terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Pegue o caminho certo e seja feliz. Mais valiosos do que a aparência, a posição e os ganhos são a sabedoria, a inteligência, o sentimento, o otimismo, porque são duradouros. Dizem respeito a você como pessoa humana. Não viva só do que é material e imediato. Encontre o real prazer no cultivo da esperança, na construção de um progresso que o satisfaça por inteiro, como quem respira fundo o ar puro. Trabalhe, sirva, confie na sua capacidade e será bem-sucedido. O prazer material não satisfaz; quem tem um, quer outro maior." (Lourival Lopes)



O alfabeto dos sonhos

 
Avalie todas as estratégias para atingir os seus sonhos.

Busque os caminhos que o levarão até onde eles estão.

Considere o tempo e o nível de esforço que será necessário empreender, bem como os degraus que deverá subir e os obstáculos a serem ultrapassados.

Decida sobre como e onde começar a caminhada.

Enfrente as dificuldades sem receio e não pense em desistir dos seus sonhos.

Família e amigos serão parceiros na sua empreitada.

Ganhar etapas, uma a uma, deve ser sua prioridade a curto prazo.

Habitue-se a imaginar seu objetivo final com frequência, mantendo a prudência e a paciência para dar o próximo passo.

Ignore aqueles que tentam desencorajá-lo.

Jamais confunda desejo com necessidade. Certifique-se, para assegurar-se com certeza daquilo que deseja.

Leia, estude e aprenda sobre tudo o que é importante e que possa contribuir e facilitar o percurso do caminho.

Melhore cada vez mais as suas habilidades. Elas poderão ajudá-lo a encontrar atalhos pelo caminho.

Não tente ganhar tempo ultrapassando etapas. Suba um degrau de cada vez.

Obtenha mais paz e harmonia evitando fontes, pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos que só atrapalham.

Prepare-se para as quedas no caminho, o mau tempo e para os momentos em que poderá estar perdido no caminho.

Quem coloca seu coração nos seus objetivos, alcança-os com mais facilidade, pois o resto basta ir levando.

Recomece tudo outra vez, se for preciso, mas, não perca, jamais, os seus sonhos de vista.

Saiba que não basta dizer a si mesmo: “vou conseguir”. É preciso acreditar nisso.

Tenha a certeza de que, com todos esses passos, você vai conseguir chegar onde deseja.

Um pouco de vento, um pouco mais de paciência e muita determinação, e conseguirá realizar os seus desejos.

Você é o único que pode achar que vai ganhar ou perder. A escolha é sua.

Xô para o desânimo e para a acomodação, que tentarão fazê-lo desistir no meio do caminho.

Zele por sua autoestima. Ame-se mais. Você vai chegar.


Autor desconhecido


Gif de Anjinhos
Bom dia!!!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"O momento da conscientização, isto é, o instante a partir do qual consegues discernir com acerto, usando como parâmetro o equilíbrio, alcanças o ponto elevado na condição de ser humano. Efeito natural do processo evolutivo, essa conquista te permitirá avaliar fatores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a irresponsabilidade, a honra e o desar, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem. Trabalhando dados não palpáveis, saberás selecionar os fenômenos existenciais e as ocorrências, tornando suas diretrizes de segurança aquelas que proporcionam bem-estar, harmonia, progresso moral, tranquilidade. Essa consciência não é de natureza intelectual, atividade dos mecanismos cerebrais. É a força que os propele, porque nascida nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de ações. Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras de conhecimentos acadêmicos. Se analisarmos a conduta de um especialista em problemas respiratórios, que conhece intelectualmente os danos provocados pelo tabagismo, pelo alcoolismo e por outras drogas aditivas, e que, apesar disso, usa ele próprio, qualquer um desses flagelos, eis que ainda não logrou a conquista da consciência. Os seus dados culturais são frágeis de tal forma, que não dispõem de valor para fomentar uma conduta saudável. Por extensão, a pessoa a que se permite o crime do aborto, sob falsos argumentos legais ou de direitos que se faculta, assim como todos aqueles que o estimulam ou o executam, incidem na mesma ausência de consciência, comportando-se sob a ação do instinto e, às vezes, da astúcia, da acomodação, mascaradas de inteligência. Outros indivíduos, não obstante sem conhecimento intelectual, possuem lucidez para agir diante dos desafios da existência, elegendo o comportamento não agressivo e digno, mesmo que a contributo de sacrifício. A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objetivam o bem do próximo, por consequência, o próprio bem. O esforço para adquirir hábitos saudáveis conduz à conscientização dos deveres e às responsabilidades pertinentes à vida. Herdeiro de si mesmo, das experiências transadas, o ser evolui por etapas, adquirindo novos recursos, corrigindo erros anteriores somando conquista. Jamais retrocede nesse processo, mesmo quando, aparentemente, reencarna dentro das paredes de enfermidades limitadoras, que bloqueiam o corpo, a mente ou a emoção, gerando tormentos. Os logros evolutivos permanecem adormecidos para futuros cometimentos, quando assomarão, lúcidos. A aquisição da consciência é desafio da vida, que merece exame, consideração e trabalho." (Joanna de Ângelis)


