domingo, 30 de novembro de 2014

"Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra. Segue adiante, fazendo o bem que possas. É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão. Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que te analisam as conquistas de humildade e paciência. Sofre, mas serve e segue. Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus." (Emmanuel)




Hoje eu posso escolher


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a deus pela oportunidade da experiência.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei, posso gastar os minutos a me lamentar ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser vivido da maneira que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às ideias e utilidade às horas. Tudo depende só de mim."

Nesta mensagem atribuída ao saudoso Charlie Chaplin, astro de Hollywood que encantou o mundo no tempo do cinema mudo, encontramos motivos de reflexões.

Sem dúvida, a vida é feita de escolhas...

O tempo todo estamos fazendo escolhas, elegendo o que fazer e o que não fazer, o que pensar e o que não pensar, em que acreditar e em que não acreditar.

A vida está sempre a nos apresentar opções. E as escolhas dependem exclusivamente de nós mesmos.

Não há constrangimento algum. Somos senhores absolutos da nossa vontade, no que diz respeito às questões morais.

Se é verdade que às vezes somos arrastados pelas circunstâncias, é porque optamos anteriormente por entrar nesse contexto.

Assim, antes de optar por qualquer das opções que a vida nos oferece, é importante pensar nas consequências que virão em seguida.

Importante lembrar que não estamos no mundo em regime de exceção. Todos estamos na terra para aprender. E as lições muitas vezes são mais simples do que pensamos.

Não imaginemos que as coisas e circunstâncias desagradáveis só acontecem para nos atingir. Elas fazem parte do contexto em que nos movimentamos junto a milhares de pessoas que vivem na terra conosco.


*     *     *

Olhe, em seu jardim, as flores que se abrem e nunca as pétalas caídas.

Contemple, em sua noite, o fulgor das estrelas e nunca o chão escuro.

Observe, em seu caminho, a distância já percorrida e nunca a que ainda falta vencer.

Retenha, em sua memória, risos e canções e nunca os seus gemidos.

Conserve, em seu rosto, as linhas do sorriso e nunca os sinais da mágoa.

Guarde, em seus lábios, as mensagens bondosas e esqueça as maldições.

Conte e mostre as medalhas de suas vitórias e encare as derrotas como uma experiência que não deu certo.

Lembre-se dos momentos alegres de sua vida e não das tristezas.

A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.

E um só olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos.

Seja otimista e não se esqueça de que é nas noites sem luar que brilham mais forte nossas estrelas.
 


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto atribuído a Charlie Chaplim e em mensagem de autoria desconhecida.


Gifs de boa noite



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

“Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados.” – (I Pedro, 3:9.) ..."A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem. No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral. Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas. No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão. Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão-só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante? Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física. É contra-senso desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser. Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento? São velhas figurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço. O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre. Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar. Não olvides a obrigação de servir com Jesus. É para isto que fomos chamados." (Emmanuel)

 
 
Gif
Narcisos contemporâneos
 

Na mitologia grega, Narciso era um jovem bonito e vaidoso.

Um dia, Narciso curvou-se para beber água em uma fonte, e vendo sua própria face refletida na água, enamorou-se dela.

A lenda nos conta que ele foi definhando, dia após dia, sem se alimentar, sem descansar, encantado pelo reflexo de sua própria imagem na superfície da água, até morrer.

Foi Sigmund Freud que acrescentou o termo "narcisismo" ao vocabulário da psicologia para designar amor à própria imagem.

O termo contemplava também a etapa do desenvolvimento na qual a criança faz do próprio eu o objeto principal de seu amor.

Segundo o manual americano de diagnóstico de distúrbios mentais, narcisistas são indivíduos arrogantes e convencidos, que têm fantasias magníficas sobre si mesmos.

Eles superestimam seu sucesso, precisam ser constantemente admirados e sempre esperam tratamento preferencial.

Os narcisistas estão convencidos de que merecem mais do que recebem. Preocupam-se em ter boa aparência e manter-se jovens.

Não são sensíveis às necessidades e aos problemas dos outros.

Com pouca tolerância para crítica, freqüentemente reagem com fúria a ofensas reais ou imaginárias.

Em suma, os narcisistas focalizam a si mesmos, fascinados com sua personalidade e seu corpo.

"Com um individualismo atroz que carece de valores morais e sociais e se desinteressa por qualquer questão transcendental".

Percebe-se que o distúrbio em questão é bastante sério, e comum de se encontrar nos dias de hoje.

Vivemos dias em que cultuamos o narcisismo, seja na esfera individual, coletiva e das grandes mídias.

Muitos valores do mundo contemporâneo não passam de conseqüências de um narcisismo disfarçado de "bem-estar", de "saúde", de "prazer".

Desta forma faz-se urgente uma revisão em todos os valores que temos, em todas as coisas a que damos importância e em que aplicamos nossas energias.

Nas adolescentes anoréxicas; no exibicionismo de corpos esculturais na televisão; nas cirurgias plásticas excessivas; nos expectadores que compram quaisquer novas idéias impostas pelas mídias, percebemos o narcisismo reinante.

Talvez seja necessário relembrar as conseqüências do comportamento de Narciso.

Iludidos pela imagem do corpo, pela superficialidade dos valores do Mundo, não só o corpo, mas sobretudo a alma acaba definhando, perdendo-se num mar de ilusões passageiras.
*     *     *

Ainda há tempo de perceber que a imagem do espelho não representa quem somos. Não é nossa essência, e sim apenas uma vestimenta temporária.

