sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"A ação do pensamento sobre a saúde é incontestável. Vejamos alguns exemplos: a ansiedade estimula a secreção de adrenalina, que sobrecarrega o sistema nervoso e o descontrola; o pessimismo perturba o aparelho digestivo e produz distúrbios gerais; o medo, a revolta, são agentes de úlceras gástricas e duodenais de curso largo. Da mesma forma, a tranqüilidade, o otimismo, a coragem, são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo salutares efeitos na vida. O homem se torna o que pensa, portanto, o que quer. Os pensamentos emitidos atraem ou sintonizam outros semelhantes, nas mesmas faixas de ondas mentais por onde transitam as aspirações e os estados psíquicos de toda a humanidade. Adicionados a estes, temos as mentes dos desencarnados que se intercomunicam com os homens, vibrando nos climas que lhes são afins. Acostuma-te a pensar de forma edificante. Assume uma postura vitoriosa. Atrai pensamentos salutares. O cérebro é antena que emite vibrações e as capta incessantemente. Irradia idéias do bem, do progresso, da paz, e captarás, por sintonia, equivalentes estímulos para o teu bem. Quem pensa em derrota, já perdeu uma parte da luta por empreender. Quem cultiva o insucesso, dificilmente enfrentará os desafios para a vitória. A cada momento adicionas experiências novas às tuas conquistas. A todo instante pensa corretamente e somarás força psíquica para o êxito da tua reencarnação." (Joanna de Ângelis)



Foto: Eu penso que as melhores coisas da vida, são de graça: Um sorriso, um abraço, um olhar, um carinho, uma amizade, uma palavra, uma atitude, o vento no rosto, cheiro de terra molhada, a beleza de uma flor, o luz do sol e o brilho da lua.
E por serem de graça, muitas vezes passamos pelos caminhos da vida com tanta pressa, que não paramos para reparar nessas coisas, por isso, vamos caminhar devagar, o importante não é chegar primeiro, mas sim chegar, quem anda com pressa não repara ao redor, mas quem anda devagar, tem o privilégio de admirar, de sentir, de tocar e de viver as melhores coisas da vida, assim a caminhada será mais leve e chegaremos lá, com a certeza de que pelo caminho tivemos o cuidado de Deus nos proporcionando lindas surpresas enquanto caminhávamos.
Pensamento e nós


Certo dia, ao chegar da escola, o pequeno Zeca entrou em casa batendo forte os pés no assoalho.

Seu pai, que saía para o quintal a fim de fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chamou o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha um tanto desconfiado.

Porém, antes que seu pai dissesse alguma coisa, o menino falou irritado:

Pai, estou com muita raiva! O Juca não deveria ter feito aquilo comigo!

Eu desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples, mas portador de grande sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Eu não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir para escola.

O pai escuta calado o desabafo do filho, enquanto caminha até um abrigo, onde guardava um saco cheio de carvão.

Tomou o saco de carvão e pediu ao menino que o acompanhasse até o fundo do quintal. O menino o acompanhou, sem entender bem o que estava acontecendo.

O pai abriu o saco e, antes mesmo que o filho pudesse fazer alguma pergunta, propôs algo:

Filho, está vendo aquela camisa branquinha estendida ali no varal para secar? Pois bem, faça de conta que ela é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele.

Quero que você jogue todo esse carvão naquela camisa, até o último pedaço, como se fosse tiro ao alvo. Quando terminar, avise-me, que eu volto para ver como ficou.

O menino achou a brincadeira divertida e pôs mãos à obra. Todavia, o varal com a camisa estava longe, e por esse motivo, poucos pedaços acertavam o alvo.

Após mais ou menos uma hora, o garoto concluiu a tarefa e gritou por seu pai.

O pai aproximou-se devagar, olhou para a camisa e perguntou:

E então, filho, como está se sentindo agora?

O filho respondeu prontamente:

Estou cansado mas feliz porque acertei muitos pedaços de carvão no Juca, quero dizer, na camisa.

O pai olhou para o menino, que ficou sem entender a razão daquela brincadeira, e lhe falou com carinho:

Venha comigo até meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

Ambos se dirigiram até o quarto e o menino foi colocado na frente de um grande espelho, onde pôde ver seu corpo por inteiro.

Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos.

Então o pai lhe disse com ternura:

Filho, você viu que a camisa quase não sujou, mas olhe para você...

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos maus pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos.

Zeca sorriu envergonhado e falou:

Vou tomar um banho e depois... lavar uma certa camisa.



*     *     *

Quando um pensamento infeliz sai da nossa mente, abre espaço para ali se instalarem miasmas de enfermidades.

Ao contrário, quando nossos pensamentos são nobres, é como se suave bálsamo penetrasse nossa alma, inundando-a de tranquilidade e paz.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita, com base em história publicada na Revista Espírita Allan Kardec, nº 34, ano IX.


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Foto: Felicidade e Caridade caminham juntas!

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"Uma das mais belas formas da beneficência é saber viver e ser útil, compreendendo e servindo no mundo íntimo do próximo, segundo as necessidades dos outros." (Emmanuel)



Bom Dia
Você tem


Quando alguém o busca com frio, é porque você tem o cobertor.

Se a tristeza empurra alguém para perto de você, é porque você tem o sorriso.

Se alguém chega com lágrimas, é porque você tem o lenço.

Se a dor impulsiona alguém em sua direção, é porque você tem o curativo.

Quando alguém se acerca com fome, é porque você tem o alimento.

E se o desânimo lhe aproxima um ser, é porque você tem o estímulo necessário.

Quando alguém chega em desespero, é porque você tem a serenidade.

Se alguém foge do tumulto e lhe busca a presença, é porque você tem a tranquilidade.

Quando alguém o procura com medo, é porque você tem a segurança.

Quando vem ao seu encontro um coração aflito, é porque você tem a calma.

E se alguém o busca com palavras, é porque você tem a capacidade de ouvir.

Quando lhe chega uma alma em conflitos, é porque você tem a temperança.

Se alguém se aproxima com ódio, é porque você tem o amor.

Se alguém lhe confidencia segredos, é porque você possui a discrição.

Se a mágoa lhe traz alguém, é porque você tem o perdão.

