quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada. Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando: fujam todos, a ilha vai ser inundada. Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda. Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você. Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você. Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você... Sinto muito, mas você vai sujar meu barco. Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você? Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse: sobe, amor, que eu te levo. O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria: Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou? Ela respondeu: O tempo. O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui? Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor. Dentre todos os dons que a Divindade concede ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos. É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso. É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento. É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios. O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz. E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre. Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo. Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir. Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las. Tempo de abraçar e de se afastar. Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar." (Redação do Momento Espírita)

 
Gif Mashimaro
Grãos de areia e o tempo


Você já brincou com uma ampulheta? Aquele instrumento quase lúdico de medir o tempo?

Dificilmente conseguimos ficar indiferentes quando nos deparamos com uma.

Seja por nos remeter às histórias e contos orientais, seja pelo fascínio de vermos os grãos de areia escorrendo intermitente e pacientemente, ou ainda pela harmonia de suas curvas, se insinuando perante o tempo... não há como ficarmos indiferentes.

Ainda hoje utilizada, ela se mostrou instrumento precioso quando não se dispunha de outros medidores de tempo mais precisos.

Utilizada em navios, igrejas e, quando surgiu o telefone, em alguns locais, servia para contar o tempo de uma chamada telefônica.

No Judiciário, era usada para marcar o tempo das sustentações orais dos advogados e, simbolicamente, é utilizada nas artes plásticas para representar a transitoriedade da vida.

Ela tem um princípio simples e básico. A quantidade de areia que escorre constantemente marca um ciclo de tempo.

Quanto maior a quantidade, maior o ciclo que conseguimos marcar. Quanto maior o estrangulamento para a passagem da areia, mais tempo ela levará para escoar.

Nessa observação de grãos de areia escorrendo do recipiente superior para o inferior, podemos nos questionar o que temos feito do tempo de que dispomos.

Um grão de areia parece insignificante, mas cada um deles contribui para a contagem do tempo na ampulheta. Assim é o tempo de nossa vida, nossos segundos, minutos, nossas horas.

Se somarmos as horas, dias e anos, teremos a construção de toda uma vida, conquistas, sonhos e aprendizado.

Mas será sempre o somatório dos nossos minutos, de nossos dias que construirão nosso sonho ou nossa desdita.

O tempo tem algo mágico nele mesmo. Quando se faz futuro, parece demorar tanto para passar, mas basta chegar até nós e se transformar em passado, para ganhar uma velocidade incrível.

Lembramos de como os anos escolares eram demorados para terminar? E hoje, ao nos recordarmos deles, percebemos como foi tudo muito rápido.

E o primeiro ano de Faculdade? Parece que nunca chegaria, e hoje, a formatura já se faz longe.

Dessa forma percebemos que, assim como cada grão da ampulheta cumpre seu papel, cada minuto de nossa vida deve ter sua utilidade.

Cada minuto soma-se aos demais para o objetivo maior da vida, de progresso e aprendizado intelectual e moral.

Por isso, sempre será útil fazermos breves balanços, de tempos em tempos, para sabermos como estamos utilizando nosso tempo.

Rapidamente, ao final do dia, perguntarmo-nos o que nos sucedeu e como as coisas ocorreram.

Ao final do mês, um breve balanço das atividades e objetivos alcançados.

Na conclusão de um ano, repensar o que foi feito e quais conquistas obtivemos.

E também em tantos outros momentos, seja quando algum ciclo se concluir, ou nas despedidas, nas alegrias...

Assim procedendo, conseguiremos saber como nossos grãos de areia da ampulheta da vida são importantes, e como o grande tesouro chamado tempo, dádiva Divina, vem sendo utilizado em nossas mãos.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.2.2013.

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Gif de flores
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Myrna.