonte do Espiritismo com Jesus um campo diferente de ação, vós, cujas antenas de fé viva conseguiram captar a palavra da verdade vitoriosa, contemplai conosco a paisagem atormentada e escura da experiência humana !... Em toda parte, a aflição clama por segurança, a dor espera lenitivo, a sombra pede luz e a desarmonia roga paz. É imprescindível nos devotemos todos à obra regenerativa do bem, recompondo destinos e sanando males aparentemente irremediáveis. Não nos fixemos, porém, na breve existência de um dia !... Procuremos a vida, a vida imperecível, que sobrepaira além do tempo e da morte. Na criança jaz o recomeço. No jovem surge a base. Centralizar os nosso esforços no aperfeiçoamento, é dever de quantos abraçaram na Terra o idealismo de soerguimento e sublimação. Não desejamos, com semelhantes enunciados, sentenciar a velhice ao abandono. A senectude dolorida ou desprezada é sempre credora de compaixão. O lar dos deserdados é serviço que não podemos esquecer. Reportamo-nos, contudo, à madureza, da qual devemos aguardar os melhores testemunhos de aplicação do evangelho salvador. Curto é o período de possibilidades substanciais de trabalho, para a criatura de passagem na Terra. Aproveitar esses dias rápidos, na missão do bem, é impositivo da lei, que necessitamos respeitar se não desejamos os duros ensinamentos do reinicio. E se sabemos que a reencarnação, por divino instituto de aperfeiçoamento, nos abre incessantemente as portas abençoadas de novas realizações, não será lícito olvidar que o serviço prestado à infância e à juventude é obra de caridade e proteção a nós mesmos. Ressurgiremos, amanhã, dos pais que hoje estamos formando. Integrados no conhecimento de semelhante realidade, saibamos preparar o caminho iluminado e feliz para as crianças e para os moços do presente. Ninguém está exonerado da cooperação de boa vontade em favor das gerações renascentes. Quem consagra a Jesus Cristo aprende a legar um mundo melhor aos que lhe seguem os passos, através do concurso fraterno ao próximo e da bondade para com a vida de que comunga nas lides habituais. O evangelho não é um livro simplesmente. É um templo de idéias infinitas – miraculosa escola das almas – estabelecendo a nova humanidade. Para isso, gera santos e heróis, artistas e trabalhadores que, em se espalhando no mundo, nele determinam, de século a século, fecundas renovações para a glória do amor universal. De certo, estamos ainda longe do tipo biológico habilitado a refletir integralmente a inspiração do Cristo, mas, atendendo aos imperativos da educação, reduziremos a longa e porfiada luta. Reconduzir para a dignificação, distribuir a cultura e o trabalho edificantes, animar a chama dos ideais redentores e proclamar os méritos da fraternidade é a maneira mais elevada e mais fácil de apagar as trevas do passado e inflamar os horizontes do futuro. Tocados pela claridade da sublimação, ao esplendor da Verdade, pelo conhecimento da sobrevivência além da morte, uni aos nossos os vossos braços e corações e construamos o Reino de Deus com as sementes divinas da escola, coroada de luz e compreensão, segurança e solidariedade. A técnica prosseguirá levantando cidades e monumentos, traçando estradas e comunicações, ajustando máquinas e inventos, materializando a facilidade e o conforto para a civilização, mas só o amor garantirá no mundo a alegria de viver. Façamos da oração a nossa escada de intercâmbio com o Céu, socorramos a enfermidade e aliviemos o desespero, repartamos o pão e o remédio com os famintos e doentes, ergamos teto acolhedor aos que vagueiam sem rumo e consolemos a dor que nos aparece de mil modos, cada dia, nas sendas do mundo, mas não nos esqueçamos de que Jesus, acima de tudo, é o nosso Divino Mestre e de que o cristianismo é serviço de educação. Levante-se, a cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade expontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia." (Emmanuel)







Escultores de almas

  

Péricles foi um célebre orador e estrategista que governou Atenas de 460-430 a.C., e ficou conhecido na história como a maior figura política daquela cidade.

Estimulou as artes e a cultura, realizou grandes construções como o Partenon, templo pagão de insuperável perfeição arquitetônica e riqueza escultural de Atenas.

Certa feita, promoveu uma grande festa em homenagem à beleza da cidade de Atenas, para a qual mandou convidar todos aqueles que, de alguma forma, haviam contribuído para que a cidade ficasse tão bela.

Avisado que os convidados já estavam presentes, Péricles lançou seu olhar sobre os salões e notou escultores, pintores, arquitetos, políticos, mas não percebeu nenhum pedagogo.

Chamou seus assistentes e lhes perguntou por que os pedagogos não estavam ali. E eles responderam: Porque não foram convidados, senhor. Afinal, não deram nenhuma contribuição para embelezar Atenas.

Então Péricles ordenou: Vão convidá-los imediatamente para a festa, pois são eles que embelezam as almas dos atenienses.

Interessante pensar no que isso significa.

Importante refletir sobre o que significa ter o poder de esculpir nas almas daqueles que se dispõem ao aprendizado, à reflexão sobre os valores, as virtudes, o sentido da vida.

