domingo, 29 de abril de 2018

A morte não muda ninguém

Reflexao4
Há sempre os que afirmam que ameaçar o criminoso com a morte tem o dom de mudar sua disposição, refreando-lhe os impulsos, pelo temor de sofrer a penalidade fatal. 

Apoiados neste entendimento, defendem com vigor a pena de morte como a solução ideal para aliviar a pesada carga social de crimes e criminosos. 

O doutor Yan Stevenson, da Universidade da Virgínia, conhecido mundialmente por suas pesquisas em torno da reencarnação, teve oportunidade de dialogar com um jovem do Ceilão, que nasceu com marcas profundas pelo corpo. 

Uma enorme cicatriz no peito e o braço direito atrofiado por completo. Tem ele recordações muito nítidas de trechos de sua vida anterior. 

Recorda-se de ter vivido antes no próprio Ceilão. Lembra-se de, conforme rezam as tradições daquele país, ter contraído matrimônio civil com uma jovem e marcado a data para a realização da cerimônia religiosa para alguns meses depois. 

Nesse período de tempo começou a construir a casa para onde deveria levar sua esposa e passou a sonhar com uma vida de muita felicidade. 

Contudo, com o passar do tempo, a moça apaixonou-se por outro rapaz e pediu o rompimento do compromisso. 

O jovem abandonado tomou-se de revolta e planejou terrível vingança. Mataria a noiva infiel e culparia o seu próprio rival. Assim pensou e assim fez. 

Numa noite escura, protegido pelas sombras, ele a apunhalou certeiramente no coração. 

Mas, foi visto por testemunhas. Foi preso, julgado e condenado a morrer pela forca. 

Renasceu como filho de seu irmão e, além da problemática física, também tinha lembranças atormentadoras do momento em que se faziam testes com a forca para ver se funcionava bem. Lembrava-se ainda dos dias que passou no presídio e que antecederam sua morte. 

A esse jovem, que tão bem recorda de sua morte na forca e a causa que a originou, perguntou o pesquisador doutor Yan Stevenson: Se voltasse a acontecer com você o que aconteceu no passado, como você procederia? 

O rapaz respondeu prontamente: Com toda a certeza, voltaria a matar. 

* * * 

Verdadeiramente, sacrificar a vida do criminoso não o educa, nem o regenera. 

A educação ou a reeducação é um processo lento, que não se realiza sem afeto e dedicação. Processo que se exterioriza nos atos do ser, mas que tem sua origem na intimidade da criatura. 

Para acabar com o crime, a violência, há que se percorrer o longo caminho da educação, que demanda esforço, dedicação e tempo. No entanto, exatamente como a medicação correta, agirá atacando o mal pela raiz, porque modifica a causa do problema e o transforma. 

* * * 

Na Bíblia encontramos anotações que nos informam que o Pai não quer a morte do pecador, mas sim a do pecado. 

E essa afirmação nos diz exatamente o caminho que devemos seguir quando pensamos em acabar com o mal que tanto nos aflige.


Redação do Momento Espírita, com base no item A morte não muda ninguém, do jornal Correio Fraterno do ABC, de novembro de 1998.

Gif
Reflexao3
Gif
Fraseindireta1
Gif
Reflexao2
Gif
Motivacao2
Gif
Noite3
Gif
Motivacao7
Gif
MotivacaoSegunda1
Gif
MotivacaoSegunda1
Gif de bebê

terça-feira, 24 de abril de 2018

Só o futuro dirá

Dia2
Conta-se que um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos. 

Todos eles receberam terras férteis e belas, com exceção do mais novo, para quem sobrou um brejo inútil para a agricultura. 

Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. 

Mas, ele só lhes disse uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país e as terras dos seus irmãos foram devastadas. As fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu. 

No entanto, o brejo do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. 

Seus amigos organizaram uma festa porque algo tão maravilhosa lhe havia acontecido. 

Mas, dele só ouviram uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

No dia seguinte, seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

Passados sete dias, o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

No dia seguinte, o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem. O cavalo deu um salto e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá," o pai repetiu. 

Passados poucos dias, vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar. 