O verdadeiro eu é a alma imortal, a alma que aprende, que luta, que se desenvolve.

A verdadeira beleza está no Espírito que se liberta das amarras do materialismo preponderante.

O ser realmente belo será aquele que se entregue, não à imagem refletida numa superfície refletora, mas se doe profundamente, por amor, aos outros.



Texto da Redação do Momento Espírita com base em artigo de Mário Pereyra, disponível no site http://dialogue.adventist.org/articles/10_1_pereyra_p.htm.

Cute Colors
Ótimo dia!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus." - (MARCOS, capítulo 10, versículo 50.) ..."O Evangelho de Marcos apresenta interessante notícia sobre a cura de Bartimeu, o cego de Jericó. Para receber a bênção da divina aproximação, lança fora de si a capa, correndo ao encontro do Mestre, alcançando novamente a visão para os olhos apagados e tristes. Não residirá nesse ato precioso símbolo? As pessoas humanas exibem no mundo as capas mais diversas. Existem mantos de reis e de mendigos. Há muitos amigos do crime que dão preferência a "capas de santos". Raros os que não colam ao rosto a máscara da própria conveniência. Alega-se que a luta humana permanece repleta de requisições variadas, que é imprescindível atender à movimentação do século; entretanto, se alguém deseja sinceramente a aproximação de Jesus, para a recepção de benefícios duradouros, lance fora de si a capa do mundo transitório e apresente-se ao Senhor, tal qual é, sem a ruinosa preocupação de manter a pretensa intangibilidade dos títulos efêmeros, sejam os da fortuna material ou os da exagerada noção de sofrimento. A manutenção de falsas aparências, diante do Cristo ou de seus mensageiros, complica a situação de quem necessita. Nada peças ao Senhor com exigências ou alegações descabidas. Despe a tua capa mundana e apresenta-te a Ele, sem mais nem menos." (Emmanuel)




Gif de flor
Contra-sensos


Você já observou alguma vez, que o nosso comportamento nem sempre está embasado na coerência?

É comum percebermos alguns contra-sensos sobressaindo nas nossas ações.

Um deles é o fato de pedirmos a Deus que nos dê saúde, e nos entregarmos a vícios geradores de enfermidades.

Há contra-senso quando reclamamos os nossos direitos, desrespeitando os dos outros.

Gostamos de ouvir a música de nossa preferência, e ligamos o som num volume que obriga os vizinhos a ouvi-la também, esquecendo-nos de que, se temos direitos, os outros igualmente os têm.

Às vezes, em nome da justiça que dizemos defender, cometemos outras tantas injustiças.

Alguns de nós lutamos por defender a natureza, o verde, os animais, enquanto crianças morrem, vítimas da fome e da falta de atendimento médico, ao nosso lado.

E, enquanto se divulga a intenção de conter a prostituição infantil, o dito turismo sexual, a pedofilia, os mesmos meios de comunicação que criticam essas barbaridades, promovem concursos nos quais são mostradas meninas de apenas 5 anos de idade com roupas coladas ao corpo, maquiadas como adultas, dançando freneticamente, de forma sensual.

Dizemos lutar contra esses abusos, mas criamos todas as condições favoráveis para que proliferem. É um contra-senso.

Outro aspecto está na luta pela paz. Os países, para preservar a paz, promovem o armamento.

A paz não se conquista nos campos de batalha, nem virá por decreto. É luz íntima.

Se não atentarmos para esses contra-sensos, estaremos passando aos nossos filhos a imagem de um mundo no qual não se pode confiar.

Um mundo em que não se sabe o que é verdade e o que é mera ilusão, jogo de interesses, mentiras.

É importante que decidamos quais são os nossos verdadeiros valores e lutemos por eles com fidelidade.

Seja nosso falar: Sim, sim, não, não, conforme adverte o Cristo.

Se nos agrada lutar pelos direitos, que o façamos integralmente, defendendo tanto os nossos, quanto os dos outros.

Se quisermos defender a natureza, que a nossa defesa seja abrangente, defendendo tudo o que respira na face da Terra.

Se desejamos que Deus nos dê saúde, lutemos por preservá-la.

Agindo com coerência em todos os momentos, é que poderemos intitular-nos como verdadeiros idealistas.


*     *     *

A paz construída sobre os escombros dos povos vencidos é vitória passageira.

A felicidade conseguida à custa das lágrimas alheias, é mera ilusão.

Os direitos que soterram os direitos alheios, são construção de desequilíbrios futuros.

Só o respeito mútuo é capaz de efetivar o ideal no bem duradouro, para toda a eternidade.






Redação do Momento Espírita.



Gif de flor 
Ótimo dia!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso. A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino. A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente... Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos. Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de ideias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas. As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem, quanto ao mal. Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você possui tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia... Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus. Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela. O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem atudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos. Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo de nós que dermos aos outros, receberemos dos outros centuplicadamente." (André Luiz)




Gif flor
O que nossos pensamentos determinam


Marco Aurélio, o grande filósofo que dirigiu o Império Romano, resumiu em nove palavras aquilo que define nosso destino na vida:

Nossa vida é o que os nossos pensamentos determinam.

Inspirado nesta afirmativa, o estudioso Dale Carnegie acrescenta que se tivermos pensamentos felizes, seremos felizes.

