sábado, 29 de junho de 2013

"Todos nos encontramos sujeitos ao que se convencionou chamar adversidade. Uma tragédia, uma ocorrência marcante pela dor que produz, um acontecimento nefasto, a perda de uma pessoa querida, constituem infortúnios que maceram. Prejuízos financeiros, danos morais, enfermidades catalogadas como irreversíveis, são adversidades desastrosas em muitas existências. No entanto, se fosse encarada a vida sob o ponto de vista espiritual, o homem compreenderia a razão de tais insucessos e não se entregaria a desastres mais graves, quais a loucura e o suicídio, a fuga pelo álcool ou pelos tóxicos... A existência física não transcorre qual nau sem rumo em mar encapelado. Os atos anteriores e a conduta atual são-lhe mapa e rota para chegar ao destino pelo qual o indivíduo opta. Realmente desastrosos são os males que se praticam em relação ao próximo, pois que eles irão fomentar as adversidades de amanhã, que são os inadiáveis resgates do infrator. Trabalha para te impedires infortúnios, especialmente os atuais, que defluem da insensatez, da malversação de valores, da malquerença. Entretanto, se fores colhido por insucesso de qualquer natureza ou algum sinistro, assume um comportamento de equilíbrio e enfrenta-os com serenidade. Tudo passa, às vezes, mais rápido do que se espera. Contorna os danos causados e, se estiveres ferido no sentimento, confia no tempo, que te pensará a chaga, ajudando-te a sair do embate mais forte e com visão mais clara a respeito da vida. Em qualquer circunstância, projeta-te mentalmente na direção do amanhã, vendo-te feliz como gostarás de estar. Com essa imagem positiva avança, superando o primeiro momento inditoso e o próximo, passo a passo, e te surpreenderás vitorioso, no alvo almejado." (Joanna de Ângelis)



 Foto
Diante das adversidades da vida
  
 
 
Recuperar-se de um tombo não é uma tarefa das mais fáceis, devemos concordar.
 
Não são todos que conseguem colocar em prática o refrão popular: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, criado na música de Paulo Vanzolini.

Muitas vezes, quando caímos, por qualquer motivo, como seja o fim de um relacionamento; a perda de um emprego; um acidente, ou até mesmo a pressão do dia a dia, tendemos a ficar estatelados no chão.

Como continuar? Como seguir adiante? Vale a pena todo esforço novamente?
Felizmente existem pessoas que conseguem contornar tudo isso com maior facilidade.

Mesmo quando tudo parece conspirar negativamente, elas vão em frente, com um sorriso no rosto e dispostas a enfrentar o que for preciso.

Intrigados em descobrir o que levava algumas pessoas a enfrentar tão bem esses contratempos da vida, especialistas em comportamento humano passaram a estudar os traços desses sobreviventes.

Os primeiros chegaram a concluir que se tratava de uma invulnerabilidade inata, algo como um verdadeiro dom com o qual as pessoas já nasciam.

Porém, parece que isso não respondia tudo, e há pouco mais de uma década começou-se a investigar o termo invulnerabilidade.

Este parecia sugerir que as pessoas seriam 100% imunes a qualquer tipo de adversidade - o que não seria a realidade.

Embora sejam pessoas que passem pelos problemas com maior facilidade, isso não quer dizer que saiam dessas experiências totalmente ilesas.

Os estudiosos passaram a buscar um termo mais adequado, e foi então que emprestaram uma terminologia da física: resiliência.

Resiliência é uma propriedade de alguns materiais, que mostra sua capacidade em retornar ao seu estado original, após sofrer grande pressão.

Assim seriam as pessoas com alto grau de resiliência: teriam capacidade de encarar as adversidades como oportunidade de mostrar e aprimorar sua competência, seu entusiasmo.

Tais pessoas encontram também soluções criativas e determinadas para se levantar do chão.

Neste instante você poderá estar imaginando qual o seu grau de resiliência, certo?

Cabe destacar aqui que ser resiliente não é ser indiferente, insensível.
Não se trata de sentir ou não sentir, mas sim de como atravessar as experiências.

Seria uma habilidade, que todos podemos adquirir, de suportar o sofrimento, extraindo dele tudo que tem para nos ensinar. Aí está a chave de tudo.

Léon Denis afirma com propriedade, que se, nas horas de provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.

* * *
 
A razão da dor humana procede da proteção divina.

Os povos são famílias de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao aprisco do Alto.

A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha.

O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem da senda verdadeira.
 
