sábado, 31 de janeiro de 2015

“Tomai sobre vós o meu jugo...” Jesus - Mateus : 11 - 29 ...“Mas na união dos sexos a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor.” ESE. Cap. XXII - 3 ..."Abençoa os conflitos que, tantas vezes, te amarfanham o coração no carreiro doméstico, sempre que o lar apareça por ninho de problemas e inquietações. É aí, entre as quatros paredes do reduto familiar, que reencontras a instrumentação do sofrimento reparador... Amigos transfigurados em desafios à paciência... Pais incompreensivos a te requisitarem entendimento... Filhos convertidos em ásperos inquisidores da alma... Parentes que se revelam por adversários ferrenhos sob o disfarce da consanguinidade... Lutas inesperadas e amargas que dilapidam as melhores forças da existência pelo seu conteúdo de aflição... Aceita as intimações do calvário doméstico, na feição com que se mostrem, como que acolhe o remédio indispensável à própria cura. Desertar será retardar a equação que a contabilidade da vida exigirá sempre, na matemática das causas e dos efeitos. Nesse sentido, vale recordar que Jesus não afirmou que se alguém desejasse encontra-lo necessitaria proclamar-lhe as virtudes, entretecer-lhe lauréis, homenagear-lhe o nome ou consagrar-se às atitudes de adoração, mas, sim, foi peremptório, asseverando que os candidatos à integração com ele precisariam carregar a própria cruz e seguir-lhe os passos, isto é, suportarem com serenidade e amor, entendimento e serviço os deveres de cada dia. Bem-aventurado, pois, todo aquele que, apesar dos entraves e das lágrimas do caminho sustentar nos ombros, ainda mesmo desconjuntados e doloridos, a bendita carga das próprias obrigações." (Emmanuel)



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Num dia como o de hoje


Num dia como o de hoje, crianças desvalidas morrerão sem sonhos e sem pão... Mas também almas dadivosas poderão ser vistas, auxiliando os órfãos a tornarem-se menos tristes.

Num dia como o de hoje, mães herdarão os "troféus" de guerras sangrentas... Porém, em algum lugar uma outra agradecerá a Deus pelo filhinho que respira.

Num dia como o de hoje, um assassino ensandecido marcará com sangue a sociedade que o repele e o odeia... Porém, não longe da iniquidade, transbordará a graça de milhares de atos silenciosos de renúncia.

Num dia como o de hoje, um convite à corrupção chegará aos seus ouvidos intranquilos... mas um olhar amigo chamará você à reflexão.

Num dia como o de hoje, bactérias resistentes trarão medo e desafios difíceis... Porém, no deserto de desilusão, alguém semeará a confiança.

Num dia como o de hoje, você poderá ouvir centenas de inverdades desesperadoras... mas bastará enxergar o céu, o sol, a chuva, o mar e a criança dormindo, para que você perceba as mãos do altíssimo sobre tudo e sobre todos.

Num dia como o de hoje, almas desequilibradas estimularão sua paciência e sua capacidade de exercer o bom aprendizado... porem, não desista se a recaída da intempestividade se fizer presente.

Num dia como o de hoje, talvez você pense em desistir de um sonho superior, talvez até escute o convite amargo do pensamento suicida... mas, por favor, espere até amanhã, não desista assim...

Num dia como o de hoje, todos nós estivemos sujeitos a derrapar no caminho, e quem sabe até derrapamos, porém já nos propomos a refletir e a gentilmente ouvir mensagens como esta... Portanto hoje estamos, sem dúvida, melhores do que ontem.

Num dia como o de hoje, ainda há chances de acrescentar uma estrela luminosa em nossa trajetória na escola da vida...

Num dia como o de hoje, poderemos saltar séculos para a felicidade plena, ou atrasar a caminhada com milênios de arrependimento.

São nossas as escolhas. Escolhemos ver a vida apenas através das lentes do pessimismo, ou escolhemos ver o lado bom de tudo.

São nossas as escolhas. Escolhemos crescer, aprender, modificar; ou escolhemos estagnar, conformar, permanecer.

São nossas as escolhas.

Lembre sempre disso.

 
*     *     *

Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena, apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo quanto lhe sensibiliza.

Será consequente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas, caricatas ou não, em função do que você elege para a sua existência.

Sobre o mundo você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.

Cada gesto seu conduzirá um retrato do que você é, um recorte dos seus comportamentos.

Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.


 
Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto de autor desconhecido e no texto: "Cuide-se bem", do livro "Para uso diário", pelo Espírito Joanes - psicografia de J. Raul Teixeira.


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Um ótimo dia!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"Na abençoada Obra de Nosso Pai tudo são trocas. Receberás sempre consoante requereres. Desvairado, se te atiras ao coração querido, ferindo-lhe a sensibilidade, obterás somente reprimenda nascida no desgosto. Inquieto, se buscas paz, afligindo os que te cercam no lar, recolherás azedume e animosidade. Combalido, se procuras repouso, exigindo acomodação dos outros, receberás apenas repulsa e antagonismo. Isto porque, a resposta procede dos termos da petição, de acordo com o merecimento da apresentação. Não esqueças, entretanto, que o coração magoado é constrangido à aflição, os familiares atormentados escondem-se no desencanto e os outros, atacados por exigências, reagem, naturalmente. Respeita a mão distendida ao alcance da tua mão e recebe-lhe a oferenda. Nem ameaces o equilíbrio de quem se inclina a auxiliar-te. Nem avances exigente para quem estugou o passo na caminhada, ao ouvir-te o apelo. Aflição projetada traduz aflição que retornará. Aversão espalhada pressagia antipatia para colheita futura. Se desejas aspirar o aroma do amor, libertando-te das dificuldades pessoais com o auxilio alheio, não expresses confiança sob impropérios nem segurança de fé com chuvas de irritabilidade. Favorece os meios simples para o trabalho eficiente e a obra crescerá em torno da tua planificação. Ajuda para que te ajudem. Ilumina para que te iluminem. Coopera-servindo para que a inteligência ambiciosa não estiole a expressão do coração necessitado. Pergunta-esclarecendo para que a inutilidade não te assinale a vida. Fortalece o digno ideal da produção para que a produtividade te enriqueça. Entende as dificuldades do próximo a fim de que ele te entenda, igualmente, a dificuldade. Em qualquer dificuldade recorda o poder da oração e roga inspiração ao Céu, realizando sempre o melhor para que o melhor se faça em ti e através de ti sem olvidares que todo apelo encontra resposta, consoante o merecimento de quem pede e a forma como pede." (Joanna de Ângelis)

Ter sempre razão


Quanto custa ter sempre razão?

Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?

É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.

Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.

Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?

Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?

Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?

Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?

Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.

Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.

Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.

Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.

Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.

Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.

Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.

Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.

Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.

Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.

Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.

Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.

Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.

Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.

A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.

Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.

Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.

Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.

Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.



Redação do Momento Espírita.
Em 12.9.2014.




Gif de flores
Um ótimo dia!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

"Recordemos: qualquer ocorrência tem muito mais importância pelo que acontece dentro de nós do que pelo que sucede fora de nós." (Emmanuel)


 


Gif de nuvem
Veja de um ponto mais alto


Quando somos pequenos, tem muita coisa que não entendemos direito. Mas, na medida em que vamos crescendo e vemos as coisas de um ponto de vista mais abrangente, muitas coisas que antes não entendíamos, ficam claras.

É o caso do menino que conta a sua história singela, da qual podemos tirar profundos ensinamentos.

Diz o garoto:

Quando era pequeno, minha mãe bordava muito.

Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: Filho, saia um pouco para brincar. Quando eu terminar meu bordado chamarei você e o colocarei sentado em meu colo e o deixarei ver o bordado da minha posição.

Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde, eu a escutava a chamar-me:  Filho, venha e sente-se em meu colo.

Eu o fazia de imediato e me surpreendia... E me emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso!

Então minha mãe me dizia: Filho, de baixo para cima o bordado parecia confuso e desordenado porque você não podia ver que acima havia um desenho. Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Os anos se passaram, mas a lição ficou para sempre naquele coração de menino. Hoje ele é um homem e, muitas vezes, ao longo dos anos, ele olha para o céu e diz: Pai, o que o Senhor está fazendo?

E, na acústica da alma ele ouve a resposta do Criador do Universo: Estou bordando sua vida, filho.

E o homem replica: Mas me parece tudo tão confuso... tudo em desordem. Os fios parecem tão escuros... Por que não são mais brilhantes?

O Pai parece dizer-lhe: Meu filho, ocupe-se do seu trabalho... Eu farei
o Meu.

Um dia, Eu o colocarei em Meu colo e você verá o plano de um ponto mais alto. E perceberá que tudo faz sentido, que tudo está sob controle.

 
*     *     *

Por vezes, olhamos o mundo em redor e tudo nos parece confuso, desordenado, sem rumo nem direção.

Isso acontece porque vemos as situações de um ponto de vista muito acanhado, por causa da nossa pequenez.

No entanto, o Criador sabe que tudo está correto, muito embora não consigamos compreender Seus objetivos.

Mas, se é certo que ainda não compreendemos totalmente os planos de Deus, também é certo que nos cabe uma parcela de contribuição para a realização desses objetivos.

Por isso, ainda que tudo nos pareça confuso, façamos a parte que nos cabe e tenhamos certeza de que um dia veremos as coisas de um ponto mais alto e as compreenderemos.

 
*     *     *

Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, deseja que Seus filhos cresçam e aprendam as lições por si mesmos.

É por essa razão que Ele nos confia missões de acordo com as nossas possibilidades.

Os insetos, as plantas, os fenômenos naturais e tudo o que existe sobre a face da Terra exercem importante função na obra da Criação.

Os seres humanos, por serem dotados da capacidade de raciocínio, são, sem dúvida alguma, os que têm as missões mais importantes.




Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida.
Em 04.10.2010.

Gif de nuvem
Uma ótima tarde!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"Dia novo, oportunidade renovada. Cada amanhecer representa divina concessão,que não podes nem deves desconsiderar. Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão coragem nos confrontos das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida;ocasião de realizar o programa planejado. Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis. À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever. Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente. Dirige cada ação à finalidade específica. Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados. Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos. Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas." (Joanna de Ângelis)



Um novo alvorecer


Hei, você!

Por que esse olhar triste?

Por que esse desânimo e essa falta de coragem?

Sim, essa falta de coragem de enfrentar os problemas que se acumulam, sem solução?

Acaso você se julga incapaz?

Talvez especialmente hoje você tenha a sensação de que não há mais saída...

Que suas forças e seu talento para criar soluções tenham se esgotado.

Ou talvez a vida para você tenha perdido completamente o sentido, e o seu barco esteja à deriva..., seguindo conforme o vento.

Se você está se sentindo assim, vamos lhe fazer um convite.

Um convite para que você faça uma pequena viagem para dentro de si e procure, mas procure com muita vontade mesmo, e irá encontrar algo que lhe faça bem.

Ouça o coração de sua mãe, batendo em ritmo calmo enquanto lhe segura nos braços e canta suave canção de ninar... o regaço materno lhe traz segurança.

Sinta o calor e o conforto do seu berço... do seu lar...a paz do silêncio.

Lembre-se do apoio que o alfabeto lhe trouxe... da luz do conhecimento, da alegria do trabalho.

Observe quantas experiências estão arquivadas em sua intimidade...

Entregue-se ao aconchego das afeições repartidas, dos abraços de ternura, do apoio de um sábio conselho...

Pense que no mesmo mundo em que você vive, respiraram os heróis de seu ideal, os santos de sua fé, os apóstolos de sua inspiração e as inteligências que lhe traçaram roteiros...

Considere que o Criador não lhe ofereceu o mundo como exílio ou prisão, mas como nobre escola e abrigo bendito, qual divino jardim a pleno céu, banhado de sol durante o dia e enfeitado de estrelas, durante a noite...

Hei, você!

Não deixe que as lágrimas lhe impeçam de ver a grandeza e a beleza de tudo que existe no mundo que o criador lhe oferece.

Se hoje existe algum problema que lhe traz inquietação e dor, lembre-se que outro dia não tardará a surgir, trazendo um novo alvorecer...

E se sentir que está difícil sem ajuda, não se acanhe, refugie-se em um lugar tranqüilo e busque o apoio da oração.

Eleve o pensamento ao alto e deixe seu coração falar ao criador:

Senhor, no recolhimento de minha alma sofrida, venho lhe pedir um pouco de paz, de força e coragem...

Desejo ver o mundo com olhos de amor, confiança e ternura.

Quero ter esperança... Ser feliz como criança, olhar o mundo com fé.

