terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A ilusão do Xeque

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Conta-se que, há muito tempo, uma caravana voltava de uma viagem do distante reino de Tiepur, liderada pelo Xeque Hamal Saedah. 

Era quase certo que no dia seguinte o grupo alcançaria, antes do nascer da lua, os portões de Bagdá, encerrando a longa jornada. 


No entanto, Hamal Saedah demonstrava inquietação e nervosismo. 


Quando indagado sobre isso por um de seus servos, respondeu, diante de todos os homens do grupo: 


Nossa viagem está quase terminada, e estou certo que nada de grave, de importante ou de curioso acontecerá com nossa caravana. 


Depois de ligeira pausa, acrescentou desolado: 


É por isso que pesa sobre mim uma nuvem sombria de inquietações e de desgostos. 


Afinal, duas caravanas foram enviadas pelo nosso rei ao país de Tiepur, antes da nossa. 


A primeira, chefiada por Labid, enfrentou uma estranha aventura. 


Os caravaneiros encontraram alta noite, em pleno deserto, um guerreiro fantasma. 


A segunda caravana, dirigida por Zobeir Dayer, ao deixar o oásis de Amin, viu-se envolvida por uma imensa nuvem de grilos selvagens e agressivos. 


Um dos caravaneiros pereceu nessa prodigiosa luta e dois outros ficaram feridos. 


Labid e Zobeir, logo que regressaram, foram recebidos pelo rei. 


E cada um deles pôde narrar uma aventura emocionante que arrancou aplausos e felicitações do monarca. 


O que direi eu ao rei, quando regressarmos? 


Nada terei para contar. E isso, para mim, é uma grande humilhação. 


Ao romper da madrugada, Mojalek, um dos caravaneiros, despertou os demais, aos gritos, informando que o Xeque Hamal havia sido sequestrado. 


Segundo narrava Mojalek, três bandidos haviam lutado com o Xeque e, após dominá-lo, partiram a galope, levando-o. 


Formou-se um grupo de resgate, que saiu ao encalço dos bandidos, a fim de salvá-lo. 


Quando alcançados, no entanto, os bandidos não ofereceram resistência, fugiram como sombras, tomando rumo ignorado. 


O Xeque foi libertado com apenas um ferimento na cabeça e dois outros menores junto ao nariz. 


Não querias uma aventura? - indagou Mojalek - Pois agora, terás o que contar ao rei. 


No dia seguinte, porém, já em Bagdá, quando era esperado pelo rei, o Xeque foi novamente interpelado por Mojalek. 


Este lhe entregou um papel dizendo que, se realmente pretendia contar a aventura ao rei, deveria antes lhe pagar o que devia. 


Surpreso, o Xeque leu o que havia no papel: 


Pelo pagamento para três falsos sequestradores, 300 dinares; para o aluguel de quatro cavalos, 60 dinares; pelas cordas e mordaças, 20 dinares, e para guardar absoluto sigilo, 5.000 dinares. 


Envergonhado pela farsa ridícula em que se vira envolvido, o Xeque pagou o que lhe foi exigido, porém, jamais narrou a falsa aventura a quem quer que fosse. 


Tendo em vista seu equivocado desejo de ser considerado um grande herói e viver indescritíveis aventuras, foi explorado de modo vil por um daqueles que o deveria servir. 


* * * 

Não são raros aqueles que passam a vida esperando por um grande acontecimento, uma grande aventura. 


Deixam de cumprir pequenas, mas relevantes tarefas, porque se consideram destinados a feitos de maior importância. 


Assim, por orgulho, não se envolvem em trabalhos que consideram menores, e, por conseguinte, jamais estarão preparados para realizar grandes obras.



Redação do Momento Espírita, com base na obra O livro de Aladim, pág. 31/41, de Malba Tahan, ed.Record



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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Utilize seus recursos

FraseManha6
A maioria dos homens não vive em paz. 

Estar em paz não significa apenas não fazer parte de uma guerra. 

Muitas vezes não há atritos visíveis com os semelhantes, mas a criatura permanece sem sossego. 

A paz interior consiste em uma harmonia preciosa e constante. 

Quem desfruta desse tesouro convive bem consigo mesmo. 

Por mais que enfrente dificuldades na vida, seu íntimo permanece tranqüilo. 

O homem pacificado não necessita inventar distrações. 

A percepção de seu mundo interior não o angustia. 

A agitação da sociedade moderna evidencia quão poucos realmente desfrutam de paz. 

As inovações tecnológicas gradualmente liberam o homem de tarefas repetitivas e tediosas. 

Cada vez ele dispõe de mais tempo livre, mas não utiliza suas folgas para conhecer e cultivar o próprio caráter. 

Na ânsia de conquistar coisas, multiplica desnecessariamente as horas de trabalho. 

E nos raros momentos em que se permite ficar livre, procura distrações ruidosas e absorventes. 

É como se o encontro com a própria alma fosse algo a ser evitado. 

Sejam ricos ou pobres, bonitos ou feios, cultos ou iletrados, os homens procuram fugir de si próprios. 

Mesmo quem reúne condições consideradas ideais para a felicidade raramente desfruta dessa situação. 

As criaturas enfrentam torturas íntimas, ansiedades e complexos aparentemente injustificados. 

Por mais que a vida siga tranquila, a ausência de paz permanece. 

A questão é que a verdadeira paz pressupõe a consciência tranquila. 

E tranqüilidade de consciência só tem quem está em harmonia com as leis divinas. 

Todos os homens já viveram inúmeras vidas, em sua jornada pelo infinito. 

Foram criados ignorantes e simples e se destinam à mais elevada sabedoria. 

Para crescer em entendimento e compreensão, encarnam inúmeras vezes, em diferentes situações. 

Objetivando aprender a discernir o certo do errado, dispõem da liberdade de agir. 

Contudo, respondem por tudo o que fazem. 

A lei humana é falha e muitos equívocos são por ela ignorados. 

Mas na consciência de cada ser encontram-se registrados todos os seus atos. 

Maldades cometidas contra os irmãos podem ter sido bem escondidas no passado. 

Mas quem se permitiu viver o mal mantém em seu íntimo a marca da desarmonia. 

Ocorre que toda vivência, mesmo marcada pelo erro, deixa a herança da experiência. 

De cada refrega o homem sai amadurecido. 

A cada vida ele cresce em entendimento e possibilidades. 

O importante é aprender a utilizar no bem os recursos adquiridos. 

Em sua primeira epístola, o apóstolo Pedro afirma: "o amor cobre a multidão de pecados". 

Os erros fazem parte do processo de aprender. 

Mas apagá-los mediante o amor bem vivido propicia paz e harmonia. 

Assim, utilize seus recursos no bem. Contabilize todos os tesouros que você amealhou no decorrer dos séculos: 

Inteligência, sensibilidade, aptidão para falar ou escrever, habilidades as mais diversas. Empregue tudo isso na construção de um mundo melhor. 

Ao utilizar amorosamente seus talentos, você estará cumprindo a tarefa que lhe cabe no concerto da criação. E uma sublime paz habitará seu coração. 

Pense nisso.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

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