segunda-feira, 10 de agosto de 2015

"Certo jornalista recebeu a incumbência de escrever um artigo sobre como resolver os problemas do mundo. Teria que falar sobre as possibilidades de se estabelecer a paz mundial, de cessarem as guerras, enfim, sobre a união entre os povos. No final do dia, adentrou no lar, brincou um pouco com os filhos e se dirigiu a máquina para datilografar seu artigo. Por várias vezes foi interrompido pelas crianças que desejavam um pouco mais de sua atenção. Para resolver a situação, sem prejuízos para ambas partes, decidiu dar algo com que seus filhos pudessem se distrair enquanto ele trabalhava. O acordo foi feito. O jornalista entregou quebra-cabeça às crianças e lhes disse que assim que elas terminassem de montá-los brincaria com elas. É claro que o que ele queria era tempo para redigir seu artigo, pois o quebra-cabeça do mapa mundial tinha 500 peças. Voltou a concentrar-se e entregou-se ao trabalho. Mas sua tranquilidade não dourou muito. Em tempo recorde as crianças adentraram seu escritório, em tremenda algazarra: "terminamos papai"! - disseram alegres. O jornalista não podia crer. A tarefa teria que durar muitas horas, no entanto, elas concluíram em pouco mais de meia. Inquieto com o fato, perguntou como haviam conseguido montar o mapa em tão pouco tempo. As crianças responderam satisfeitas: nos não montamos o mapa papai. No verso do quebra-cabeça há a figura de um homem, nós achamos mais fácil e montamos o homem invés de montar o mundo. Naquele mesmo instante, o jornalista, que não conseguira, ainda, escrever de forma satisfatória seu artigo, encontrou inspiração para concluí-lo. A ideia lhe foi dada pelos seus filhos: para resolver o problema do mundo , é preciso reconstruir o indivíduo. A situação externa de cada nação, reflete a situação interna de cada cidadão. Não se pode construir uma sociedade justa se não houver homens justos. Pense nisso! A paz social, nacional e internacional depende da paz individual. Enquanto o homem não fizer as pazes consigo mesmo, não pode ter paz com os outros. Todo e qualquer tratado de paz no mundo político-social acabará irremediavelmente numa guerra quente, nos campos de batalha, ou então, numa guerra fria nos parlamentos. As Leis Cósmicas são de uma lógica incontestável: nada há no mundo social que antes não tenha havido no mundo individual." (Equipe Redação Momento Espírita, com base em fato verídico)


Gif de coruja
Bases para a reforma social


Vivemos a era do desenvolvimento científico e dos avanços tecnológicos.

No entanto, embora a satisfação e o conforto que os avanços proporcionam para a vida material, não conseguem preencher o vazio da alma.

O homem aspira qualquer coisa de superior, sonha com melhores instituições, deseja a vida, a felicidade, a igualdade, a justiça para todos.

Mas, como atingir tudo isso com os vícios da sociedade e, sobretudo, com o egoísmo imperando?

O homem sente a necessidade do bem para ser feliz e compreende que só o bem pode lhe dar a felicidade pela qual aspira.

Mas, como ocorrerá isso?

Ora, se o reino do bem é incompatível com o egoísmo, é preciso que o egoísmo seja destruído.

Mas, o que pode destruí-lo? A predominância do sentimento do amor, que leva os homens a se tratarem como irmãos e não como inimigos.

A caridade é a base, a pedra angular de todo edifício social. Sem ela o homem construirá sobre a areia.

Assim sendo, se faz urgente que os esforços e, sobretudo os exemplos de todos os homens de bem, a difundam.

Mas como exemplificar o bem num meio corrompido pela maldade, a violência, a corrupção?

Está nos desígnios de Deus que, por seus próprios excessos, as más paixões se destruam. O excesso de um mal é sempre o sinal de que chega ao seu fim.

No entanto, sem a caridade o homem constrói sobre a areia. Um exemplo torna isso compreensível.

Alguns homens bem intencionados, tocados pelos sofrimentos de uma parte de seus semelhantes, supuseram encontrar o remédio para o mal em certas doutrinas de reforma social.

Vida comunitária, por ser a menos custosa; comunidade de bens para que todos tenham a sua parte; nada de riquezas, mas, também, nada de miséria.

Tudo isso é muito sedutor para aquele que, não tendo nada, vê, antecipadamente, a bolsa do rico passar ao fundo comunitário sem cogitar que a totalidade das riquezas, postas em comum, criaria uma miséria geral ao invés de uma miséria parcial.

Que a igualdade, estabelecida hoje, seria rompida amanhã pela mobilidade da população e a diferença entre aptidões.

Que a igualdade permanente de bens supõe a igualdade de capacidades e de trabalho. Mas a questão não é examinar o lado positivo e o negativo desses sistemas.

O fato é que os autores, fundadores ou promotores de todos esses sistemas, sem exceção, não visaram senão a organização da vida material de uma maneira proveitosa a todos.

A finalidade é louvável, indiscutivelmente. Resta saber se, nesse edifício, não falta a base que, só ela, poderia consolidá-lo, admitindo-se que fosse praticável.

A vida comunitária é a abnegação mais completa da personalidade.

Ora, o móvel da abnegação e do devotamento é a caridade, isto é, o amor ao próximo.

Um sistema que, por sua natureza, requer para sua estabilidade virtudes morais no mais supremo grau, haveria que ter seu ponto de partida no elemento espiritual.

Pois muito bem, ele não o leva absolutamente em conta, já que o lado material é a sua finalidade exclusiva.

Isso quer dizer que são enfeitadas com o nome da fraternidade, mas a fraternidade, assim como a caridade, não se impõe nem se decreta, é algo que existe no coração e não será um sistema que a fará nascer.

Ao mesmo tempo em que isto ocorre, o defeito antagônico à fraternidade arruinará o sistema e o fará cair na anarquia, já que cada pessoa quererá tirar para si a melhor parte.

A experiência aí está, diante de nossos olhos, para provar que eles não extinguem nem as ambições nem a cobiça.

Os homens podem fundar colônias sob o regime da fraternidade tentando fugir ao egoísmo que os esmaga, mas o egoísmo seguirá com eles como vermes roedores.

E lá, onde se acham, haverá exploradores e explorados, se lhes falta a caridade.

Por todas essas razões é que nunca haverá reforma social que se sustente em sistemas que não levem em conta o elemento espiritual.

É incontestável que antes de fazer a coisa para os homens, é preciso formar os homens para a coisa, como se formam obreiros, antes de lhes confiar um trabalho.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita, com base em discurso pronunciado por Allan Kardec, nas reuniões gerais dos espíritas de Lyon e Bordeaux, do livro Viagem espírita em 1862, ed. O clarim, 2. ed., pp.80-84.


 
Gif de coruja
Ótima tarde!!!

2 comentários:

  1. Muito bom! E o engraçado é que por coincidência eu estava navegando pelo instagram, e tinha acabado de ver uma postagem que tem tudo a ver com o tema dessa mensagem: "Que a gente saiba se deixar em paz!" ...incrível!

    https://instagram.com/p/6kXY1ex8Vj/?taken-by=lousamor

    Tenha um bom dia, e uma vida cheia de paz!

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    Respostas
    1. Obrigada!
      Seja sempre bem vindo!
      Muita Paz!
      Myrna.

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Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.