Quero enxergar nas pessoas a luz que cada uma traz em si, como herança sua.

Desejo acreditar que o mundo tem jeito e que problemas só existem para me ensinar a resolvê-los...

Quero ser alegre, leve e confiante...

Sentir a sua presença em cada filho seu e revelar em mim a sua grandeza divina.

Quero ser hoje melhor do que fui ontem, e amanhã melhor do que hoje...

Senhor, eu desejo um mundo melhor e quero que essa melhoria comece por mim...

Sei que uma onda escura se abateu sobre nosso planeta, e quero me transformar numa estrela para diminuir essa escuridão.

Para isso, senhor, preciso da sua ajuda a fim de vencer a incerteza, a falta de fé, a covardia moral...

Se meus passos vacilarem, senhor, desejo o seu amparo e a sua segurança para que eu possa seguir em frente, com confiança e a certeza da sua presença constante.

Hei, você!

Aproveite as horas que ainda restam deste dia, e prepare-se para um novo alvorecer... que não tardará a chegar.
 

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
 
Uma boa noite!

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"Não basta que sua boca esteja perfumada. É imprescidível que permaneça incapaz de ferir. É importante que suas mãos se mostrem limpas. É essencial, no entanto, verificar o que fazem. Bons ouvidos são, certamente, um tesouro. A Justiça Divina, porém, desejará saber como você ouve. Excelente visão é qualidade louvável. Todavia, é interessante notar como você está vendo a vida. Possuir saúde física é reter valioso dom. Mas é necessário considerar o que faz do corpo sadio. Raciocínio claro é virtude. Entretanto é imperioso observar em que zona mental está você raciocinando. Bela imaginação é trazer consigo maravilhoso castelo. Convém reparar, porém, com que imagens você povoa o seu palácio interior. Grande emotividade é característico de riqueza íntima. Contudo, é preciso saber como você gasta as emoções. Possibilidades de produzir intensamente são recursos preciosos. No entanto, é imprescidível conhecer a substância daquilo que você produz. Capacidade de prosseguir, vida afora, lepidamente, é uma bênção. Não se esqueça, todavia, da direção que seus pés vão tomando através dos caminhos." (André Luiz)

 

Mensagem pouco lembrada


Narra-se que um devotado trabalhador do Cristo adormeceu, certa noite, após as preces e rogativas habituais.

Desenovelando-se do corpo físico, o Espírito buscou paragens amenas da Espiritualidade, para a recomposição das energias espirituais, enquanto o vaso carnal repousava, igualmente se recompondo.

Viu-se o servidor, repentinamente, em paisagem que lhe parecia celestial. O céu de um azul profundo concedia um toque todo especial ao quadro de flores delicadas, aveludado tapete de relva e árvores amigas.

Debaixo de uma árvore frondosa, divisou ele um homem esbelto, de porte majestoso. Aproximou-se e sensibilizado reconheceu Jesus, o Mestre.

Jesus parecia mergulhar o olhar na imensidão. Havia serenidade em Sua face. Contudo, havia sinal de lágrimas nos olhos doces.

O servidor respeitoso ousou perguntar:

Mestre, por que choras?

E porque não houvesse imediata resposta, tornou a falar o trabalhador:

Choras, acaso, por causa dos perversos? Tuas lágrimas se destinarão talvez aos que astuciosos, promovem o mal, governando mentes em ignorância?

O silêncio do Mestre se estendeu um pouco mais. Foi, então, que o bom homem indagou:

Serão, porventura, Tuas lágrimas para aqueles que Te crucificaram e para os quais rogaste o perdão de nosso Pai?

A palavra clara e firme de Jesus se fez então ouvir:

Filho, as minhas lágrimas exprimem o lamento por todos aqueles que, conhecendo as minhas palavras e os meus ensinos, prosseguem cometendo desatinos, afligindo a Humanidade.

Choro por aqueles que mesmo tendo os centros da razão iluminados pela inteligência e pelo raciocínio lúcido, não adquiriram a consciência do dever que o conhecimento proporciona.

Lamento os que recebem o brilho da informação, mas não desfrutam da experiência da vida feliz. Os que afirmam conhecer meus ditos, mas carecem de sabedoria e prosseguem a se comprometer, errando com constância.

Lamento-os, meu filho, porque todos eles padecem de enfermidades da alma e muitas serão as dores que deverão colher, no transcurso das vidas, até despertarem verdadeiramente para a luz.

O servidor fiel despertou na carne, ergueu-se disposto e retornou aos labores de serviço ao próximo, guardando n'alma a certeza de que a lição viva da sabedoria reside em aplicar à própria vida o aprendizado das letras evangélicas, a fim de fruir a paz nos dias mais próximos.

 
*     *     *

O próprio Jesus advertiu que de nada adiantaria falar e não fazer.

Nas anotações do Evangelista Lucas lemos: E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?

O Evangelho é um código de bem viver e a aplicação de suas leis na vida diária é a fórmula para equacionar todos os nossos problemas.



Redação do Momento Espírita com base no cap. Ignorância e sabedoria, do livro Suave luz nas sombras, pelo Espírito João Cléofas, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 28.01.2010.
 
Ótima tarde!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Na oração, pede você um raio de luz, esquecendo, quase sempre, que tem ao seu dispor o Foco Solar para você cumprir os Sublimes Desígnios. Seu espírito suplica uma réstia de amor e, em torno, a Humanidade aguarda a manifestação da sua capacidade de amar. Roga você a concessão de encargos que o habilitem a colaborar com a Sabedoria Divina e olvida que milhões de seres estão à espera de sua disposição de servir, em nome do Pai Celestial. Seu coração reclama sinais do céu, e, enquanto o Sábio dos Sábios manda colorir flores e horizontes para seus olhos, você procura vãos entretenimentos e nada vê. Você exige justiça para seus casos pessoais e diariamente complica situações e problemas, sem reparar que a Harmonia Suprema retifica sempre, ao redor de seus pés, por intermédio da dor e da morte. Você deseja oportunidades de crescimento e ascensão na espiritualidade superior, mas freqüentemente foge aos degraus do esforço laborioso e humilde de cada dia, concedidos a você pela Infinita Bondade, a título de misericórdia. Se está sempre rogando felicidade eterna, recusando os recursos para adquiri-la, que espera você para o caminho?" (André Luiz)

O que te faz melhor
 

Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

Santidade, qual a melhor religião?

