terça-feira, 9 de junho de 2015

"O homem moderno, apesar de viver a era da tecnologia, ainda é regido pela superstição. Por questões atávicas, vincula-se a crendices que o mantém preso à ignorância e lhe impedem voos mais altos. Assim, a crença de que os astros influenciam em sua vida permite que ele consulte horóscopos e assemelhados, antes de tomar decisões e realizar negócios. Em verdade, o campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica. Contudo, o Evangelho de Jesus nos ensina que cada qual receberá conforme suas obras. Cabe ao homem lutar para a conquista do melhor e não ficar aguardando a posição ideal dos planetas para essa ou aquela tomada de atitude. Alguns se vinculam a tradições numéricas e fazem referência a esse ou aquele número como o que confere sorte ou azar. Com todo o respeito que a numerologia nos merece, recordemos as lições do Divino Pastor e parafraseando-O, lembremos que os números foram feitos para os homens e não os homens para os números. E porque tudo é criado por Deus e o tempo somente existe, nas dimensões que o conhecemos, enquanto vivemos na Terra, convenhamos que todos os dias são sagrados. Aqueles que temos cuidados exagerados com a sexta-feira, recordemos alguns fatos de impacto na Humanidade. O luxuoso transatlântico Titanic, que partiu da Inglaterra e colidiu com um gigantesco iceberg, nas proximidades dos Estados Unidos, causou a morte de mil quinhentas e três pessoas. A tragédia aconteceu no dia 15 de abril de 1912. Não era dia treze, nem sexta-feira. Era uma segunda-feira. O Japão ainda recorda a terrível catástrofe provocada pelo lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, no ano de 1945, quase ao final da Segunda Guerra Mundial. Era uma segunda-feira, dia 6 de agosto. Se recordarmos a destruição das Torres Gêmeas, em Nova York, veremos que se deu no dia 11 de setembro de 2001. Era uma terça-feira. Eventos felizes ou infelizes ocorrem diariamente. Tragédias pessoais e coletivas. Todos os dias pessoas nascem, se casam, morrem. Sorriem ou choram. Se dizem felizes ou infelizes. Somos sete bilhões de seres sobre a face da Terra, em reajustes e provações. Motivo algum para que acreditemos que um dia, ou um número, ou um mês deva ser menos precioso do que outro. Aproveitemos as horas, realizando o melhor. Estamos neste mundo para progredir. E somente se progride, a esforço próprio, estudando, trabalhando, aperfeiçoando-se. Assim o fizeram todos os grandes sábios, inventores e pesquisadores. Assim procederam os ousados navegadores e descobridores de todos os tempos, sem dia, nem hora determinados. Utilizemos, dessa forma, cada dia, com sabedoria, e descobriremos, ao cabo das semanas, que toda hora é bendita e todo minuto se faz de importância. Não nos impressionemos com prognósticos desfavoráveis. Guardemos a certeza de que a nossa vontade é força determinante. Tranquilizemo-nos quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa todos os estudos referentes a predições. Tenhamos em mente que cada qual tem a vida que procura, porque somos herdeiros de nossos próprios atos." (Redação do Momento Espírita, com base no cap. 35, do livro Espiritismo: Obra de educação, de Celso Martins, ed. EME; no cap. 40, do livro Conduta espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. FEB e nas pergs. 140 e 142, de O Consolador, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.)

 
gif tartaruga
Segredo do casco da tartaruga


Logo que aprendeu a ler o menino começou a fazer descobertas.

Um dia estava folhando um livro e deparou com a palavra "réptil".

Procurou no dicionário e surpreendeu-se com o significado: "animal que se arrasta".

Pensava, até então, que réptil tinha a ver com rapidez e era justamente o contrário.

Seu pai riu do seu espanto e disse que as tartarugas também eram répteis.

Falou, ainda, com ares de mistério, que havia uma lenda chinesa narrando que Deus havia escrito o segredo da vida no casco de uma tartaruga.

De olhos arregalados o menino imaginava como poderia ter Deus usado o casco da tartaruga como se fosse uma folha de papel.

O pai, encantado com o interesse do filho, salientou que aprender a ler nos livros era apenas o começo da longa jornada do conhecimento.

Disse que, com o passar do tempo, o filho conseguiria ler no rosto de uma pessoa a história de sua vida.

Que bastaria observar os olhos de um amigo para ver se neles brilhava, ou não, felicidade.

Que, um dia, ao tocar nas mãos de um homem do campo, seria capaz de conhecer seus sofrimentos.

O menino não se ateve às novas argumentações do pai.

Ele era curioso.

Queria mesmo era saber qual seria o segredo da vida.

Por isso, começou a interessar-se pela vida das tartarugas.

Pesquisou, leu e aprendeu muito.

Passou a reconhecer as espécies e suas principais características.

Sabia onde era possível encontrá-las e que ameaças a maior parte delas sofria.

Quanto mais estudava, mais o menino se convencia de que realmente poderia descobrir a escrita de Deus naquelas criaturas.

Elas tinham carapaças misteriosas, com desenhos estranhíssimos, círculos coloridos, arestas longitudinais.

Algumas até pareciam mais uma pintura.

O menino foi crescendo e tornou-se um especialista em tartarugas.

Sabia distinguir uma adolescente de uma adulta e conhecia muito a respeito da desova das espécies marinhas no litoral.

Com o passar do tempo, porém, ele descobriu uma coisa muito importante.

Deu-se conta de que, assim como ele procurava o segredo da vida no casco das tartarugas, havia outras pessoas que buscavam a mesma coisa em lugares diferentes.

No pulsar das estrelas.

No canto dos pássaros.

No silêncio dos olhares.

No cheiro dos ventos.

Tudo que o cercava, afinal, podia ser lido.

Lembrou-se das palavras de seu pai.

Somente agora as compreendia.

Somente o tempo, como um professor que conduz o aluno pela mão, foi capaz de fazê-lo entender essa lição.

Longos anos separavam o ensinamento da compreensão.

Como todas as pessoas, em geral, ele fazia suas descobertas de forma lenta.

Muito lentamente, como as tartarugas.

Talvez estivesse aí o segredo.

Pense nisso!

Se você busca o segredo da vida, não se iluda com receitas e roteiros milagrosos.

Compreender a divindade e seus atributos, por vezes, parece estar além da capacidade humana.

Porém, não esqueça que Deus está em toda a parte, animando toda a sua maravilhosa obra.

Está, inclusive, em sua intimidade.

Pense nisso.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no conto de autoria de João A. Carrascoza, intitulado "O segredo do casco da tartaruga".

Gif de tartaruga
Uma ótima tarde!

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Myrna.