 
 
Redação do Momento Espírita com base em artigo publicado na revista Vida simples, de Janeiro de 2008; no cap. XXVI do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb e no cap. 31 do livro Jesus no lar, do Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
 
 
 
 
Foto
 
 
Foto
 
 
Foto
 
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Todo intercâmbio entre as almas está em constante processo de renovação no sustento da marcha evolutiva de todos. Nenhum coração pode viver normalmente sem companhia. Olhar, gesto e palavra, ocorrências naturais em qualquer recanto da vida terrestre, tem significações profundas para a garantia da felicidade. O olhar exprime os mais diversos sentimentos na mímica da face. O gesto pode ser o movimentos inicial de grandes ações. A palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundo, estabelece, por vezes, resultados vitais para muitos anos. Toda criação da consciência reveste-se de importância particular. Desde o pensamento isolado a germinar da forja do cérebro à plasmagem respectiva, tudo se afirma com valor específico, registrado, medido e julgado por Leis Inderrogáveis. Modificam-se os valores da vida externa, segundo os valores do entendimento. Examinemos semelhante realidade. O arco e a flecha, preciosos para o selvagem, carecem de proveito nas mãos do homem relativamente instruido. Uma enciclopédia mostra expressão diferente aos olhos do professor e aos olhos do analfabeto. As notas musicais são melodias para o músico e vibrações sonoras para o físico. O desespero desconhece a paz que mora invariavelmente no centro da vida. A teimosia apenas aprova o que lhe convém às cristalizações. O egoismo vê concorrentes em todas as criaturas. A fraternidade encontra irmãos em todos os companheiros. A avaliação do bem e do belo varia, portanto, de espírito a espírito, de acordo com o burilamento íntimo de cada um. Levantemos o pensamento para Jesus. O Evangelho reune os valores indestrutíveis. Aproveita o mínimo ensejo de auxiliar aos semelhantes. Observa o lado nobre das ocorrências. Ajusta o colorido do otimismo nas telas do cotidiano. Confia e espera com paciência. O objetivo maior da Criação é a felicidade real de todos. Estuda ao redor de teus passos se os seres e as coisas, os fatos e as vidas permanecem estacionários ou progressistas, na procura de valores eternos e, buscando a tua própria integração com o melhor, caminharás firmemente no rumo da perfeição." (André Luiz)



 
 
Mensagem de vida
 
 
  
Madre Teresa de Calcutá, que foi prêmio Nobel da paz, entre tantos exemplos deixou também escritos de grande valor.

 
Escreveu ela:
 
"você sabe qual é o dia mais belo? Hoje."
 
Tinha razão. Nada se iguala ao dia que se está vivendo. O ontem é passado. Já nos trouxe a experiência e o amanhã ainda não é realidade.
 

"E a coisa mais fácil? Equivocar-se."
 
Com certeza. Quantas vezes, no mesmo dia, cometemos erros? Por pressa, damos informações incorretas. Por descuido, fazemos uma anotação indevida. E assim por diante.

 
"Qual é o presente mais belo? O perdão."
 
Sim, o perdão é sempre extraordinário para quem o recebe e que, normalmente, aguarda ansioso por isso, desejando de alguma forma se redimir da falta praticada. É suficiente que lembremos como ficamos preocupados quando ferimos um amigo e ficamos esperando a chance de nos ver de novo ao lado dele, para, de alguma forma, compensar o que fizemos de errado.

 
"Quais as pessoas mais necessárias? Os pais."
 
São eles que nos dão o corpo, nos alimentam, nos educam. São eles que nos protegem nos primeiros anos, quando somos tão frágeis, incapazes de viver e caminhar por nós mesmos. São eles que nos seguem, anos afora, sempre amigos, atentos, cuidadosos.

 
"E os maiores professores? As crianças."
 
Sem dúvida, as crianças, pela sua forma descontraída de agir, nos dão muitos exemplos da melhor maneira de nos portarmos na vida. As crianças são simples. Expressam com facilidade seu carinho. Lutam pelo que desejam. Não têm vergonha de chorar.

 
"O melhor remédio? O otimismo."
 
Quem leva a vida com otimismo, jamais se entrega ao desalento. Consegue sempre forças renovadas para lutar e vencer.

 
"A expressão mais eficaz? O sorriso."
 
O sorriso conquista simpatias. Quando nos encontramos em lugares estranhos, entre desconhecidos, quando todos parecem um pouco assustados, o sorriso de alguém traz reconforto. E pode ser o início de um diálogo, logo adiante.

 
"A força mais potente do universo? A fé".
 
Não foi por outro motivo que Jesus, falando a respeito da fé, disse que se tivéssemos fé do tamanho de um grão de mostarda, conseguiríamos mover montanhas.

