segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Conquistas externas e internas

Reflexao3
O homem moderno, criador de excelente tecnologia e descobridor de inúmeras leis que regem o Universo e a vida, teima em ignorar a Lei de amor, fator causal da felicidade e expressão máxima do Divino pensamento.

Graças aos engenhos sofisticados da Astronáutica, logrou pousar repetidas vezes na lua, enquanto suas admiráveis naves espaciais viajam na direção de outros planetas do Sistema Solar, e já fala em turismo espacial.

As distâncias exteriores têm sido conquistadas a cada dia e a cada hora, aproximando-nos dos diferentes corpos celestes e de variados lugares terrestres.

As velocidades são alcançadas de forma desafiadora, já havendo ultrapassado a do som.

Para o homem moderno, tem sido relativamente fácil superar esses desafios. Porém, não vence a distância emocional que o isola, no lar, dos demais familiares; no escritório, dos colegas; na sociedade, das outras pessoas.

Mergulhado no oceano dos conflitos que o afogam, ainda não resolveu viver próximo do seu irmão, em comunhão de elevada solidariedade, encontrando-se e encontrando o familiar, o companheiro, o desconhecido que pode se tornar amigo, o desafeto que pode se transformar em colaborador.

As experiências, que decorrem das viagens para fora, mais o isolam no ninho doméstico, no lugar de trabalho, na comunidade.

Nas férias, busca relacionamentos novos com pessoas que vivem longe, que logo se diluem no esquecimento ou na indiferença, e quando necessita de afetos e amizades coloca anúncios nos jornais, afirmando-se pessoa tímida.

Ou, então, navega pela Internet à procura de alguém que lhe ouça as amarguras, protegido pelo anonimato e descompromissado com a aproximação.

Alguns buscam o triunfo no relevo social, na polpuda conta bancária, nas jóias de alto preço, nos bens imobiliários luxuosos, nos veículos caros, e se esquecem de atender ao chamado do amor, que plenifica por dentro tanto os que possuem coisas como os que nada têm.

Temos que convir que há um abismo que separa o homem externo do homem interno; entre aquele que vence as distâncias físicas, mas não se autoencontra; que resolve as dificuldades de fora e não equaciona as de dentro, evitando-as, mascarando-as, transferindo-as no tempo.

Inevitavelmente, esse indivíduo faz-se vítima da própria conduta, tornando-se inseguro, insatisfeito, alienado e, não raro, vítima da saturação, da irritabilidade, do tédio, que o poderão empurrar para os alcoólicos ou outras drogas, para o sexo descomprometido, para a loucura, o suicídio ou o crime.

Faz-se urgente que alteremos nossa ótica equivocada pela qual temos observado as finalidades da vida, a fim de que encontremos as soluções para os problemas do ser humano em si mesmo.

*   *   *

O homem de hoje, enfrentando alta soma de dissabores, angústias e incertezas, não terá outra alternativa, logo mais, exceto viajar para dentro de si mesmo, aproximando-se dos demais indivíduos e redescobrindo a sua imortalidade espiritual, a transitoriedade do corpo orgânico, e a excelência do amor como responsável por tudo quanto existe, manifestação natural e especial de Deus.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 13, do livro Sob a proteção de Deus, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 26.10.2009.


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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Perante as doenças

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Em meados de 1970, quando estava prestes a completar seu doutorado em Física, o cientista Stephen Hawking, já portador de uma doença que ia paralisando seus movimentos, escutou um médico dizer que tinha apenas mais dois anos de vida.

Então posso tentar entender o Universo, porque não vou mais precisar pensar em coisas como aposentadoria e contas a pagar, resolveu ele.

Como a doença progredia rapidamente, foi obrigado a criar fórmulas simples para explicar – no menor espaço de tempo possível – tudo aquilo que pensava.

Dois anos e meio se passaram. Mais de quarenta anos se passaram e Hawking continua vivo. É capaz de comunicar suas ideias abstratas através de um pequeno computador acoplado à sua cadeira de rodas, e que possui apenas quinhentas palavras diferentes.

Escreveu o clássico livro Uma breve história do tempo, entre outros, e foi responsável por uma nova visão da Física moderna.

A doença, em vez de conduzi-lo à invalidez total, forçou-o a descobrir uma nova maneira de raciocínio.

E é exatamente assim que a doença procede em nossas vidas. Ela nos convida a mudar, a rever nossos passos, nossas escolhas, nossos valores.

Ao invés de ver a enfermidade como algo que vem para nos destruir, precisamos entendê-la como uma lição, como uma prova que nos está sendo imposta, com o único objetivo de nos fazer crescer.

As grandes enfermidades são convites da vida para que mudemos algo em nossa caminhada: sejam os rumos, sejam os objetivos, seja a maneira de pensar.

É claro que muitas delas não têm causa no hoje, nesta existência, mas, da mesma forma, elas tomam nossos dias com o fim de nos educar, de nos burilar.

