sábado, 28 de outubro de 2017

Renascendo das cinzas

Noite16
O termo resiliência se deslocou do mundo da física para o comportamental. Em princípio, traduz a capacidade de um corpo se deformar por conta de agentes externos e, em seguida, se recuperar.

No campo comportamental, o papel da resiliência corresponde à capacidade humana de enfrentar, vencer e sair fortalecido de situações adversas.

Ser resiliente é um processo que se ativa dentro de nós de acordo com as necessidades impostas pelas dificuldades da vida.

Todos dispomos dessa ferramenta e ela se fortalece através das características pessoais de cada um.

Tais características determinam nossa maneira de enxergarmos uma situação penosa, bem como a forma pela qual reagimos diante dela.

Uma jovem que se tornou viúva na reta final de sua gravidez, escreveu:

Um homem tem uma morte súbita dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce esse blog, tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe, que, no caso, sou eu. Uma pressa em falar para Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma.

Para conseguir lidar simultaneamente com duas emoções tão fortes e contrárias – de um lado o luto e, de outro, as alegrias da maternidade, ela criou o blog, a fim de contar ao filho as histórias dela e do pai.

Eu não queria deixar de viver o luto porque tinha acabado de me tornar mãe. E não queria deixar de ficar feliz por ter acabado de me despedir do meu amor, conta ela.

Mais tarde, as histórias se transformaram em um livro, intitulado para Francisco.

*   *   *

Resiliência.

Cada dia é uma nova oportunidade diante dos sonhos a serem realizados, dos objetivos a serem alcançados, dos limites a serem superados.

Os desafios são inúmeros, é verdade. As dores, por vezes, enormes, parecendo quase insuportáveis. As lágrimas, incontáveis.

Todavia, o sofrimento é responsável por nos fazer descobrir quem realmente somos, distanciando-nos das ilusões que possuímos acerca de nós mesmos.

Quando nos julgamos pobres, o desafio das minguadas condições materiais nos ensina que o pouco é sempre mais do que suficiente.

Quando reclamamos de nossa família, imperfeita e desarmoniosa, as lágrimas saudosas do ente querido que retornou para o outro plano da vida nos mostram o quão felizes somos na companhia de nossos familiares.

Quando nos esquecemos dos amigos e, egoístas, nos negamos a estar em sua companhia, a dor da solidão nos recorda de que a mão de Deus nos alcança através do nosso próximo.


*   *   *

A mitologia nos fala de uma ave de penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas que, após viver muitos anos, ao se aproximar sua morte, entra em autocombustão, renascendo das próprias cinzas, algum tempo depois.

O que nos falta para renascer, sorrir e sermos felizes?

Podemos, sob a luz da resiliência, transformar as lágrimas ontem derramadas nessa capacidade de enxergar todas as possibilidades do hoje, do amanhã e de nós mesmos.

Pensemos nisso! 


Redação do Momento Espírita, com base  em dados biográficos de Cristiana Guerra.
Em 2.6.2017.
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Olhar para as estrelas

Dia3
O que efetivamente é permanente em nossa existência? O que vai durar para sempre?

Se esses questionamentos parecem fáceis de serem analisados em dias tranquilos, em dias tormentosos dificilmente eles nos chegam à mente.

Por isso, será sempre nos dias de calmaria que conseguiremos construir a certeza de que tudo é passageiro em nossas vidas.

Glórias, conquistas, tesouros, tudo se esvai com o tempo. Assim como dificuldades, dores, carências.

Atormentados com uns, iludidos com outras, comumente nos perdemos nos acontecimentos da vida, esquecendo-nos de que, efetivamente, isso tudo não é a vida em si.

Mikhail Bulgakov, escritor e dramaturgo ucraniano do Século XX, ao concluir seu romance O exército branco, escreveu:

Tudo passa – sofrimento, sangue, fome, peste. A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando a sombra de nossa presença e nossos feitos se tiverem desvanecidos na Terra. 

Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?

Dessa forma reflexiona o escritor sobre as coisas do cotidiano, sobre como são efêmeras, como nada perdura.

E elege as estrelas como símbolo de permanência. Também como símbolo de sonho e da capacidade de olhar além dos problemas do dia a dia, essas coisas pequenas que, por vezes, nos atormentam tanto.

Essa deve ser a proposta da nossa vida: que passemos por suas lições, que aprendamos com elas, que guardemos para sempre em nossa intimidade o que de melhor elas possam nos ensinar.

Nenhum de nós é condenado pela Providência Divina a eternos suplícios, a dificuldades intermináveis.

Deus não nos castiga nem nos impõe severas punições desnecessárias.

Na verdade, todas as situações da vida têm um propósito e acontecem como boas oportunidades de aprendizado, sejam na alegria, nas conquistas ou na tristeza.