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Para aqueles que não podem ver


Aquela parecia ser apenas mais uma cerimônia de formatura de grau superior.

Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista importante de seus amores. Nomes gritados com empolgação. Convenções ritualísticas antigas, enfim, tudo que se encontra sempre em uma dessas celebrações.

"Excelentíssimos", "ilustríssimos", discentes, docentes, todos estavam lá.

Os nomes dos formandos foram então evocados, um a um, enquanto desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atrás da mesa principal.

A cada nome pronunciado ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando um jovem em especial, no meio de um público de cerca de mil e quinhentos espectadores, que só prestavam atenção na festa quando ouviam o nome do formando que estavam ali prestigiando.

E assim seguia o evento, com as comemorações particulares de cada família, a cada chamada no sistema de som do anfiteatro.

Mais um nome chamado. Então, subitamente, um silêncio profundo em toda a platéia.

O formando chamado demorara um pouco mais que o comum para se levantar, e só o fizera com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento.

Passo a passo, com um sorriso indescritível no rosto, a jovem foi conduzida até a mesa das autoridades para receber o diploma simbólico.

O público, que até agora estava ali apenas esperando o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma salva de palmas arrebatadora.

Todas as pessoas estavam surpresas e admiradas com a cena: uma jovem com deficiência visual recebendo o grau de pedagoga das mãos do representante da universidade.

Muitos pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Provavelmente os mais objetivos e práticos pensavam: "mas como ela conseguiu?" "como conseguia estudar nos livros?" "como fazia as provas?".

Outros, cépticos e insensíveis, que sempre pensam que ninguém consegue sucesso por merecimento próprio, certamente pensavam:

"Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condição..." Ou também, "devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir."

Muitos outros estavam simplesmente com uma expressão de admiração em suas faces emocionadas. Sensibilizados compreendiam que aquilo era possível: uma jovem cega se formar na universidade.

Sua comemoração após receber o diploma foi vibrante, digna de uma verdadeira vencedora.

O cerimonial então seguiu, reservando mais uma surpresa para depois.

As homenagens dos alunos, na forma de pequenos discursos tiveram seu início. Na primeira delas, a homenagem a Deus, lá estava ela novamente, levantando-se lentamente e sendo guiada até o púlpito.

Havia um brilho especial em seus olhos. Uma alegria radiante vinda de um espírito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da visão.

Sua homenagem a Deus foi emocionada e singela.

Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos esses criados por um outro jovem, o francês Luís Braile, no século dezenove, que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais.

Suas palavras eram claras, sua dicção perfeita, e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar a seu lado naquela conquista, e seu coração mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao criador, através de sua resignação e perseverança na existência.

Ela dizia, para "aqueles que não podem ver", que tudo é possível se persistirem, se lutarem e não desanimarem.

Ela dizia, sem precisar de palavras, apenas com sua presença ali, que há muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que "sonhar" sempre será preciso.

