terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Nem cedo, nem tarde... O presente é hoje. O passado está no arquivo. O futuro é uma indagação. Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste. Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora. Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas. Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento. Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização. Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração. Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem. Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais." (Emmanuel)

Uma ideia melhor


Em uma pequena cidade, a cena causava espanto e admiração ao mesmo tempo, talvez porque o protagonista da história fosse um senhor bem idoso.

Ele costumava passar o dia inteiro plantando árvores.

Certo dia, algumas pessoas que passavam por ali pararam, admiradas, observando aquele ancião que plantava mudas ao longo da rua.

Lisonjeado com o interesse, o velho parou seu trabalho e explicou:

Meus filhos andam sempre insistindo comigo para mandar fazer uma sepultura.

Mas eu tenho uma ideia melhor.

Obtive licença para plantar árvores nas ruas ainda não arborizadas, e é assim que estou gastando o dinheiro que poderia ser empregado num mausoléu.

Já estou com 80 anos, e nunca vi ninguém procurar a sombra de uma sepultura para descansar, nem é num cemitério que a criançada vai brincar.

Daqui a 20 anos, meu nome estará completamente esquecido. Mas meus netos e outras tantas crianças estarão aqui para admirar e usufruir destas árvores.

Ademais, quem passar por estas calçadas, nos dias de calor, há de achar agradável a sombra delas.

Impressionante a lucidez daquele homem que já vivera quase um século.

A sua capacidade de discernimento era maior que a dos filhos que, certamente, não queriam se incomodar com a construção de um túmulo para o velho pai, quando este fechasse os olhos para o mundo dos chamados vivos.

Utilizando-se dos próprios recursos, financeiros e de forças físicas, tratou de produzir coisas úteis, ao invés de construir o próprio túmulo e esperar a morte chegar.

Por certo deixava aos mortos, como o recomendara Jesus, o cuidado de enterrar seus mortos.

Deixava para os filhos, que já se encontravam mortos para os verdadeiros valores da vida, o cuidado de enterrar aquele que consideravam morto, mas que em realidade estava mais do que vivo.

O personagem dessa história, certamente já foi enterrado há muito tempo, considerando-se que o fato ocorreu há mais de 40 anos.

Mas o seu Espírito imortal e lúcido, talvez esteja, neste mesmo instante, revestido de um novo corpo infantil, pela lei da reencarnação, brincando de cabra-cega entre as árvores plantadas por ele mesmo, há anos atrás.

Considerando-se sob esse aspecto, entenderemos por que é que quem faz o bem aos outros, acaba beneficiando-se a si mesmo. E quem faz o mal, igualmente o recebe como resposta.

Esse é o efeito bumerangue, ou Lei de Causa e Efeito, ou, ainda, o "A cada um segundo suas obras", ensinado por Jesus.

 
*     *     *

Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias. Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.

Mas quem planta ideias verdadeiras, planta para a eternidade.


Texto da Redação do Momento Espírita, com base em história publicada na Revista Seleções do Reader’s Digest.

Ótimo dia!

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Myrna.