sábado, 10 de setembro de 2016

Sou


Noite8
Visitante em meu próprio lar

Viajante buscando estar


Habitante de um só lugar


Sou de Deus, de adeus e voltar...



Nada tenho além do que sou


Nada levo além do que sou


Sou de Deus, de adeus e voltar...



Cintilante... O céu a sonhar

Flamejante... Tal chama a voar


Importante... O fim que terá


Sou de Deus, de adeus e voltar...



Nada tenho além do que sou


Nada levo além do que sou


Sou de Deus, de adeus e voltar


Sou partida, trilha e chegar.



Somos todos visitantes em nossos próprios lares da Terra.


Como Espíritos que somos, seres inteligentes da Criação, habitamos o espaço. E desse espaço nos apartamos momentaneamente, vestindo corpos carnais, no que conhecemos como encarnação.


A ação de entrar na carne é necessária para nosso crescimento espiritual.


Tal vinculação mais intensa com a matéria nos proporciona experiências únicas, vivências fundamentais para o desenvolvimento das virtudes e combate às imperfeições.


Somos viajantes, sim, pois ao longo de nossa evolução habitamos muitos corpos em muitos mundos, conforme a necessidade de cada um de nós.


Em cada vida chegamos com nossa bagagem moral e intelectual, nossas virtudes conquistadas e nosso conhecimento a respeito das coisas.


Cada vez que partimos é só isso que também levamos conosco. Nada além dos tesouros da alma. Tudo que não é da alma, fica.


A matéria, o corpo, as coisas... Tudo é instrumento, e não finalidade.


O instrumento precisa ser bem cuidado, bem administrado, pois que é o lavrador sem sua enxada e seus braços?


Mas o trabalhador do campo sabe muito bem que seu verdadeiro objetivo é a colheita. É ela que o sustenta e provê alimento para sua família.


Somos de Deus, criaturas perfectíveis, geradas por essa inteligência suprema, de máxima bondade, que chamamos Pai.


Esse Pai Maior deseja nossa felicidade e nos dá todos os meios necessários para alcançá-la.


Somos de adeus, pois a vida é um ir e vir constante. Muitos de nós já aprendemos, inclusive, a trocar este adeus por até breve.


Não perdemos ninguém pois, em primeiro lugar, ninguém nos pertence de fato e em segundo, porque aqueles que amamos, assim como nós mesmos, são imortais.


Não possuímos uns aos outros. O apego excessivo é causa de dor.


Somos de voltar, pois sempre recebemos novas chances. A reencarnação é uma realidade da qual não podemos nos esquivar, acreditando nela ou não.

Gif de flor
Nada tenho além do que sou

Nada levo além do que sou


Sou de Deus, de adeus e voltar


Sou partida, trilha e chegar.



Redação do Momento Espírita, com base no poema Sou, do livro No castelo do Espírito, de Andrey Cechelero, ed. Immortality.

Em 11.11.2011.
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Um ótimo domingo!!!

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Com estima e apreço,
Myrna.