quarta-feira, 1 de abril de 2015

"Eu não sabia o significado de Seus discursos ou de Suas parábolas, até quando Ele não estava mais entre nós. Mais ainda, eu não compreendi, até que Suas palavras tomaram formas vivas diante de meus olhos, e se transformaram em corpos que caminham na procissão de meus próprios dias. Deixai-me dizer o seguinte: Uma noite, enquanto eu me encontrava pensando, e recordando Suas palavras e Seus feitos, para escrevê-los em um livro, três ladrões adentraram minha casa. Embora soubesse que eles vieram despojar-me de meus bens, eu estava absorto demais no que estava fazendo para enfrentá-los com a espada, ou até mesmo dizer: "O que fazeis aqui?" E continuei escrevendo minhas recordações do Mestre. Depois que os ladrões se foram, lembrei-me de Seu dizer: "Aquele que vem para levar vosso manto, deixai que leve vosso outro manto também." E compreendi. Enquanto eu permanecia sentado, registrando Suas palavras, nenhum homem poderia ter-me impedido mesmo que me levasse todas as posses. Pois, embora desejasse resguardar minhas posses e minha pessoa, eu sei onde está o tesouro maior. As palavras inspiradas desse seguidor de Jesus nos fazem pensar sobre os tempos que vivemos no orbe terreno. Num dia temos, no outro não temos mais. Momentos de abundância financeira alternam-se com os de escassez profunda. O que é nosso realmente? O que nos faz possuidores de algo na Terra? Tudo, por vezes, parece escorrer de nossas mãos tão facilmente!... É difícil entender a posse, quando falamos dos bens materiais. Tudo aquilo que julgamos possuir, pode, de repente, pertencer a outro, ou a ninguém mais. Estão aí as grandes calamidades levando tudo das famílias. Aí está a violência assaltando nossa vida. Tudo aquilo que despendemos tanto tempo para conseguir. Tendo em mente apenas a visão material da vida, temos motivos para a revolta, para a indignação. Porém sabemos que a vida não é isso, assim como sabemos que nós não somos o corpo de matéria bruta vislumbrado no espelho. Somos muito mais... Assim como a existência o é. Desta forma entendemos esta aparente despreocupação do Mestre, em relação ao Seu manto, quando afirmava: Aquele que vem para levar vosso manto, deixai que leve vosso outro manto também. O manto era algo importante, um bem de necessidade básica, e mesmo assim a visão espiritual da vida diz: É apenas um manto. Nosso tesouro maior está na alma, e esse ninguém pode arrancar de nós. As conquistas que fazemos no campo do intelecto, o alcance das virtudes, os amores que cultivamos ao longo do tempo - nada pode ser retirado de nós. Evitemos assim apego excessivo às posses que o planeta oferece. Se a violência bater à nossa porta, deixemos que leve tudo, sabendo que nossa dignidade sempre permanecerá intacta. Não arrisquemos a oportunidade bendita da existência, por um veículo, por algumas jóias ou por uma grande quantia em dinheiro. Nada vale tanto quanto a chance de estar encarnado na Terra. Nada vale tanto quanto a convivência com quem amamos." (Momento Espírita)

Gif Hello Kitty
Amealhando tesouros


Não são poucos aqueles que gastam boa parte de sua energia e de seu tempo a buscar tesouros, acumular riquezas.

Está no sonho de muitos ter uma vida abastada, uma condição financeira vantajosa, um estilo de vida cercado de conforto e, não raro, de luxo.

Para tanto, investe-se o tempo, os recursos, a energia, tudo o que for necessário, em nome da carreira, do sucesso, do retorno financeiro.

Planos detalhadamente são elaborados, metas são traçadas e parte-se para a busca e a conquista do mundo.

E, tão envolvidos nos achamos nessa conquista, que nos esquecemos de que, a qualquer momento, podemos ser chamados de retorno ao lar, à nossa verdadeira pátria, ao mundo espiritual.

Nada há de errado em ter como meta o sucesso profissional, em desejar uma posição social confortável, em buscar ganhos financeiros de grande monta.

O fruto do trabalho honesto e bem conduzido é digno do trabalhador, que a ele faz jus.

O que ocorre é que, muitas vezes, ao encetar tal viagem na conquista do mundo externo, esquecemos o quão passageiro e efêmero ele é, o quanto ele efetivamente representa para nossa vida.

Ora deixa-se a convivência familiar em busca de experiências profissionais melhor remuneradas. De outra feita, as reuniões fraternas não contam com nossa presença, posto que nossas ocupações não nos permitem.

Não raro, o brincar com o filho, ou o nosso passatempo predileto, ou ainda a diversão descompromissada, tudo perde espaço para novas responsabilidades assumidas.

Caminhamos como se tivéssemos que conquistar o mundo e nos esquecemos de que não há desafio maior do que o de se autoconquistar.

Preocupamo-nos em demasia com aquilo que nos rodeia e nos esquecemos da nossa intimidade.

Assim, faz-se necessário pararmos vez ou outra a fim de nos perguntarmos quais são os tesouros que estamos amealhando nesta vida.

Se nossa vida física se concluísse hoje, o que levaríamos conosco?

De tudo que conseguimos nesta vida, de todos os tesouros, quais ficariam nos cofres do mundo e quais conseguiríamos levar conosco, no cofre do coração?

Jesus nos alertou sobre os tesouros que deveríamos efetivamente buscar, ensinando-nos sobre a condição passageira da vida física e da grandiosidade da vida espiritual.

*    *    *

Verifiquemos quais os valores e quais caminhos vêm percorrendo nossos passos, nesta viagem chamada vida.

Se nos conscientizarmos de que somos uma alma sob experiências na vida física, e não um corpo no qual habita uma alma, necessário que nossos valores e nossas opções sejam coerentes com quem efetivamente somos.

Viver no mundo, buscar suas alegrias e prazeres saudáveis, seus desafios e conquistas, é lícito e salutar.

O que não vale a pena, efetivamente, é perdermo-nos nas coisas do mundo, iludindo-nos exclusivamente com pertences e valores materiais.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 19.08.2011.



Gif Hello Kitty
Lindo dia!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.