sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro singelo, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o plano: - A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e autorizaremos a providência. - Mas, doutor, não dispomos de recursos... - considerou o benfeitor dos meninos desprotegidos. - Que fazer? - De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos. O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escaninho e acrescentou: - O senhor não pode intervir na administração. O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando... Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de antigo mercado. Lá comentando, na oração silenciosa: - Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas, Senhor? Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou. O movimento era enorme. Muitas compras. Muita gente. Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou: - Meu velho, venha cá. O professor acompanhou-a, sem vacilar. À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou: - Traga-me esta encomenda. Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a. Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante vivenda, onde a senhora voltou a solicitar: - Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral? - Perfeitamente - respondeu o interpelado -, dê suas ordens. Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão. Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras. Findo o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com sacrifício da própria roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordem de buscar um peru assado, a distância de dois quilômetros. Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo. Logo após, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto almoço. Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio. Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina. Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos. - Não pense nisto - respondeu com sinceridade -,tive muito prazer em ser-lhe útil. No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As crianças usariam o patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação. Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento que lhe reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso. A bondade dele vencera os impedimentos legais. O exemplo é mais vigoroso que a argumentação. A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder." (Neio Lúcio)

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Os que fazem a diferença


Conta-se que após um feriado prolongado, o professor entrou na sala da Universidade para dar sua aula, mas os alunos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.

Depois de tentar, educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, o professor perdeu a paciência e disse: "prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez".

Um silêncio carregado de culpa se instalou na sala e o professor continuou.

"Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma.

Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro.

Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo.

Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença.

De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de 100 conhecidos, quando muito, 5 são verdadeiros amigos, fraternos e de absoluta confiança.

E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora.

Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores.

Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso.

Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto.

Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá.

Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".

O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total.

Afinal, nenhum dos alunos desejava fazer parte do "resto", e sim, do grupo daqueles que realmente fazem a diferença.

Mas, como bem lembrou o sábio professor, só o tempo dirá a que grupo cada um pertencerá. Só a atuação diária de cada pessoa a classificará, de fato, num ou noutro grupo.

Pense nisso!

Se você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença, procure ser especial em tudo o que faz.

Desde um simples bilhete que escreve, às coisas mais importantes, faça com excelência.

Seja fazendo uma faxina, atendendo um cliente, cuidando de uma criança ou de um idoso, limpando um jardim ou fazendo uma cirurgia, seja especial.

Para ser alguém que faz a diferença, não importa o que você faz, mas como faz.

Ou você faz tudo da melhor forma possível, ou fará parte do "resto".

Pense nisso e seja alguém que faz a diferença...

Alguém que, com sua ação, torna a vida das pessoas melhor.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria do Frei Aldo Colombo.
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Uma ótima tarde!

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Myrna.