sábado, 30 de junho de 2012

..."Toda possibilidade da criatura, na edificação do bem, é concessão do Criador. O crédito vem do Pai Supremo; a aplicação com as responsabilidades consequentes diz respeito a nós..." (Emmanuel)

Uma virtude rara esquecida

Tem se ouvido falar muito a respeito da esquecida honestidade.
Cidadãos criticam, de forma veemente, o que adjetivam como corrupção no Governo. As imagens televisivas e os jornais apontam cidadãos que lesaram os cofres públicos, de forma direta ou indireta.
E, todos os que lemos os jornais, que assistimos as imagens televisivas, que achamos muito bom que tenham sido presos esse ou aquele personagem, supostamente desonesto, nos esquecemos de uma coisa muito importante.
A honestidade é virtude rara em nossos dias. Ocorre que, de tal forma nos acostumamos a fraudar, a lesar que não mais nos damos conta de que o fazemos.
Vejamos alguns exemplos. Não é tão raro que haja desonestidade no casamento.
Por exemplo, um relacionamento extraconjugal. Seja qual seja o motivo, não há desculpas.
Temos também a desonestidade comercial onde, comerciantes vendem produtos de qualidade inferior como se fossem de melhor qualidade.
E ainda negociam com o famoso desconto especial para o cliente.
Contudo, eles sabem que estão enganando o comprador. Nada contra o lucro, na atividade comercial.
Tudo contra, no entanto, à lesão a quem quer que seja que compra de boa fé.
E que se dizer da desonestidade profissional? Quantos médicos, advogados, professores deixam de realizar com honestidade o que lhes compete?
Quando o médico atende sem se importar com o paciente, preocupado em logo se liberar daquelas horas de trabalho que ele acredita mal pagas;
quando o advogado perde prazos, não providenciando o que devia e com isso prejudica o seu cliente no desfecho da causa;
quando o advogado prolonga, muito além do necessário, determinadas ações, cobrando com regularidade seus honorários mensais;
quando o professor não prepara as aulas e fica enganando alunos, pais e a administração da escola, colégio ou faculdade, é desonestidade.
Quando, como funcionários, deixamos nossos óculos ou a bolsa sobre a mesa, ou o paletó na cadeira, para dizer que estamos no local de trabalho, mas não estamos trabalhando, é desonestidade.
Quando usamos o tempo que a empresa pública ou privada nos paga, para atender nossas questões particulares, telefonando, conversando, estamos sendo desonestos.
Quando, ainda faltando 20 ou 30 minutos para o término do expediente, já nos arrumamos e ficamos somente esperando a hora de bater o ponto, estamos lesando quem nos paga.
Pensemos: hoje são 20 ou 30 minutos, mas, se somados ao longo de 30 ou 35 anos de trabalho, quantos anos teremos furtado ao nosso empregador?
E tudo isso fazemos de forma simples, comum, todos os dias. Como se fosse normal.
Estamos nos acostumando a ser desonestos, com a desculpa de sermos mal pagos, mal reconhecidos ou porque todo mundo faz.
Pensemos nisso: analisemos a nossa forma de atuar no mundo.
Verifiquemos o quanto estamos sendo incorretos, desonestos no lar, na escola, na rua, no trabalho, na sociedade como um todo.
Retifiquemos o passo enquanto é tempo. Se os outros fazem, o problema é dos outros. Não é nosso.
Sejamos aqueles que fazem a diferença. Não tenhamos medo dos que nos dizem que somos tolos.
Tolo é quem pensa que está enganando a própria consciência que é onde se encontra escrita a Lei de Deus.
Reformulemos ações e, a partir de agora, façamos um pacto solene e irrestrito com a honestidade.
A partir de hoje, sem falta. Acreditemos: seremos muito mais felizes, sem remorsos e sem temores.


