quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." - (ATOS, 4:31.) ..."Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem. Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte. Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador. Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual. Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão. A oração é divina voz do espírito no grande silêncio. Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca. Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus. A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior." (Emmanuel)


 
Gota de orvalho no cálice de uma flor
 

Você tem orado ultimamente?

Você tem o hábito de orar ou só o faz quando a situação é bastante complicada?

Talvez, em momentos de aflição, você tenha descoberto a importância da prece, mas já conseguiu torná-la um hábito em sua vida?

Não desses hábitos que beiram o automatismo, mas desses que praticamos com a consciência de que nos fazem bem e são indispensáveis.

Vale a pena refletir sobre esse grande recurso que temos, conforme as palavras de um Espírito amigo:

A prece é uma aspiração sublime, à qual Deus concedeu um poder tão mágico, que os Espíritos a pedem constantemente.

Orvalho suave, é como um refrigério para o pobre exilado na Terra, e uma disposição fecunda para a alma em prova.

A prece age diretamente sobre o Espírito para o qual é dirigida.

Ela não transforma seus espinhos em rosas, mas modifica sua vida de sofrimentos (nada podendo sobre a vontade imutável de Deus), imprimindo-lhe esse impulso de vontade que levanta a sua coragem, dando-lhe força para lutar contra as provas e dominá-las.

Por esse meio é abreviado o caminho que conduz a Deus e, como efeito maravilhoso, nada pode ser comparado à prece.

Aquele que blasfema contra a prece não passa de Espírito inferior, de tal modo terreno e atrasado que nem mesmo compreende que deve apegar-se a essa tábua de salvação.

Ore, pois a prece é uma palavra descida do céu; é a gota de orvalho no cálice de uma flor; é o sustentáculo do caniço durante a borrasca; é a tábua do pobre náufrago na tempestade; é o abrigo do mendigo e do órfão; é o berço para a criança dormir.

A prece nos liga a Deus pela linguagem, chamando sua atenção para nós.

Orar por nós é amá-lO. Suplicar-Lhe por um irmão é um ato de amor dos mais meritórios.

A prece que vem do coração é a chave dos tesouros das bênçãos. É o administrador que oferece benefícios em nome da misericórdia infinita.

A alma que se eleva para Deus por um desses impulsos sublimes da prece, desprendida de seu envoltório grosseiro, apresenta-se cheia de confiança perante Ele, certa de obter o que pede com humildade.

 
*     *     *

Reflita em sua natureza. Conte as suas decepções e seus riscos. Sonde o abismo profundo para onde podem arrastá-lo as paixões.

Olhe os que caem em torno de você e sentirá a necessidade imperiosa de recorrer à prece. É âncora de salvação que impedirá o esfacelamento do seu navio, tão sacudido pelas tormentas do mundo.

 
*     *     *

A alma necessita da prece, assim como o corpo necessita de pão.

A oração é o alimento da alma, é o que lhe dá o sustento para o enfrentamento dos desafios inevitáveis dos dias.

A oração é exercício de altruísmo, quando em seus versos estão as súplicas pelas dores alheias.

Tornemos a prece um hábito de higiene espiritual.

Criemos esse momento de diálogo íntimo com nosso Criador.

Nossos dias serão muito mais agradáveis, nossa vida terá mais harmonia, quando mergulharmos realmente nas benesses da oração.




Redação do Momento Espírita, com base na mensagem Efeitos da prece, por Espírito familiar,  publicada na Revista Espírita, de Allan Kardec, de novembro de 1861.
Em 9.5.2014.
 

Gifs de sol
Uma feliz e abençoada sexta-feira!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar!
Adorei!
Com estima e apreço,
Myrna.