domingo, 8 de fevereiro de 2015

"A vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui." - Jesus. (LUCAS, capítulo 12, versículo 15.) ..."A vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui. A palavra do Mestre está cheia de oportunidade para quaisquer círculos de atividade humana, em todos os tempos. Um homem poderá reter vasta porção de dinheiro. Porém, que fará dele? Poderá exercer extensa autoridade. Entretanto, como se comportará dentro dela? Poderá dispor de muitas propriedades. Todavia, de que modo utiliza os patrimônios provisórios? Terá muitos projetos elevados. Quantos edificou? Poderá guardar inúmeros ideais de perfeição. Mas estará atendendo aos nobres princípios de que é portador? Terá escrito milhares de páginas. Qual a substância de sua obra? Contará muitos anos de existência no corpo. No entanto, que fez do tempo? Poderá contar com numerosos amigos. Como se conduz perante as afeições que o cercam? Nossa vida não consiste da riqueza numérica de coisas e graças, aquisições nominais e títulos exteriores. Nossa paz e felicidade dependem do uso que fizermos, onde nos encontramos hoje, aqui e agora, das oportunidades e dons, situações e favores, recebidos do Altíssimo. Não procures amontoar levianamente o que deténs por empréstimo. Mobiliza, com critério, os recursos depositados em tuas mãos. O Senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico. Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés." (Emmanuel)


 
Viver com desprendimento

 
Conta-se que Diógenes destacou-se entre os sábios gregos e chegou a ser professor de Alexandre da Macedônia.

Um dia, começou a questionar os costumes do seu tempo e a necessidade dos bens materiais.

Resolveu adotar uma vida totalmente desprendida e ficou morando dentro de uma barrica, tendo para seu uso pessoal somente uma cuia com água.

Depois de algum tempo descobriu que nem mesmo da cuia ele precisava, pois, usando suas duas mãos, poderia pegar água para beber ou para limpar-se. Jogou a cuia fora.

Quando Alexandre invadiu a Grécia, fez questão de visitar aquele seu antigo professor.

Encontrou-o sob o sol, junto à barrica, entregue aos próprios pensamentos, e lhe disse: Você já deve saber que conquistei a Grécia e que todas estas terras agora fazem parte do meu império. Como você foi meu professor e sempre o admirei, quero recompensá-lo de alguma forma. Diga-me: O que você deseja?

Houve um momento de silêncio. Alexandre e todos os integrantes de sua escolta aguardavam com curiosidade a resposta do filósofo.

Posso pedir mesmo? - disse Diógenes.

Sim, peça.

O que desejo é que você saia da frente do sol, pois está impedindo que seus raios quentes toquem o meu corpo.

Alexandre não respondeu. Apenas saiu da frente do sol e, naquele pequeno gesto, tentou compreender a filosofia de vida do seu antigo mestre.

Olhou mais uma vez para Diógenes em sua barrica, olhou para seus soldados, tomou as rédeas do seu cavalo e seguiu seu caminho, rumo à conquista da Ásia.

Incontestavelmente, o desprendimento dos bens terrenos é uma necessidade lógica.

 
*    *    *

É verdade que ninguém precisa desprezar os bens que conquistou com o próprio esforço, pois esses constituem legítima propriedade.

No entanto, é preciso treinar o desprendimento desses bens que um dia ficarão sob o pó da terra.

Além disso, há grande diferença entre possuir bens materiais e se deixar possuir por eles.

Conforme afirmou um grande pensador: O tesouro do sábio é a sua mente, e o do tolo, são seus bens.

Sim, porque o verdadeiro tesouro é aquele que podemos levar conosco para onde formos. Inclusive na viagem de volta ao mundo espiritual.

Assim, os bens materiais e todos os recursos que estão em nossas mãos, sob nossa administração temporária, devem servir para fomentar o nosso progresso e também o daqueles que convivem conosco, parentes ou não.

Quando as riquezas terrenas geram salário, saúde, educação e oportunidades dignas para o ser humano, são geradoras de tesouros nos céus, e garantem o bem estar do Espírito imortal que delas fez bom uso.

Mas, quando as riquezas servem apenas para deleite daquele que as detém, geram infelicidade e desgosto no além-túmulo.

 
*     *     *

O homem moderno, levado pela sede de conquistar mais e mais, esquece-se de si mesmo.

Conquista o Sistema Solar, mas perde a paz.

Descobre o mecanismo da vida e despreza a própria existência.

Realiza incursões vitoriosas nas partículas que compõem o átomo, mas desagrega-se interiormente.

Sonha com o amor, e se entorpece nas paixões infelizes.

Aspira à felicidade, mas se intoxica nos gozos brutalizantes.

Importantes, sim, as conquistas intelectuais que geram o progresso e o bem-estar da Humanidade...

No entanto, é imprescindível cultivar o solo dos corações, onde as flores das virtudes possam germinar e crescer, gerando felicidade e paz verdadeiras.
 


Redação do Momento Espírita, com base em história extraída do site http:www.gretz.com.br e na Apresentação do livro Florações evangélicas, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Gif de ursinho
Um ótimo
começo de semana!

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Com estima e apreço,
Myrna.