Autor: Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no programa televisivo Vida e Valores - Honestidade, apresentado por Raul Teixeira e Cristian Macedo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

..."Deus responde sempre, seja pelas vozes da estrada, pela pregação ou pelo esclarecimento da tua casa de fé, no diálogo com pessoa que se te afigura providencial para a troca de confidências, nas palavras escritas, nas mensagens inarticuladas na Natureza, nas emoções que te desabrocham da alma ou nas ideias imprevistas que te fulgem no pensamento, a te convidarem o espírito para a observância do Bem Eterno... Recordemos o Divino Mestre e estejamos convencidos de que Deus nos atende constantemente; imprescindível, entretanto, fazer silêncio no mundo de nós mesmos, esquecendo exigências e desejos, não só para ouvirmos as respostas de Deus, mas também a fim de aceitá-las, reconhecendo que as respostas do Alto são sempre em nosso favor, conquanto, às vezes, de momento, pareçam contra nós." (Emmanuel)



Maneiras de ver as coisas
 
 
Conta-se que uma indústria de calçados do Brasil desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia e, em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes daquele país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.
Após alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da indústria:
Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.
Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu parecer:
Senhores, tripliquem a quantidade de sapatos do projeto de exportação para a Índia, pois aqui ninguém usa sapatos, ainda.
A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para o outro.
Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.
A sabedoria popular traduz essa situação com a seguinte frase:
Os tristes acham que o vento geme. Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta.
Os derrotistas falam da crise como se o mundo fosse acabar por causa dela, mas os otimistas e empreendedores dizem o seguinte:
Bendita crise que sacode o mundo e a minha vida.
Bendita crise que está reciclando tudo.
Bendita crise que faz o mundo se reestruturar.
Bendita crise que traz a transformação.
Bendita crise que traz a evolução e o progresso.
Bendita crise que traz novos desafios.
Bendita crise que me tira a ilusão de permanência.
Bendita crise que me tira do marasmo.
Bendita crise que me ensina o que é verdadeiramente importante.
Bendita crise que me revela minha própria sabedoria.
Bendita crise que dissolve meus apegos.
Bendita crise que amplia minha visão.
Bendita crise que me faz humilde.
Bendita crise que me faz voltar a ter fé.
Bendita crise que me faz dar mais importância à vida.
Bendita crise que abre meu coração.
Bendita crise que me mostra a luz.
Bendita crise que me mostra outras oportunidades.
Bendita crise que me traz de volta a confiança.
Bendita crise que me traz de volta à minha essência.
Bendita crise que me desperta o amor pela Humanidade.
Bendita crise que é o ponto de mutação.
Bendita crise que me abre novos horizontes...
* * *
E você, como tem encarado as situações difíceis ou as crises?
Lembre-se que da sua maneira de ver as dificuldades dependerá a resolução ou o seu agravamento.
* * *
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo dos seus próprios pensamentos e atos.
A maneira como você encara a vida é que vai fazer a diferença.
Pense nisso!
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em pensamentos de autoria ignorada.
Em 15.10.2010.
 
 

"...O Cristão que foge ao contato com o mundo, a pretexto de garantir-se contra o pecado, é uma flor parasitária e improdutiva na árvore do Evangelho, e o Senhor, longe de solicitar ornamentos para a sua obra, espera trabalhadores abnegados e fiéis que se disponham a remover o solo com paciência, boa vontade e coragem, a fim de que a Terra se habilite para a sementeira renovadora do grande amanhã." (Emmanuel).....Não olvides, porém, que, a despeito de tuas falhas e imperfeições, em te confrontando com eles, junto de nossos irmãos da Terra, se quiseres servir, podes fazer muito mais." (Albino Teixeira)