E nesse contexto podemos dizer que os professores são escultores de almas, sim.

Um dia um professor aposentado, alma sensível e dedicada, competente e estudioso, estava sendo entrevistado e lhe foi pedido para que falasse um pouco sobre sua maior produção literária, pois também é escritor, e ele falou com sabedoria:

Minha maior produção são os meus alunos.

De fato, quem tem acesso a um ser humano, numa sala de aula, predisposto a receber lições, poderá deixar uma grande e nobre produção.

Trabalhar com as mentes e os corações é algo de valor inestimável.

E como o professor também é um ser inacabado, a experiência numa sala de aula pode e deve ser uma grande oportunidade de ensinar aprendendo e aprender ensinando.

No cômputo final, o resultado será uma grande experiência conjunta que faculta a ambas as partes momentos de embelezamento mútuo.

Se você tem o elemento humano sob sua responsabilidade, lembre-se da importância dessa nobre tarefa e seja um artista dedicado a embelezar as almas dos seus educandos, pois é de almas belas e nobres que a Humanidade precisa.


*   *   *

Você, que é professor, antes de iniciar a sua aula, olhe para os rostos que estão à sua frente e lembre-se de que são almas prontas a absorver suas lições.

E não serão somente as instruções formais que irão captar, mas, acima de tudo, essas almas absorverão suas vibrações de amor, dedicação e entusiasmo com que se dirige a todos.

Afinal, ensinar é uma arte que requer mais do que simplesmente transferir informações.

É a sabedoria de criar possibilidades para que cada aluno se produza e se construa a si mesmo com os elementos de reflexão que recebe do seu mestre.

Pense nisso, e seja um bom escultor de almas.




Redação do Momento Espírita, sob inspiração de uma fala de Sandra Borba Pereira, em Curitiba-Pr, no dia 12/03/2005.




Gif de borboleta

terça-feira, 23 de julho de 2013

“O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Lenir corações aflitos, consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa a sua missão. É nisso tambem que encontrará satisfação real.” O LIVRO DOS MÉDIUNS 1ª parte, Capítulo 3º — Item 30. ...."Queixosos expelem, intermináveis, o amargor das aflições, cultivando-as, no entanto, prazerosamente. Conhecem os meios de libertação do sofrimento e se afervoram à insânia. Pessimistas espalham fartamente a indigência moral a que se apegam, embora saibam que a esperança agasalhada no imo lhes concederia tranqüilidade. Enfermos insistem na descrição dos males a que se vinculam, apesar de identificarem nominalmente os antídotos para as mazelas que descrevem. Viciados lamentam a própria "sina", enquanto se firmam nos propósitos da auto-piedade sem o menor esforço pela recuperação deles mesmos. Sabem dos métodos curadores mas prosseguem inveterados. Inquietos comentam a instabilidade emocional de que são vítimas, solicitando excusas, todavia perseveram na sementeira da irresponsabilidade como se ignorassem os males que praticam. Mendigos da piedade exibem chagas imaginárias e enredam-se em problemas que estão longe de possuir. Entretanto, podendo seguir a rota da ação enobrecedora, insistem no círculo estreito da infelicidade que engendram. Outros mais, acalentando viciações mentais diversas, formam a caravana dos cômodos da realização superior, aguardando comiseração e socorro que, no entanto, se negam a aceitar. Solicitam auxílio dos outros e possuem em si mesmos os recursos necessários para o equilíbrio. Desejam cooperação sem a idéia de oferecer pelo menos receptividade. Pedem e não doam sequer a quota mínima de esperança. São os que aprenderam felicidade pelas vias tormentosas da fraude. Preferem o parasitismo. Agradam-se em viver assim, vítimas hipotéticas da vida e da Lei Divina; herdeiros, porém, da preguiça que elegem como nubente ideal. Estão sempre contra, do outro lado, revoltados quando a migalha da compaixão real de alguém ou da falsa piedade geral não lhes chega à arca da insatisfação. Acautela-te! Junto a ele ajuda em silêncio, sem perda de tempo. Convivendo ao lado deles, ora em silêncio para não te identificares com a sua vibração. Fazendo o exame de consciência habitual, corrige as disposições mentais quando amolentadas para te não incorporares à malta deles. Confunde-se amor, a todo instante, com sentimentalismo injustificável e pretende-se que o Evangelho, apresentando o amor como o excelente filão da vida, seja um valhacouto de caracteres irresponsáveis e espíritos fáceis. Se assim fosse, seria o mesmo que transformar a ordem do Universo, em nome do amor, ao capricho dos tíbios e dos parvos. Em passagem alguma da Boa Nova, encontramos o Rabi na usança da falsa piedade ou na acomodação com a indolência. Construtor do Orbe, não pode ser considerado um incipiente. Administrador da Terra, não poderia ser confundido com um acolhedor de néscios. Foi, por excelência, a ação dinâmica. De atitudes firmes e caráter diamantino, em hora alguma se manifestou como um fraco ou fez a apologia da cobardia. Se preferiu a morte, fê-lo pelo heroísmo de não chafurdar as coisas elevadas do Espírito indômito com as dissipações do corpo frágil. Se deixou conduzir a um julgamento arbitrário, fê-lo para não postergar os direitos de exemplificar o valor da verdade, passando-os a mãos de acumpliciadas com a criminalidade. Se permitiu docilmente a traição de um amigo, teve em mente lecionar vigilância, oração e dignidade, prescrevendo, em silêncio, que sublimação é tarefa pessoal, intransferível. Se conviveu com a gente dita de "má vida", ensinou, através disso, que as aparências físicas não refletem as realidades básicas da existência... E em todo instante foi forte: na multidão, em soledade; no aparente triunfo, no abandono aparente; pregando a esperança, sorvendo o vinagre e o fel; no instante supremo, na ressurreição insuperável... A mensagem que nos legou, ofertou-no-la vibrante, estóica. O Evangelho é repositório de força, vitalidade, vida. Vazado em termos de meiguice, mudou a rota dos tempos. Desvelado, agora, pelos Espíritos Imortais, modificará a face do Orbe... "Reconhece-se o verdadeiro Espírita - disse Allan Kardec - pela sua transformação moral, pelos esforços que emprega para dominar suas inclinações más". Imanado ao espírito do Espiritismo, que te liberta da ignorância e das sombras, elevando padrão moral da tua vida, preserva-o dos que o utilizam com chocarrice e dele se servem como arrimo para esconderem as misérias espirituais em que se comprazem. De referência ao amor, não dês lugar à zombaria e não zombes, não agasalhes superstições nem permitas paralelismos deprimentes, não te concedas leviandades nem perfilhes dissipações alheias, subestimando esse Consolador que enxuga suores e lágrimas mas que, acima de tudo prescreve dignidade na luta, inspirada no Herói da Ação Incessante, como normativa segura para a construção de um Mundo Melhor e de uma humanidade mais ditosa." (Joanna de Ângelis)