Lembremos que o grão de mostarda é uma das menores sementes. É minúscula.
 
Finalmente, "A coisa mais bela? O amor."

 
O amor coloca cores na paisagem, o amor alimenta e dá forças.
 
Por amor, uma criatura se entrega a outra criatura e se torna co-criadora com Deus. Por amor, um Espírito Excelso veio à Terra, cantou e viveu o amor, deixando, ao partir, o mais belo poema do amor que a Terra já conheceu:

 
O Evangelho.
 
* * *
 
Comece o seu dia agradecendo a Deus, pela bênção da vida.

 
Levante-se com calma.
 
Se você tem alguma mágoa da véspera, faça como o sol: esqueça a sombra e brilhe outra vez.

 
Auxilie familiares, colegas e amigos com a sua palavra de entendimento e esperança.
 
Use o sorriso com abundância e descobrirá como ele lhe trará precioso rendimento de colaboração e felicidade.

 
Lembre que a fórmula da felicidade recomenda ter para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
 
 
 
 
Fontes: Revista Harmonia, dez/99, número 62 - Mensagem da juventude (Madre Teresa de Calcutá) - Livro Sinal verde, caps. 1 e 2

          
 
 
 
 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"Assim, tudo o que vos quereis que os homens vos façam, fazei-o também vos a eles; esta é a lei e os profetas." (S.Matheus cap.7 v.12) ...."Faremos hoje o bem a que aspiramos receber. Alimentaremos para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles para conosco. Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós. Falaremos as palavras que gostariamos de ouvir. Retificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros. Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros. Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos. Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que dirijam perguntas. Ampararemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem. Trabalharemos e serviremos de moldes do que reclamarmos do esforço alheio. Desculparemos incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido. Conservaremos o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam. Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós. Faremos, enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje." (Emmanuel)




O tempo
 
   
 
Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada.
 
Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando:
 
Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
 
Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda.
 
Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você.
 
Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você.
 
Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você...
 
Sinto muito, mas você vai sujar meu barco.
 
Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você?
 
Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
 
Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela.
 
Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse:
 
Sobe, amor, que eu te levo.
 
O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
 
Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria:
 
Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou?
 
Ela respondeu: O tempo.
 
O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui?
 
Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.
 
* * *
 
Dentre todos os dons que a Divindade concede ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos.
 
É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas.
 
É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso.
 
É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento.
 
É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios.
 
O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz.
 
E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre.
 
* * *
 
Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo.
 
Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir.
 
Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las.
 
Tempo de abraçar e de se afastar.
 
Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no texto História de amor, de autoria desconhecida e no cap. 3, versículos 1 a 8 do livro Eclesiastes, da Bíblia, ed. Paulinas. Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
 
 
 

          
 
Foto
 
 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” – Paulo. (II Tessalonicenses, 3:13). ...... "É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura. Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos. É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido. O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos de nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora. Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, porque não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias? A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda não nos foi possível a emersão do mal de nós mesmos." (Emmanuel)


 

Os dois pedidos
   
 
 
O menino não ainda não tinha dez anos.
 
Seus cabelos claros cobriam-lhe a testa displicentemente.
 
Seus olhos tinham uma expressão de viva curiosidade.
 
Aproximou-se da mãe e, sem cerimônia, questionou-a: "mamãe, o que você quer que eu seja quando crescer?"
 
A mãe deixou os afazeres de lado e olhou demoradamente o pequeno.
 
"Por que a pergunta, meu bem?" - devolveu o questionamento ao garoto.
 
"Ah, mamãe!", disse suspirando, "hoje, na escola, meu amigo me disse que ele vai ser médico porque seu avô é médico e seu pai também. Então, fiquei pensando nisso.
 
O que você e o papai querem que eu seja?"
 
O rostinho do menino tinha um traço de apreensão.
 
"Meu querido, disse ela abraçando o garoto, "eu tenho apenas dois pedidos para lhe fazer. Quero que você seja correto e que seja feliz."
 
Beijou suavemente a testa do filho que, insatisfeito com a resposta, afastou-se para poder fitar a mãe diretamente.
 
"Não, mamãe! Qual profissão você quer que eu tenha quando crescer?" - voltou à tona achando que não havia sido compreendido.
 
"A escolha da sua profissão, meu filho, cabe apenas a você. Isso não me compete, tampouco me causa maiores preocupações. O que eu quero de você é outra coisa. Ou melhor, como eu lhe disse, tenho apenas dois pedidos a lhe fazer. Vou repeti-los e explicá-los.
 