O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.

Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar:

O que me faz melhor?

Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.

O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.

Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.

Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador - independente do nome que este leve - ela será uma ótima religião.

Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:

Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.

Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.

Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.

Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.

Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.

A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

 
*     *     *

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.

Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.

Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.




Redação do Momento Espírita com base no item 838 de O livro dos espíritos, no item 302 de O livro dos médiuns, ambos de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação, de Leonardo Boff, ed. Sextante.
Em 26.06.2008.

Bom dia!

domingo, 25 de janeiro de 2015

"O Reino de Deus está no meio de vós." - Jesus. (LUCAS, 17:21.) ...."Nem na alegria excessiva que ensurdece. Nem na tristeza demasiada que deprime. Nem na ternura incondicional que prejudica. Nem na severidade indiscriminada que destrói. Nem na cegueira afetiva que jamais corrige. Nem no rigor que resseca. Nem no absurdo afirmativo que é dogma. Nem no absurdo negativo que é vaidade. Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó. Nem na fé sem obras que é estagnação da alma. Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio. Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante. Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação do valioso trabalho na Terra. Nem pés definitivamente chumbados ao chão do Planeta com integral esquecimento dos apelos do Céu. Nem exigência a todo instante. Nem desculpa sem-fim. O Reino Divino não será concretizado na Terra, através de atitudes extremistas. O próprio Mestre asseverou-nos que a sublime realização está no meio de nós. A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária. Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã. Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás." (Emmanuel)




Busquemos a Eternidade

"...ainda que o homem exterior se corrompa, o interior,
contudo, se renova dia a dia." Paulo (II Coríntios, 4:16)


Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.

Busquemos a Eternidade.

Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos da consciência.

A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.

Juventude não é um estado da carne.

Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas.

Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimorar-lhe as emoções e o sacrifício temperam lhe o caráter.

O espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.

Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.

Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha ascensional para a Grande Luz.

Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.



XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 169.
 
 
 
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Uma ótima tarde!
 
 
 

"Abençoemos e amemos sempre! Diversos Amigos do Plano Maior tem fortalecido as nossas energias para a superação das dificuldades no capitulo da compreensão integral da nossa necessidade de aceitação das experiências indispensáveis da vida. Todos os nossos pensamentos de paz e esperança alcançam os entes queridos à distância, e estejamos na certeza de que não há semente de amor sem germinação no solo do tempo. Que o Senhor nos fortaleça e dirija." (Bezerra de Menezes)

 
Almas perfumadas
 

São tantas as pessoas importantes em nossa vida...

Por vezes nos falta tempo ou oportunidade para lembrá-las disso.

Como a oportunidade somos nós que fazemos, e tempo é questão de prioridade, quem sabe seja este o momento de lembrar de alguém que amamos.

Eis belo poema de Ana Jácomo para sua avó Edith:

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.

Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim.

Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia.

Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou.

E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.



Redação do Momento Espírita com base no texto Almas perfumadas, de Ana Jácomo, constante em seu blog: anajacomo.blogspot.com
Em 22.02.2011.

Um ótimo começo de semana!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. (Alan Kardec. E.S.E. Cap. IX. Item 6.) ..."Quando você afasta do piso uma casca de fruta deixada pela negligência de alguém, não pratica apenas um ato de gentileza. Evita que algum desavisado escorregue, sofrendo tombo violento. Ao ceder o lugar no transporte coletivo a um ancião, você não realiza um gesto de cortesia somente. Atende a um corpo cansado, poupando as energias de quem poderia ser seu genitor. Se você oferece braço moço à condução de um volume, poupando aquele que o carrega, não pratica unicamente uma delicadeza. Contribui fraternalmente para o júbilo de alguém que, raras vezes, encontra ajuda. Portando a boa palavra em qualquer situação, você não atende exclusivamente à finura do trato. Realiza entre os ouvintes o culto do verbo são, donde fluem proveitosos e salutares ensinamentos. Silenciando uma afronta em público, você não atesta apenas o refinamento social. Poupa-se à dialogação violenta, que dá margem a ódios irremediáveis. Se você oferece agasalho a algum desnudo, não só atende à delicadeza humana, por filantropia. Amplia a cultura da caridade pura e simples. Ao sorrir, discretamente, dando ensejo a um desafeto de refazer a amizade, você não age tão-somente em tributo à educação. Apaga mágoas e ressentimentos, enquanto "está no caminho com ele". Procurando ajudar um enfermo cansado a galgar e vencer dificuldades, você não procede imbuído apenas de gentileza. Coopera para que a vida se dilate no debilitado, propiciando-lhe ensejos evolutivos. Atendendo impertinente criança que o molesta, num grupo de amigos, você não se situa só na formosura da conduta externa. Liberta um homem futuro de uma decepção presente. No exercício da gentileza, a alma dilata recursos evangélicos e vive o precioso ensino do Mestre ao enfático doutor da lei, com afabilidade e doçura, quando Ele afirmou: 'Vai e faze o mesmo!'." (Marco Prisco)

 
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Como ser agradável


Um jardineiro tratava com cuidado da propriedade de influente juiz de Direito.

Pouco se falavam, e sua relação beirava a frieza.

O juiz raras vezes se dirigia àquele empregado para transmitir alguma orientação mas, naquele dia, foi ao seu encontro para dar sugestões sobre onde plantar uma e outra árvore.

As orientações foram passadas de forma direta, séria, sem rodeios e gentileza.

Num determinado momento, mudando o rumo da conversa, o jardineiro disse:

Sr. Juiz, o senhor tem uma excelente distração!

Estive admirando seus lindos cães. Penso que o senhor já conseguiu vários primeiros lugares em exposições!

O efeito dessa pequena dose de apreciação foi grande.

Sim. - respondeu o juiz, esboçando sorriso orgulhoso.

Os meus cães me servem de excelente distração. Gostaria de ver o meu canil?

Passou quase uma hora mostrando-lhe os cães e os prêmios que eles tinham recebido.

Ele mesmo foi buscar os pedigrees e explicou os cruzamentos responsáveis por tanta beleza e inteligência.

Depois de um tempo, o juiz, de cenho já muito modificado, virou-se para o jardineiro e perguntou:

Tem algum filhinho?

A pergunta pegou o jardineiro de surpresa, pois nunca antes lhe havia sido feito um questionamento pessoal.

