quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Louvores vazios


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Contam as tradições do mundo espiritual que, certa feita, estava Vicente de Paulo, o nobre sacerdote francês, a celebrar um ofício religioso.

O nobre clérigo, que ganharia a História pela sua devoção aos pobres e por sua humildade, verifica, em meio à solenidade, repentino louvor público.

Aproxima-se do altar velho pirata que, em altos brados, inicia sua ladainha de agradecimentos.

Obrigado meu Deus, dizia ele, pelos ricos navios que colocaste no meu caminho, pelas boas presas, vítimas dos meus roubos e saques.

Graças à Tua generosidade Senhor, pude tomar-lhes as riquezas e os tesouros. Não permitas nunca que este Teu filho se perca na miséria.

Na sequência, aproxima-se do altar jovem rapaz que, por sua vez, passa a tecer os motivos que tinha de agradecimentos ao Senhor.

Obrigado meu Deus, pela herança que permitiste que eu herdasse com a morte de meu avô.

Ele, que fez fortuna na guerra e nas batalhas, nos deixa volumosa soma em dinheiro.

Assim, passarei a existência no ócio e na diversão, sem a necessidade do trabalho.

Em seguida, foi um cavalheiro maduro quem se aproximou do altar para seus agradecimentos públicos.

Mestre Divino, agradeço-te o amparo pela vitória na batalha que encetei para ampliar os domínios de minhas terras.

Agora, graças ao Teu poder, ampliarei minha fortuna e meus bens.

Não tardou para adornada senhora tomar a posição de agradecimento.

Eu Te agradeço Senhor, pelos escravos que me conferiste em minhas terras coloniais.

Graças ao trabalho deles, tenho fortuna, poder e riqueza, sem grandes preocupações com meu futuro e o dos meus.

Os agradecimentos continuavam, quando São Vicente de Paulo, assombrado, reparou que a imagem do Mestre de Nazaré, estática no altar, adquiria vida e movimento.

Reparando que o Mestre, em prantos, afastava-se a passos rápidos, o nobre sacerdote, tomado de susto, lhe indaga:

Mestre, por que Te afastas de nós?

O Celeste Amigo, melancólico, dirige-se ao sacerdote:

Vicente, afasto-me porque me sinto envergonhado de receber louvores e agradecimentos daqueles que esquecem e desprezam os fracos, os infelizes, os desafortunados e pensam apenas em si mesmos.

A partir desse dia, São Vicente de Paulo nunca mais abandonou a túnica da pobreza, trabalhando incessantemente na caridade.

*   *   *

Não diferente desses, muitas vezes, agimos de forma semelhante.

Lembramos de agradecer a Deus, com os lábios e palavras.

Porém, esquecemo-nos de que, como nos lembra Jesus, a cada um daqueles que dermos de vestir, de beber e de comer, será a Ele que estaremos servindo.

A melhor forma de agradecer a Deus, será sempre servindo ao próximo.

Dar o agasalho, o pão, ou ainda, dar do nosso tempo e da nossa atenção para quem cruza o nosso caminho, será a maneira mais nobre e feliz de agradecermos as bênçãos da vida.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13, do livro Contos e Apólogos, pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 19.12.2013.

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

O Problema da Tentação

O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações reside em nós mesmos; contudo, como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até ao grande pátio do colégio.

Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes:

- Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está?

Os jovens sorriram, zombeteiramente, e um deles exclamou:

- Ora vejam!... quem se animaria à comer milho cru?

O professor então mandou vir a presença deles um dos cavalos que serviam à escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa.

O grande equino saltou, lépido, os impedimentos e avançou, guloso, para o bocado.

O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente, ante os alunos surpreendidos:

- A tentação nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo íntimo. Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores. As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos. Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos. Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionarmos as sugestões que nos visitam o pensamento.

E, terminando, afirmou:

- As situações boas ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco.


XAVIER, Francisco Cândido. Pai Nosso. Pelo Espírito Meimei. FEB.