Quero que você seja correto.
 
Isso significa que espero que você escolha o caminho do bem sempre, mesmo que ele seja mais longo ou mais difícil.
 
Que pense nas consequências dos seus atos, para você e também para os outros.
 
Que não tema a verdade, nem a justiça.
 
Ao contrário, que as busque sempre com serenidade e persistência.
 
O segundo pedido, que é tão importante quanto o primeiro, é que você seja feliz.
 
Isso quer dizer que espero que, apesar das dificuldades da vida, você tenha sempre confiança em Deus.
 
Que acredite na justiça divina e que jamais se entregue ao sofrimento.
 
Que você tenha o coração cheio de amor e de coragem para seguir em frente, sempre."
 
A mãe acariciou o menino, afagando-lhe os cabelos com doçura e concluiu: "para mim, meu filho, o que interessa é como você vai ser e não o título que vai carregar."
 
Pense nisso!
 
Por vezes, sentimo-nos tentados a buscar realizar nossos sonhos frustrados por meio de nossos filhos.
 
Induzimos nossos jovens a concretizar ideais de vida que não são os deles.
 
Fazemos que eles busquem objetivos que, na verdade, eram nossos.
 
Por mais promissoras que sejam algumas carreiras e profissões, não cabe a nós, pais, escolher os caminhos que nossos filhos trilharão.
 
Nosso dever é prepará-los para que sejam homens e mulheres de bem.
 
Altos salários e títulos de honra nada são se a alma permanece atormentada pela tarefa não cumprida e pelo compromisso abandonado.
 
Se queremos que eles sejam realmente felizes, cabe-nos orientá-los para que busquem a senda da retidão moral. Somente assim nossos amores serão capazes de alcançar a felicidade possível neste mundo.
 
Pensemos nisso.

 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
 
 
 
 
 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"...Nossas emoções, pensamentos e atos são elementos dinâmicos de indução. Todos exteriorizamos a energia mental, configurando as formas sutis com que influenciamos o próximo, e todos somos afetados por essas mesmas formas, nascidas nos cérebros alheios. Cada atitude de nossa existência polariza forças naqueles que se nos afinam com o modo de ser, impelindo-os à imitação consciente ou inconsciente. É que o princípio de repercussão nos comanda a atividade em todos os passos da vida. A escola é um lar de iniciação para as almas que começam as lides do burilamento intelectual, constituindo, simultaneamente, um centro de reflexos condicionados para milhões de espíritos que reencarnam para readquirir pelo alfabeto o trabalho da próprias conquistas na esfera da inteligência. Com o auxílio dos múltiplos instrutores que nos guiam da cátedra e da tribuna, pelo livro e pela imprensa, retomamos no mundo a nossa realidade psíquica, determinada pela soma de nossas aquisições emocionais e culturais no passado, com a possibilidade de mais ampla educação da vontade para o devido ajustamento à Vida Superior. Somos hoje, deste modo, herdeiros positivos dos reflexos de nossas experiências de ontem, com recursos de alterar-lhes a direção para a verdadeira felicidade. Auxiliando a outrem, sugerimos o auxílio em nosso favor. Suportando com humildade as vicissitudes da senda regenerativa, instilamos paciência e solidariedade, para conosco, em todos aqueles que nos rodeiam. Ajudando, ajudamo-nos. Desservindo, desservimo-nos. Por intermédio da sugestão espontânea, plantamos os reflexos de nossa individualidade, colhendo-lhes os efeitos nas individualidade alheias, como semeamos e obtemos no mundo o cânhamo e o trigo, a cenoura e a batata. Somos, assim, responsáveis pela nossa ligação com as forças construtivas do bem ou com as forças perturbadoras do mal." (Emmanuel)



 
 
 
Foto 
 O sentido da vida
 
 
 
Você já reparou como é difícil, algumas vezes, ter respostas para algumas dúvidas do dia a dia? Ter respostas para essas perguntas que nos surgem quando estamos na fila do supermercado, ou escovando os dentes ou parados no sinaleiro, dentro da condução?
 
Você já não teve dessas perguntas que, um dia, sem pedir licença, entram em nossa mente e ficam rodando, rodando, até que desistimos delas, ou as guardamos no fundo, bem no fundo do baú de nossa mente?
 
Quem de nós já não se perguntou por que nascemos em situações tão diferentes? E quanto às nossas capacidades, será que Deus nos criou assim tão diferentes uns dos outros?
 
E por que Ele permite haver uns na Terra com tanto e outros com tão pouco? Ou ainda, por que pessoas boas sofrem, passam por provas, por dificuldades, dores?
 