Sim, tenho. - respondeu, timidamente.

Bem, ele não gostaria de um cachorrinho?

Oh, o seu contentamento não teria limites! - afirmou o homem com sorriso nos olhos.

Pois bem, vou dar-lhe um. - disse o juiz.

Então começou a ensinar como alimentar o cãozinho. Parou um pouco.

Você esquecerá de tudo quanto eu lhe disser. É melhor que eu escreva.

O juiz entrou, escreveu à máquina o pedigree e as instruções sobre alimentação e as entregou ao jardineiro, junto com o cachorrinho valioso.

Gastou mais de uma hora de seu tempo explicando, ensinando, pois havia sido conquistado pelo comportamento agradável daquele homem simples.

Analisando melhor toda cena, veremos que o jardineiro nada mais fez do que um rápido elogio, proferindo algumas palavras agradáveis ao outro.

O juiz, sentindo-se valorizado, teve prazer em estender a conversa e ainda deixou brotar em si um sentimento de fraternidade, pensando no outro, em seu filho, terminando por lhe oferecer um presente.

 
*      *      *

Gentileza gera gentileza.

Ser agradável contagia e derruba qualquer cenho carregado, qualquer mau humor momentâneo.

Numa sociedade onde tantas palavras desagradáveis correm soltas aqui e ali, onde tantas reclamações e xingamentos incendeiam os ânimos e machucam as almas, faz-se importante aprender a ser agradável.

Ser agradável sempre, independente da situação que estejamos vivendo, independente de como estamos sendo tratados e recebidos.

Agindo assim filtramos o ambiente pesado do mundo, e espalhamos o perfume da fraternidade.

Tal comportamento traz sempre frutos bons e surpreendentes pois representa, em sua essência, o amor.


Redação do Momento Espírita inspirado no cap. 6, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.
Em 17.11.2009.

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Ótimo fim de semana!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos: tudo cria, tudo transforma, tudo eleva. Palpita em todas as criaturas. Alimenta todas as ações. O ódio é o Amor que se envenena. A paixão é o Amor que se incendeia. O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo. O ciúme é o Amor que se dilacera. A revolta é o Amor que se transvia. O orgulho é o Amor que enlouquece. A discórdia é o Amor que divide. A vaidade é o Amor que se ilude. A avareza é o Amor que se encarcera. O vício é o Amor que se embrutece. A crueldade é o Amor que tiraniza. O fanatismo é o Amor que se petrifica. A fraternidade é o Amor que se expande. A bondade é o Amor que se desenvolve. O carinho é o Amor que se enflora. A dedicação é o Amor que se estende. O trabalho digno é o Amor que aprimora. A experiência é o Amor que amadurece. A renúncia é o Amor que se ilumina. O sacrifício é o Amor que se santifica. O Amor é o clima do Universo. É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação. Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade. Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos. Com ele, tudo se aclara. Longe dele, a sombra se coagula e prevalece. Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei." (João de Brito)


Definir o amor


Definir o amor é limitá-lo, encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas. 

O que é o amor? 

Esta pergunta foi feita para um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia. 

E ninguém melhor do que uma criança, e a pureza de seu coração, para tentar explicar o que é o amor... 

"O amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos da pessoa." Mathew, 6 anos. 

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite." Rebecca, 8 anos. 

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo." Tommy, 6 anos. 

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente." Billy, 4 anos. 

"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela." Chrissy, 6 anos. 

"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai, e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele." Danny, 6 anos. 

"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo, e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda!" Samantha, 7 anos. 

"Há dois tipos de amor: o nosso e o amor de Deus. Mas o amor de Deus junta os dois." Jenny, 4 anos. 

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford!" Chris, 8 anos 

"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo." Cindy, 8 anos. 

"Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você!" Karen, 7 anos. 

Temos muito que aprender com as crianças, sim. E muito mais a aprender com o amor, e sobre ele. 

Pequenos gestos, grandes sacrifícios anônimos, olhares, sorrisos - tudo faz parte deste universo sem fim chamado amor... 

*     *     * 

O amor é um sentimento, mas também um estado de espírito. 

Ele é uma busca, mas também é o caminho a seguir. 

Ele é um objetivo, porém também o meio mais sublime de se alcançar. 

O amor é alimento, consolo, passado e futuro. 

É presente no tempo e no gesto de se dar. 

É a maior descoberta da vida. É a maior bênção da vida. 

E se a fé poderá mover montanhas inteiras, o amor então terá o poder de construir cordilheiras...



Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto anônimo.


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Uma ótima tarde!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"Em todos os caminhos da vida, encontraras obstáculos a superar. Se assim não fosse, como provarias a ti mesmo a sinceridade de teus propósitos de renovação? Aceita as dificuldades com paciência, procurando guardar contigo as lições de que se facam portadoras. Com todos temos algo de bom para aprender e em tudo temos alguma cousa de útil para assimilar. Nada acontece por acaso e, embora te pareca o contrario, ate mesmo o mal permanece a servico do bem. A resignação tem o poder de anular o impacto do sofrimento. Centraliza-te no dever a cumprir, refletindo que toda semente exige tempo para germinar. Toda vitoria se fundamenta na perseveranca e sem espirito de sacrificio ninguém concretiza os seus ideais. Busca na oração coragem para superar os percalcos exteriores da marcha e humildade para vencer os entraves do teu mundo interior. Aceita os outros como são a fim de que te aceitem como és, porquanto, de todos os patrimônios da vida, nenhum se compara a paz de quem procurar fazer sempre o melhor, embora consciente de que esse melhor ainda deixe muito a desejar." (André Luiz)

 

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Ao Amanhecer
 

Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados;

Otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais;

Recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas
.



Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: Divaldo Pereira Franco.
Livro: Episódios Diários

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Ótimo dia!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

"Guardando o mistério da fé numa consciência pura." - Paulo. (I TIMÓTEO, 3:9.) ..."Curiosidade ou sofrimento oferecem portas à fé, mas não representam o vaso divino destinado à sua manutenção. Em todos os lugares, observamos pessoas que, em seguida a grandes calamidades da sorte, correm pressurosas aos templos ou aos oráculos novos, manifestando esperança no remédio das palavras. O fenômeno, entretanto, muitas vezes, é apenas verbal. O que lhes vibra no coração é o capricho insatisfeito ou ferido pelos azorragues de experiências cruéis... Claro que semelhante recurso pode constituir um caminho para a edificação da confiança, sem ser, contudo, a providência ideal. Paulo de Tarso, em suas recomendações a Timóteo esclarece o problema com traço firme. É imprescindível guardar a fé e a crença em sentimentos puros. Sem isso, o homem oscilará, na intranqüilidade, pela insegurança do mundo Intimo.A consciência obscura ou tisnada inclina-se, invariavelmente, para as retificações dolorosas, em cujo serviço podem nascer novos débitos, quando a criatura se caracteriza pela vontade frágil e enfermiça. Os aprendizes do Evangelho devem recordar o conselho paulino que se reveste de profunda importância para todas as escolas do Cristianismo. O divino mistério da fé viva é problema de consciência cristalina. Trabalhemos, portanto, por apresentarmos ao Pai a retidão e a pureza dos pensamentos." (Emmanuel)


Exame consciência


Quando chega o final do dia, depois das lutas, dos trabalhos exaustivos, você procura o seu lar.

Não importa como ele seja, uma casa pequena, um apartamento modesto, uma enorme mansão. É seu lar. O lugar onde você se sente verdadeiramente à vontade, em casa.

Você convive com os seus familiares, escuta as novidades da esposa e dos filhos. Brinca com os pequenos, dá uma olhada nas tarefas escolares dos maiores, dá um beijo de boa noite no caçula.

Você assiste ao jornal da noite, dialoga com a esposa e estabelece planos para as atividades do dia seguinte.

Finalmente, você se prepara para dormir. Banho tomado, relaxado, você busca o seu leito, ajeita as cobertas, o travesseiro e se deita.

Espere um pouco. Não está faltando alguma coisa? Você teve um dia de muitas horas cheias de trabalho, entrevistas, decisões.

Você alimentou o seu corpo, abraçou os seus amores, compartilhou decisões importantes com sua esposa. O dia está por findar.

Que tal fazer um exame de consciência para avaliar como foi o seu dia?

Faça para você mesmo as seguintes perguntas: será que cumpri, neste dia, com todos os meus deveres?

Pense: deveres profissionais, sociais, familiares.

Durante o dia não terei dado motivo para alguém se queixar de mim? Fui bom colega de trabalho, profissional correto, cidadão honrado, pai compreensivo, esposo amável?

Terei feito alguma coisa que se fosse feita por outra pessoa eu censuraria?

Pratiquei alguma ação, que tenho vergonha de confessar a quem quer que seja?

Finalmente, se Deus me chamasse agora, estaria preparado para adentrar o mundo espiritual?

As perguntas acima fazem parte da resposta de uma questão de o livro dos espíritos, ditada pelo espírito santo agostinho.

Diz ele que era seu hábito fazer um exame de consciência, ao fim de cada dia, passando em revista o que havia feito.

As respostas serão motivo de repouso para a consciência de quem as formula ou indicarão um mal que deve ser curado.

Realizar tal tarefa todas as noites é como fazer um balanço da sua jornada moral, exatamente como o negociante, a cada dia, faz o balanço das suas perdas e lucros e traça diretrizes de ação para que o próximo balanço se apresente melhor.

Aquele que puder dizer que a sua jornada foi boa, pode dormir em paz e esperar sem temor o despertar na outra vida, a qualquer momento.

 
*      *      *

Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Por isso, o conselho de santo agostinho se reveste de muita importância.

Interrogando com mais frequência a nossa consciência, poderemos verificar quantas vezes falimos sem nos dar conta.

Conforme as respostas, poderemos avaliar a soma do bem e do mal que existe em nós e, a cada dia, nos dispormos a melhorar naquele ponto do nosso caráter que descobrimos mais frágil.

Se todos os dias trabalhamos para ajuntar o que nos dê segurança na velhice, não será igualmente vantajoso que trabalhemos para nos melhorar, com o objetivo de conquistar a felicidade eterna?

 

Fonte: O Livro dos Espíritos questão 919a
Momento de Reflexão
 
Um ótimo dia!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." Paulo (Gálatas, 6:7) ..."Não é preciso morrer na carne para conhecer a lei das compensações. Reparemos a luta vulgar. O homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes a indiferença pelas dores que lhe são próprias. Afastemo-nos do convívio social e a solidão deprimente será para nós a resposta do mundo. Se usamos severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros com rigor e aspereza. Se praticamos em sociedade ou em família a hostilidade e a aversão, entre parentes e vizinhos encontraremos a antipatia e a desconfiança. Se insultamos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à inaptidão. Um gesto de carinho para com o desconhecido na via pública granjear-nos á o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam. Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria. O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência. Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto de nós. Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor. Todo dia é tempo de semear. Todo dia é tempo de colher. Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida." (Emmanuel)


 
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Ao nosso alcance


Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.

Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.

Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.

Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.

Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.

Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.

Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.

Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:

Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.

A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.

E, se cada um de nós, morador da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.

A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-­se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.

Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.

Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.

É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.

De certa forma é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.

Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.

Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.

Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.

Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.


Redação do Momento Espírita.
Em 15.07.2009.

 
Gif de barrinha
Boa noite!

domingo, 18 de janeiro de 2015

"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." - (ATOS, 4:31.) ...."Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem. Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte. Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador. Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual. Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão. A oração é divina voz do espírito no grande silêncio. Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca. Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus. A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior." (Emmanuel)

Gif de Anjinhos
No clima da prece


Acalme seu coração.
Dificuldades são ensinamentos importantes.

Se você caiu, apoie-se no trabalho edificante
para reerguer-se.

Se a doença o visita, encare-a sem revolta nem desânimo,
recorrendo aos recursos necessários para a volta ao equilíbrio.
No mundo, a noção de saúde ainda se limita
à visão parcial do corpo físico.

Há, porém, doentes saudáveis, do ponto de vista espiritual,
assim como existem pessoas em plena posse das energias físicas,
entretanto doentes do espírito.

Lembre-se que a vida gera mais vida.

Lutas, dores, decepções e tristezas formam
o quadro abençoado de experiências que nos
ensinam a perseverar sempre.
 
Em qualquer situação prossiga trabalhando no bem.
 
Rejeite os pensamentos negativos no clima
da prece, e você sentirá a presença do Mais Alto amparando-o.

No final, tudo passará e você se descobrirá feliz e capaz de muitas realizações.

