sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Uma virtude muito esquecida e até mesmo desprezada é a humildade. Infelizmente vivemos numa sociedade que se diz cristã, mas que na realidade é materialista. Isso faz com que as pessoas vivam numa competição constante, umas querendo se destacar mais do que as outras. Não é, portanto, de se estranhar que a humildade ande tão escassa. Há contudo, uma lei universal segundo a qual todos somos iguais perante Deus. Ao contrário do pensamento comum, ser humilde não significa ser submisso, subserviente. Ser humilde é ser natural, é reconhecer que ninguém é dono da verdade, que ninguém é superior a ninguém. Para conquistar essa virtude especial é necessário eliminar do nosso comportamento quatro grandes inimigas da humildade e, por consequência, da paz. A primeira grande inimiga é a presunção. É terrível conviver com pessoas presunçosas, que acham que sabem tudo e que, via de regra, sabem muito pouco. Mas a presunção é muito pior para o presunçoso do que para as pessoas que com ele convivem, pois ele vive enganando-se a si próprio e perde importantes oportunidades de crescer ao julgar que nada tem a aprender. A segunda inimiga da humildade é a ostentação. Existem pessoas que realmente possuem domínio sobre certos assuntos, certas habilidades e que ostentam seus conhecimentos e suas capacidades a fim de deixarem evidente sua superioridade. Todavia, a ostentação indica uma falta de amadurecimento psicológico, pois nossas habilidades especiais, se existem, estão para servirmos mais à comunidade e não para que fiquemos a nos vangloriar. A terceira grande inimiga da humildade é a teimosia. Naturalmente, ela é produto das duas primeiras, a presunção e a ostentação, porque demonstra que o teimoso considera o seu ponto de vista superior ao ponto de vista dos demais. A teimosia é responsável por muita confusão. Mas ela também traz seus prejuízos para o teimoso, afinal de contas, a nossa opinião sobre as coisas não altera a sua realidade e é muito comum vermos os teimosos terem de morder a própria língua. Finalmente, a quarta grande inimiga da humildade é a impiedade. A impiedade faz com que nos excedamos na luta pelo que julgamos ser nosso direito. É claro que ser humilde não significa ser tolo, mas a grosseria é dispensável na luta pelo que é certo. Como podemos ver, a nossa vida seria mais tranquila se buscássemos conquistar essa virtude especial que é a humildade, sem tirar da mente a ideia sublime do Cristo que afirmava: Quem quiser ser o maior no reino dos céus, faça-se o menor, isto é, o servo de todos - ideia, aliás, que Ele exemplificou muito bem. Em várias mensagens incluídas nas obras de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, os Espíritos superiores nos falam a respeito das duas grandes doenças da Humanidade. As duas grandes chagas da Humanidade são o egoísmo e o orgulho. Pensemos nisso." (Redação do Momento Espírita)

Gif de gato
Presunção e grandeza real


Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: “Vou te esmagar e acabar com a tua beleza.”
Ela não se perturbou e respondeu: “Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti.”

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.
O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: “Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz.”
O pequenino inseto sorriu e contestou: “Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar.”

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: “Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranqüila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!”
A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: “Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira.
Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre.” E, embevecida, pôs-se a trinar.

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas.
Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.
Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: “Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo.”
O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.
Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.
Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.
A humildade, por sua vez, permanece e felicita.
Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.
Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra.
Continua a agir no bem, a servir sempre.
Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.



*    *    *

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.
Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Presunção e grandeza real, do livro Em algum lugar do futuro, Espírito Eros, por Divaldo Franco e cap. XX e XXX do livro Afinidade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.




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Um Feliz e abençoado dia!!!

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Com estima e apreço,
Myrna.