Se Deus é soberanamente bom e justo, se Deus é, na profunda síntese do Evangelista, amor, qual a razão disso tudo? Qual o sentido de todas essas coisas, aparentemente tão incoerentes?
 
Na verdade, quando essas perguntas nos surgem, é nossa intimidade buscando respostas para o sentido da vida. São perguntas que a Filosofia vem se fazendo desde há muito, e que refletem o anseio que cada um de nós traz na intimidade: Afinal, qual o sentido da vida? Por que estamos aqui?
 
Deus, ao nos matricular na escola da vida, deseja de nós que o aprendizado aconteça. Como todo pai ao matricular seu filho na escola, Ele espera que aprendamos a lição.
 
Nos bancos escolares, nos matriculamos para aprender a escrever, a manipular os números, a entender um pouco as leis da Física, da Química e de tantas outras ciências. E na escola da vida, o que temos que aprender?
 
Jesus, no Seu profundo entendimento das Leis de Deus, foi firme ao nos ensinar que o maior mandamento da Lei do Pai é o do amor.
 
Assim, podemos entender que, quando matriculados na escola da vida, na escola que Deus nos oferece, Ele espera de nós essa única lição: aprender a amar.
 
Dessa forma, todas as oportunidades que a vida nos oferece, são oportunidades para aprendermos a amar. Seja na situação financeira difícil, ou no físico comprometido, estão aí, para nós, as melhores lições para amar.
 
A doença que nos surge, de maneira inesperada, é o convite à resignação e fé. O chefe difícil, intempestuoso, nos convida à compreensão.
 
O filho exigente é a oportunidade da paciência e do desvelo. O marido tirano, a esposa intransigente são os portadores do convite à humildade e compreensão.
 
A cada esquina, o que a vida nos oferece, seja da forma como ela nos oferece, sempre traz consigo oportunidade bendita do aprender a amar. Você já reparou nisso?
 
E o aprender a amar se faz no exercício diário desse sentimento, desdobrado nos inúmeros matizes que ele guarda em si, nas mais variadas virtudes que ele permite ser vivido.
 
Seja onde a vida nos colocar: no corpo doente, no lar carente, na família difícil, ali estará nossa melhor lição para amar.
 
Tenha sempre em mente que o maior sentido da vida é conseguir perceber e entender que ela guarda, em cada oportunidade, em cada desafio que nos oferece, bendita lição para aprender a conjugar o verbo amar.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 01.07.2009.
 
 

sábado, 22 de junho de 2013

""Vivei em paz..." Paulo (II Coríntios, 13:11) ..."Mantém-te em paz. É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém. Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação. Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e, na posição que lhes dizem respeito. Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho... Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas. Uns acusam, outros choram. Ajuda-os, enquanto podes. Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida. Aprendamos a compreender cada mente em seu problema. Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre. Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos." (Emmanuel)

 
 
 
 Foto 
Homens ou feras?
 
   
 
Conta-se que dois homens andavam juntos pela estrada, quando um deles percebeu que uma vespa se debatia aflita, dentro de uma pequena poça d´água.
 
O homem parou, abaixou-se e com a própria mão retirou-a da água.
 
O inseto, assustado, aplicou-lhe uma ferroada no dedo. O homem, ao sentir a dor fez vibrar a mão e a vespa caiu novamente na água.
 
Contudo, ele não desistiu. Apanhou um galho seco e novamente retirou o inseto da poça, salvando-lhe a vida.
 
O companheiro, impressionado com a ação do amigo, perguntou:
 
Por que você fez isso? A vespa o picou e ainda assim você a salvou?
 
O homem ponderou:
 
Os animais têm reações próprias quando se sentem ameaçados. É o instinto. Mas nós, que somos racionais, devemos ter um comportamento distinto, caso contrário, estaríamos agindo conforme um irracional.
 
Quando pisamos, sem querer na pata de um animal, este naturalmente, obedecendo ao instinto, desfere um coice, uma chifrada ou uma mordida. A isso chamamos reação. O animal reage. O homem deve agir, pois é racional.
 
Apesar da singeleza da história podemos extrair dela grandes ensinamentos.
 
Às vezes, quando lemos os jornais, nos deparamos com fatos que nos deixam dúvidas quanto à racionalidade de alguns comportamentos.
 
Já houve notícias a respeito de um motorista que desferiu vários tiros em outro veículo que lhe cortou a frente, como vulgarmente se diz, e assassinou uma das passageiras, que estava no banco traseiro do carro.
 