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domingo, 20 de agosto de 2017

Oração e disposição

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A oração é a chave que abre as portas do infinito. 

Mas para que seja eficiente, precisa ser mais sentida do que falada. 

O Criador registra mais a nossa disposição íntima do que mil palavras, ditas sem sentimento ou sem o testemunho da vivência. 

A oração é entrega, é confiança, é disposição de ser útil, de servir com humildade. 

Encontramos uma bela oração, atribuída ao padre Orlando Ganbi, que vale a pena reproduzir: 

Senhor, se eu não puder ser o que desejo, que eu seja o que desejas de mim. 

Se eu não puder ser a árvore que dá frutos, que eu seja o arbusto que dá sombra. 

Se eu não puder ser o rio que inunda a terra, que eu seja a fonte que dá de beber. 

Se eu não puder ser uma estrela no céu, que eu seja uma luz que anima as esperanças. 

Se eu não puder ser o teto que abriga a todos, que eu seja a porta que se abre a quem bate. 

Se eu não puder ser o mar que liga os continentes, que eu seja o porto que recebe a embarcação. 

Se eu não puder ser o bosque que floresce, que eu seja o pássaro que nele canta. 

Se eu não puder ser a roseira carregada, que eu seja o perfume de uma flor. 

Se eu não puder ser a melodia que enleva, que eu seja a inspiração de cada verso. 

Se eu não puder ser o vento que arrebata, que eu seja a brisa que acaricia. 

Se eu não puder ser o livro que ensina, que eu seja a palavra que comove. 

Se eu não puder ser a seara que promete, que eu seja o trigo que vai ser o pão. 

Se eu não puder ser o fogo que incendeia, que eu seja o óleo que mantém a chama. 

Se eu não puder ser a estrada que conduz, que eu seja o sinal que marca a direção. 

Se eu não puder ser o rico que tudo pode, que eu seja o pobre que não nega nada. 

Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo, que eu seja o orvalho que umedece a flor. 

Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis, que eu seja o agasalho na casa dos pobres. 

Se eu não puder ser o sorriso que encanta, que eu seja a impressão que ele deixa. 

Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam, que eu seja feliz em ser tudo para todos. 

Se eu não puder ser toda a bondade do mundo, que eu seja bom como todo o mundo espera. 

Se eu não puder ser a eternidade, que eu seja o tempo em que Tu nos falas. 

Se eu não puder ser o amor que tudo começa, que eu seja o amor que faz chegar ao fim! 

*** 

A oração pode ser comparada à enxada laboriosamente movimentada no solo onde se vai semear. É necessário saber conduzi-la bem.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em oração atribuída ao padre Orlando Ganbi, disponível no site: http:www.encantosdasereia.hpg.ig.com.brsenhor.htm



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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Estranho cansaço

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Quando você estiver pensando:

nas hostilidades do mundo…

nas aflições capazes de surgir…

nos erros das pessoas queridas…

na desorientação de algum parente…

nos críticos que lhe observam a estrada…

na angústia que lhe ensombra o coração…

no desprezo de que se crê vítima…

nas ingratidões que supõe haver sofrido…

na deserção de algum ente amado…

nos seus próprio desejos desatendidos…

Não se admita em grave doença, nem julgue que você esteja querendo socorrer o mundo ou melhorá-lo.

Com semelhantes problemas você apenas demonstra que cansou de estar unicamente em si mesmo, na concha do “eu”, em que se isola.

Quando isso estiver acontecendo consigo, você tão-somente sofre do cansaço emocional e, para curar-se, basta-lhe uma indicação:

– Busque esquecer-se, fuja de si mesmo, reflita nos problemas dos companheiros em dificuldades maiores do que as nossas e procuremos trabalhar.

(André Luiz)

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Caridade do Dever

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De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.

Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heróicos dignos da imprensa.

Beneficência no cotidiano…

Não empurrar os outros na condução coletiva.

Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.

Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.

Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.

Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.

Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.

Desistir de reclamações descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.

Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.

Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.

Todos pregamos reformas salvadoras. Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.

Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.

Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.

(Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Apostilas da Vida)

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