Se pensarmos em coisas que nos causam medo, seremos medrosos. Se pensarmos em doenças, provavelmente ficaremos doentes.

Se pensarmos no fracasso, fracassaremos, com toda certeza. Se nos entregarmos à autopiedade, todos irão querer nos evitar, afastar-se de nós.

Normam Vincent Peale afirmou: você não é o que você pensa que é. Mas o que você pensa, você é.

Tudo isso se resume na ideia de uma atitude positiva perante a vida. Devemos nos interessar por nossos problemas, mas não nos preocuparmos com eles.

Há uma grande diferença entre uma e outra postura.

Interessar-se significa procurar compreender como são as coisas e tomar calmamente as medidas necessárias para enfrentá-las.

Preocupar-se significa dar voltas em círculos inúteis e enlouquecedores. Significa sofrer antes e ser dominado pelo medo.

Tais posturas são determinadas pelo pensamento, simplesmente.

Desta forma, o pensamento poderá determinar se seremos felizes ou infelizes, independente de onde estejamos, independente das condições de vida que temos.

Napoleão Bonaparte e Helen Keller podem ser bons exemplos que atestam tais afirmações.

Napoleão dispunha de tudo que os homens habitualmente almejam - glória, poderio, riqueza -, e, não obstante, disse, em seu exílio, na ilha de Santa Helena: Não conheci jamais seis dias de felicidade em minha vida.

Helen Keller - cega, surda, muda - todavia, declarou: Considerei a vida tão bela!

Reflitamos sobre tal comparação.

Como viveram os dois personagens? Que postura mental apresentou cada um deles diante das adversidades?

O filósofo grego Epiceto advertiu-nos que devemos nos preocupar mais em afastar da mente os maus pensamentos do que remover tumores e abscessos do nosso corpo.

E a medicina moderna vem comprovando, dia após dia, que a grande fonte das enfermidades está na postura mental, na qualidade do nosso pensar.

Por isso a importância de perceber que nossa vida é o que nossos pensamentos determinam e que vigiando, cuidando do pensar, viveremos muito melhor.



*    *    *

Emerson, na parte final de seu ensaio sobre a confiança em nós mesmos, diz:

Uma vitória política; um aumento em suas rendas; a recuperação de uma enfermidade; o regresso de um amigo ausente; ou outro qualquer acontecimento exterior, anima-lhe o Espírito e você pensa que lhe estão reservados dias felizes.

Não o creia. Jamais pode ser assim. Nada, a não ser você mesmo, pode trazer-lhe paz.




Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 12, pt. IV, do livro Como evitar preocupações e começar a viver, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.


Gif flor
Bom dia!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem." - Paulo. (II Tessalonicenses, 3:13.) ...."É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura. Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos. É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido. O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora. Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias? A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre espressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos." (Emmanuel)


 
Gif abelhinha
Recursos improdutivos


Em certa região onde imperava a pobreza, vivia um homem que conseguia seu sustento com o labor de oleiro. Sua especialidade era fabricar cântaros, que eram vendidos na própria localidade.

Com tal atividade, o oleiro não somente conseguia sustentar-se, como também sempre tinha à disposição algumas colheres de arroz para saciar a fome de um ou outro pedinte, que lhe batesse à porta.

Todas as tardes, quando o sol parecia desmaiar no horizonte, ele se dirigia ao templo para orar. Ali, abria sua alma ao Criador, sentindo-se em paz.

Certo dia, quando estava a trabalhar em sua casa, viu passar a rica caravana de um nobre, cercado de muita pompa e honrarias. Perplexo, viu como aquele homem jogava moedas aos pobres do caminho.

Então, o oleiro disse para si mesmo:

Eu poderia ser rico como aquele nobre. Seria muito bom ter um palácio para morar, inúmeros criados, desfrutar das coisas boas da vida. Ser poderoso, temido e admirado por onde passasse.

Além do que, se fosse um desses homens, melhor poderia servir ao Senhor. Daria amparo aos pobres, para que tivessem eles também uma vida digna e decente.

Com meu exemplo, poderia até levar outros homens ricos a agirem como eu. Juntos, poderíamos erradicar a miséria e a fome do mundo.

E, tão logo viu a caravana se afastar, decidiu enriquecer. Na sua mente, elaborou um plano meticuloso.

Se trabalhasse de forma incansável, mais horas por dia, se melhorasse a qualidade dos seus cântaros, ele poderia acumular muitos deles e expô-los, na feira do próximo verão.

Vendendo-os, ganharia mais dinheiro e se tornaria um grande e próspero homem.

Logo colocou seu plano em ação, trabalhando dias e noites sem parar.

Não perdia tempo. Quando os necessitados o procuravam, sem erguer os olhos da tarefa, dizia: Esperem, estou trabalhando para enriquecer e beneficiarei a todos. Voltem no verão...

Deixou de comparecer ao templo para orar, dedicando aquelas horas a modelar cântaros, enquanto sonhava com a riqueza.

O tempo passou e veio finalmente o verão. O oleiro carregou sobre mulas os muitos cântaros que venderia, na feira da Capital, a peso de ouro.

Seguindo pela estrada, sentindo as moedas já tilintarem em seus bolsos, foi surpreendido por homens armados que lhe levaram as mulas e os cântaros, desaparecendo na poeira da estrada.