A dor nos ensina muito. O sofrimento é como o calor intenso do fogo esculpindo o vidro, e concedendo-lhe as formas mais belas que possamos imaginar.

Perante as doenças é preciso reavaliar nossos dias.

Perante a doença é necessário refletir e questionar: o que ela está buscando me ensinar? Paciência? Persistência? Humildade?

Sábios são aqueles que conseguem sair dos momentos de turbulência, não blasfemando contra tudo e contra todos, mas sim mais maduros, mais equilibrados.

Não vejamos nas doenças inimigos mortais, ou grandes males que recaem dos céus sobre nossos ombros. Vejamos, sim, oportunidades que Deus nos dá para evoluir, para passarmos mais tempo na companhia de nosso próprio coração, descobrindo nele valores que desconhecíamos, e aliados preciosos para os próximos passos que iremos dar.


*   *   *

O tronco sofre os golpes do machado para que, derrubado, se torne nova utilidade.

A montanha de granito padece a dinamitação, a fim de que se abram veredas para o progresso.

A árvore enfrenta a poda, de modo a exuberar de flores e frutos, na ocasião oportuna.

Os grãos passam pela trituração e participam, com isso, da alegria da mesa farta.

O bloco de pedra suporta a ação do buril e do cinzel para que liberte a obra de arte que o artista projeta.

O violino resiste à distensão de suas cordas, de forma a permitir que o som harmonioso embalsame o ambiente com musicalidade.


Redação do Momento Espírita  com base em biografia de Stephen Hawking, e no cap. 12, do livro Rosângela,  pelo Espírito Rosângela Costa Lima, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 5.7.2013.

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Dias perfeitos

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Dias perfeitos são esses em que a meteorologia afirma “vai chover” e chove mesmo: não os outros, quando se anda de capa e guarda-chuva para cá e para lá, até se perder um dos dois ou os dois juntos.

Dias perfeitos são esses em que todos os relógios amanhecem certos: o do pulso, o da cozinha, o da igreja, excetuando-se apenas os das relojoarias, pois a graça desses é marcarem todos horas diferentes.

Dias perfeitos são esses em que os pneus não amanhecem vazios; as ruas acordam com dois ou três buracos consertados, pelo menos; os ônibus não vêm por cima de nós, buzinando e na contramão; e os sinais de cruzamento não estão enguiçados...

Dias perfeitos são esses em que ninguém pisa nos nossos sapatos, nem esbarra com uma cesta em nossas meias, ou, se isso acontecer, pede milhões de desculpas, hábito que se vai perdendo com uma velocidade imensa.

Dias perfeitos, esses em que voltamos para casa e a encontramos intacta, no mesmo lugar.

E intactos estão nossos tristes ossos, e podemos dormir em paz, tranquilos e felizes como se voltássemos apenas de um pequeno passeio pelos anéis de Saturno.

*   *   *

A crônica de Cecília Meirelles fala desse nosso desejo de que tudo esteja sempre no seu devido lugar.

Somos seres de expectativas. Esperamos da vida, dos outros, das coisas, de tudo. E cada vez que algo não corresponde a um desses nossos aguardamentos, emburramos, à maneira das crianças mimadas.

Frustração, decepção, desilusão. Quanto demonstramos esses sentimentos...

Desejamos ter tudo sob controle, sob nosso controle.

Porém, imaginemos cada ser no planeta querendo o mesmo: será que essa equação fecharia?

Da mesma forma, o que é perfeito para nós pode não ser para o outro. Como resolveríamos esse impasse? Quem teria prioridade num Universo justo?

Não criemos expectativas em demasia. Deixemos a vida nos surpreender. Esperemos de tudo e não esperemos nada.

As pessoas não pensam como nós e o Universo não está à nossa mercê para ficar simplesmente satisfazendo nossos caprichos aqui e ali.

A beleza da vida está, muitas vezes, exatamente nisso que podemos chamar de imperfeições. A poetisa a enxergou nos relógios marcando horas diferentes na relojoaria.

Alguém mais prático poderia perguntar: Mas de que servem esses relógios se não marcam a hora certa?

O poeta responderia: Que tal se perder na hora, no tempo, de vez em quando, sem saber qual relógio está certo, qual relógio está errado? Afinal, que é o tempo?

A beleza da vida está em enxergar perfeição nos dias, mesmo que não tenham sido nada do que esperávamos deles. Está em terminar cada jornada, entre o amanhecer e entardecer, um pouco mais maduros, mais conscientes, mais perfeitos, pois é a nossa própria perfeição que devemos buscar.

Veremos que, conforme vamos nos tornando mais perfeitos, os dias também o serão, independente de como se apresentem. Mudaremos a lente que os vê, simplesmente.

Dias perfeitos: nós os faremos. 


Redação do Momento Espírita, com base em trecho da crônica Dias perfeitos, de Cecília Meirelles, do livro Crônicas para jovens, ed. Global.
Em 28.9.2017.
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