Bom Dia: 8

Vitória ou derrota
 
 
Quando a dor o alcança, como você reage? Você se entrega e se lamenta ou a enfrenta e sai fortalecido?
Quando a dificuldade o martiriza, você reclama, chora e fica cheio de auto-piedade, ou luta, insiste, prossegue?
Tudo é uma questão de opção.
O jovem Karol Wojtyla sofreu os horrores da segunda guerra mundial. Os nazistas estavam determinados a apagar a Polônia do mapa da Europa.
Naquela época, aquele que se tornaria papa em 1978, atravessou um dos mais difíceis períodos de sua vida.
Ele precisava caminhar durante dias sob um frio congelante para trabalhar numa pedreira.
Também para arrumar comida e remédios para o pai idoso e doente, que morreria em fevereiro de 1941.
Além disso, arriscava a vida ajudando um grupo de teatro que fazia parte da resistência cultural à ocupação nazista.
Arriscava-se ainda a estudar para o sacerdócio como seminarista clandestino, escondido na casa do arcebispo de Cracóvia.
No ano de 1997, o teólogo encarregado de escrever a sua biografia perguntou ao então papa João Paulo II o que ele aprendera naqueles dias de tanta tormenta e incerteza.
A resposta foi breve e direta. Participei da grande experiência dos meus contemporâneos: a humilhação por meio da crueldade.
Algumas pessoas reagiram a essa humilhação de formas diferentes. Outras enlouqueceram, e algumas se suicidaram.
Houve quem aderisse ao caminho da resistência violenta. E quem se tornasse comunista, com a esperança de construir uma utopia no planeta.
O jovem Wojtyla teve uma reação muito diferente. Sob a pressão do mal e dos maus, ele se tornou forte, inquebrantável.
O fato de viver sob intensa pressão na resistência radical à perversidade daqueles dias de guerra, o tornou brilhante, capaz de atravessar obstáculos que o mundo imaginava intransponíveis.
Em 1981, João Paulo II foi baleado. Não arrefeceu na luta por defender os direitos do povo e a idéia de que o espírito humano pode conduzir a história de maneira positiva.
***
Ante os dias difíceis e as lutas constantes, pense em seu fortalecimento moral.
Reserve um lugar especial em sua vida para armazenar as preciosas lições resultantes do combate sem esmorecimento.
Ante a montanha das dificuldades, recorde sempre: aceitar a derrota ou batalhar pela vitória é sua decisão.
Pense nisso!
 
 
Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no artigo O Papa da paz, de George Weigel, Seleções do Reader´s Digest, maio/2005.
 
 
Bom Dia: 2

quinta-feira, 28 de junho de 2012

..."Não somente falar, mas verificar, sobretudo, o que damos com as nossas palavras. Automaticamente, transferimos estados de alma para aqueles que nos ouvem, toda vez que damos forma às emoções e pensamentos com recursos verbais...Diálogo é o agente que nos expõe o mundo íntimo. O verbo é o espelho que nos reflete a personalidade real para julgamento dos outros. Falarás e aparecerás." (Emmanuel)

Otimismo - Recados e Imagens (9933)

Segurança íntima


Os que vivem no mundo desejam ter tranqüilidade.
No entanto, algumas pessoas que convivem conosco são portadoras de grande segurança íntima.
Recebem impactos dolorosos sem desespero. Enfrentam obstáculos grandiosos sem alterar o humor.
De certa forma, as invejamos. Prezaríamos ser como elas.
E podemos. Existem pequenas regras que, se observadas, nos auxiliarão a construir essa segurança íntima, tão almejada.
1ª comecemos a edificação da paz em nós, observando que todos precisamos pensar por nós mesmos, embora as influências das idéias alheias;
2ª aceitemo-nos como parcelas da imensa família humana, verificando que os nossos percalços não são maiores que os dos outros;
3ª compreendamos que, por sermos espíritos imperfeitos, no atual estágio, não estamos isentos de cometer determinados erros. Erros que nos devem convidar a parar e reexaminar questões;
4ª aprendamos que a estrada dos nossos entes queridos pode ser muito diferente da nossa. Não desejemos para eles o que a vida não lhes oferece;
5ª saibamos zelar pela condução da nossa vida, sem interferir na do próximo, desde que cada viajor no carro da existência tem seu próprio roteiro;
6ª auxiliemos os familiares nos contratempos que lhes surjam, assim como desejamos ser amparados, na nossa marcha;
7ª afastemo-nos dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas;
8ª compreendamos que cada criatura é um ser individual com seus anseios, compromissos, conquistas, virtudes e paixões, e abstenhamo-nos de impor condições ou exigir que tenham conosco esta ou aquela postura.
9ª reflitamos que nos compete proteger o corpo que nos diz respeito.
Desta forma, não provoquemos desastres que nos ameacem ou ameacem os outros.
Respeitemos em cada ser vivo uma obra da criação.
Optemos pela simplicidade no cotidiano.
Estejamos atentos às pequenas coisas, pois, em síntese, são elas que promovem a nossa felicidade hoje, e no futuro.
Construamos o nosso refúgio de serenidade, permitindo-nos usufruir das experiências sem abalos que nos façam sucumbir à tristeza, desânimo ou desespero.
***
A serenidade não é uma aquisição espiritual que se possa conseguir num toque de mágica.
É fruto do trabalho duro e áspero da paciência em ação.
E ninguém possui a serenidade que não construiu.
Eis porque é necessária a vigilância em nós mesmos.


Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Calma, cap. Segurança íntima.


Otimismo - Recados e Imagens (9962)
 
 
 
Otimismo - Recados e Imagens (9946)

..."Você e nós estejamos certos, diante da Providência Divina, que possuímos infinitas possibilidades de reajuste, aprimoramento, ação e ascensão e que depende tão-somente de nós melhorar ou agravar, iluminar ou obscurecer as nossas situações e caminhos." (André Luiz)

Sabedoria - Recados e Imagens (10219)
Observando aprendemos


Cheng era o discípulo de um sábio monge de nome Ling.
Um dia, quando Cheng acreditava estar pronto para assumir a condição de liderar seu povo, foi conversar com seu mestre, o qual lhe disse: "observe este rio, qual a importância dele?".
Eles se encontravam no alto de uma montanha.
Cheng observou o rio, o seu vale, a vila, a floresta, os animais e respondeu: "este rio é a fonte do sustento de nossa aldeia. Ele nos dá a água que bebemos, os frutos das árvores, a colheita da plantação, o transporte de mercadorias, os animais que estão ao nosso redor e muito mais. Nossos antepassados construíram estas casas aqui, justamente por causa dele. Nosso futuro também depende deste rio."
O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
Os meses se passaram e o mestre procurou Cheng.
"Observe este rio, qual a importância dele?" - repetiu a pergunta ao discípulo.
"Este rio é fonte de inspiração para nosso povo. Veja sua nascente: ela é pequena e modesta, mas com o curso do rio, a correnteza torna-se forte e poderosa. Este rio nasce e tem um objetivo: chegar ao oceano, mas para lá chegar terá de passar por muitos lugares e por muitas mudanças. Terá de receber afluentes, contornar obstáculos.
Como o rio, temos de aprender a fluir. O formato do rio é definido pelas suas margens, assim como nossas vidas são influenciadas pelas pessoas com as quais convivemos. O rio sem as suas margens não é nada. Sem nossos amigos e familiares também não somos nada. O rio nos ensina, ainda, que uma curva pode ser a solução de um problema, porque logo depois dela podemos encontrar um vale que desconhecíamos. O rio tem suas cachoeiras, suas turbulências, mas continua sempre em frente porque tem um objetivo. Ensina-nos que uma mudança imprevista pode ser uma oportunidade de crescimento. Veja no fim do vale: o rio recebe um novo afluente e, assim, torna-se mais forte."
O monge Ling colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
Os meses se passaram e novamente o mestre perguntou: "observe este rio: qual a importância dele?"
"Mestre, vejo o rio em outra dimensão. Vejo o ciclo das águas. Esta água que está indo já virou nuvem, chuva e penetrou na terra diversas vezes. Ora há a seca, ora a enchente. O rio nos mostra que se aprendermos a perceber esses ciclos, o que chamamos de mudança será apenas considerada como continuidade de um ciclo."
O mestre colocou a mão na cabeça do discípulo e pediu-lhe que continuasse a observar.
Os meses se passaram e o mestre voltou a perguntar a Cheng:
"Observe este rio, qual a importância dele?"
"Mestre, este rio me mostrou que cada vez que eu o observo, aprendo algo de novo.
É observando que aprendemos.
Não aprendo quando as pessoas me dizem algo, mas sim quando as coisas fazem sentido para mim."
O mestre sorriu e disse-lhe com serenidade: "como é difícil aprender a aprender.
Vá e siga seu caminho, meu filho."
Pense nisso!
Tantas palavras sábias já nos foram ditas.
Tantos ensinos maravilhosos o Mestre Nazareno nos deixou.
Mas, quanto disso realmente passou a integrar nossa consciência, alterando nossas atitudes perante a vida?
Pense nisso, mas pense agora.
 