Outra notícia informa que, por causa de uma barbeiragem de um motorista, outro motorista, que se sentiu prejudicado, saiu do carro com um martelo na mão e lhe desferiu vários golpes na cabeça.
 
Chegam notícias também dos campos de futebol, das agressões físicas, das pessoas que se enfrentam a chutes e pontapés.
 
Vemos pela televisão as pessoas se atracarem umas contra as outras diante das câmeras, quando se reúnem para votar leis ou decidir sobre o destino do país. E isso também ocorre nos países ditos de Primeiro Mundo.
 
Nós nos perguntamos: somos homens ou feras?
 
Será que realmente podemos nos dizer racionais?
 
Já nos encontramos no século XXI e ainda não conseguimos alijar da nossa intimidade a ferocidade. Não conseguimos fazer jus à denominação de homo sapiens, dada pelos cientistas, que quer dizer homem que pensa. Ora, pensar é raciocinar, é usar a razão.
 
O que é mais triste... Grande parte dessas pessoas se diz cristã.
 
E nós nos recordamos dos ensinamentos do Cristo de amar o próximo como a nós mesmos, de fazer ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
 
O Mestre, que dizemos seguir, quando estava de mãos atadas, em julgamento arbitrário, foi esbofeteado por um soldado.
 
Embora ainda lhe restassem os pés soltos, Jesus não reagiu. Ao contrário, disse serenamente ao seu irmão equivocado: Se Eu errei aponta meu erro. Mas se não errei, por que me bates?
 
Mostrar a outra face é justamente mostrar o outro lado da situação, de conformidade com a ação do Cristo, se estivesse no nosso lugar.
 
* * *
 
Quando a esposa de Sócrates, o filósofo grego, soube que iriam obrigá-lo a beber cicuta, disse- lhe: Mas você é inocente!
 
Sócrates, no entanto, respondeu com sabedoria: E você preferiria que eu fosse culpado?
 
Quis com isso dizer que é preferível sofrer a cometer uma injustiça.
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
 
 
 
Mensagens de Vida

 
Foto 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

"O tempo endereça às criaturas o seguinte aviso, em cada alvorecer: - Certamente, Deus te concederá outros dias e outras oportunidades de trabalho, mas faze agora todo o bem que puderes porque dia igual ao de hoje só terás uma vez." (Emmanuel)


 
Observando aprendemos
 
 
Cheng era o discípulo de um sábio monge de nome Ling.
 
Um dia, quando Cheng acreditava estar pronto para assumir a condição de liderar seu povo, foi conversar com seu mestre, que lhe disse:
 
Observe este rio. Qual a importância dele?
 
Eles se encontravam no alto de uma montanha.
 
Cheng observou o rio, o seu vale, a vila, a floresta, os animais e respondeu:
 
Este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água que bebemos, os frutos das árvores, a colheita da plantação, o transporte de mercadorias, os animais que estão ao nosso redor e muito mais.
 
Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio.
 
O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
 
Os meses se passaram e o mestre procurou Cheng.
 
Observe este rio. Qual a importância dele? - Repetiu a pergunta ao discípulo.
 
Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.
 
Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada. Sem nossos amigos e familiares também não somos nada.
 
O rio nos ensina, ainda, que uma curva pode ser a solução de um problema porque, logo depois, podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte.
 
O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
 
Os meses se passaram e novamente o mestre perguntou:
 
Observe este rio: qual a importância dele?
 
Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente.
 
O rio nos mostra que, se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo.
 
O mestre colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
 
Os meses se passaram e o mestre voltou a perguntar a Cheng:
 
Observe este rio, qual a importância dele?
 
Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo de novo.
 
É observando que aprendemos.
 
Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim.
 
O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade:
 
Como é difícil aprender a aprender.
 
Vá e siga seu caminho, meu filho.
 
*   *   *
 
Tantas palavras sábias já nos foram ditas.
 
Tantos ensinos maravilhosos o Mestre Nazareno nos deixou.
 
Mas, quanto disso realmente passou a integrar nossa consciência, alterando nossas atitudes perante a vida?
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, v. I, organizado por Alexandre Rangel, ed. Leitura.
Em 31.01.2010.
 