O pai viu tudo e só disse uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

Dentro da nossa percepção acanhada, muitas vezes não sabemos mensurar o que é bom ou o que é mau, considerando a eternidade da vida. 

E é por causa da nossa falta de visão que, por vezes, julgamos ser bom, o que só nos acarretará dor no futuro. 

Aqueles que se julgam espertos o bastante para tirar proveito de cargos e situações, a si mesmos se iludem, pois o futuro lhes cobrará ceitil por ceitil. 

Aqueles que hoje ganham altos salários e pouco retribuem em forma de trabalho, terão que, no futuro, trabalhar muito para devolver o que receberam sem trabalhar. 

Os que dão um jeitinho de se aposentar antes do tempo, serão obrigados pelas leis divinas a, no futuro, trabalhar até que as forças físicas cessem. 

Por outro lado, os que hoje sofrem e se consideram esquecidos por Deus, num futuro mais ou menos breve, terão de volta as promissórias devidamente quitadas pelas leis maiores. 

Aqueles que hoje são visitados por enfermidades graves e pensam que isto é um grande mal, não se dão conta de que são as impurezas do espírito sendo drenadas pelo corpo físico e que, num futuro próximo, terão mais brilho espiritual. 

Por essas e outras razões, antes de julgar fatos e situações, façamos como o filho prudente da história e ponderemos sempre; "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." 

Pense nisso! 

Quando Jesus afirmou que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, se referia à lei de causa e efeito. 

Sendo assim, é muito importante selecionar as sementes que hoje plantamos, sem a ilusão de que é possível enganar as leis de Deus. 

E não nos esqueçamos de que, se hoje colhemos frutos amargos e indigestos, eles fazem parte da nossa semeadura do ontem. 

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita


Gif
Reflexao6
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Motivacao2
Gif
Reflexao1
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Motivacao1
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif
Resultado de imagem para frases de reflexão
Gif pessoas

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Palavras e ações

Frasebonita1
O filósofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das relações humanas. Diz o seguinte: Quem você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo.

Quantas vezes já pensamos a respeito disso? Quantas vezes já avaliamos o quanto nossas ações pesam no nosso cotidiano?

Muitas vezes, gostaríamos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando raciocínio lógico e perspicaz.

Doutras vezes exigimos do político, do chefe, do parente ações mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.

Indignamo-nos perante as injustiças sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletrônicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opinião.

Tudo isso é muito justo e o correto exercício de cidadania cabe a cada um de nós de maneira impostergável.

Porém, já refletimos o quanto nossas palavras são efetivamente coerentes com nossas ações? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?

Ninguém tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda não se esforça por oferecer.

Se você recebe um troco a mais no caixa da padaria, e não se incomoda em devolver o que não lhe pertence, é furto.

Se você não se incomoda em subornar o policial quando está sujeito a uma multa, está fomentando a corrupção.

E se você falsifica documentações e recibos, a fim de forjar sua declaração de renda, está incorrendo em crime contra o Estado.

Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necessário uma análise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas ações são coerentes com nosso discurso.

Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se você deseja políticos mais honestos, que a honestidade comece por você.

Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consciências a qualquer preço, se assim tivesse condições.

Desta forma, se você anseia por relações sociais justas e direitos iguais para todos, comece por não exigir privilégios que não têm cabimento.

Quem não cumpre suas obrigações sociais, a partir da sua própria declaração de renda, não titubearia em forjar licitações, negociações ou desviar dinheiro público.


*   *   *

Se você sonha com governantes e homens de negócios que passem ao largo de conchavos e formação de quadrilhas de paletó, comece por você.

Só teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e ações.

Até lá, correremos o risco de estarmos como o filósofo previu: nossas ações falarão tão alto, que ninguém conseguirá escutar o que estamos dizendo.


Redação do Momento Espírita.
Em 24.09.2009.

Gif
Frasebonita1
Gif
Frasebonita4
Gif
Frasebonita2
Gif
Frasebonita2
Gif
Frasebonita1
Gif
FraseManha1
Gif
FraseSegunda10
Gif
Frasebonita2
Gif
Frasebonita1
Gif
frasebonita2
Gif