Ficou sozinho, a pé, sem saber ao menos o que fazer, a não ser lamentar-se:

Como sou infeliz. Malditos ladrões. Roubaram-me tudo. Retiraram-me toda a possibilidade de bem servir ao Senhor.

Nisso, a voz do Senhor falou ao seu coração:

Não chores. Os bens que perdeste apenas serviriam para tua ambição e vaidade. Chora, contudo, a fortuna que perdeste há muito mais tempo.

E ante o espanto do oleiro, disse afinal:

Bati em tua porta por diversas vezes, faminto, e Me negaste o pão.

 
*      *      *

Para a prática do verdadeiro bem não há necessidade de aguardar grandes fortunas.

Cada qual, onde esteja, pode se transformar no doador anônimo do que possua, a benefício de outrem.

Se cada um se preocupasse em auxiliar alguém, a dor seria diminuída em todos os quadrantes deste nosso planeta.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. O vendedor de cântaros, do livro À sombra do olmeiro, pelo Espírito Um jardineiro, psicografia de Dolores Bacelar, ed. Correio Fraterno do ABC.

 
Gif abelhinha
Um ótimo dia!

domingo, 23 de novembro de 2014

"Sede fortalecidos no Senhor." Paulo (Efésios, 6:10) ..."Há muita gente que se julga forte... Nos recursos financeiros, que surgem e fogem. Na posse de terras, que se transferem de dono. Na beleza física que brilha e passa. Nos parentes importantes, que se transformam. Na cultura da inteligência que, muitas vezes, se engana. Na popularidade, que conduz à desilusão. No poder político, que o tempo desfaz. No oásis de felicidade exclusivista, que a tempestade destrói. Sim, há muita gente que supõe vencer hoje para acabar vencida amanhã. Todavia, somente a consciência edificada na fé, pelos deveres bem cumpridos à face das Leis Eternas, consegue sustentar-se, invulnerável, sobre o domínio próprio. Somente quem sabe sacrificar-se por amor encontra a incorruptível segurança. Fortaleçamo-nos, pois, no Senhor e sigamos, de alma erguida, para frente, na execução da tarefa que o Divino Mestre nos confiou." (Emmanuel)


Foto: "Fazer o bem... 
...sem olhar a quem."
As forças do amanhã


Ninguém vive só.

Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.

Nossos atos possuem linguagem positiva.

Nossas palavras influenciam à distância.

Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.

Ações e reações caracterizam-nos a marcha.

Assim, é necessário saber que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.

Nossa conduta é um livro aberto que denuncia nossa condição interior.

Muitos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.

Quantas frases, aparentemente inexpressivas, que saem da nossa boca e estabelecem grandes acontecimentos.

A cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.

Dirigentes arrastam dirigidos.

Administrados inspiram administradores.

Qual caminho nossa atitude está indicando?

Um pouco de fermento leveda toda a massa.

Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.

Cuidado, pois, com o alimento invisível que você fornece às vidas que o rodeiam.

Em momentos de indignação, uma palavra mal colocada pode ser o estopim para induzir o próximo ao cometimento de desatinos de consequências irreversíveis.

Um comentário maldoso talvez se multiplique ao infinito, causando na vida alheia dores e humilhações intensas.

O pai que não cumpre os compromissos assumidos com os filhos pode suscitar neles a idéia de que não é importante manter a palavra dada.

Esse exemplo negativo pode multiplicar-se por gerações.

O chefe que não assume a responsabilidade pela orientação que dá aos subordinados instala a desconfiança em sua equipe.

Em momentos de crise, a ausência de coesão no ambiente de trabalho pode levar uma empresa à falência, em prejuízo de toda a coletividade.

Por outro lado, comentar as virtudes de alguém que cometeu um pequeno deslize talvez faça cessar a maledicência.

Em momentos de distúrbio, quem consegue manter o equilíbrio e a paz, exteriorizando isso mediante atos e palavras, faz murchar a insânia dos demais.

Não raro tal conduta provoca um generalizado constrangimento, pela imediata e coletiva percepção do equívoco em que se incidia.

Não há nada como a grandeza alheia para fazer o homem perceber sua própria pequenez.

Defender corajosamente os mais fracos quiçá tenha o condão de motivar outras pessoas a também protegerem os desvalidos.

Manter-se honesto e íntegro, mesmo em face das maiores tentações, talvez seduza outros para a causa do bem.

A visão da generosidade em franca atividade é um grande consolo, em um mundo onde o egoísmo grassa.

Por se afigurar admirável a prática de virtudes, há tendência de alguém genuinamente virtuoso ser admirado e imitado.

Nosso destino se desdobra em correntes de fluxo e refluxo.

As forças que exteriorizamos hoje, potencializadas pelos atos que inspiramos, voltarão a nossa vida amanhã.

Desse modo, nunca é demais prestar atenção no testemunho que damos. Será nossa presença um fator de equilíbrio no mundo?

Por força da Lei de Causa e Efeito, que opera no Universo, recebemos o que damos.

Se desejamos paz, compreensão e conforto, devemos oferecê-los ao próximo, por meio de nossos sentimentos, atos e palavras.

Pensemos nisso.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XIII do livro Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O Clarim.



Foto
Foto: Você nem sempre terás o que desejas, mas enquanto estiveres ajudando aos outros encontrarás os recursos de que precise
Chico Xavier
Foto: Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!
(Chico Xavier)

Foto: “Uma das vantagens das boas ações é elevar a alma e dispô-la à prática de outras, melhores.”

