quinta-feira, 28 de maio de 2015

"A verdade sempre predomina. O culto à mentira é dos mais danosos comportamentos a que o indivíduo se submete. Ilusão do ego, logo se dilui ante a linguagem espontânea dos fatos. Responsável por expressiva parte dos sofrimentos humanos, fomenta a calúnia que lhe é manifestação grave e destrutiva - a infâmia, a crueldade... A maledicência é-lhe filha predileta, por expressar-lhe os conteúdos perturbadores, que a imaginação irrefreada e os sentimentos infelizes dão curso. Além desses aspectos morais, a mentira não resiste ao transcurso do tempo. Sem alicerce que a sustente, altera a sua forma ante cada evento novo e de tal maneira se modifica, que se desvela. Por ser insustentável, quem se apóia na sua estrutura frágil padece insegurança contínua. Porque é exata na sua forma de apresentar-se, a verdade é o inimigo normal da mentira. Enquanto a primeira esplende ao sol dos acontecimentos e exterioriza-se sem qualquer exagero, a segunda é maneirosa, prefere a sombra e comunica-se com sordidez. Uma é fruto da realidade; a outra, da fantasia, que não medita nas consequências de que se reveste. A mentira teme o confronto com a verdade. Aloja-se nas sombras, espraia-se, às escondidas, e encontra, infelizmente, guarida. A verdade jamais se camufla; surge com força e externa-se com dignidade. Não tem alteração íntima, permanecendo a mesma em todas as épocas. Ninguém consegue ocultá-la, porque, semelhante à luz, irradia-se naturalmente. Nem sempre é aceita, por convidar à responsabilidade. Amiga do discernimento, é a pedra angular da consciência de si mesmo, fator ético-moral da conduta saudável... A verdade espera... Seus opositores enfermam, envelhecem e morrem, enquanto ela permanece. A mentira é de breve existência. Predomina por um pouco, esfuma-se e passa... (...) Jesus, em proposta admirável, afirmou: Busca a verdade e a verdade te libertará. O seu conhecimento induz o portador a apresentá-la onde esteja, a divulgá-la sempre. Pelos benefícios que proporciona, estimula à participação, à solidariedade, difundindo-a. (...)" (Joanna de Ângelis)

Gif Bboguri
A visita da verdade


Numa caverna escura, onde a claridade nunca surgira, vivia um homem muito simples que implorava o socorro Divino.

Declarava-se o mais infeliz dos homens, não obstante, em sua cegueira moral, sentia-se o melhor de todos.

Reclamava do ambiente fétido em que se encontrava.

O ar pestilento o sufocava.

Pedia a Deus uma porta libertadora que o conduzisse ao convívio do dia claro.

Afirmava-se robusto, apto, capaz.

Por que motivo era conservado ali, naquele insulamento doloroso, em atmosfera tão insuportável?

Suas súplicas, entre a revolta e a amargura, foram percebidas por Deus que, profundamente compadecido, enviou-lhe a Fé.

A sublime virtude exortou-o a confiar no futuro e a persistir na oração.

O infeliz consolou-se mas, logo em seguida, voltou a lamuriar-se.

Queria fugir, desistir, abandonar a vida, e como suas lágrimas aumentavam, Deus mandou-lhe a Esperança.

A emissária divina afagou-lhe a fronte e falou-lhe da eternidade da vida, buscando secar-lhe o pranto desesperado.

Rogou-lhe calma, resignação e fortaleza.

O pobre homem pareceu melhorar, mas, decorrido algum tempo, voltou à lamentação.

Comovido, o Senhor da Vida determinou que a Caridade o procurasse.

A nova mensageira acariciou-o e alimentou-o.

Endereçou-lhe palavras de carinho e amparou-o, como se fosse abnegada mãe.

Todavia, o infeliz persistia gritando, revoltado.

Foi então que Deus enviou-lhe a Verdade.

Quando a portadora do esclarecimento se fez sentir na forma de uma grande luz, o infortunado, pela primeira vez na vida, viu-se tal qual era e apavorou-se.

Seu corpo estava coberto de chagas, da cabeça aos pés.

Agora, somente agora, ele percebia, espantado, que ele mesmo era o responsável pela atmosfera intolerável em que vivia.

Tremeu cambaleante e horrorizou-se de si mesmo.

Sem coragem de encarar a sublime visitante que lhe abria a porta da libertação, fugiu apavorado, em busca de outra furna onde conseguisse esconder a própria miséria que só então reconhecia.

Assim ocorre com a maioria dos homens perante a realidade.

Sentem-se com direito a receber todas as bênçãos do Pai Eterno e gritam fortemente, implorando a ajuda celestial.

Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desesperam-se, crêem e descrêem, tímidos, irritadiços e hesitantes.

Quando a Verdade, porém, brilha diante deles, revelando-lhes a real condição em que se encontram, costumam fugir apressados, em busca de esconderijos, nos quais possam cultivar a ilusão.

*    *    *

Em uma ocasião Jesus disse que somente a Verdade fará livre o homem.

Acostumemo-nos, pois, à sublime luz da Verdade, reconhecendo em nós mesmos as causas de nossas desditas e busquemos, corajosamente, meios de alcançar, de modo definitivo, nossa libertação.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 25 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



Gif Bboguri
Um ótimo dia!!!!

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Myrna.