quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Reflexão de Natal

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Neste Natal, por algum momento, pacifica a tua alma para receber as vibrações de amor que te falam de um tempo excepcionalmente afortunado à Humanidade.

Distante de formalidades e comemorações exteriores, medita no significado real desta data e começa a trabalhar na renovação da forma que te é própria de saudar o Natal.

Esquece, por momentos, acepipes e licores, vestes e presentes, sons e ornamentos, e interiorizando-te, deixa que uma luz maior te banhe o entendimento te levando para um lugar à parte, distante de todas frivolidades, para falar de alegrias que realmente importam ao teu progresso espiritual.

Como te encontras, desde o último Natal?

Olhando em torno sentirás tristeza, por certo, porque o mundo prossegue envolto em sombras, malgrado todas as esperanças de um tempo mais íntegro, melhor.

Isso porque não bastam súplicas e desejos; necessário é trabalhar na edificação da paz almejada.

Renova, por esta razão, teu modo de apresentar-se à grande festa da Luz.

Envolve-te ricamente, porém nas vestes do amor e do bem; alimenta-te fartamente, mas de bom ânimo e coragem; bebe em abundância apenas do licor da alegria e da esperança; presenteia sem erro paz e harmonia ao teu próximo e roga para ti os mimos imorredouros do aperfeiçoamento, como lembrança preciosa e definitiva.

Paciência - para as dificuldades.
Tolerância - para as diferenças.
Benevolência - para os equívocos.
Misericórdia - para os erros.
Perdão - para as ofensas.
Prudência - para as ilusões.
Equilíbrio - para os desejos.
Sensatez - para as escolhas.
Sensibilidade - para os olhos.
Delicadeza - para as palavras.
Discernimento - para os ouvidos.
Resignação - para a escassez.
Responsabilidade - para a fartura.
Coragem - para as provas.
Fé - para as conquistas.
Amor - para todas as ocasiões.

Somente assim viveremos de Natal a Natal conforme a orientação cristã do Espiritismo, que nos recomenda raciocinar para compreender, amar para engrandecer e trabalhar para realizar".


(André Luiz)
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O significado do Natal

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Ei, você, aonde vai com tanta pressa? 

Eu sei que você tem pouco tempo... 

Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua atenção? 

Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. 

Para onde vão todos? 

Os shoppings estão lotados... 

Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho... 

Há uma correria generalizada... 

Alimentos e bebidas são armazenados... 

E os presentes, então? São tantos a providenciar... 

Entendo que você tenha pouco tempo. 

Mas, qual é o motivo dessa correria? 

Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores... 

Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares... 

Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal... 

É bonito ver luzes, cores, fartura... 

Mas seria tão belo ver sorrisos francos... 

Apertos de mãos demorados... 

Abraços de ternura... 

Mais gratidão... 

Mais carinho... 

Mais compaixão... 

Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse... 

Que há abraços frios e calculistas... 

Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação. 

Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria? 

Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal! 

E os sóbrios comentam: É louco! 

E a cidade se prepara... Será Natal. 

Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer: 

O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver. 

O Natal é a expressão da caridade... 

E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante... 

Natal é fraternidade... 

E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz. 

Mas o Natal também é união... 

E a vida sem união é como um barco furado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim. 

E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor... 

E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo. 

Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida. 

Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão. 

* * * 

Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes... 

Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...


Redação do Momento Espírita.
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Na barca do coração

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Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - Que dia!

Lembra-te...

Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.

Desde que o sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que O buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-Lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos.

Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de Si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: - Quem será este Homem, a Quem as dores obedecem?

O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu a preciosa carga.
Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço.

Acomodado sobre uma almofada de couro, Sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.

Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer.

Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-Lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.

O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranquilo e sereno como o Mestre adormecido.

Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.

O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.

Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã. Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.

Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.

Mestre! - Exclamaram em coro desesperado. - Perecemos! Jesus, assim desperto, levantou-Se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava.

Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:

Calai-vos! E voltando-se para os amigos: - Acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?

Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.

Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.

Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: Quem será este Homem a Quem os ventos obedecem?

*   *   *

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis - levarem-te a dizer: - Que dia!

Lembra-te... Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!


Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 13.07.2011.
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sábado, 2 de dezembro de 2017

Vitória ou derrota

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Quando a dor o alcança, como você reage? Você se entrega e se lamenta ou a enfrenta e sai fortalecido?

Quando a dificuldade o martiriza, você reclama, chora e fica cheio de auto-piedade, ou luta, insiste, prossegue?

Tudo é uma questão de opção.

O jovem Karol Wojtyla sofreu os horrores da segunda guerra mundial. Os nazistas estavam determinados a apagar a Polônia do mapa da Europa.

Naquela época, aquele que se tornaria papa em 1978, atravessou um dos mais difíceis períodos de sua vida.

Ele precisava caminhar durante dias sob um frio congelante para trabalhar numa pedreira.

Também para arrumar comida e remédios para o pai idoso e doente, que morreria em fevereiro de 1941.

Além disso, arriscava a vida ajudando um grupo de teatro que fazia parte da resistência cultural à ocupação nazista.

Arriscava-se ainda a estudar para o sacerdócio como seminarista clandestino, escondido na casa do arcebispo de Cracóvia.

No ano de 1997, o teólogo encarregado de escrever a sua biografia perguntou ao então papa João Paulo II o que ele aprendera naqueles dias de tanta tormenta e incerteza.

A resposta foi breve e direta. Participei da grande experiência dos meus contemporâneos: a humilhação por meio da crueldade.

Algumas pessoas reagiram a essa humilhação de formas diferentes. Outras enlouqueceram, e algumas se suicidaram.

Houve quem aderisse ao caminho da resistência violenta. E quem se tornasse comunista, com a esperança de construir uma utopia no planeta.

O jovem Wojtyla teve uma reação muito diferente. Sob a pressão do mal e dos maus, ele se tornou forte, inquebrantável.

O fato de viver sob intensa pressão na resistência radical à perversidade daqueles dias de guerra, o tornou brilhante, capaz de atravessar obstáculos que o mundo imaginava intransponíveis.

Em 1981, João Paulo II foi baleado. Não arrefeceu na luta por defender os direitos do povo e a idéia de que o espírito humano pode conduzir a história de maneira positiva. 


*  *  * 

Ante os dias difíceis e as lutas constantes, pense em seu fortalecimento moral.

Reserve um lugar especial em sua vida para armazenar as preciosas lições resultantes do combate sem esmorecimento.

Ante a montanha das dificuldades, recorde sempre: aceitar a derrota ou batalhar pela vitória é sua decisão.

Pense nisso! 


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no artigo O Papa da paz, de George Weigel, Seleções do Reader´s Digest, maio/2005.

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