Se lhe apresentam a fantasia, é porque você tem a realidade.

Quando lhe trazem versos, é porque você tem a melodia.

Quando lhe estendem as mãos sangrando, é porque você tem o remédio.

Quando alguém lhe chega com a indecisão, é porque você conhece o rumo certo.

Quando alguém lhe chega com carências, é porque você tem a ternura.

E se alguém o busca com dúvidas, é porque você tem a fé.

Quando alguém se aproxima com passos vacilantes, é porque você tem a firmeza.

Se alguém se apresenta com a vontade paralisada, é porque você tem o dinamismo.

Quando alguém chega com a mente confusa, é porque você tem a lucidez.

E se alguém se aproxima com os braços abertos, é porque você tem o abraço.

E, por fim, quando alguém lhe apresenta um frasco vazio, é porque você tem o perfume.

Por todas essas razões, nunca deixe alguém que o busca partir sem uma resposta, pois ninguém chega até você por acaso.

Ainda que você pense que nada possui para oferecer, isso não é verdade. Se alguém lhe apresenta uma necessidade qualquer, mesmo que velada, é porque você tem algo para oferecer.

Pense nisso!
*     *     *

De tudo o que Deus criou e que existe no mundo, o mais importante está dentro de você.

São as suas virtudes de esperança, otimismo, coragem, confiança e amor.

Essas qualidades devem brilhar para fazer a sua vida diferente.

Do desabrochar dessas virtudes latentes em seu íntimo, depende a felicidade de muitos.

Deixe-as fluir de dentro de você como um pássaro livre, e perceberá que essa força divina espargirá paz ao seu redor, alcançando a todos aqueles que cruzam o seu caminho.




Redação do Momento Espírita.



Quinta-feira
Quinta-feira

terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um. A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos. Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça. Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo-se que nem todas as pessoas trazem audição impecável. A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer que eu fale?" ou "Já cansei de repetir isso". A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence. Converse com serenidade e respeito, colocando-se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito. Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma, a fim de manter a própria tranquilidade." (André Luiz)



Foto: Hoje é dia de Festa, Reflexões para uma vida melhor, completa 2 anos enviando mensagens! Muito obrigada a todos que aqui passam diariamente!
Quando falar...


As palavras bondosas são como o mel, doces para o paladar e boas para a saúde, diz Salomão, em seus versos bíblicos.

Com os espíritos superiores aprendemos que a palavra educada é o alvorecer do coração. Conversar é mostrar por fora o que existe por dentro. Enfim, a nossa boca é a nossa ferramenta e nossa grandiosa oficina onde o artista é o espírito.

Desta forma, a nossa palavra pode socorrer, estimulando os caídos a se levantar, aqueles que dormem a despertar, os errados a se corrigir e os agressivos a se acalmar.

As nossas palavras são sons revestidos dos nossos sentimentos. Por isso, quando falarmos a respeito do amor, falemos de modo a que nós mesmos possamos absorver cada frase que brote do coração.

Quando falarmos a respeito da dor, deixemos abertas as janelas da alma para compreender que amor e dor são tão parecidos que até os confundimos, ao vê-los bem de pertinho.

A criança chora de fome e o amor lhe estende pão. O doente geme e o amor lhe estende o remédio e segura-lhe a mão.

Quando falarmos sobre a paz, falemos mesmo que haja rumor de guerra, para sermos ouvidos na mais alta voz.

Falemos da paz a quem faz a guerra tanto quanto para os que conosco vibram pela paz. E apliquemos os métodos da paz em nossas vidas porque nossas atitudes darão maior credibilidade ao nosso verbo.

Quando falarmos a respeito da fome, busquemos saciar a fome de alguém, tanto quanto aprendamos a abençoar a mesa farta do nosso café da manhã, do almoço e do jantar.

Diante de pratos que não apreciamos recordemos os que morrem de fome, todos os dias, e, em vez de esbravejar por não ter nada para comer, levantemo-nos da mesa, abramos a geladeira, e escolhamos algo que nos agrade para a alimentação.

Quando falarmos sobre amizade, estendamos as mãos e alcancemos os amigos, a fim de provar a nós mesmos aquilo que gostamos de dizer aos outros.

Quando falarmos a respeito da felicidade, acreditemos nela e a cultivemos, enumerando os tantos itens que constituem a nossa felicidade. Vamos, com certeza, descobrir que temos maiores motivos para ser felizes do que infelizes.

Quando falarmos a respeito da fé, demonstremos que a nossa própria vida é regida pela fé, não nos deixando levar pelo desespero, nem a pela rebeldia.

Quando, enfim, falarmos de Deus para as criaturas, falemos do Deus-amor que não faz distinção dos seres porque é o criador de todos.

Falemos a respeito do Deus-pai que abençoa todos os seus filhos, em todas as nações, em todo o universo, por ser o excelso pai que aguarda a todos no seu reino, não importando o século, a dimensão e o caminho longo, sinuoso ou curto que tenha percorrido para chegar até ele.



*     *     *

Mesmo que não saibas, és exemplo para alguém.

Sempre existem pessoas observando os teus atos e tomando-os como exemplo, inclusive os atos menos dignos.

Desse modo, és responsável não só pelo que realizas, como também pelo que as tuas ideias e atitudes inspirem a outros indivíduos.

Cuida do que falas e realizas, para que os teus observadores se edifiquem e ajam corretamente.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto palavras e palavras de Daltro Rigueira Vianna, inserido na Revista o Espírita; no texto quando falar de amor..., sem menção a autor e na obra vida feliz, cap. CXX, de autoria de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.



Gif flor 
Um feliz e abençoado dia!!!



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

“Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados.” – (I Pedro, 3:9.) ..."A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem. No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral. Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas. No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão. Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão-só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante? Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física. É contra-senso desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser. Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento? São velhas figurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço. O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre. Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar. Não olvides a obrigação de servir com Jesus. É para isto que fomos chamados." (Emmanuel)




Gif de borboleta
Lugar certo


O dia havia apenas amanhecido e o agricultor solitário já estava capinando a lavoura.

Aquele seria, como outros tantos, um dia de trabalhos árduos de sol a sol.

Ele sulcava o solo e ao mesmo tempo pensava na vida. Como era difícil a sua luta diária para sustentar a família.

