segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Se o mau humor te envolve à maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhe as origens, a fim de que possas liquidá-lo, tão imediatamente quanto possível. Caso alguma dúvida te preocupe, não será com aspereza que conseguirás os recursos preciosos, de modo a resgatá-la. Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se. Necessitando da cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia. Contratempos em família não se desfazem com frases vinagrosas. Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades. Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos. Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade. Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado. Se você deseja livrar-se dessa máscara destruidora, cultiva a paciência e aprenda a sorrir." (Emmanuel)


O constante mau humor


Certa feita, revista nacional divulgou que estudos revelaram que, ao contrário da crença geral a respeito da esfuziante alegria dos brasileiros, 3,5% da população do país sofre com mau humor constante.

A cifra pode até parecer pequena, mas certamente é significativa. Tanto que levou os médicos da Universidade do Estado de São Paulo a iniciar um trabalho sobre o assunto, vinculado à Organização Mundial de Saúde.

Por que tanto mau humor é de nos perguntarmos, se vivemos em um país tropical, de belezas naturais extraordinárias, sem guerras ou calamidades sísmicas.

Constatamos que há os que entram nesse clima de tensão, quando contrariados em suas vontades, ignorantes de que não temos tudo o que desejamos, mas recebemos exatamente o de que carece nosso Espírito para o processo evolutivo incessante.

Outros, empregados em lojas comerciais, se tornam mal-humorados ante as solicitações de eventuais compradores, que desejam tocar o produto, experimentar vários, além de indagar de todas as suas qualidades... E depois vão embora sem comprar nada.

Esquecem-se tais funcionários que é regra do comércio mostrar, demonstrar, tanto quanto perquirir, provar, testar...

Sempre tendo o direito o possível comprador de, em não sendo convenientes as qualidades ou o preço da mercadoria, se permitir não adquiri-la.

Mas existem os que assumem mau humor, logo pela manhã, por terem sido despertados uns minutos antes do programado, pelo som de buzinas na rua, pelo ladrar de cães da vizinhança ou a algazarra da criançada.

Mau humor pelo aumento de salário pretendido que não veio no mês em curso, pelo atraso do seu pagamento, pela fila demorada em supermercados, em caixas eletrônicos e instituições públicas lotadas.

Mau humor por não encontrar a roupa passada e disposta, da forma exigida; por não ter à mesa o prato desejado; por não dispor de recursos para aquisição da roupa da moda, da grife do momento.

Mau humor porque o trânsito está lento, quase caótico; ou porque descobre falhas nos outros motoristas, adjetivados logo de tolos ou ignorantes.

Mau humor porque o pedestre faz sua travessia com o sinal vermelho para si e prejudica a aceleração de quem está motorizado e tem pressa.

Tantos motivos para mau humor encharcam os dias e se refletem no relacionamento interpessoal.

Atitude que isola as criaturas e as enferma, produzindo disfunções hepáticas, gastro-intestinais, nervosismos, cefaléias.

E, no entanto, existem tantos motivos para se ter bom humor, se alegrar.

Tantos motivos para agradecer, sorrir, louvar.

Mau humor é tônica de quem não conhece o Cristo, nem os altos objetivos da vida que, em verdade, não são o gozo e o prazer mas o aprendizado, o crescimento.

*    *    *

Ante os que destilam mau humor, disponhamo-nos a conquistá-los para as fileiras da alegria e do equilíbrio que promovem serenidade e harmonia.

Se somos do número dos que semeamos e alentamos o mau humor, iniciemos a observar o quanto podemos ser úteis, sendo pessoas tranquilas, propiciadoras de paz, onde estamos e com as condições que tenhamos.

*    *    *

A felicidade não depende do que acontece ao nosso redor e sim do que acontece dentro de nós. A felicidade se mede pelo espírito com o qual nós enfrentamos os problemas da vida.



Redação do Momento Espírita com dados da pesquisa colhidos no artigo Mau humor, publicado no Boletim SEI nº 1549, de 06.12.1997 e pensamento final de autor desconhecido..


Uma ótima tarde!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.