(Scheilla)

 

Gif de Anjinhos
Ótima tarde!

sábado, 17 de janeiro de 2015

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens." - Jesus. (MATEUS, capítulo 5, versículo 16.) ..."Ante a glória dos mundos evolvidos, das esferas sublimes que povoam o Universo, o estreito campo em que nos agitamos, na Crosta Planetária, é limitado círculo de ação. Se o problema, no entanto, fosse apenas o de espaço, nada teríamos a lamentar. A casa pequena e humilde, iluminada de Sol e alegria, é paraíso de felicidade. A angústia de nosso plano procede da sombra. A escuridão invade os caminhos em todas as direções. Trevas que nascem da ignorância, da maldade, da insensatez, envolvendo povos, instituições e pessoas. Nevoeiros que assaltam consciências, raciocínios e sentimentos. Em meio da grande noite, é necessário acendamos nossa luz. Sem isso é impossível encontrar o caminho da libertação. Sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, não poderemos ser vistos com facilidade pelos Mensageiros Divinos, que ajudam em nome do Altíssimo, e nem auxiliaremos efetivamente a quem quer que seja. É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de que as trevas não nos dominem. É possível marchar, valendo-nos de luzes alheias. Todavia, sem claridade que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda. Os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar-se de nós, convocados pelos montes de elevação que ainda não merecemos. Vale-te, pois, dos luzeiros do caminho, aplica o pavio da boa-vontade ao óleo do serviço e da humildade e acende o teu archote para a jornada. Agradece ao que te ilumina por uma hora, por alguns dias ou por muitos anos, mas não olvides tua candeia, se não desejas resvalar nos precipícios da estrada longa!... O problema fundamental da redenção, meu amigo, não se resume a palavras faladas ou escritas. É muito fácil pronunciar belos discursos e prestar excelentes informações, guardando, embora, a cegueira nos próprios olhos. Nossa necessidade básica é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de auto-educação, de conversão substancial do "eu" ao Reino de Deus. Podes falar maravilhosamente acerca da vida, argumentar com brilho sobre a fé, ensinar os valores da crença, comer o pão da consolação, exaltar a paz, recolher as flores do bem, aproveitar os frutos da generosidade alheia, conquistar a coroa efêmera do louvor fácil, amontoar títulos diversos que te exornem a personalidade em trânsito pelos vales do mundo... Tudo isso, em verdade, pode fazer o espírito que se demora, indefinidamente, em certos ângulos da estrada. Todavia, avançar sem luz é impossível." (Emmanuel)


 
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Lápis, vida, verso e prosa
 

O menino acordou cedo. Estava feliz. Eram suas férias escolares e, por isso, ele estava passando uma temporada com sua avó.

Ouviu um ruído que vinha da sala. Em disparada, dirigiu-se para lá, confiante de que encontraria a avó.

Ela estava sentada à mesa. Uma música leve e reconfortante ao fundo, uma xícara de café esfumaçante à sua frente e, em suas mãos, lápis e papel. Atenta, escrevia.

Vovó, você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É uma história sobre mim? Questionou o curioso menino.

Estou escrevendo sobre você, é verdade. Respondeu, sorrindo, a avó. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou utilizando.

O lápis, vovó? Mas por quê?

Porque eu gostaria que você fosse como ele quando crescesse.

O menino olhou demoradamente para o lápis, como que buscando uma característica especial que o diferenciasse dos outros tantos que ele já havia visto.

Mas ele é igual a todos os lápis que já vi em minha vida!

Tudo depende do modo como você olha para as coisas, respondeu a avó, tomando-o ao colo. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir perceber, imitar e manter ao longo de sua vida, será sempre uma pessoa feliz e em paz.

Quais são essas qualidades, vovó?

Assim como o lápis, você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer jamais que há sempre uma mão a lhe guiar os passos. Essa mão é Deus. É Ele quem nos conduz e guia, do esboço à arte final.

De vez em quando, o lápis precisa ser apontado. Isso faz com que ele sofra um pouco mas, ao final, está muito melhor do que antes. Assim, nós também precisamos saber suportar a dor, pois é ela quem nos molda e nos torna mais sábios.

­­O lápis permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que escrevemos errado. De igual forma devemos agir, humildemente, permitindo que nossos erros sejam corrigidos, a fim de nos mantermos retos no caminho da justiça.

A sábia senhora fez uma ligeira pausa para tomar um gole de café, quando o neto indagou: E quais são as duas últimas qualidades, vovó?

Deslizando seus dedos pelos cabelos do neto, a avó prosseguiu: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas sim o grafite, que deve ser preciso. Isso nos diz que devemos valorizar nossa essência.

Finalmente, meu filho, o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma forma, tudo o que fazemos na vida deixa traços. Portanto, devemos tomar consciência de cada escolha que fazemos em nossa jornada, pois, sem dúvidas, ela trará consequências e deixará marcas.

E, entregando o lápis nas mãos do neto, a avó concluiu: Seja como um lápis, meu filho, e você escreverá uma história de vida próspera e feliz.

 
*     *     *

Guiados pelas mãos Divinas, estamos constantemente a escrever nas páginas do livro da vida: família, fé, trabalho, caridade, humildade, paciência, resignação, amor... São palavras que não podem faltar em nossos versos e prosas.

A cada nova frase, mais nos autoconhecemos. Nas palavras do poeta Fernando Pessoa: Quando escrevo, visito-me solenemente.

Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita,com citação do livro Desassossego, de Fernando Pessoa, ed. Companhia de Bolso.
Em 28.10.2014.
 