Se o sucesso, o dinheiro, a fartura se fazem presentes, em nossos caminhos, significam oportunidades de aprendermos parcimônia, justiça, empatia e generosidade.

Porém, se é a dor a nos alcançar, seu objetivo é que  alimentemos a fé, a esperança, a paciência.

Se é a dificuldade financeira que nos encontra, exercitemos a perseverança, a coragem.

Se os conflitos familiares se fazem mais intensos, são momentos para exercitar um tanto mais a humildade, a compreensão, o entendimento.

Em todas as situações há aprendizado.

Não nos percamos com os excessos que nos chegam, pois tudo passa e eles se perderão, se dissiparão no tempo.

Tampouco nos martirizemos em demasia com as dores e dificuldades porque essas também logo mais nos deixarão.

Portanto, em momentos de felicidade ou de rudes dificuldades, olhemos para o Alto.

As estrelas nos afirmarão que tudo passa, tudo se desvanece com o tempo; que somente permanecem as lições construtivas, diante das quais tenhamos tido a boa vontade de aprender ao longo da nossa jornada terrena.

E que esses aprendizados constituirão as verdadeiras e perenes estrelas que iremos colecionando, no mais profundo da alma, a fim de evoluirmos.

Por enquanto, olhemos as estrelas que nos iluminam as noites e prossigamos caminhando, firmes, aprendendo sempre, enquanto espalhamos as nossas próprias e pequeninas luzes pelas veredas da Terra. 


Redação do Momento Espírita.
Em 31.3.2017.
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

A senda estreita

Dia1
Na busca da solução dos problemas que lhe inquietam a alma, não se deixe seduzir por caminhos aparentemente fáceis. 

Realização pede trabalho. 

Vitória exige luta. 

A conquista da paz, pressuposto da felicidade, é incompatível com a deserção de compromissos assumidos. 

Muitos jornadeiam no mundo da larga avenida dos prazeres efêmeros. 

Mas cedo ou tarde se entediam e desencantam, quando não sucumbem às tentações do crime. 

Há quem prefira a estrada agradável dos caprichos pessoais atendidos. 

Entretanto, não raro incide em tenebrosos enganos, carregando pela vida afora o peso do arrependimento. 

As experiências da vida terrena são as mais diversas, mas não constituem obra do acaso. 

Ninguém recebe um berço entre os homens para acomodar-se, entre a preguiça e a inércia. 

Nosso dever é nossa escola. 

A confiança em Deus pressupõe acreditá-lo no absoluto comando do universo. 

Se o Pai permitiu que você tivesse determinada experiência, faça o seu melhor, mesmo com dificuldade. 

Por certo esse vivenciar corresponde ao valor que lhe incumbe amealhar, em sua jornada para a amplidão da verdadeira vida. 

Na trilha do aperfeiçoamento moral, não existem atalhos de facilidade. 

Ninguém poderá aprender em seu lugar a lição que lhe compete. 

Jesus aconselhou que o homem porfiasse por entrar pela porta estreita. 

A senda estreita refere-se à fidelidade que deve ser mantida por quem aspira à paz. 

É necessário ser fiel às próprias obrigações, evitando fugir delas por qualquer pretexto. 

O dever bem cumprido pacifica a criatura, credenciando-a a experiências mais ricas e plenas. 

Para sustentar a necessária fidelidade ante os compromissos, é preciso algum sacrifício. 

Não há como atender a todas as fantasias e caprichos nascidos da vaidade e ao mesmo tempo cumprir programas de elevação espiritual. 

A comunhão com o alto, na humildade dos deveres retamente satisfeitos, implica paulatino abandono da bagagem de sombra que ainda trazemos em nós. 

Tanto mais feliz é o ser humano, quanto mais contentamento encontra em colaborar para a alegria e o crescimento alheios. 

Prestar muita atenção nos próprios problemas os faz crescer em importância. 

Já a dedicação ao próximo tende a auxiliar o homem a perceber a pequenez de seus dissabores. 

O saber-se útil, buscando propiciar bem-estar aos semelhantes, acalma e pacifica o coração. 

O caminho para o céu que todos almejam passa pela disciplina de adaptar o próprio espírito na garantia da felicidade geral. 

Não concentre suas energias e talentos na busca de vantagens passageiras. 

Glórias desnecessárias ou imerecidas, ociosidade e fulgores sociais tendem a atrair penúria e ignorância. 

Não escolha caminhos fáceis, mas de destino duvidoso. 

Persevere na renúncia que eleva e edifica, enobrece e ilumina. 

Não rejeite a provação e o trabalho, a abnegação e o suor. 

Em todas as circunstâncias, recorde que a porta larga é a paixão desregrada, o culto do personalismo. 

Já a porta estreita é sempre o amor intraduzível e incomensurável de Deus.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 12 do livro Ceifa de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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