Foto
Foto

Foto

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"Alcança-se a plenitude terrena quando se consegue amar. Amar, sem qualquer condicionamento ou imposição, constitui meta que todos devem perseguir, a fim de atingir o triunfo existencial. O amor é um diamante que, para poder brilhar, necessita ser arrancado da ganga que o envolve no seu estágio primário. Nasce do coração no rumo da vida, expandindo-se na razão direta em que conquista espaço interno, sempre mais expressivo e irradiante. É realização do sentimento que se liberta do egoísmo, que se transmuda em compaixão, em solidariedade, em compreensão. Possuidor de emoções superiores, expressa o nível de evolução de cada ser, à media que se agiganta. Quando alguém empreende a tarefa de ser aquele que ama, ocorre uma revolução significativa no seu psiquismo, e todo ele se transforma numa chama que ilumina sem consumir-se, numa tranquilidade que não se altera. Não poucas vezes, aquele que desperta para o amor experimenta frustração e conflito, por não ser entendido ou esperar que os resultados do seu empenho sejam imediatos e logo a plantação de ternura seja abençoada pelas flores perfumadas da recompensa. Trata-se, essa reflexão incorreta, de algum remanescente ainda egoística em torno de equivocado conceito sobre o amor. É muito gratificante acompanhar o desenvolvimento de qualquer empresa, observando os resultados que apresenta, os frutos que produz, as gratificações que oferece. No entanto, não é essa a resposta do empreendimento afetivo. Não estando as criaturas acostumadas ao amor, mas sim à convivência com as utopias, os interesses mesquinhos e competitivos, quando o defrontam, afligem-se, desconfiam, reagem negativamente, recusam-no. É perfeitamente natural essa conduta, porque defluente do desconhecimento dos inexcedíveis benefícios do amor. Tudo quanto é inusitado inspira suspeição. Porque alguém não se sente em condições de amar, não acredita que outrem se encontre nesse patamar do sentimento elevado. O amor, porém, que insiste e persevera, termina por vencer quaisquer resistências, porque não se impõe, não gera perturbação, não toma, somente oferece. O amor torna o ser compreensivo e dedicado, emulando-o a prosseguir na sementeira da bondade, do bem-estar próprio e geral. O amor é sempre mais enriquecedor para quem o cultiva e esparze-o do que para os demais. O amor apresenta-se em variados matizes, que são resultados das diversas facetas da mesma gema, refletindo a luz em tonalidades especiais, conforme o ângulo de sua captação. Expressa-se num misto de ternura e de companheirismo, de interesse pelo êxito do outro e de compreensão das suas dificuldades, de alegria pelas suas conquistas e de compaixão pelos seus desaires, de generosidade que se doa e de cooperação que ajuda. Mesmo quando não aceito, não se entristece nem descamba em reações psicológicas de autopiedade, reservando-se o luxo de manter ressentimento, ou de propor o afastamento de quem o não recebe. Pelo contrário, continua na sua tarefa missionária de enriquecer, às vezes, desaparecendo da presença para permanecer em vibrações de doçura e de paz, sustentando o opositor e diluindo-lhe as impressões perturbadoras. Deve ser enunciado ou pode manter-se em silêncio, a depender das circunstâncias, das ocorrências, dos fenômenos que se derivam dos relacionamentos. O importante é que transforme em ação paciente e protetora, sem asfixiar nem dominar a quem quer que seja. Nunca desfalece, quando autêntico, embora haja momentos em que a sua luz bruxuleia um pouco, necessitando do combustível da oração que o fortalece, por vincular a criatura ao seu Criador, do qual promana como inefável recurso de plenitude. Quando os racionamentos humanos experimentarem o estímulo do amor, os famigerados adversários da sociedade - guerras, calamidades, fome, violência, vícios - desaparecerão naturalmente, porque desnecessários entre os seres, em razão dos seus conflitos, agora atenuados, não mais buscarem esses mecanismos infelizes de sobrevivência, de exaltação do ego ou de dominação arbitrária do seu próximo. O amor tudo pode e tudo vence. Não se afadigando mediante a pressa, estende-se ao longo do tempo como hálito que mantém a vida e brisa cariciosa que a beneficia. Onde se apresenta o amor, os espectros do ódio, do ciúme, da cizânia, da maledicência, da perversidade, da traição, do orgulho, se diluem, cedendo-lhe o espaço para a fraternidade, a confiança irrestrita, a união, a estimulação, a bondade, a fidelidade, a simplicidade de coração. O amor é um tesouro que mais se multiplica, à medida que se reparte, jamais desaparecendo, porque a sua força reside na sua própria constituição, que é de origem divina. Nada obstante, o amor não conive, não se amolenta, não serve de capacho para facultar a ascensão dos fracos aos estágios superiores, nem se submete ante a exploração dos perversos e dos astutos. É alimento do Espírito e irradiação do magnetismo universal. Enquanto se deseja ser amado, embora não amando, ser compreendido, apesar de não ser compreensivo, não se atinge a meta do desenvolvimento espiritual. Nesse ser, que assim age, permanece a infância psicológica que deseja auferir sem dar, desfrutar sem oferecer. O amor compraz-se na reciprocidade, porém, não a torna indispensável, porque existe com a finalidade exclusiva de tornar feliz aquele que o cultiva, enriquecendo aquele outro a quem se dirige. Em razão disso, é rico de valores, multiplicando-se incessantemente e oferecendo apoio, plenificação e paz a quem o ignora, por indiferença ou desequilíbrio. Afinal, sendo de essência divina, nunca será demasiado repetir-se que o amor é a emanação da vida, é a alma de Deus." (Joanna de Ângelis)


Gif abelhinha
A arte do matrimônio


Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.

Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.

Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.

É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia.

É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.

É estar unidos ao enfrentar o Mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família.

É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito.

E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.

É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.

É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.

É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.

É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.

Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente. Detalhes pequenos, mas importantes.

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.

É cultivar o desejo constante de superação.

É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.

É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.


*     *     *

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.

O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes um do outro.

O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. A arte do matrimônio, no cap. Na mulher o homem aprecia, no cap.No homem a mulher aprecia, do livro Um presente especial, de Roger Patrón Liján, ed. Aquariana e cap. 2, do livro Vereda familiar, do Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed.Fráter.





Cute colors animais

Um feliz e abençoado dia!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação." — Jesus. (João, Capítulo 5, Versículo 29.) ..."Em raras passagens do Evangelho, a lei reencarnacionista permanece tão clara quanto aqui, em que o ensino do Mestre se reporta à ressurreição da condenação. Como entenderiam estas palavras os teólogos interessados na existência de um inferno ardente e imperecível? As criaturas dedicadas ao bem encontrarão a fonte da vida em se banhando nas águas da morte corporal. Suas realizações do porvir seguem na ascensão justa, em correspondência direta com o esforço perseverante que desenvolveram no rumo da espiritualidade santificadora, todavia, os que se comprazem no mal cancelam as próprias possibilidades de ressurreição na luz. Cumpre-lhes a repetição do curso expiatório. É a volta à lição ou ao remédio. Não lhes surge diferente alternativa. A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus. Ressurreição é ressurgimento. E o sentido de renovação não se compadece com a teoria das penas eternas. Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador. Através da referência do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece. Haverá ressurreição para todos, apenas com a diferença de que os bons tê-la-ão em vida nova e os maus em nova condenação, decorrente da criação reprovável deles mesmos." (Emmanuel)


Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Lei do retorno


Embora muitos de nós não entendamos o funcionamento das leis de Deus, elas se manifestam a cada instante da vida, como mensageiras da justiça e do amor divinos.

Paulo e sua esposa estavam atravessando uma avenida de grande movimento na cidade de São Paulo, quando perceberam no outro lado da rua dois rapazes que também os olhavam.

O marido pressentiu que seriam assaltados e disse à esposa para cuidar melhor da bolsa que levava à tiracolo.

Como não tinham mais como desviar o caminho, foram em frente, com os corações sobressaltados.

Quando se aproximavam mais, um dos rapazes se adiantou e, acenando, gritou: "olá Dr. Paulo, como vai o senhor?"

Paulo, sem saber ao certo quem era, cumprimentou-o, trocou algumas palavras e foi em frente, aliviado por não ter ocorrido o assalto que ele pressentira.

Passadas duas semanas, Paulo foi para a cidade do interior, onde residira por muitos anos, a fim de rever familiares e amigos.

Na oportunidade, aproveitou para visitar uma família que dele recebia auxílio continuado, há anos.

A mãe da família disse-lhe, para sua surpresa: "o senhor sabia que quase foi assaltado recentemente em São Paulo?"

E ele respondeu: "mas como a senhora sabe disso?" E a senhora continuou: "na verdade, soube pelo meu filho, o mais velho, que o senhor conheceu ainda rapazinho, mas que há anos vive sozinho por aí, por opção.

Ele enveredou pelos descaminhos da vida. Esteve aqui dia desses e comentou que encontrou o senhor numa rua.

Disse que estava com um amigo e juntos preparavam-se para assaltar alguém, quando o reconheceu, bem como sua esposa.

Lembrou-se de todas as vezes que o senhor e Dona Estela vêm aqui em casa e o quanto já nos ajudaram nesses anos todos.

Rapidamente ele se antecipou ao amigo, gritando o seu nome e vindo em sua direção, para criar obstáculo ao outro comparsa e demonstrar que o senhor não podia ser assaltado, pois era conhecido.

"Graças a Deus ele não cometeu nenhum desatino com o senhor."

"Graças a Deus, respondeu Paulo." E ficou a pensar nas coincidências da vida. Nesse caso uma coincidência feliz.

Essa história demonstra que quem semeia o bem há de colher o bem, diante da lei de amor e justiça, que é lei de Deus.

Causa e efeito: Paulo causou o bem a alguém e o efeito foi se beneficiar do resultado desse bem distribuído em nome do auxílio ao próximo.

Pensando em lei de causa e efeito, ou também conhecida como lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida.

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes; hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio; hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência; hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.

Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e consequências.

Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance.

Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam.

A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez.

E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história verídica e em mensagem do livro "Leis de Amor", de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel.



Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite
Foto: SE GOSTOU, DIGA AMÉM ou deixe seu comentário...
Para receber as nossas mensagens clique em "curtir" e "receber notificações" na página.facebook.com/MensagensAnjosdaNoite

terça-feira, 18 de novembro de 2014

"Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo de Deus é necessário auxiliar a criança. Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança. Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinquência, é preciso proteger a criança. Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança. Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância. E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo. Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção do Mundo Melhor." (Batuira)


 
Lírios ao vento
 

Eles são apenas meninos...