  
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Feliz domingo!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Porque qualquer que pede, recebe; e quem busca, acha." - Jesus. (LUCAS, capítulo 11, versículo 10.) ..."Ao experimentar o crente a necessidade de alguma coisa, recorda maquinalmente a promessa do Mestre, quando assegurou resposta adequada a qualquer que pedir. Importa, contudo, saber o que procuramos. Naturalmente, receberemos sempre, mas é imprescindível conhecer o objeto de nossa solicitação. Asseverou Jesus: "Quem busca, acha." Quem procura o mal encontra-se com o mal igualmente. Existe perfeita correspondência entre nossa alma e a alma das coisas. Não expendemos uma hipótese, examinamos uma lei. Para os que procuram ladrões, escutando os falsos apelos do mundo interior que lhes é próprio, todos os homens serão desonestos. Assim ocorre aos que possuem aspirações de crença, acercando-se, desconfiados, dos agrupamentos religiosos. Nunca surpreendem a fé, porque tudo analisam pela má-fé a que se acolhem. Tanto experimentam e insistem, manejando os propósitos inferiores de que se nutrem, que nada encontram, efetivamente, além das desilusões que esperavam. A fim de encontrarmos o bem, é preciso buscá-lo todos os dias. Inegavelmente, num campo de lutas chocantes como a esfera terrestre, a caçada ao mal é imediatamente coroada de êxito, pela preponderância do mal entre as criaturas. A pesca do bem não é tão fácil; no entanto, o bem será encontrado como valor divino e eterno. É indispensável, pois, muita vigilância na decisão de buscarmos alguma coisa, porquanto o Mestre afirmou: "Quem busca, acha"; e acharemos sempre o que procuramos." (Emmanuel)




Não tenha medo, tenha fé. Boa Tarde!
A verdadeira desgraça
 

Toda gente fala da desgraça, toda gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo.

No entanto, quase todos nos enganamos. A desgraça real não é, absolutamente, o que pensamos, isto é, o que os desgraçados o supõem.

Para nós a desgraça está na miséria, no fogão sem lume; no credor que ameaça, no berço do qual o anjo sorridente desapareceu; nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado; na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade.

A tudo isso e a muitas coisas se dá o nome de desgraça, na linguagem humana.

Sim, é desgraça para os que só vêem o presente. A verdadeira desgraça, porém, está na consequência de um fato, mais do que no próprio fato.

Pensemos, se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta consequências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que, a princípio, causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem.

Vejamos se a tempestade que arranca as árvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as consequências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as consequências se fazem sentir.

Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Podemos pensar na infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolhemos e desejamos com as nossas almas iludidas.

A infelicidade pode estar na alegria, no prazer, no tumulto, na vã agitação, na satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência; que comprimem a ação do pensamento; que atordoam o homem com relação ao seu futuro.

A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procuramos conseguir.

Para a criança, a infelicidade está em respeitar os limites e as disciplinas propostas pelos pais.

Por sua vez os pais, que têm da vida uma visão mais abrangente, estão investindo numa felicidade futura para seus entes queridos, ensinando-os a viver com dignidade.

Assim também acontece conosco em relação às disciplinas estabelecidas pelas leis maiores da vida. Onde só vemos a desgraça, está se processando a verdadeira felicidade.
 
*    *    *

Superando com coragem os obstáculos do caminho, estaremos agindo como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que não lhes pode dar glória, nem promoção.

Que importa ao soldado perder, na refrega, armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória?

Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre vitoriosa no Reino Celeste?

Pensemos nisso!
 

Redação do Momento Espírita, com base no item 24, do cap. V do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
 
Boa sexta!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." - (ATOS, 4:31.) ..."Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem. Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte. Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador. Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual. Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão. A oração é divina voz do espírito no grande silêncio. Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca. Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus. A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior." (Emmanuel)


 
Gota de orvalho no cálice de uma flor
 

Você tem orado ultimamente?

Você tem o hábito de orar ou só o faz quando a situação é bastante complicada?

Talvez, em momentos de aflição, você tenha descoberto a importância da prece, mas já conseguiu torná-la um hábito em sua vida?

Não desses hábitos que beiram o automatismo, mas desses que praticamos com a consciência de que nos fazem bem e são indispensáveis.

Vale a pena refletir sobre esse grande recurso que temos, conforme as palavras de um Espírito amigo:

A prece é uma aspiração sublime, à qual Deus concedeu um poder tão mágico, que os Espíritos a pedem constantemente.

Orvalho suave, é como um refrigério para o pobre exilado na Terra, e uma disposição fecunda para a alma em prova.

A prece age diretamente sobre o Espírito para o qual é dirigida.

Ela não transforma seus espinhos em rosas, mas modifica sua vida de sofrimentos (nada podendo sobre a vontade imutável de Deus), imprimindo-lhe esse impulso de vontade que levanta a sua coragem, dando-lhe força para lutar contra as provas e dominá-las.

Por esse meio é abreviado o caminho que conduz a Deus e, como efeito maravilhoso, nada pode ser comparado à prece.

Aquele que blasfema contra a prece não passa de Espírito inferior, de tal modo terreno e atrasado que nem mesmo compreende que deve apegar-se a essa tábua de salvação.

Ore, pois a prece é uma palavra descida do céu; é a gota de orvalho no cálice de uma flor; é o sustentáculo do caniço durante a borrasca; é a tábua do pobre náufrago na tempestade; é o abrigo do mendigo e do órfão; é o berço para a criança dormir.

A prece nos liga a Deus pela linguagem, chamando sua atenção para nós.

Orar por nós é amá-lO. Suplicar-Lhe por um irmão é um ato de amor dos mais meritórios.

A prece que vem do coração é a chave dos tesouros das bênçãos. É o administrador que oferece benefícios em nome da misericórdia infinita.

A alma que se eleva para Deus por um desses impulsos sublimes da prece, desprendida de seu envoltório grosseiro, apresenta-se cheia de confiança perante Ele, certa de obter o que pede com humildade.

 
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Reflita em sua natureza. Conte as suas decepções e seus riscos. Sonde o abismo profundo para onde podem arrastá-lo as paixões.

Olhe os que caem em torno de você e sentirá a necessidade imperiosa de recorrer à prece. É âncora de salvação que impedirá o esfacelamento do seu navio, tão sacudido pelas tormentas do mundo.

 
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A alma necessita da prece, assim como o corpo necessita de pão.

A oração é o alimento da alma, é o que lhe dá o sustento para o enfrentamento dos desafios inevitáveis dos dias.

A oração é exercício de altruísmo, quando em seus versos estão as súplicas pelas dores alheias.

Tornemos a prece um hábito de higiene espiritual.

Criemos esse momento de diálogo íntimo com nosso Criador.

Nossos dias serão muito mais agradáveis, nossa vida terá mais harmonia, quando mergulharmos realmente nas benesses da oração.




Redação do Momento Espírita, com base na mensagem Efeitos da prece, por Espírito familiar,  publicada na Revista Espírita, de Allan Kardec, de novembro de 1861.
Em 9.5.2014.
 

Gifs de sol
Uma feliz e abençoada sexta-feira!