quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dilemas morais

Nossa sociedade vive uma crise de valores.

Há notícias de corrupção nos mais variados setores.

Entre a tentação e o dever, a primeira tem prevalecido.

Esse clima pode gerar descrença no futuro.

Contudo, uma pequena retrospectiva histórica auxilia a manter a esperança.

Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.

Há pouco tempo eram admitidas práticas hoje amplamente repudiadas.

Por exemplo, a escravidão, a prisão por dívidas e o assassinato como forma de defesa da honra.

A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civilização.

Por certo, um padrão ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.

A honestidade ainda é uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.

Se há a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.

E tal se dá nos mais variados planos da existência humana.

São comuns condutas sexuais desequilibradas, traições conjugais e profissionais, fofocas e trapaças.

As pessoas se permitem tais desvirtuamentos na crença de que assim agem na conquista da felicidade.

Ocorre que não há felicidade sem paz e nem paz sem consciência tranquila.

A tranqüilidade da consciência, por sua vez, pressupõe o dever bem cumprido.

Conseqüentemente, traições, mentiras, preguiça e desonestidade não trazem felicidade para ninguém.

Muitos se perguntam a razão pela qual os anseios do coração tão freqüentemente conflitam com o dever.

É como se a vida negasse deliberadamente o que a criatura considera o ideal para ser feliz.

O Espiritismo ajuda a entender esse aparente conflito.

Ele ensina que os espíritos encarnam infinitas vezes, com o propósito de se aperfeiçoarem.

Todos se destinam à mais completa felicidade.

Na plenitude de sua evolução, serão anjos, plenos de amor e sabedoria.

No princípio, são grandemente guiados pelos instintos.

Mas de forma gradual desenvolvem a razão e conduzem-se por ela.

Nesse gigantesco caminhar, cometem alguns equívocos e desenvolvem outros tantos vícios.

Com o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais não mais se justificam.

A consciência despertada para realidades superiores clama por corrigenda.

No plano espiritual, entre as existências terrenas, o Espírito contempla sua situação.

Verifica quais vícios e equívocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide superá-los.

Então, programa para si uma existência terrena com o intuito de melhorar-se.

Assume compromissos de trabalho, voltados à sua reforma pessoal.

Aceita como parentes Espíritos com quem tenha problemas para resolver.

Pede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.

É por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paixões.

De um lado há o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equívocos.

De outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.

Se você deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tentação e o dever.

Perante um dilema moral, adote a conduta mais digna possível, mesmo que penosa.

O comportamento digno e o cumprimento do dever o libertarão do passado e o habilitarão a vivências sublimes.

Ao passo que ceder às tentações implicará a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunstâncias mais árduas.

Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita.
          
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