segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"... O homem será o que da sua infância se faça. A criança incompreendida, resulta no jovem revoltado e este assume a posição de homem traumatizado, violento. A criança desdenhada, ressurge no adolescente inseguro que modela a personalidade do adulto infeliz. A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita." (Amélia Rodrigues)

Barrinhas e Divisórias
Influência infeliz


Você, que convive mais de perto com as crianças, já notou como elas, em geral, têm um coração generoso e uma grande capacidade de perdoar?

Além disso, percebem as coisas de maneira simples e descomplicada.

Mas, infelizmente, o que acontece é que, às vezes, os adultos exercem sobre elas uma influência infeliz.

Quando a criança chega chorando, por exemplo, dizendo que o amigo lhe bateu, logo os pais tomam partido, aconselhando que não brinque mais com o malvado, que fique longe dele.

Passam-se apenas alguns minutos e eis que o pirralho já está às voltas com o amiguinho brigão, dando mostras de leveza de sentimentos, de esquecimento das ofensas.

Mas, para os pais, isso não está certo. E não é raro que questionem o filho, perguntando-lhe como pode brincar novamente com aquela criança agressiva. Isso quando não dizem, logo no início: Se ele te bateu, bata nele também!

Ao agir assim o educador passa para o seu educando a lição da mágoa, do rancor, do melindre, da violência.

Noutras vezes, passa lições de vingança. É quando, por exemplo, a criança bate em algum objeto e corre para o colo da mãe chorando.

Esta imediatamente começa a xingar o objeto, dizendo que ele é o culpado, que é feio, malvado. E chega ao cúmulo de bater no objeto como se fosse um ser vivo.

Sem dúvida, uma lição de vingança. E, além disso, a criança aprende a jogar nos outros a culpa pelos próprios descuidos. Se é um objeto inanimado, não poderia ter saído do lugar para se jogar contra nosso filho, mas há pais que passam essa ideia.

Seria mais fácil e verdadeiro, além de educativo, socorrer a criança e lhe dizer que isso acontece porque, às vezes, andamos meio distraídos.

Há crianças que também aprendem, com os próprios pais, a lição do egoísmo. Esses lhe dão um brinquedo e não deixam de recomendar: Não deixes ninguém mexer no teu brinquedo, filho, pois poderá estragar.

Mais tarde, quando o filho esconde suas coisas dos próprios irmãos, não se sabe onde arranjou tanto egoísmo.

A mentira, não raro, também é lecionada dentro do lar. Há pais que mentem com tanta naturalidade na presença dos filhos, que nem se dão conta de que eles os observam e imitam seus exemplos.

Lições de desonestidade, por vezes, são transmitidas com tanta frequência que passam a fazer parte da formação dos caracteres do educando.

É quando o pai pede ao filho que não conte isto ou aquilo para a mãe, ou vice-versa.

Quando o garçom se engana no troco e entrega dinheiro a mais, e o pai diz que não devolverá, pois o problema não é dele e sim do garçom que não presta atenção no que faz.

Mas, se o garçom devolve dinheiro a menos, então o pai reclama seus direitos.

Esses são apenas alguns exemplos de como podemos exercer influência negativa na formação do caráter dos nossos filhos.

Sendo assim, é preciso que prestemos muita atenção em nossas atitudes, em nossa maneira de lidar com as situações corriqueiras, pois elas são de extrema importância na educação informal das nossas crianças.
 
*      *      *

A criança é extremamente observadora.

Ela está sempre atenta aos nossos menores gestos e palavras.

Portanto, conduzirá seus passos guiados pelos nossos. Tomará atitudes baseadas nas nossas. Terá por valores tudo o que valorizamos e por desvalores o que desvalorizamos.

Por essas e outras razões, precisamos pensar muito bem antes de agir, de forma que nossas ações sejam lúcidas e coerentes com o caráter de um verdadeiro homem de bem.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita
Em 06.12.2010.


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Um ótimo começo de semana!!!

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Myrna.