terça-feira, 5 de maio de 2015

"O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado ambição e ética, que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões. Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo. Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior. Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição. O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão. Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético. Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo. Conforme ensinou Jesus, seja o seu falar: sim, sim, não, não. Seja em que situação for. E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa. Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente. Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição." (Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em artigo de Stephen Kanitz publicado na revista Veja do dia 24 de janeiro de 2001)



Valores éticos


Hoje em dia pode-se perceber a luta inglória travada pelos valores éticos contra os interesses egoístas dos cidadãos.

Infelizmente esse problema só se resolverá quando a educação tomar para si essa responsabilidade.

Talvez sem refletir muito a esse respeito, os pais são os primeiros a dar exemplos de violação dos princípios éticos que deveriam nortear as ações do homem de bem.

Um ponto bastante crítico é a questão dos direitos autorais.

A pirataria de CD´s, vídeos, idéias, e outros produtos é assustadora.

A aquisição de peças em oficinas de "desmanche" de automóveis roubados, mesmo sabendo disso, por custar mais barato, ou de outra mercadoria produzida por meios ilícitos, também são formas de alimentar essa agressão aos princípios da ética.

Geralmente o indivíduo que comete essa falta alega que não poderá ser responsabilizado por isso, pois não foi ele que roubou o carro, nem fez as cópias ilegais.

A esse propósito, Allan Kardec, propôs aos espíritos superiores a seguinte questão:

"Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?"

Os Benfeitores responderam:

"É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara."

Hoje em dia é muito comum se jogar a culpa na Internet, pois alega-se que a falta de leis próprias para esse fim e o anonimato favorecem esse tipo de crime.

No entanto, o bom senso diz que a Internet apenas mostra o problema ético existente, porém, não o cria.

Se o internauta desonesto gosta de uma mensagem que encontra divulgada em algum Site, ele a copia e passa a divulgar como se fosse sua ou como sendo de autoria desconhecida.

Mas se o internauta é honesto ele repassará a mensagem preservando os créditos a quem de direito.

Como se pode perceber, o problema não é do meio de comunicação, mas do indivíduo.

Ambos os indivíduos são filho de alguém, foram alunos de alguém, conviveram com alguém que foi responsável pela sua educação.

Quando a criança respira os valores éticos em seu lar, dificilmente os desprezará quando jovem ou adulta.

Mas se não recebe essas noções de honradez na infância, raramente as respeitará mais tarde.

Assim, vale a pena pensar um pouco sobre essas questões tão importantes e tão graves.

E se houver dúvidas quanto a uma ação estar certa ou errada, quanto a se é um bem ou mal, basta seguir a orientação do maior mestre que a terra conheceu e fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.

Ou seja, colocar-se no lugar daquele a quem se dirige a ação e se perguntar se gostaria de estar no seu lugar.

Se a resposta for positiva, pode-se agir sem a menor preocupação, mas se for negativa, certamente trará dissabores, mesmo que a ação escape às leis dos homens.

Todos nós, sem nenhuma exceção, responderemos por nossos atos perante o tribunal da própria consciência e receberemos de acordo com as nossas obras. E isso nós já sabemos há mais de dois milênios.

Portanto, se você deseja ter uma consciência limpa, não acumule detritos morais, pois eles o perturbam e infelicitam, neste mundo ou no além túmulo.

Pense nisso!

Se você quer ter seus direitos respeitados, respeite os direitos alheios.

Faça ao outros somente o que gostaria que os outros lhe fizessem.

E para garantir a felicidade dos seus filhos, passe a eles a herança moral da honestidade e da honradez, considerando sempre que a vida não acaba no túmulo, e que as nossas ações seguirão conosco como testemunhas silenciosas, aplaudido-nos ou reprovando-nos.

Pense nisso, mas pense agora!


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Livro dos Espíritos, questão 640.

Cute Colors
Um ótimo dia!


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Myrna.