 
 
Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos, vol. I, pp. 24-26, Editora leitura, 7ª edição, organizado por Alexandre Rangel.
 
 
 
Sabedoria - Recados e Imagens (10270)

Sabedoria - Recados e Imagens (10194)

..."Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração e, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna." (Emmanuel)



Felicidade - Recados e Imagens (4175)
Terapia da solidariedade


A senhora, culta e nobre de sentimentos, dispondo de algum tempo livre, resolveu aplicá-lo de forma útil.
Como o índice de suicídios na cidade onde residia era elevado, dedicou-se ao edificante trabalho de atendimento do S.O.S-Vida, serviço telefônico para os candidatos ao autocídio.
Submeteu-se ao treinamento e, três vezes por semana, dedicava duas horas de seu dia, à relevante tarefa.
Em uma ocasião, foi surpreendida por uma voz feminina amargurada e nervosa, que dizia: "pretendo matar-me ainda hoje. Antes de fazê-lo, quis comunicar minha decisão a alguém. Por isso, estou telefonando."
Fiel ao compromisso de não interferir no drama do cliente, manteve-se serena, indagando: "acredita que eu possa lhe ser útil?"
Com azedume, a paciente reagiu: "ninguém pode ajudar-me, nem o desejo.
Odeio o mundo e as pessoas.
Sou uma infeliz e pretendo encerrar esta existência vazia."
Como a senhora permanecesse em respeitoso silêncio a sofredora continuou sua narrativa.
"Sou rica. Resido em uma bela mansão, no melhor bairro da cidade.
Tenho dois filhos: um homem e uma mulher, ambos casados e pais, que já me deram quatro netos.
Sou membro da alta sociedade, freqüento ambientes luxuosos e requintados.
Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar.
Mas sabe o que mais me irrita?
Pois eu lhe digo: em minha casa disponho de duas linhas telefônicas.
Sempre que a campainha soa e vou atender, trata-se de ligação errada.
Ou seja, ninguém se preocupa comigo.
Terminados os encontros formais, sociais, ninguém é meu amigo!"
"Então" - interferiu a senhora com habilidade - "permita-me telefonar-lhe uma vez ou outra."
"Com qual interesse?" - perguntou a outra incrédula.
"Eu necessito de uma amiga." - respondeu serenamente.
Fez-se silêncio por um instante.
"Mas você não me conhece." - redargüiu, mais calma, a sofredora.
"Isso não é importante. Vou conhecê-la depois.
Forneça-me o número de seu telefone, por favor." - insistiu a senhora.
"Não tenho o hábito de dá-lo a estranhos." - respondeu um tanto contrariada.
"E como deseja, então, que a procurem?"
Depois de um instante de hesitação, ela cedeu e informou seu nome e número telefônico.
Dois dias depois, a atendente telefonou para a desconhecida.
Conversaram sobre assuntos gerais.
A experiência repetiu-se muitas vezes.
Após alguns meses, resolveram conhecer-se pessoalmente em um café, e se tornaram amigas.
Hoje, ambas trabalham no S.O.S-VIDA e o telefone, quando toca, é alguém pedindo socorro, no que sempre é oferecido com carinho.
Aprendeu a amar.
Tornou-se útil e solidária.
Curou-se da solidão que a consumia e torturava.
***
Recebe amor aquele que o doa.
Muitas vezes não o recebe da pessoa a quem o oferta. Isso, porém, não é importante, desde que ame.
A solidão é doença que decorre do egoísmo.
Quando alguém se dispõe a sair da concha do "eu", enriquece-se de amor e de solidariedade.


Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Sob a Proteção de Deus", de Divaldo Pereira Franco, texto ditado pelo Espírito Ignotus, cap. "Terapia da Solidariedade", pp. 23/25, ed. Leal, 1994.
Felicidade - Recados e Imagens (4170)
Felicidade - Recados e Imagens (4182)

..."A cultura da fé positiva, sem dúvida, qual acontece à cultura da inteligência, não se adquire por osmose; há que ser aprendida, exercitada, sofrida, assimilada e consolidada a pouco e pouco. Abençoa, pois, os teus dias de prova e de aflição, porquanto através deles obterás a confiança perfeita em Deus, entendendo, por fim, toda a significação da sentença do apóstolo Paulo: andamos por fé e não por visão." (Emmanuel)


Nas leis do destino
 
 
 
Há quem sustente que o Criador por vezes sentencia Suas criaturas a sofrimentos eternos.
Contudo, tanto quanto se pode perceber, o Pai Celestial manifesta-Se através de Leis que expressam ser Seu objetivo o bem supremo.
Essas Leis podem ser observadas mesmo nos processos rudimentares do campo físico.
O fogo é agente precioso da evolução, nos limites em que deve ser conservado.
Entretanto, se alguém coloca a mão no braseiro, é natural que incorra em dolorosas consequências.
A máquina é apêndice do progresso.
Mas em mãos inábeis ela se converte em instrumento de destruição.
Negligência, imperícia ou indisciplina em seu manuseio causam resultados desastrosos.
Ocorre o mesmo nos planos da consciência.
Na matemática do universo, o destino sempre dá à criatura o que ela lhe der.
É inútil que dignatários de um ou outro princípio religioso pintem o Todo Poderoso com as tintas das paixões humanas.
Com frequência, ouvem-se interpretações que assemelham Deus a um soberano purpurado.
Segundo esses relatos, Ele Se enraivece por falta de louvores ou de vassalagem.
Também Se envaidece com adulações.
Os que assim apresentam a Divindade podem estar movidos de santos propósitos.
Talvez raciocinem sob o influxo de lendas e tradições respeitáveis do passado longínquo.
Mas se esquecem de que, mesmo perante as leis dos homens, pessoa alguma consegue furtar, moralmente, o merecimento ou a culpa de outra.
Deus é amor.
Amor que se expande do átomo aos astros.
Mas é justiça também.
Justiça essa que atribui a cada Espírito segundo o que ele próprio escolheu.
Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas necessite, a fim de retificar-se.
Sendo justiça, ignora privilégios de qualquer ordem.
Jamais afirme, portanto, que Deus bajula ou condena.
Recorde que você não pode raciocinar pelo cérebro alheio.
Também não pode comer pela boca do próximo.
O Criador engendrou as criaturas para que todas elas se engrandeçam.
Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes.
Sendo justiça, determinou que cada Espírito possuísse vontade e razão.
Assim, ninguém é vítima senão de si mesmo.
Cada qual se adianta ou se atrasa conforme prefira, no curso de incontáveis existências.
O livre-arbítrio vigora amplamente no Universo.
Apenas é necessário arcar com as consequências das próprias opções.
Sua vida, aqui ou além, será sempre o que você quiser.
Pense nisso.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. LI, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 31.07.2009.
 
 
 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

..."Melhoremos o mundo em derredor de nós, aperfeiçoando a nós mesmos. Capacita-te de que, depois das tarefas executadas no plano físico, possuirás tão-somente a extensão e a qualidade de céu que houveres edificado dentro de ti." (Emmanuel)