Algumas vezes se surpreendeu questionando a justiça divina, que o escolhera para o trabalho duro enquanto privilegiava outros com tarefas leves e agradáveis.

O sol já ia alto quando ele, cansado, tirou o chapéu e limpou o suor que escorria pelo rosto. Apoiou o braço sobre o cabo da enxada e se deteve a olhar ao redor por alguns instantes.

Ao longe podia-se ver a rodovia que cruzava as plantações e ele avistou um ônibus que transitava pelas cercanias.

Imediatamente pensou consigo mesmo: "vida boa deve ser a daquele motorista de ônibus. Trabalha sentado, e sem muito esforço conduz muita gente a vários destinos. Não toma chuva nem sol e ainda de quebra deve ouvir uma musiquinha para se distrair".

De fato o motorista trabalha sentado e não está sujeito às intempéries.

Todavia, ao ser ultrapassado por um automóvel de passeio, começou a pensar de si para consigo: "vida boa mesmo deve ser a desse executivo, dirigindo um carrão de luxo!".

"Não tem patrão para lhe cobrar horários nem tem que passar dias na estrada como eu, longe de casa e da família."

No entanto, logo à frente o executivo pensava em como era difícil a sua labuta.

As preocupações com os negócios, as viagens longas, as reuniões intermináveis, o salário dos empregados no final do mês, os impostos, aplicações, investimentos e outras tantas coisas para resolver.

Mergulhado em seus pensamentos, olhou para o céu e avistou um avião que cruzava os ares, e disse como quem tinha certeza: "vida boa é a de piloto de avião. Conhece o mundo inteiro de graça, não precisa enfrentar esse trânsito infernal e o salário é compensador".

Dentro da cabina da aeronave estava um homem a pensar nos seus próprios problemas: "como é dura a vida que eu levo.

Semanas longe da esposa, dos filhos, dos amigos. Vivo mais tempo no ar do que no solo e, para agravar, estou sempre preocupado com as centenas de pessoas que viajam sob minha responsabilidade".

Nesse instante, um ponto escuro no solo lhe chamou atenção. Observou atentamente e percebeu que era um homem trabalhando na lavoura.

Esclamou para si mesmo com certa melancolia: "ah como eu gostaria de estar no lugar daquele homem, trabalhando tranquilamente em meio à vegetação e ouvindo o canto dos pássaros, sem maiores preocupações!

E ao final do dia voltar para casa, abraçar a esposa e os filhos, jantar e repousar serenamente ao lado daqueles que tanto amo. Isso sim é que é vida boa!".

Pense nisso!

Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, sabe qual é o melhor lugar para cada um de seus filhos.

Deus sabe o de que necessitamos para evoluir e que lições devemos aprender.

Por essa razão todos estamos no lugar correto, com as pessoas certas, e na profissão adequada ao nosso adiantamento.

Lembremo-nos de que, se temos problemas, temos também soluções e muitos motivos de alegria.

Por isso, façamos o melhor que esteja ao nosso alcance, pois viver é, e sempre será, um grande desafio à inteligência humana e à capacidade do homem de florescer no lugar exato em que foi plantado.

Pense nisso!




Redação do Momento Espírita



Gif de borboleta
Bom dia!!!

"Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras. Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas. Ajudar não é importante. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo. Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz. Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral. Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora. Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça." (André Luiz)




Gif de amor
Limites do amor


Até onde o amor pode chegar? A pergunta é feita toda vez que algumas tragédias abalam a opinião pública.

Tragédias como suicídios, assassinatos e perseguições de criaturas que até um momento antes afirmavam se amarem profundamente.

Nesse cenário, vidas humanas são sacrificadas. Jovens, com um futuro promissor à frente, face à possibilidade de perderem a sua amada, optam pelo suicídio.

E como uma forma de vingança, fazem questão de deixar um bilhete incriminatório, quando não decidem dar cabo da própria vida frente a quem afirmam ser o objeto do seu amor.

Criaturas que viveram juntas alguns anos, que geraram filhos, de repente, face a uma traição, um abandono, optam pela morte própria e dos filhos.

Filhos que, na maioria das vezes são muito pequenos e a quem não é perguntado se desejam morrer. Ou servir de instrumento de vingança contra o outro.

Ante tais fatos, nos indagamos se será verdadeiramente amor o sentimento que une as criaturas que se destroem mutuamente, e levam consigo outros seres, filhos da própria carne?

Será amor este sentimento que prefere destruir a renunciar?

O amor é de essência Divina, afirmam os Espíritos nobres. Ora, se é divino, somente pode criar coisas belas, cenários de tranquilidade e de paz.

Quem ama não agride o ser amado, em circunstância alguma. Não amado, prossegue amando, desde que a plenitude do amor é o seu próprio exercício.

O amor se caracteriza por sentimentos de generosidade, de altruísmo, de desprendimento.

Quem ama deseja sempre o bem do outro, não importando as circunstâncias.

Devemos concluir que, enquanto estivermos nos agredindo, o sentimento poderá ter muitas nuanças, mas não se poderá chamar amor.

Nesse contexto, é igualmente salutar recordemos que ninguém é dono de ninguém.

Os que devemos constituir os lares, já traçamos as metas antes da reencarnação, no Mundo Espiritual. Sempre atendendo a propósitos de elevação e progresso.

Lembrarmos que os nossos filhos não são nossa propriedade. Vêm através de nós, mas não nos pertencem.

Fornecemos-lhes corpos para se desenvolverem na Terra. Contudo, a alma pertence ao Pai de todos nós.

Vindos por nosso intermédio, trazem eles também suas missões e provas a cumprir. E não temos o direito de lhes criar obstáculos.

Se estivermos sofrendo situações em que o amor parece ter adoecido, permitamo-nos a reflexão, a meditação.

Se alguém que vive ao nosso lado deseja partir, não o agrilhoemos, em nome do nosso amor.

Se alguém nos fere ou nos agride, não revidemos, recordando que sempre o que assim age, se encontra enfermo.

Como enfermo, não necessita da nossa sentença de morte ou perseguição acirrada, mas de médico do corpo e da alma.

Se amamos, doemos nossa cota de amor, orando pelos nossos amores, onde estejam, com quem estejam, como se encontrem.