 

 
 
 
 
 
 
    
 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"Aprende a pensar em termos de eternidade para que o internato no corpo físico não te empane a visão da vida. Uma existência na Terra constitui precioso, mas, breve aprendizado, em que sob a ficha de certo reduto familiar, conquistas o privilégio de avançar para diante nas sendas evolutivas ou a permissão de recapitular as próprias experiências. Não te esqueças, porém de que a morte se incumbirá de interromper-te o usufruto das regalias humanas, na aferição dos valores ou dos prejuízos que hajas angariado em favor ou desfavor de ti próprio, a fim de que não percas a necessária renovação para o grande amanhã. Assevera a ciência terrena que herdaste, em função da genética, os caracteres dos próprios antepassados, próximos ou longínquos, entretanto, no fundo, não recolhes dos outros a riqueza das qualidades nobres ou o fardo dos sofrimentos, mas sim de ti mesmo, das próprias obras semeadas, vividas e revividas, de vez que somos, quase sempre, na ribalta do mundo, os mesmo intérpretes do drama redentor, guardando conosco as bênçãos ou as dores que amealhamos dentro da luta, embora ostentando máscaras diferentes. Hoje, pagamos dívidas de ontem, mas é possível venhamos a solver amanhã compromissos pesados que deixamos em distante pretérito, exigindo-nos atenção. Recebe a aflição e a dificuldade, aliviando as aflições e as dificuldades alheias; pede auxílio, auxiliando; roga o socorro do Céu, socorrendo aos que te rodeiam na Terra, porque entre os panos do berço e os panos do túmulo, desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim." (Emmanuel)



 
 
   
Convite à reflexão
 
   
 
A transitoriedade da vida terrena é um convite à reflexão.
 
Os homens em geral se empenham para atingir variados objetivos.
 
Elegem metas por vezes ambiciosas e dedicam suas vidas a conquistá-las.
 
Também fazem de tudo para ver seus filhos vitoriosos, conforme os padrões do mundo.
 
Pagam-lhes bons colégios, cuidam de sua instrução formal com desvelo.
 
Esses objetivos costumam ser louváveis.
 
Como vivem em um mundo material, os homens precisam se ocupar das coisas tangíveis.
 
Não dá para se tornar um peso nos ombros do semelhante, enquanto se filosofa sobre tudo e sobre nada.
 
Apenas não é prudente esquecer que as questões materiais fatalmente passarão.
 
No esforço de conquistar ou manter coisas, não compensa comprometer a própria dignidade.
 
Às vezes parece que certa conquista é questão de vida ou morte.
 
Se dado cargo não for conquistado, a vida parecerá sem sentido.
 
Entretanto, a permanência nesse cargo será por pouco tempo, considerando a eternidade da vida que jamais se esgota.
 
Do mesmo modo, a paixão pode colorir de modo excepcional o afeto que alguém inspira.
 
Ainda que ele seja comprometido, parece que tudo se justifica, desde que seja possível viver aquele sonho dourado.
 
Nessas situações, a criatura pode se permitir comportamentos indignos.
 
Ocorre que a felicidade jamais é fruto de indignidade.
 
A paixão violenta cedo ou tarde amainará.
 
O cargo importante mudará de mãos.
 
O dinheiro será consumido, perdido, roubado ou apenas deixado para trás no momento da morte.
 
O automóvel novo se desgastará e sairá de linha.
 
Em suma, tudo passa e lentamente perde a importância.
 
Mas é preciso conviver para sempre com o que se é.
 
A realidade íntima não se altera com o simples passar do tempo.
 
Ela não se desgasta, não se torna obsoleta e nem se recicla, sem vontade e esforço.
 
Muitos Espíritos, pelo fenômeno mediúnico, relatam sua decepção após a morte física.
 
Tiveram de contemplar suas posses e conquistas materiais passarem a outras mãos.
 
Ao mesmo tempo, constataram a miséria a que se reduziram, à custa de atos indignos.
 
Renasceram para evoluir e transcender e se tornaram grandes devedores perante a vida.
 
Pense nisso, para não inverter suas prioridades.
 
Viva no mundo, mas não se torne escravo dele.
 
Antes de mais nada, cuide de adquirir grandeza íntima.
 
Seja bondoso, leal e trabalhador, mesmo nos momentos difíceis.
 
De nada lhe adiantará conquistar coisas e perder-se a si próprio.
 
