quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Reforma íntima

Você já ouviu falar em reforma íntima? Quase sempre, o termo desperta nas pessoas a ideia de que tudo em si está errado e necessita ser reformulado, que é portador somente de coisas negativas, ruins, que devem ser modificadas. 

O termo reforma quer dizer retificação, mudança. Mas, também, melhoria, aprimoramento, dar melhor forma a alguma coisa. 

Quando dizemos que vamos fazer uma reforma em nossa casa, isto não significa que ela esteja ruim. Pode simplesmente querer dizer que desejamos melhorá-la, ampliá-la, torná-la mais confortável. 

Assim, a reforma pode compreender uma nova pintura externa, porque a atual está começando a descascar ou se encontra desbotada, pelo longo tempo de exposição às intempéries. 

Durante uma inspeção para reforma, poderemos descobrir que precisamos substituir o assoalho de um cômodo, uma parede, um pedaço do teto. Talvez substituir algumas telhas quebradas ou consertar as calhas. 

Com certeza, haveremos de encontrar na casa que nos dispomos a reformar, um cômodo quase ideal, que, ao menos no momento, não precisa nenhum retoque. 

É um lugar aconchegante, com boa iluminação, móveis bem colocados, pintura excelente. Enfim, ali tudo está bem e não necessitará ser tocado, por enquanto. 

Pois assim também é quando se fala em reforma íntima. Analisando as nossas disposições individuais, a nossa forma de ser, de pensar e de agir, vamos descobrir que temos defeitos, sim. Entretanto, também temos virtudes. 

Os defeitos são aqueles dos quais devemos nos libertar. Naturalmente, a pouco e pouco. 

Exatamente como a reforma de qualquer casa, quer seja por condições financeiras, quer seja por condições técnicas, não se faz de um dia para o outro. 

Tempo, esforço, atenção é do que precisamos para nos liberar de pequenos e grandes defeitos. 

É o ciúme que teima em aparecer, a impaciência que nos faz explodir por quase nada, o egoísmo falando mais alto. 

Como toda reforma tem a ver com uma certa desarrumação, sujeira de caliça, madeira e pó, quando iniciamos a reforma íntima, por vezes vamos nos sentir como se tudo estivesse muito mal. 

Parecer-nos-á que só temos defeitos e não os iremos superar nunca. 

Devemos ter paciência conosco! A natureza não dá saltos. Vícios de muitos anos precisam de tempo para ser modificados. 

Um dia, quando a reforma estiver completa, tudo estará arrumado, bem disposto, no lugar correto. 

E, é claro, nossa alma estará enfeitada com flores viçosas nos vasos delicados das virtudes conquistadas. 
         
Jesus, o Mestre, no intuito de incentivar as criaturas à própria melhoria, ensinou que quem estivesse no telhado, não descesse para o interior da casa; quem estivesse no campo, não retornasse para a cidade. 

O convite é para que, vencidas as etapas, as pequenas deficiências, abolidos alguns erros, não voltemos a cometê-los outra vez.

Redação do Momento Espírita

     
     
     
     
     
    


     
         

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