Amar a quem


Dia desses surpreendemos duas senhoras a conversar. E seu diálogo nos atraiu verdadeiramente a atenção.
Indagava uma à outra porque ela se envolvia tanto com campanhas para as crianças carentes assistidas por uma determinada entidade filantrópica.
Ora, respondeu a outra, porque disponho de tempo, porque as crianças precisam, porque gosto de me envolver com tarefa assistencial.
Mas, continuou a primeira, essa instituição não é da nossa religião.
A resposta da dama que se dedicava de corpo e alma ao trabalho de assistência foi rápida: Mas são nossos irmãos.
A primeira ainda prosseguiu com sua argumentação, enquanto nos afastávamos do local a pensar.
Estranha forma de nos dizermos cristãos. Transformando-nos em pessoas sectárias, fechadas.
Esquecidas de que o Mestre nos recomendou: Amai-vos uns aos outros.
Ele mesmo, durante sua estada entre os homens, teve oportunidade, por mais de uma vez, mostrar que não importava a nacionalidade, a doutrina política, a crença religiosa, o cargo e a cor da pele. Por isso mesmo, Ele tomou o samaritano como exemplo do homem bom que atende o caído na estrada, sem nada lhe indagar.
Fala à samaritana, no poço de Jacó, convidando-a à mudança de rumo e transformando-a numa disseminadora das luzes da Boa Nova.
Falando a respeito do centurião a quem cura o servo à distância, comenta: Jamais vi tamanha fé em Israel!
Convida Mateus, um coletor de impostos, para ser um dos Apóstolos. Visita Zaqueu, o publicano, e socorre a equivocada Maria de Magdala, amparando também a mulher adúltera.
Jesus viajou pelas terras da Judéia, da Galiléia e da Samaria. E afirmou: Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá.
Como podemos agir de forma diversa, estabelecendo limites no auxílio, condicionados à crença religiosa?
Então não somos todos filhos do mesmo Pai? Ele não nos criou crentes desta ou daquela doutrina. Criou-nos Seus filhos.
Todos partidos do mesmo ponto, da simplicidade e da ignorância, e com idêntico objetivo: a perfeição.
Não nos armemos uns contra os outros, mas nos amemos.
Façamos o bem a quem esteja próximo, sem distinção alguma.
E, se pudermos, estendamos a nossa ação a quem esteja distante, mesmo que não pertença à nossa raça, que tenha nascido em outro País, que habite outros Estados.
Meditemos que, quando as súplicas sinceras chegam ao bondoso Pai, Ele não pergunta como cremos, onde estamos.
Conforme nos ensinou Jesus, tudo o que pedirmos a Ele em Seu nome, nos será concedido.
Da mesma forma que recebemos tanto bem do Criador, saibamos distribuir igualmente a todos.
Mesmo porque as questões de cor, nacionalidade, credo político ou religioso são questões transitórias, que duram uma vida rápida, passageira, considerando-se o Espírito imortal.
* * *
O bem é tudo o que estimula a vida, produz para a vida, respeita e dá dignidade à vida.
Quando não puder fazer o bem, pense nele.
Valorize o bem que você possa fazer e faça-o quanto possa e onde esteja.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
 

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Não há tanto mérito em que domines essa ou aquela ciência e sim em que utilizes os recursos a fim de ajudar os companheirosa da humanidade a se desvencilharem da insipiência e da ignorância... Virtude sem proveito é brilhante no deserto. Inteligência sem boas obras é tesouro enterrado. Fita o sol acalentando a lama da terra e compreenderás o ensino claro da natureza que nos determina, sabiamente, entender e servir, abençoar e auxiliar. Em qualquer parte a vida te conhece pelo que és, mas apenas te valoriza pelo que fazes de ti." (Emmanuel)





Seja feliz




Eis uma ordem preciosa: seja feliz! Quantas vezes dizemos isso uns aos outros, desejando, intensamente, que se torne realidade?

Em verdade, cada um de nós deveria ter como meta, em sua vida, ser feliz.

Quase sempre, criamos infelicidade para nós mesmos, através de nossas atitudes.

E, no entanto, nunca se falou tanto, como na atualidade, em ser feliz, em conquistar valores positivos. Parece ser a tônica do momento.

Parece que as pessoas estão descobrindo o propósito da Divindade para conosco.

O mundo não é um local onde nascemos para sofrer, embora o sofrimento possa fazer parte de nossas vidas.

Não é um local onde viemos somente para nos esfalfarmos em conquistas materiais, mesmo que necessitemos trabalhar para nos sustentarmos, para adquirirmos certo conforto.

O importante é se ter a certeza que podemos melhorar muito nossa qualidade de vida, se desejarmos.

Vejamos algumas dicas.

Não se preocupe, em demasia. Quem se estressa o tempo todo, pode desencadear problemas cardíacos. E não consegue ver o lado bom das coisas.

Concentre-se e termine. Isto é, faça uma coisa de cada vez. Termine uma tarefa e depois passe para a seguinte.

Não queira fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

O Mestre de Nazaré, há mais de dois milênios, prescreveu que a cada dia bastam as suas próprias preocupações.