*     *     *

O amor tudo resolve.

Se, por acaso, o céu dos teus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas, ama, assim mesmo.

Desta forma, iluminarás outros corações que se encontram em trevas mais sombrias, porque todo aquele que ama irradia luz e calor. Permanece feliz em qualquer circunstância.




Redação do Momento Espírita com base em reportagem da Revista Isto é nº 1444, de 4.6.97, pág. 112 e no verbete Amor, do livro Repositório de sabedoria, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, v. 1, ed. Leal.


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Feliz e abençoado dia!

domingo, 19 de outubro de 2014

"O estado corporal é transitório e passageiro. É no estado espiritual sobretudo que o Espírito colhe os frutos do progresso realizado pelo trabalho da encarnação; é também nesse estado que se prepara para novas lutas e toma as resoluções que há-de pôr em prática na sua volta à humanidade." O CÉU E O INFERNO 1ª parte - Capítulo 3º - item 10. ..."Saúda a madrugada do dever fazendo luz no entendimento amargurado. Não digas que é inútil lutar, tendo em vista os insucessos pessoais. Não creias que tudo seja caos e desordem, porque o mundo íntimo se encontre em desassossego e anarquia. As dores valem o valor que lhes damos. As provações significam em aflição a dimensão da taça em que as recolhemos como se fossem ácidos ou cáusticos. Porque mal-estares te inquietem e sombras derramem fantasmas na imagem das coisas, não compares os dias a salas escuras de perspectivas negativas. Abre a porta à fraternidade e alegra-te também. Quem cultiva urze apresenta-se cravado de espinhos. Quem assimila decepções extravasa pessimismo. É imprescindível romper as comportas do personalismo infeliz para que as vibrações de felicidade te visitem a casa mental. O homem que prefere baixadas tudo povoa de limites. Mas quem sonha alcantis altaneiros e céus infinitos perde medidas e limitações para espraiar-se como o ar ou agigantar-se como a luz. Vives as ideias que te aprazem, e, enquanto te agrades na desdita imaginária ninguém poderá clarear-te com as estrelas aurifulgentes da serenidade. O homem transforma-se no que acalenta e vitaliza nos painéis recônditos da mente. Por esse motivo a desencarnação promove surpresas e choques àqueles mesmos que despertam além-da-morte e que, conscientemente se ignoravam em situações lamentáveis. Fraternidade! - Muitos crimes se cometem em teu nome! O solo e a mente, a água e o ar, o tempo e a luz em harmonioso conúbio oferecem o pão generoso e rico à mesa. A paciência e o trabalho no labor do artesão se unem para a grandeza da arte. A argila e o artífice em combinação segura dão forma à cerâmica preciosa. O buril e o amor identificados renovam as visões e paisagens sombrias da Terra. Fraternidade - sol para as almas, roteiro para a vida! Em todo lugar há lugar para a fraternidade. Os povos a preconizam estimulando a beligerância. Pronunciam-lhe o nome, arregimentando soldados. Lecionam diretrizes em torno dela, assaltando países indefesos para discutirem a paz, demoradamente, nos Organismos próprios, enquanto a hidra da guerra dizima populações... A fraternidade começa no lugar em que estamos, a fim de atingir a região onde não iremos. Aceitas a ira que gera conflitos, que cria violências, que estimula o crime. Agasalhas o ódio que oblitera a razão, que acicatá instintos, que estruge em convulsões. Corporificas azedumes que consomem o equilíbrio, que facultam desordens, que enlouquecem. No entanto, a palavra de Jesus é inconfundível: - "Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra." Mansuetude para a ação fraternal - eis a rota. Procurando expressar a própria ventura e homenagear com a sua gratidão o Mestre Incomparável, conhecido militante espírita, desencarnado, demandou, na noite evocativa do Natal, região pavorosa de angústia punitiva e dor reparadora, no Mundo Espiritual, para evangelizar a turbamulta ignara e obscena. Abrindo pequeno Evangelho, nos apontamentos de Mateus no Sermão da Montanha começou a ler as anotações consoladoras registradas pelo Discípulo Amado. Enquanto a voz harmoniosa e calma vibrava amor fraternal no reduto purgatorial, antigo sicário de consciências, turbulento e impiedoso, agora entregue à própria rebeldia, explodindo ira, solicitou o livro singular, e, diante do evangelizador despedaçou as páginas, que atirou sobre o charco nauseabundo em que se revolvia. Longe de revidar, o mensageiro da Palavra da Vida Eterna tomado de incomum sentimento fraternal, exclamou: - "Perdoa-me não ter conseguido alcançar tua alma com o verbo divino, considerando a minha própria inferioridade!" Houve uma pausa na densa região de amargura. - "Compreendo, meu irmão - prosseguiu, comovido -, tua revolta, no entanto, não conheces Jesus. Reconheço-me indigno de apresentá-Lo; todavia, sabendo-O o Médico do Amor por excelência não consigo recuar... Recorda o Rei singular, nascido em manjedoura e supliciado na Cruz, a balbuciar, em hora de terrível soledade: - "Perdoa-os, meu Pai!"... Não pode prosseguir. Não disse mais, nem se fazia necessário. O verdugo se levantou, em pranto, e acudiu, dizendo: - "Fala-me d’Ele, esse Homem que te dá forças para vencer a ira e amar a ponto de chamar-me irmão". Fraternidade! Começa agora mesmo o teu programa fraternal, tendo paciência contigo próprio, no caminho evolutivo por onde rumas..." (Joanna de Ângelis)


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Fraternidade sempre



Algumas pessoas se questionam por que os espíritas se dedicam à Assistência e Promoção Social, já que sabem que as pessoas que nascem na pobreza, em tese, estão resgatando débitos do passado.

A resposta nos parece simples.

Como cristãos, todos devemos atender aos ensinamentos do Cristo de fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem.

Se é verdade que as pessoas devem resgatar seus débitos junto às Leis Divinas, também o é que devemos ajudar-nos mutuamente.

Jesus afirmou que são os doentes que necessitam de médicos e não os sãos.

Assim, quem mais necessita de apoio e fraternidade são aqueles que mais sofrem.

