quarta-feira, 15 de abril de 2015

"Em um dos livros bíblicos – o Eclesiastes – há um texto de grande beleza. É o capítulo III. Esse texto, que é atribuído ao sábio Rei Salomão, versa sobre o tempo e é uma preciosa lição. Diz que tudo tem o seu tempo determinado, e que há tempo para todo o propósito sob o céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir ou de dançar. Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se. Tempo de buscar, e tempo de perder. Tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar. Tempo de calar, e tempo de falar. É uma sábia avaliação do ritmo e das leis que regem a vida. Nascemos quando precisamos de mais uma experiência na Terra. E devemos deixar o corpo, no momento exato em que já cumprimos nossa missão na Terra. Nem antes, nem depois, mas no exato momento em que Deus nos convida a voltar para a nossa casa celeste. Há a hora certa para falar: é quando nos dispomos a consolar o que chora, a emprestar um ombro amigo, a dar um bom conselho. Há o momento de silenciar, quando basta segurar a mão de alguém e transmitir solidariedade. E há o momento de calar, para não ofender, magoar, maltratar. Há o momento de plantar e o de colher. Não podemos esquecer que tudo o que semearmos livremente, seremos obrigados a colher mais tarde. É uma lei universal chamada causa e efeito: a vida nos devolverá na exata medida do que fizermos. Seríamos tão mais felizes se observássemos o momento adequado de todas as coisas. A vida requer olhos atentos. Não apenas os olhos físicos, mas as janelas da alma que são capazes de identificar necessidades e potenciais alheios. As almas sensíveis reconhecem a hora certa de agir. Diz o texto do Eclesiastes que não há coisa melhor do que alegrar-se e fazer o bem. Somente um sábio seria capaz de dizer tão profunda verdade com tanta simplicidade! Viver contente com todos os aprendizados que a vida traz é uma arte pouco praticada e quase desconhecida. Saber alegrar-se com as pequeninas coisas de todo dia. Descobrir poesia em pétalas de flor, luares e poentes. Há atividade mais agradável aos olhos de Deus que amar todos os seres, respeitar a Criação Divina, impregnar-se de ternura? É esse sentimento de admiração à obra divina que fez o sábio Salomão escrever: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente. Nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar.” Sim, diante da obra divina, só nos cabe entender que nada acontece sem que o Pai Celeste saiba e permita. Embora debaixo do sol haja mais impiedade que demonstrações de amor, mais iniquidade que justiça, acredite: tudo está correto e seguindo a vontade Divina. Isso é tranquilizador. O importante não é a maneira como os outros agem, mas como nós agimos. Não se preocupe com os outros. Preste contas apenas de sua vida e de seus atos a Deus. Alegre-se com o amor de Deus, aja de forma reta, tenha a consciência asserenada pelo dever cumprido. Tudo isso se transforma automaticamente em felicidade." (Redação Momento Espírita)

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Grãos de areia e o tempo


Você já brincou com uma ampulheta? Aquele instrumento quase lúdico de medir o tempo?

Dificilmente conseguimos ficar indiferentes quando nos deparamos com uma.

Seja por nos remeter às histórias e contos orientais, seja pelo fascínio de vermos os grãos de areia escorrendo intermitente e pacientemente, ou ainda pela harmonia de suas curvas, se insinuando perante o tempo... não há como ficarmos indiferentes.

Ainda hoje utilizada, ela se mostrou instrumento precioso quando não se dispunha de outros medidores de tempo mais precisos.

Utilizada em navios, igrejas e, quando surgiu o telefone, em alguns locais, servia para contar o tempo de uma chamada telefônica.

No Judiciário, era usada para marcar o tempo das sustentações orais dos advogados e, simbolicamente, é utilizada nas artes plásticas para representar a transitoriedade da vida.

Ela tem um princípio simples e básico. A quantidade de areia que escorre constantemente marca um ciclo de tempo.

Quanto maior a quantidade, maior o ciclo que conseguimos marcar. Quanto maior o estrangulamento para a passagem da areia, mais tempo ela levará para escoar.

Nessa observação de grãos de areia escorrendo do recipiente superior para o inferior, podemos nos questionar o que temos feito do tempo de que dispomos.

Um grão de areia parece insignificante, mas cada um deles contribui para a contagem do tempo na ampulheta. Assim é o tempo de nossa vida, nossos segundos, minutos, nossas horas.

Se somarmos as horas, dias e anos, teremos a construção de toda uma vida, conquistas, sonhos e aprendizado.

Mas será sempre o somatório dos nossos minutos, de nossos dias que construirão nosso sonho ou nossa desdita.

O tempo tem algo mágico nele mesmo. Quando se faz futuro, parece demorar tanto para passar, mas basta chegar até nós e se transformar em passado, para ganhar uma velocidade incrível.

Lembramos de como os anos escolares eram demorados para terminar? E hoje, ao nos recordarmos deles, percebemos como foi tudo muito rápido.

E o primeiro ano de Faculdade? Parece que nunca chegaria, e hoje, a formatura já se faz longe.

Dessa forma percebemos que, assim como cada grão da ampulheta cumpre seu papel, cada minuto de nossa vida deve ter sua utilidade.

Cada minuto soma-se aos demais para o objetivo maior da vida, de progresso e aprendizado intelectual e moral.

Por isso, sempre será útil fazermos breves balanços, de tempos em tempos, para sabermos como estamos utilizando nosso tempo.

Rapidamente, ao final do dia, perguntarmo-nos o que nos sucedeu e como as coisas ocorreram.

Ao final do mês, um breve balanço das atividades e objetivos alcançados.

Na conclusão de um ano, repensar o que foi feito e quais conquistas obtivemos.

E também em tantos outros momentos, seja quando algum ciclo se concluir, ou nas despedidas, nas alegrias...

Assim procedendo, conseguiremos saber como nossos grãos de areia da ampulheta da vida são importantes, e como o grande tesouro chamado tempo, dádiva Divina, vem sendo utilizado em nossas mãos.



Redação do Momento Espírita.
Em 15.2.2013



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Uma feliz tarde!

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Myrna.