Meninos e meninas soltos nas ruas, como lírios ao vento...

Não têm lar nem carinho, não sabem o que é aconchego e proteção.

"Eles cheiram mal", dizem uns. "São pivetes violentos, assaltantes, pervertidos", alegam outros...

Mas são apenas crianças...

Somente quem se aproxima desses pássaros indefesos, com atenção, é que pode perceber fatos comoventes e de grande sensibilidade...

Certa vez ouvimos, dos lábios de um desses pequenos, uma oração sentida: "Deus, meu Pai, ajude as crianças de rua, dê um lar para elas. Ajude essas pessoas que nos recebem e nos dão alimento e carinho.

Deus, meu Pai, ajude minha família, que não sei onde está, mas o Senhor deve saber. Vá até minha família, meu Deus, e ampare-a."

Somente quem se aproxima desses lírios expostos ao vento, pode perceber que são apenas crianças abandonadas à própria sorte, sem rumo e sem esperança...

A pequena, cansada, se debruça sobre a mesa e puxa a manga do moletom surrado, para esconder o dedo na boca, como se fosse uma chupeta.

São crianças como outra criança qualquer... Vagueiam pelas ruas, sem direção certa...

Esses pequenos talvez cheirem mal, como qualquer pessoa que ficasse muito tempo sem tomar banho.

Talvez sejam assaltantes, viciados, violentos... Mas são apenas crianças... Sem rumo e sem esperança.

Sem um lar, sem a orientação dos pais, eles criam mecanismos de defesa para não sucumbirem às circunstâncias da vida.

Agem por instinto. Instinto de sobrevivência, natural em todo ser vivo.

Muitos saíram de casa para fugir das agressões dos pais, padrastos, madrastas, ou outros familiares.

Agora vivem nas ruas defendendo-se dos perigos existentes nesse meio.

Muitos são explorados por adultos delinquentes. São submetidos pela força, constrangidos a roubar, traficar, se corromper, se prostituir.

Alguns trazem as marcas da violência sofrida no pequeno corpo em formação.

No entanto, mais profundas e doloridas são as marcas que trazem na alma dilacerada pela solidão, pelo abandono.

Que futuro os espera?

O que será dessas criaturas frágeis, após as ásperas rajadas de granizo sobre suas vidas indefesas?

O que esperar desses pequenos lírios açoitados pelo vento e pelas tempestades que os arrasam?

Se um dia você encontrar um desses pequeninos que vivem na rua, pare um pouco e lhe pergunte sobre seus sonhos, seus anseios, suas vontades secretas.

É bem possível que ele lhe diga que quer um brinquedo, que deseja ter um lar para se abrigar das intempéries, um colo para se aconchegar...

Talvez peça apenas para não ter mais que dormir no escuro, pois sente medo durante a madrugada.

Quem sabe diga que deseja aprender a ler, escrever, fazer parte da História da Humanidade, como um ser humano, e não como um farrapo sem importância...

E se você, como ser humano que é, puder atender um de seus desejos, pode guardar a certeza de que nesse instante a Humanidade estará melhor...

E você terá contribuído para isso, socorrendo um desses meninos e meninas que perdeu o rumo de si mesmo.

Se porventura ele receber você com indiferença ou agressividade, não leve em conta, pois ele estará apenas usando seus mecanismos de defesa, como fazem as criaturas frágeis, quando estão feridas...


Redação do Momento Espírita.
 



Uma feliz e abençoada tarde

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Quando dificuldade e sofrimento te surjam a cada passo... Quando te sintas à porta de extremo cansaço... Quando as críticas de vários amigos te incitem ao abatimento e à solidão... Quando adversários de teus ideais e tarefas te apontem por vítima do azar... Quando as sombras em torno se te afigurem mais densas... Quando companheiros de ontem te acreditem incapaz a fim de assumir compromissos novos... Quando te inclinas à tristeza... Levanta-te, trabalha e segue adiante. Quando tudo reponte no caminho das horas, não te desanimes, porque terás chegado ao dia de mais servir e recomeçar." (Emmanuel)


 

Gif de flor
Recomeços necessários
 

A lei dos renascimentos rege a vida universal.

Com alguma atenção poderíamos ler em toda a natureza, como em um livro, o mistério da morte e da ressurreição.

As estações sucedem-se no seu ritmo imponente.

O inverno é o sono das coisas.

A primavera é o acordar.

O dia alterna com a noite.

Ao descanso segue-se a atividade.

O espírito deixa o corpo físico e adentra as esferas espirituais, para retornar e continuar com forças novas a tarefa interrompida.

As transformações da planta e do animal não são menos significativas.

A planta morre para renascer, cada vez que a seiva volta. Murcha para reflorir.

A larva, a crisálida e a borboleta são outros tantos exemplos que reproduzem, com mais ou menos fidelidade, as fases alternadas da vida imortal.

Como seria possível que só o homem ficasse fora do alcance desta lei?

Se tudo está ligado por laços numerosos e fortes, como admitir que nossa vida seja como um ponto atirado, sem ligação, para os turbilhões do tempo e do espaço?

Nada antes, nada depois!?

Não.

O homem, como todas as coisas, está sujeito à lei eterna.

A natureza não nos dá a morte senão para nos dar a vida.