Jesus ensinou que somos todos irmãos. Analisando sob esse ponto de vista, quem de nós, mesmo sabendo que um irmão infringiu as leis, não busca todos os meios de ajudá-lo?

Ademais, quem garante que, pela lei da reencarnação, o sofredor de hoje não é um familiar ou um afeto do ontem?

O Evangelho de Jesus ensina que devemos amar uns aos outros, como Ele mesmo nos amou. Não disse que era para amarmos somente os que são felizes e de nada necessitam.

Jesus ensina ainda, que tudo o que fizermos aos necessitados, é a Ele mesmo que estamos fazendo.

Portanto, dar água a quem tem sede, alimento a quem tem fome, agasalho a quem tirita de frio, é obrigação de todo cristão verdadeiro.

Visitar quem está no cárcere, quem sofre num leito de hospital, nos asilos, manicômios, orfanatos e outros tantos locais de sofrimento, é nosso dever de fraternidade.

Se pensássemos de maneira diversa, ninguém de nós visitaria um presídio, por exemplo. Pois, em tese, todos os que estão detidos são devedores das leis e estão cumprindo pena.

Como Deus não quer a morte do pecador, mas o seu soerguimento, que sejamos nós a ajudá-lo a se levantar e prosseguir adiante, em nome do Cristo, a quem dizemos seguir.

Jesus sempre exemplificou o amor, mesmo que alguns dos Seus seguidores não entendessem o fato de Ele estar com gente de má vida e entre os enfermos de toda ordem.

Assim, se é verdade que a cada um será dado segundo as suas obras, todos estamos recebendo o que merecemos, mas em nenhum lugar está escrito que não devemos nos ajudar uns aos outros.

É esse, portanto, o motivo pelo qual devemos envidar esforços para tornar menos áspera a caminhada daqueles que sofrem mais que nós.


*     *     *

”Desprezar a fraternidade de uns para com os outros, mantendo a flama do conhecimento superior, será o mesmo que encarcerar a lâmpada acesa numa torre admirável relegando à sombra os que padecem, desesperados, ou que se imobilizam, inermes, em derredor”.





Redação do Momento Espírita, com pensamento extraído do verbete Fraternidade do livro Dicionário da alma, de Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



Gif de ursinho
Um ótimo começo de semana!

sábado, 18 de outubro de 2014

"Assim, tudo o que vos quereis que os homens vos façam, fazei-o também vos a eles; esta é a lei e os profetas." (S.Matheus cap.7 v.12) ..." Faremos hoje o bem a que aspiramos receber. Alimentaremos para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles para conosco. Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós. Falaremos as palavras que gostariamos de ouvir. Retificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros. Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros. Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos. Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que dirijam perguntas. Ampararemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem. Trabalharemos e serviremos de moldes que reclamamos do esforço alheio. Desculparemos incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido. Conservaremos o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam. Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós. Faremos, enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje." (Emmanuel)

 
Gif flor
O tempo de cada um


A tolerância é uma virtude ainda rara na atualidade.

Ela permite viver em harmonia junto a quem pensa e age de forma diferente.

Não se trata apenas de suportar um modo distinto de ver e entender a vida.

O exercício da tolerância engloba também o esforço em perceber o que possa haver de admirável na conduta alheia, especialmente quando difere da nossa.

Mesmo perante equívocos, não criticar gratuitamente, pelo simples gosto de denegrir.

Por certo, a título de ser tolerante não vale adotar conduta omissa e conivente.

Na defesa de um bem maior, de um inocente, do patrimônio público, não é lícito deixar de agir.

Mas ainda aí é preciso ter não apenas energia, mas também doçura, para não se converter em um carrasco.

Muitas pessoas se angustiam porque seus amores não lhes compartilham os ideais.

Incontáveis pais estimariam que seus filhos tivessem padrão de conduta mais digno.

Entre esposos, costuma haver descompasso no entendimento de questões capitais da existência.

Essa dificuldade em compreender o ritmo alheio se manifesta em incontáveis setores.

Às vezes, notícias sobre determinados crimes despertam o desejo generalizado de exterminar os seus responsáveis.

Notícias de desmandos na política produzem grande desencanto.

Tem-se a sensação de que a Humanidade está perdida e de que nada mais há para fazer.

Entretanto, embora de forma lenta, tudo se aprimora.

A reencarnação é a chave que permite vislumbrar a lenta sofisticação de todos os Espíritos.

Quem hoje parece lamentável amanhã será um anjo radioso.

Os seres de grande virtude, cujos atos tanto encantam, igualmente cometeram erros em sua jornada milenar.

Assim, o desencanto e o esmorecimento traduzem incompreensão dos mecanismos superiores da vida.

Certamente não é possível e nem desejável alegrar-se perante indignidades de qualquer ordem.

Mas é necessário compreender que cada criatura tem o seu ritmo e o seu momento de transformação.

Perante os equivocados, é necessário exemplificar o bem, mas sem violências e arrogância.

Não vale ser conivente e omisso, mas também não cabe a imposição das próprias idéias.

Se criaturas difíceis estão presentes em sua vida, há uma razão para isso.

Na grande oficina da vida, você foi considerado digno do bom combate.

Os levianos e rudes são os mais necessitados de amor.

Afinal, como afirmou o Divino Amigo, os sãos não necessitam de remédio.

Se os valores cristãos iluminam o seu íntimo, rejubile-se.

Exemplifique-os mediante uma vida laboriosa e digna.

Mas não os imponha a ninguém.

Afinal, Deus a todos assegura o livre arbítrio e pacientemente espera o lento desabrochar das virtudes dos anjos.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.


Gif flor
Ótimo domingo!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes com os obstáculos que afligem o espírito, na caminhada terrestre. Aprendamos sinonímia de ordem moral, no dicionário da Natureza: Crítica destrutiva - labareda sonora. Azedume - estrada barrenta. Irritação - atoleiro comprido. Indiferença - garoa gelada. Cólera - desastre à vista. Calúnia - estocada mortal. Sarcasmo - pedrada a esmo. Injúria - espinho infecto. Queixa repetida - tiririca renitente. Conversa desnecessária - vento inútil. Preconceito - fruto bichado. Gabolice - poeira grossa. Lisonja - veneno doce. Engrossamento - armadilha pronta. Aspereza - casca espinhosa. Pornografia - pântano aberto. Despeito - serpente oculta. Melindre - verme dourado. Inveja - larva em pencas. Pessimismo - chuva de fel. Espiritualmente, somos filtros do que somos. Cada pessoa recebe aquilo que distribui. Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que a benevolência se nos faça auxílio incessante, através dos outros." (Emmanuel)


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Você se interessa pelos outros?


