segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Fácil é desprender-se alguém da moeda que sobra, em favor do vizinho necessitado, mas é muito difícil projetar, a benefício dos outros, o sorriso de estímulo e o abraço da fraternidade que ajuda efetivamente. Fácil é dar, de acordo com a nossa vontade e modo de ver ou sentir, mas é sempre difícil auxiliar o companheiro de jornada humana, segundo os projetos e aspirações que ele nos apresenta. Fácil é desligar o coração de objetos e bens, no enriquecimento de quantos sejam simpáticos aos nossos caprichos individuais, mas é muito difícil ceder em favor daqueles que não nos acompanham as opiniões. Fácil é transmitir o que nos custou esforço algum, entretanto, é difícil espalhar o que supomos conquista nossa. Fácil é sacrificarmo-nos pela melhoria dos nossos amigos e familiares, no entanto, é sempre difícil a renunciação em auxílio dos que não oram pela cartilha de nossas devoções pessoais. Fácil é libertar a palavra que ensina, mas é muito difícil desenvolver a ação que realiza. Incontestavelmente, grande amor à Humanidade demonstra o aprendiz do Evangelho que distribui o pão e o remédio, o socorro e o ensinamento, a esmola e o auxílio, nas linhas materiais da vida; contudo, enquanto não aprendermos a dar de nosso suor, do nosso ponto de vista, do nosso concurso individual, do nosso sangue, do nosso tempo e de nosso coração, em favor de Todos, não ingressaremos, realmente, no grande Templo da Humanidade, onde receberemos, edificados e felizes, o título de Companheiros e Discípulos de Jesus." (Emmanuel)

Hello Kitty
Aprendendo a desprender-se...


Bonnie foi internada duas semanas antes do Natal, para uma cirurgia e estava muito preocupada. Além dos quatro filhos para cuidar, ela pensava nas compras, presentes e enfeites a providenciar.

Quando abriu os olhos, após a cirurgia, olhou ao redor e viu algo semelhante a uma floricultura.

Buquês de flores se enfileiravam sobre o parapeito da janela. Cartões se empilhavam sobre a mesinha de cabeceira.

O marido lhe disse que os amigos haviam preparado refeições para a família e se ofereceram para cuidar das quatro crianças.

Mais flores, disse a enfermeira, entrando no quarto e interrompendo os pensamentos da convalescente.

Acho que vamos ter de mandar a senhora para casa, disse sorridente. Não temos mais espaço aqui.

 Enquanto Bonnie lia os cartões, ouviu alguém dizer:

Gostei das flores.

Era a companheira de quarto. Uma mulher de mais ou menos quarenta anos, portadora de Síndrome de Down.

Ginger gostava de falar e não se cansava de dizer que estava ali para que o doutor desse um jeito no seu pé. Contou que morava em companhia de outras pessoas e desejava voltar a tempo para poder participar da festa de Natal.

Enquanto Ginger foi para a cirurgia, Bonnie ficou olhando o quarto. O seu lado estava florido. O outro lado, nada. Nenhum cartão, nenhuma flor.

Vou oferecer a ela algumas de minhas flores, pensou.

Foi até a janela e escolheu um arranjo de flores vermelhas. Mas, recordou que o arranjo ficaria muito bonito em sua mesa de Natal.

E continuou encontrando desculpas: as flores estão começando a murchar... A amiga que ofereceu ficaria ofendida... Poderia enfeitar a casa com aquele arranjo...

Resultado: ela não conseguiu se desfazer de nenhuma. Voltou para a cama e pensou que, no dia seguinte, quando a loja abrisse, iria pedir para que entregassem algumas flores à companheira.

Ginger voltou da cirurgia e uma funcionária do hospital lhe trouxe uma guirlanda verde de Natal, com um enfeite vermelho, colocando-a pendurada acima da sua cama.

No dia seguinte, a enfermeira retornou para dizer a Ginger que ela iria para casa.

Ela ficou feliz. Arrumou os seus pertences enquanto Bonnie se entristeceu. A floricultura do hospital só iria abrir dali a duas horas.

Será que ela deveria oferecer uma das suas flores?

Ginger se sentou na cadeira de rodas para ser conduzida pela enfermeira. Mas, apanhou a guirlanda verde, aproximou-se de Bonnie e, levantando-se com certa dificuldade, a abraçou, deixando o enfeite em seu colo.

Bonnie não conseguiu dizer nada. Segurou a pequena guirlanda nas mãos, com os olhos úmidos. O único presente de Ginger e ela o tinha oferecido.

Então ela entendeu que Ginger possuía muito mais coisas do que ela mesma.

*     *     *

Há muita gente escravizada ao que não tem e muita alma livre do que possui.

Verifique onde você se enquadra e busque se transformar em anjo da ação bem dirigida, convertendo o que lhe chegue às mãos em bênçãos e alegrias mantenedoras da vida.
 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Tudo é meu, de Bonnie Shepherd, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press e pensamento final do cap. 25, do livro Legado Kardequiano, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 20.8.2014.
 
 
Hello Kitty
Feliz e abençoada semana!!!

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Com estima e apreço,
Myrna.