A sucessão das existências se apresenta para todos nós como uma obra de capitalização e aperfeiçoamento.

Depois de cada existência terrestre a alma ceifa e recolhe as experiências e os frutos dela decorridos.

Todos os seus progressos ficam registrados em sua essência.

Assim, o ser, em todas as fases de sua ascensão, encontra-se tal qual a si mesmo se fez.

Nenhuma aspiração nobre é estéril.

Nenhum sacrifício é vão.

A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza.

Para isso precisa de obstáculos que possam lhe oferecer lições, provocando seus esforços e formando suas experiências.

É indispensável a luta para tornar possível o triunfo e fazer surgir o herói.

Só se conhecem e se apreciam os bens que se adquirem com os próprios esforços.

Para apreciar a claridade dos dias é necessário ter atravessado a escuridão das noites.

A dor é a condição da alegria e o preço da virtude.

Através de sucessivas existências, o ser vai construindo sua individualidade, escalando os caminhos da felicidade.

E assim, nessas contínuas peregrinações, segue à procura das perfeições divinas.

Somente quando alcançar as regiões superiores, estará livre da lei dos renascimentos, porque, então, o corpo físico não será mais para ele uma necessidade.

Pense nisso!

A doutrina da reencarnação explica a desigualdade das condições, a variedade das aptidões e dos caracteres.

Dissipa os mistérios perturbadores e as contradições da vida e resolve o problema do mal.

Aproxima os homens, dizendo que entre eles não há deserdados nem favorecidos.

Esclarece que cada um é filho de suas próprias obras, senhor do seu próprio destino.

A justiça deixa de ser transferida para um domínio distante e desconhecido.

E assim, não há como ignorar que a vontade ativa de cada ser gera efeitos, imediatos ou não, bons ou maus, que recaem sobre o seu responsável, formando a trama de seu próprio destino.
 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XVIII do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis.


Gif de flor
Um feliz e abençoado dia!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela." Paulo (Hebreus, 12:11) ..."A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos. A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura. A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar. Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma. A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça. A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração. O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador. Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra. Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar. Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento. A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar." (Emmanuel)


Foto
Aceitação


Quando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação.

É difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições.

A nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.

Agindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.

Em outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação.

Todas essas reações são destrutivas e desagregadoras.

Quando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções.

Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.

Mas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé.

Na verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação.

A aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.

É detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.

Existem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las.

É fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário.

No instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente.

Aceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida.

É os entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.


*     *     *

Estamos nesta vida pela misericórdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo físico.

Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa existência, são frutos das próprias dificuldades em lidar com os problemas.

Lembremos que todas as dores são transitórias.

Quando elas nos alcançarem, as aceitemos com serenidade e resignação. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em direção a Ele.

Busquemos, desse modo, as fontes profundas do amor a que se reporta Jesus que o viveu, e o amor nos dirá como nos devemos comportar perante a vida, no crescimento e avanço para Deus.




Redação do Momento Espírita, com base no texto Aceitação, de autoria desconhecida e com parágrafo final do cap. 20, do livro Terapêutica de emergência, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 9.10.2012.


Foto
Foto

Foto
Foto: #casadosespiritos #livroespirita #espiritismo #kardec #instaespirita #robsonpinheiro #psicografia #allankardec #mediunidade #medium #frases
Foto

Foto
Foto
Foto

Foto
Foto: Página Oficial: Carlos Hilsdorf
Foto

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

“A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde. Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina. Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados por Inteligências capazes de sintonizar com o nosso apelo, à maneira de estações receptoras”.... “Assim é que orar em nosso favor é atrair a Força Divina para a restauração de nossas forças humanas, e orar a benefício dos outros ou ajudá-los, através da energia magnética, à disposição de todos os espíritos que desejem realmente servir, será sempre assegurar-lhes as melhores possibilidades de auto-reajustamento, compreendendo-se, porém, que o amor consola, instrui, ameniza, levanta, recupera e redime, todos estamos condicionados à justiça a que voluntariamente nos rendemos, perante a Vida Eterna, justiça que preceitua, conforme os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus-Cristo, seja dado isso ou aquilo a cada um segundo as suas próprias obras, cabendo-nos recordar que as obras felizes ou menos felizes podem ser fruto de nossa orientação todos os dias e, por isso mesmo, todos os dias será possível alterar o rumo de nosso próprio roteiro”. (André Luiz)



Gif de borboleta
Quando...


QUANDO, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;

QUANDO te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: eu sou a LUZ, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;

QUANDO se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: eu sou a FORÇA capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo;

QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o REFÚGIO, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranquilidade para o teu espírito;

QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a PACIÊNCIA, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis;

QUANDO te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: eu sou o BÁLSAMO que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;

QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: eu sou a SINCERIDADE, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à nobreza de teus ideais;

QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: eu sou a ALEGRIA, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;

QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a ESPERANÇA, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos;

QUANDO a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o PERDÃO, que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;

QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a CRENÇA, que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da Felicidade;

QUANDO já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a RENÚNCIA, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo;

E QUANDO, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida, e a harmonia da Natureza: chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.

EU SOU JESUS

Estende-me, pois, a tua mão, ó alma filha de minh'alma, que eu te conduzirei, numa sequência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade.


(De "O primado do Espírito", de Rubens C. Romanelli)


Gif de borboleta
Ótimo dia!!!