Quando o Duque de Windsor era Príncipe de Gales, teve que dar uma volta pela América do Sul.

Antes de partir para tal viagem, passou meses estudando espanhol, com o objetivo de poder fazer discursos em público, no idioma dos países que visitava.

Obviamente, os sul-americanos gostaram mais dele por isso.


*     *     *

Um antigo ator da Broadway, certa vez foi entrevistado por um estudioso, que pesquisava a origem do carisma das pessoas.

Perguntando ao artista qual poderia ser a possível razão de ser tão querido pelo público, esse lhe respondeu:

Cada vez que entro em cena, ainda digo a mim mesmo:  

Estou muito grato porque esta gente veio me ver. A sua presença faz com que minha vida corra de um modo agradável.

E, com certa emoção nas palavras, terminou afirmando:    

Vou dar-lhes, pois, o melhor que me for possível.


*     *     *

Conta-se também que, certa feita, Theodore Roosevelt foi à Casa Branca, quando já não era mais o Presidente dos Estados Unidos.

Sua sincera estima pelas pessoas humildes ficou patente, quando saudou todos os antigos empregados da Casa Branca pelos seus nomes, mesmo as serventes que lavavam louça na cozinha.

Quando viu Alice, a empregada da cozinha, perguntou-lhe se ainda fazia pão de milho.

Alice respondeu que algumas vezes o fazia para os empregados, mas não para os patrões.

Eles demonstram mau gosto, gracejou Roosevelt, e direi tal coisa ao Presidente quando o vir.

Alice então lhe trouxe um pedaço, num prato, e ele atravessou o gabinete comendo-o, saudando os jardineiros e trabalhadores na sua passagem...

Um homem que havia sido porteiro da Casa Branca, durante quarenta anos, disse com lágrimas nos olhos:

Foi o único dia feliz que tivemos, durante quase dois anos, e nenhum de nós o trocará por uma nota de cem dólares.


*     *     *

Realmente, o interesse pela vida dos outros faz mágicas, e sua falta causa desastres.

Alfred Adler, famoso psicólogo vienense, certa vez escreveu em uma de suas obras:

É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros.

É  entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos.

A reflexão é valiosa e séria. Não há adversário mais competente que este, para se combater o orgulho e o egoísmo.

O interesse sincero pelo próximo nos mostra que não somos melhores que os outros, que somos irmãos.

O interesse sincero pelo próximo nos faz dividir nossa atenção, nosso tempo, nossa vida e tudo mais com esses que nos cercam.


*     *     *

A alma que mais se interessou pela vida de seu semelhante, quando esteve na Terra, sempre deixou muito claro que a Lei Maior que deveria reger nossa vida em sociedade seria:

Fazer aos homens tudo o que queiramos que eles nos façam, pois é nisso que consistem a Lei e os profetas.

O interesse pela vida do outro é o germe do amor maior que todos buscamos.

O interesse pela vida do semelhante é o caminho mais seguro e prazeroso para a almejada felicidade.




Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, da parte 2  do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.
Em 16.06.2008.




Foto: #frasedodia #companherismo
Foto: Conheça mais sobre esta obra em www.febeditora.com.br
Foto: Uma pequena homenagem para um grande Espírito .
Obrigada pela sua Luz !!!!
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Foto: Paz e Luz !!!
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Creia no valor de seus pensamentos. Não limite a sua mente e exercite em profundidade o seu poder de desvendar, de se controlar e amar, confiando que pode operar maravilhas nas tarefas a que se dedicar. Confie na sua capacidade e joque para longe o que for fraqueza ou medo de insucesso. Seja forte na prova e obedeça à moral do respeito mútuo. Tenha bons objetivos e neles permaneça. Espere ser bem-sucedido a todo tempo e considere-se preparado contra o atrapalho que surgir. A vida é arte sua. Quem fica de olhos vendados, acaba caindo no poço." (Lourival Lopes)



Entre as rosas


Era final de inverno...

Mais um ano havia passado e não se chegara a nenhuma conclusão.

Os partidários das diversas facções, dia após dia, perdiam-se em longas e intermináveis discussões sobre esta ou aquela candidata, sem chegarem a um consenso.

Decantava-se a beleza da papoula, as qualidades das alfazemas, o perfume dos cravos, as virtudes de pureza e humildade de lírios e violetas.

Tudo em vão...

Num canto despretensioso do mundo, onde as espécies vegetais cresciam silenciosamente, um pequeno arbusto travava sua luta diária pela sobrevivência, alheio a toda sorte de discussões.

Conformada com sua forma tosca, retorcida, prenhe de espinhos pontiagudos e consciente de que nunca alcançaria a beleza de um dente-de-leão, acostumara-se a ser desprezado e humilhado, sem, no entanto, deixar de prestar atenção nas pequenas criaturas que dependiam de sua existência para sobreviver.

A elas dedicava a sua vida, emprestando a segurança de seu tronco e ramos para abrigar insetos das chuvas e ventanias.

Era feliz, pois, se não tinha a beleza, tinha a utilidade, e isso lhe bastava.

Naquela manhã fria de final de invernia, ainda não totalmente desperta da noite, a plantinha rude viu despregar do céu uma linda estrela cor de prata.

Sorrindo, acompanhou-lhe a trajetória em arco perfeito pelo céu escuro, descendo, descendo... Em direção à floresta ainda adormecida.

Era tão suave e linda aquela forma, que, instintivamente, todos na floresta, árvores, arbustos, pássaros e flores, acordados pela luz repentina, curvavam-se para vê-la passar.

A estrela flutuou entre sorrisos, agradecendo a simpatia da floresta, até chegar perto do arbusto cheio de espinhos.

Aproximou-se lentamente da plantinha e falou-lhe docemente.

Não te inscrevestes na eleição da rainha das flores, por isso vim pessoalmente buscar-te...