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
 
 
 
Foto
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Se você está sob a pressão de algum problema, recorde que desespero ou desânimo não oferecem amparo algum. Se a luta decorre da necessidade de recursos materiais, atenda ao equilíbrio entre aquilo de que você dispõe e o que pretenda gastar, trabalhando mais,a fim de conseguir mais no setor de suas aquisições. Se a doença lhe visita o corpo, use os meios justos que se lhe façam possíveis para reabilitá-lo, de vez que aflição inútil é sempre golpe fulminativo em você mesmo. Se você cometeu algum erro não acredite que lamentação possa apagá-lo e sim raciocine quanto ao ponto íntimo em que deva fixar a atenção para não cair na reincidência. Se alguém lhe feriu a sensibilidade, esqueça isso, de imediato, lembrando as vezes em que teremos ferido a outrem sem qualquer intenção de fazê-lo. Se foi vítima da delinqüência alheia, em questões graves, ore pelo agressor, entendendo que o agressor é sempre um enfermo em condições infelizes. Se sofre conflitos domésticos, guarde a certeza de que você, notando isso, é a pessoa indicada pela Divina Providência para o sustento da paz em casa. Se algum parente lhe cria dificuldades, através de conduta indesejável, desde que não se trate de criança irresponsável, entregue-o ao caminho da própria escolha, consciente de que ninguém pisará no mundo com os nossos pés. Se essa ou aquela afeição desertou de seus passos, não exija de alguém aquilo que esse alguém, por agora, não possa ou não lhe queira dar e sim continue agindo para o bem, porque, desse modo, outras criaturas lhe surgirão na estrada, valorizando-lhe a presença e abençoando-lhe o coração. Se você traz consigo algum problema, peça a Deus coragem para suportá-lo, evitando queixas e lutas que fariam de você um problema difícil para os outros e, trabalhando e servindo em silêncio, com paciência e bondade, você observará que Deus transformará os outros em canais de socorro espontâneo, em seu favor, pelos quais, sem alarme e sem perda de tempo, encontrará você a necessária e a melhor solução." (Emmanuel)


Não somos nossos problemas
 
 
   
Conta-se que Victor Hugo, o admirável escritor francês, quando no exílio, tinha por hábito, ao cair da tarde, chegar a uma parte em que havia uma colina próxima ao mar, e ali sentava-se, mergulhando em reflexões demoradas.
 
Enquanto o grande gênio da língua neolatina meditava, crianças brincavam à sua volta.
 
Depois de haver reflexionado suficientemente, o gigante da pena erguia-se, dobrava-se, tomava de uma pedra e a atirava ao mar.
 
Tornara-se-lhe tão habitual este movimento que já o fazia por automatismo.
 
Certo dia, porém, uma das crianças, vendo o grande escritor repetir o gesto de atirar ao mar uma pedra, perguntou, com o olhar traquinas e o sorriso infantil:
 
Senhor Hugo, por que o senhor, depois de meditar tanto, toma de uma pedra e a joga no mar?
 
E o admirável exilado respondeu, com um toque de melancolia:
 
É que tenho muitos problemas e resolvi, diariamente, por meditar em um problema. Após equacioná-lo, atirá-lo ao mar do esquecimento.
 
*   *   *
 
Não permitamos que os problemas tomem conta de nossa vida e exaurem todas as nossas energias.
 
É necessária a compreensão de que estamos no problema, mas não somos o problema. Somos a solução para ele.
 
Quando analisarmos cada um deles, devemos pensar: Aqui está o meu problema. Fora de mim.
 
Não somos este momento de aflição. Apenas transitamos por ele temporariamente.
 
Encaremos cada problema como um desafio, algo que veio para fazer-nos crescer, amadurecer. E não para nos destruir.
 
Isso permitirá que a vida o solucione com tranquilidade, sem desgastar-nos em demasia.
 
Contemos com ajuda externa. Não acreditemos que tenhamos que resolver tudo sempre sozinhos.
 
Há tanta gente disposta a nos ajudar, no mundo material, e no mundo invisível, onde encontramos os amores do ontem e os protetores de nossa reencarnação.
 
Então, após resolver cada problema, atiremo-lo ao mar do esquecimento, não permitindo que ele permaneça em nossa casa mental.
 
Renovemo-nos diariamente, não permitindo que resquícios de crises e dores amarguem a alma, e se transformem em prisão indesejada.
 
Não nos assustemos com a palavra problema. Se ela nos parecer assustadora, troquemo-la por outra, como desafio ou obstáculo.
 
Obstáculos existem para serem observados, compreendidos e transpostos.
 
Saímos mais fortes de cada um deles, se desejarmos, em vez de mais fracos e abalados.
 
Libertemo-nos desse negativismo que, por vezes, estraga nosso dia, quando a lente do pessimismo nubla nossa vista imperceptivelmente.
 
Libertemo-nos do cinza, do escuro dos pensamentos que tanto nos aborrecem a alma.
 
Nascemos para ser livres, então, libertemo-nos.
 
Não somos nossos problemas. Apenas transitamos por eles temporariamente.
 
Pensemos nisso.
 
 
 
Redação do Momento Espírita com base na faixa 1, do cd Visualizações terapêuticas, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 13.09.2011.