terça-feira, 10 de novembro de 2015

..."Olhe o dia amanhecendo e você vai sentir que, em quase tudo, há o amor tecendo o alvorecer. Uns são raios de sol que vêm descendo, para iluminar o que de bom a gente sonha fazer. Outros são canções suaves que quando em silencio, a gente ouve em toda fonte que jorra, em cada onda que bate, em cada sopro de vento, em cada silvo selvagem, em cada bicho que corre, em cada flor ao nascer. Eles são fontes de energia e proteção, presentes em seus planos, desejos, vontades, em tudo o que o amanhecer inspira. Só que é preciso fechar os olhos para ver, e ouvir o coração dizendo que a gente é como gota dágua, nesse mar imenso do universo, com o poder infinito de transformar o que é invisível em cores do arco-íris. Acredite. Cada manhã dá luz a um novo dia, mas é você quem faz nascer a alegria." (D.A.)

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A imaginação maravilhosa da infância


A sempre lúcida e inspirada Cecília Meirelles, traz-nos alguns de seus pensamentos sobre a infância:

É porque nós, desgraçadamente, já andamos esquecidos; mas, quando fomos pequenos, tivemos também essa maravilhosa imaginação com que qualquer criança deslumbra o mais requintado poeta.

Nosso mundo foi feito de coisas prodigiosas: os milagres das fadas, os encantos dos bruxos, toda a mágica das histórias mais assombrosas...

Tudo foi sempre muito verossímil, porque tínhamos em nós uma força misteriosa geradora das mais extraordinárias possibilidades.

Talvez porque convivíamos mais diretamente com a natureza, e a natureza é por si mesma assombrosa.

Depois de ver uma borboleta voar, uma flor desenrolar-se do botão, uma semente transformar-se em planta, um passarinho sair do ovo e mais tarde a cantar;

Uma estrela revelar-se, depois de feita a noite, um campo encher-se de pirilampos, as nuvens crescerem, unirem-se, viajarem, desfazerem-se...

Depois de tudo isso, com que é que se vai admirar uma criança?

E éramos tão senhores da vida, com todos os seus cenários e as suas aparências...

Acreditávamos tanto na eternidade profunda das coisas, malgrado as suas superficiais e parciais extinções.

Que a morte era pra nós qualquer coisa enganosa, que os adultos não tinham ainda encarado bem, que ainda não conheciam de perto e só por isso, com certeza, não sabiam ainda vencer...

A infância traz encerradas em si todas as condições superiores do destino humano.

Ela mesma não sabe disso, porque a sabedoria tem qualquer coisa de inconsciente. Mas vivem dentro dela todas as capacidades da vida, por mais difíceis, inacreditáveis, longínquas e indefiníveis que sejam.


*     *     *

E cá estamos nós, mais uma vez, admirados com a grandiosidade desse período de nossas vidas chamado infância.

Seria apenas um período? Parece uma descrição pequena demais para abraçá-la honrosamente.

Deus nos deu a infância como um grande tesouro, uma lição de pureza poderosa, que não vem de fora, de professores, de sábios, de livros, mas vem de nosso íntimo divino.

Jesus foi muito claro ao proclamar - referindo-se às crianças - que destas é o Reino dos Céus, e mais, que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele.

O Mestre Nazareno não olvidou que ali, naqueles corpos infantis, existiam Espíritos velhos, mas usou dessa lição para deixar visíveis as características da alma infantil - fundamentais para o crescimento moral humano.

Destacava a humildade, a pureza, na forma de ausência de preconceitos; a ânsia de saber, a perseverança, a docilidade, e tantas outras...


*     *     *

Que sua porção criança possa sempre sorrir ao ver o nascer do sol.

E que quando caia a noite, e venha o medo do escuro, saiba observar as estrelas e sua perfeição incompreensível e bela - e isso lhe traga novamente o sorriso.

Que sua porção criança permita enxergar o lado bom das pessoas, e jamais cair nas teias da amargura ou do pessimismo destruidor.

Que sua porção criança lhe recorde do quão bom e importante é viver.


Redação do Momento Espírita, com citações do livro Crônicas de educação, v. 1, de Cecília Meirelles, ed. Nova Fronteira.
Em 02.03.2009.




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Feliz dia!!!

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Myrna.