Mas, senhora... gagejou a planta, ...eu?? Como posso aspirar a ser rainha de qualquer coisa... não vês o quanto sou feia!!

O Senhor da vida ordenou-me que viesse buscá-la...

Se este é o seu desejo...aqui me tens, senhora...

E partiram em um rastro de luz, na direção do conselho das flores.

As demais candidatas riram-se da pretenciosa intenção daquele feio arbusto.

A platéia silenciou quando entrou no ambiente a primavera, anunciada pelo som de mil clarins.

O arbusto, espantado, reconheceu a estrela que a trouxera até ali.

Então, senhores conselheiros - questionou a primavera- o Senhor da vida deseja saber se já encontraram a legítima representante de Seu Reino?

Não, senhora.

Estávamos para decidir-nos, quando fomos interrompidos pela vaidade dessa planta sem qualidades que aí está.

Veja! Quanta ousadia...

A primavera voltou-se para a plantinha que chorava de vergonha e humilhação e perguntou:

O que mais desejas nesta vida? E a planta respondeu entre lágrimas...

Amar e ser amada...

A primavera, então, tocou os galhos espinhosos e, logo, botões surgiram dos galhos semi-nus, abrindo-se em mil pétalas sedosas, de perfume inesquecível...

Qual é o teu nome? Perguntaram todos.

Eu sou a rosa...

*     *     *

Quando o amor tocar os espinheiros do mundo, as rosas brotarão em cada alma. Tal é a lei de amor, como ensinou Jesus...




Redação do Momento Espírita




Um feliz e abençoado dia!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Professores, parabéns pelo seu dia!...................



A professora que fez a diferença


Foi pelos meados do século XX que o Presidente do Tribunal de Sessões Especiais da cidade de Nova York foi expor as suas ideias sobre o tratamento aos criminosos primários.

Era uma conferência perante magistrados do Estado do Missouri e, em certo momento, ele afirmou que sua atitude, em relação à delinquência entre os jovens se originara de um tratamento inteligente e afetuoso que lhe dispensara uma de suas mestras.

Ele não lhe mencionou o nome. Mas, terminada a reunião o juiz Presidente da Corte Suprema do Missouri se aproximou e lhe perguntou se ele se referira à srta. Varner.

E continuou: Você verificará que alguns dos juízes aqui reunidos foram profundamente influenciados por ela.

Nada menos de quatro juízes vieram manifestar-se a respeito.

Um dos juristas mais respeitados da América, o juiz Laurance Hyde, lhe disse:

Ela foi uma professora maravilhosa.

Ensinava seus alunos a não se contentarem em aprender apenas o que estivesse no livro. Mas interrogassem o autor, que contestassem suas afirmativas, que procurassem conhecer melhor o assunto.

Assim, se descobria o prazer de aprender.

E ele que acreditara que somente para si ela fora a conselheira particular, que o guiara através do curso secundário. Depois, através do curso superior, até se formar em Direito.

Dava-se conta, agora, que essa mulher admirável como professora, vice-diretora e diretora, exercera a mesma influência sobre centenas de alunos que passaram por aquela escola.

E cada um deles a considerava a sua conselheira particular.

Generais, motoristas de táxi, fazendeiros, magistrados, cientistas, almirantes, senadores todos foram beneficiários do seu afeto e da sua dedicação.

Ela exerceu a sua influência sobre centenas de destinos.

Quando, na escola, havia um menino que todos os demais professores julgavam um indisciplinado incorrigível, ela afirmava: Não existe semelhante coisa.

E se encarregava do caso. Tratava o adolescente com tal amor e compreensão que a transformação se operava.

O próprio Chefe de Polícia, mais de uma vez, levou à sua presença mocinhos acusados de prática de ilegalidades.

Eram atos sem grandes consequências, mas, ainda assim, contrários à lei.

Ela conversava com eles, e eles nunca mais se metiam em encrencas.


*     *     *

Calla Edington Varner, uma professora que fez a diferença. Como faz falta, nos dias em que vivemos, professores dessa qualidade.

Professores que tenham em mente seus deveres cívicos e lembrem que numa democracia todos importam.

E que cada um pode fazer a grande diferença, operando mudanças pequenas ou expressivas onde se encontre.

Com certeza, professores assim existem. E a esses, a nossa grande e especial homenagem.

Sobretudo os votos de que não esmoreçam, mesmo ante a indiferença de muitos, ou até observações desestimuladoras de que não vale o investimento.

Também nosso apelo aos que temos filhos na escola para que nos demos conta do esforço de heróis assim especiais, que se dedicam muito além do dever.

Heróis silenciosos nas salas de aula, horas e horas. Heróis dedicados em seus lares, preparando aulas, estudando, pesquisando.

Heróis que ensinam, que iluminam mentes, que alimentam corações com sua presença afetuosa e esclarecedora.




Redação do Momento Espírita com base no artigo Saudação a uma professora, de Irving Ben Cooper, de Seleções Readers’s Digest, de outubro.1957.
Em 27.9.2013.




Foto: 15/10 - Dia do Professor.
Românticos Assumidos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"As boas soluções nem sempre são as mais fáceis e as manifestações corretas nem sempre as mais agradáveis. A trilha do acerto exige muito mais as normas do esforço maior que as saídas circunstanciais ou os atalhos do oportunismo. Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substância "post-mortem" de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito. Hoje como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos. Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real dimana da intimidade do ser. Não há espetáculo externo de floração sem base na seiva oculta. Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida. Ninguém respira sem os recursos da alma. Todos carecemos de espiritualidade para transitar no cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes, nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos para a construção de edifícios morais. À vista disso, criar costumes de melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à própria existência. Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais nos será possível manter ambigüidade nas atitudes. Em cada ambiente, a cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o esforço mais expressivo, a porta mais adequada. Atingido esse nível de entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na edificação da harmonia comum. Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar essência eterna. Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém? Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo o material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre. Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois." (André Luiz)


Foto 
Compromisso com a consciência


Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?

No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres:

Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa. Foi extraviada grande porção de otimismo.Quem a encontrar favor devolver no endereço citado.

Ou então, Incêndio consumiu toda a fidelidade de Fulano ou Naufragou a honestidade de Beltrano.

Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.

No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.

Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.

Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:

Quero que você arquive estes processos.

O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor.

O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.

Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.

Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.

Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:

Este Espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados.

Felizmente isso não aconteceu.


*     *     *

Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente.

Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.

Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.




Redação do Momento Espírita, com base em fato real. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera." - Jesus. (MARCOS, 4:19.) ..."A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente. Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura. Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento. Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa. Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina. A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço. A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino. Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis consequências. A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo. Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra. A lição do Evangelho é semente viva. O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra. É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa. Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do auto-exame. Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um." (Emmanuel)



Maneiras de ver as coisas


Conta-se que uma indústria de calçados do Brasil desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia e, em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes daquele país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Após alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da indústria: "senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos".

Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu parecer: "senhores, tripliquem a quantidade de sapatos do projeto de exportação para a Índia, pois aqui ninguém usa sapatos, ainda."

A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para o outro.

Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.

A sabedoria popular traduz essa situação com a seguinte frase: "os tristes acham que o vento geme; os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta."

Os derrotistas falam da crise como se o mundo fosse acabar por causa dela, mas os otimistas e empreendedores dizem o seguinte:

Bendita crise que sacode o mundo e a minha vida.

Bendita crise que está reciclando tudo.

Bendita crise que faz o mundo se reestruturar.

Bendita crise que traz a transformação.

Bendita crise que traz a evolução e o progresso.

Bendita crise que traz novos desafios.

Bendita crise que me tira a ilusão de permanência.

Bendita crise que me tira do marasmo.

Bendita crise que me ensina o que é verdadeiramente importante.

Bendita crise que me revela minha própria sabedoria.

Bendita crise que dissolve meus apegos.

Bendita crise que amplia minha visão.

Bendita crise que me faz humilde.

Bendita crise que me faz voltar a ter fé.

Bendita crise que me faz redescobrir a minha força.

Bendita crise que me faz dar mais importância à vida.

Bendita crise que abre meu coração.

Bendita crise que me mostra a luz.

Bendita crise que me mostra outras oportunidades.

Bendita crise que me traz de volta a confiança.

Bendita crise que me traz de volta à minha essência.

Bendita crise que me desperta o amor pela humanidade.

Bendita crise que é o ponto de mutação.

Bendita crise que me abre novos horizontes...

E você, como é que tem encarado as situações difíceis ou as crises?

Lembre-se que da sua maneira de ver as dificuldades dependerá a resolução ou o seu agravamento.

Pense nisso!

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e atos.

A maneira como você encara a vida é que vai fazer a diferença.

Pense nisso!



(Adaptação e textos recebidos pela Internet, sem menção a autor)












domingo, 12 de outubro de 2014

Um feliz domingo de dia das crianças!...........



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As crianças


Elas se apresentam em tamanho, pesos e cores sortidas. Podem trazer a cor negra, branca, amarela.

Têm dedinhos delicados e a inocência de quem ainda não se inteirou, nesta vida, de como realmente é o mundo.

Elas se encontram por toda parte: em cima dos móveis, embaixo das mesas, dentro de caixas, no quintal. Penduram-se em árvores, correm, saltam.

São a verdade de cara suja, a sabedoria de cabelos despenteados e a esperança de calças caindo.

Têm uma disposição inigualável. Parece que nunca se cansam. Sua curiosidade é tanta que jamais conseguimos responder a todas as suas perguntas.

Conseguem ter a imaginação de um Júlio Verne, a timidez da violeta, a audácia da mola, o entusiasmo do busca-pé e suas mãozinhas são mais rápidas, quase sempre, do que os olhos de quem está a cuidar delas.

Adoram doces, o Natal, o dia do aniversário. Curtem as reuniões com os amigos e quando estão brincando, esquecem de comer, beber. Não têm tempo para outra coisa que não seja aproveitar a presença dos amiguinhos.

Admiram os reis e os livros de figuras coloridas. Gostam do ar livre, da água, dos animais grandes, dos automóveis e dos aviões. Adoram os feriados e os finais de semana porque eles permitem que os seus amores estejam muito mais tempo com elas.

Levantam cedo. Quase despertam o sol e estão sempre dispostas a aprender coisas novas. Entre seus brinquedos, é possível encontrar um barbante, alguns botões, caixinhas e latinhas. Até uma fruta verde mordida.

E é claro, entre tantas raridades, um objeto diferente, que elas encontraram em algum lugar e depositaram no baú do seu tesouro.

São criaturas mágicas. Qualquer um pode fechar a porta do seu quarto de ferramentas, para que elas não entrem. Mas não se consegue fechar a porta do coração. Elas sempre descobrem um jeito de entrar e se acomodar.

Podemos colocá-las para fora do nosso escritório, porque temos um trabalho importante para concluir. Mas é impossível retirá-las do nosso pensamento.

Podemos retornar para casa cansados, desanimados por tudo que fizemos e pelas tantas coisas que não deram certo.

Podemos adentrar o lar com o pensamento no projeto que precisamos concluir com rapidez e cuja solução está bastante difícil.

Mas, bastará que elas venham ao nosso encontro, gritando: Papai! Mamãe! e pulem em nosso pescoço para que o cansaço desapareça e renovemos a nossa disposição íntima.

Essas criaturinhas se chamam crianças e Deus as colocou ao nosso lado para nos dizer, todos os dias, que o mundo tem jeito, que o amor existe e que o homem, em sua essência, é bom.
*     *     *

Frequentemente, os Espíritos renascem no mesmo meio em que já viveram, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas.

É assim que encontramos Espíritos amigos entre os filhos que nos chegam. Suas presenças, em nossas vidas, se constituem em verdadeiro bálsamo.

Eles retornam para nos brindarem com o seu amor, outra vez, para nos presentearem com a sua presença física.

Por isso mesmo, não desprezemos os gestos de carinho, as palavras doces desses que a Divindade colocou em nossas vidas e que nos chamam de papai e mamãe.




Redação do Momento Espírita, com base no texto O que é um menino?, datado de 30.09.1998, cedido pelo ouvinte Juir Pedro Pizzatto, de Curitiba, Pr.
Em 08.03.2010.

Foto: Bom Dia e Feliz Dia das Crianças!
Foto: ~~~> Mensagens Chrysca
~~~> Palavras de vida