Dubiedade de valores

 

Muitos homens vivem segundo um sistema dúbio de valores.

Constituem-se em severos críticos dos semelhantes, mas se permitem muitas baixezas.

Reclamam dos políticos desonestos.

Falam mal do colega preguiçoso.

Criticam a família do vizinho.

Entretanto, não guardam grande honestidade em seu atuar.

Se a oportunidade se apresenta, procuram o lucro fácil.

Se o caixa do mercado erra no troco, silenciam.

Na ausência do chefe, trabalham mais lentamente.

Usam o telefone da empresa para tratar de assuntos particulares.

Esse gênero de comportamento revela um caráter preguiçoso e hipócrita.

A criatura tem discernimento suficiente para identificar o comportamento ético ideal.

Tanto é assim que sabe quando seus conhecidos se desviam dele.

Entretanto, não se anima a viver com correção.

A pessoa que opta por ser leviana, sempre encontra desculpas para seu proceder.

Algumas frases permitem identificar alguém ocupado em justificar seus equívocos:

Não sou de ferro!

Sou apenas um homem!

A vida é curta!

Não sou santo!

Todo mundo faz isso!

Quem conhece o certo, mas age errado, vive dissociado de sua consciência.

Ocorre que a Lei Divina encontra-se inscrita na consciência de cada Espírito.

Chegará um momento em que contas terão de ser prestadas a esse severíssimo juiz.

Por mais que a criatura procure retardar o encontro com sua consciência, ele ocorrerá.

Então, não haverá desculpas possíveis.

A um estranho é possível enganar.

Mas a si mesmo ninguém consegue ludibriar.

Segundo a máxima bíblica, "A quem mais foi dado, mais será pedido."

Quem erra por ignorância recompõe-se facilmente com as Leis Divinas.

Mas quem erra, quando conhece o caminho correto, complica-se grandemente.

Mesmo o processo de retardar o acertamento de contas tem um preço severo.

Esse constante violar da própria essência gera enfermidades inumeráveis. Fobias, neuroses e distúrbios os mais variados surgem na vida de quem tenta fugir de sua realidade íntima.

Agir conscientemente errado implica violar o próprio estado evolutivo e viver uma mentira.

Assim, pare de se enganar.

Como deseja ser feliz, preserve a integridade de seu ser.

Não viole sua essência, não se permita agir errado.

Pouco importa se os outros são levianos.

O seu compromisso é com a sua consciência.

Se o vizinho é desonesto, ele está semeando dores para o futuro.

Mais cedo ou mais tarde, terá de devolver o que não lhe pertence.

O homem que rouba, prepara um amanhã terrível para si mesmo.

Quem desonra os lares alheios estabelece vínculos que só romperá a custo de muitas lágrimas.

Como você não deseja miséria e dor em seu destino, viva segundo um padrão ilibado de conduta.

Seja rigorosamente leal, trabalhador e generoso.

Examine diariamente seus atos.

O que não é admirável no próximo também não é bom para você.

Retifique constantemente seu proceder.

Estabeleça um sistema elevado de valores para nortear sua vida e guarde fidelidade a ele.

Ao término da experiência terrena, todos fazem um balanço do que viveram.

Cuide para que este seja um momento de glória, em que se reconheça como um ser humano digno e bom.





Equipe de Redação do Momento Espírita.



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