Mande a raiva embora. Ela faz as artérias se contraírem, a taxa de batimentos cardíacos disparar e deixa o sangue mais grosso e fácil de coagular.

Quando tiver que enfrentar alguma situação exasperante, conte até dez. Isso faz o cérebro passar da emoção para o pensamento racional.

Respire fundo. Pense e não reaja.

A Sabedoria Nazarena prescrevia que perdoássemos aos nossos inimigos.

Cuide do lado espiritual. Você pode participar de determinada religião, exercitar a sua fé. Ou pode meditar, passar algum tempo sozinho, prestar serviços a uma boa causa.

Lecionava Jesus: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.

Controle as imagens do cérebro. Não exagere nas observações e não alimente ideias negativas.

Não alimente a sua carga emocional com pensamentos como: Esse emprego vai me matar.

Sorria. Ria. Ouça música alegre. Isso relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo do sangue. Seu corpo se sentirá melhor.

Recomendava o Nazareno: Alegrai-vos...

Alimente a sua mente com coisas positivas. Escolha leituras que lhe façam bem, que o motivem à serenidade, a reflexões altruístas.

Sábio foi o Mestre Jesus nos conclamando a que tivéssemos vida e vida em abundância. Isto quer dizer, qualidade de vida, que contempla o espiritual, o emocional, o físico.

Pensemos nisso e alteremos nossa forma de nos conduzir nesta Terra. Em pouco tempo, sentir-nos-emos mais leves, felizes, tudo olhando com as lentes positivas de quem está disposto a contribuir para a paz do mundo que, sempre, começa na nossa própria intimidade.





Redação do Momento Espírita, com dicas extraídas do artigo Um coração saudável em meia hora, de Seleções Reader's Digest, de abril de 2010.
Em 06.10.2010.








"Em ação espírita evangélica é preciso saber, antes de tudo, que nos achamos na edificação do Reino de Deus a começar o burilamento de nós mesmos... Substituir a crítica pelo apoio fraterno, tanto possível, e, mesmo quando estejamos intimados ao serviço de correção, nunca executá-lo sem colocar-nos no lugar do companheiro passível de reprimenda, a fim de que nossa palavra perca a propriedade de ferir... Opinar em qualquer assunto com sinceridade sem rudeza e com brandura sem engodo. Interpretarmos as dificuldades da vida por testes que nos positivem o valor da fé..." (Emmanuel)





Peneira




Certa vez, uma mãe muito preocupada com a educação de sua filha a surpreendeu, junto a um grupo de amigas, comentando acerca de uma outra amiga ausente.

O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.

Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.

Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.

A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.

As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.

A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:

Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?

Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.

Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da caridade.

Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?

Claro que não, respondeu prontamente a garota.

Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama razão. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?

A menina pensou um pouco, coçou a cabeça e respondeu:

Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.

Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da caridade e da razão, deve ficar guardado dentro de você.

Assim procedendo, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.


* * *

Antes de tecermos qualquer comentário desabonador a respeito de quem quer que seja, reflitamos: será mesmo verdade o que nos disseram?

Gostaríamos que dissessem de nós o que pretendemos contar aos outros? Será verdadeiramente útil para alguém passar adiante o que ouvimos?

Se depois de passar pelas três peneiras, concluirmos que pode não ser verdadeira a informação, ou que, em se referindo à nossa pessoa, não gostaríamos de tal comentário, ou, finalmente, se o que sabemos nada trará de construtivo, de útil a outrem, calemos.

O mal não merece comentário em tempo algum. O mal cresce na Terra porque os bons se encarregam de alardeá-lo aos quatro ventos, à conta de escândalo.

A frase: Você já sabe?, repetida tantas vezes por nossa boca, deve começar a morrer dentro de nós, quando se trate de comentar a vida alheia.

Divulguemos o mau proceder somente quando, comprovado verdadeiro, a sua divulgação possa trazer benefício a terceiros, a título de prudência ou cuidados.

Caso contrário, sejamos sempre os promotores da boa palavra, que constrói, edifica, espalha luzes onde se expresse.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. 25 do livro A vida ensinou, de Maria Ida Bachega Bolçone, ed. Eme.
Em 14.01.2009





Pense nisso!!!
Boa tarde!