Ela dizia isso para aqueles todos que estavam ali, e que ainda não haviam aprendido realmente a "ver"...




Equipe de Redação do Momento Espírita.


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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

"Na abençoada Obra de Nosso Pai tudo são trocas. Receberás sempre consoante requereres. Desvairado, se te atiras ao coração querido, ferindo-lhe a sensibilidade, obterás somente reprimenda nascida no desgosto. Inquieto, se buscas paz, afligindo os que te cercam no lar, recolherás azedume e animosidade. Combalido, se procuras repouso, exigindo acomodação dos outros, receberás apenas repulsa e antagonismo. Isto porque, a resposta procede dos termos da petição, de acordo com o merecimento da apresentação. Não esqueças, entretanto, que o coração magoado é constrangido à aflição, os familiares atormentados escondem-se no desencanto e os outros, atacados por exigências, reagem, naturalmente. Respeita a mão distendida ao alcance da tua mão e recebe-lhe a oferenda. Nem ameaces o equilíbrio de quem se inclina a auxiliar-te. Nem avances exigente para quem estugou o passo na caminhada, ao ouvir-te o apelo. Aflição projetada traduz aflição que retornará. Aversão espalhada pressagia antipatia para colheita futura. Se desejas aspirar o aroma do amor, libertando-te das dificuldades pessoais com o auxilio alheio, não expresses confiança sob impropérios nem segurança de fé com chuvas de irritabilidade. Favorece os meios simples para o trabalho eficiente e a obra crescerá em torno da tua planificação. Ajuda para que te ajudem. Ilumina para que te iluminem. Coopera-servindo para que a inteligência ambiciosa não estiole a expressão do coração necessitado. Pergunta-esclarecendo para que a inutilidade não te assinale a vida. Fortalece o digno ideal da produção para que a produtividade te enriqueça. Entende as dificuldades do próximo a fim de que ele te entenda, igualmente, a dificuldade. Em qualquer dificuldade recorda o poder da oração e roga inspiração ao Céu, realizando sempre o melhor para que o melhor se faça em ti e através de ti sem olvidares que todo apelo encontra resposta, consoante o merecimento de quem pede e a forma como pede." (Joanna de Ângelis)

 
Foto: BOM DIA!!!!!
Telha de vidro
 

Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Rachel.

Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia.

Moraria na casa que havia sido construída por seu bisavô, há muito tempo. Era uma casa muito antiga e a maior parte dos móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.

Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava segurança.

A chegada de Rachel representou para eles um certo transtorno.

Onde ficaria instalada a menina?

Como não havia um cômodo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão.

Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Rachel.

O que lhe entristecia naquele quartinho abafado era apenas o fato de não ter janelas.

Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim.

A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade naquele quartinho parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido da moça.

Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, Rachel, decidida a voltar a sorrir, pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.

Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo. Daí, um milagre aconteceu.

Mesmo sem janelas o quarto de Rachel, antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da fazenda.

Tão claro que, ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos que, só a partir de então, conheceram a luz do dia.

A lua branda e fria também se mostrava, às vezes, pelo clarão da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava.

O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Rachel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão, agora estava tão diferente...

Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Rachel voltou a sorrir.

Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.
 
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Muitas vezes, presos a hábitos antigos e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes.

Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano.

Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto.

Mudanças e reformas são necessárias e sadias.

Nem todas dão certo ou surtem o efeito que desejaríamos, porém, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas.

Não podemos esquecer, porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.

Nesse particular, cabe-nos lembrar a orientação sempre segura de Jesus, que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.




Redação do Momento Espírita, com base no poema Telha de vidro, de Rachel de Queiroz.
Em 10.08.2009.

 
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Foto: Bom Dia! :)

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"No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração. Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança. Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo. Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres. Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina. Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade. Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade. Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina." (Emmanuel)



Foto: Fazer para as pessoas, aquilo que gostaríamos que fizessem por nós.
Causa e Efeito, 03 de Julho nos cinemas!
O próximo é meu irmão

  
Quem é o nosso próximo? Eis uma interrogação que ainda permanece para muitos, apesar dos séculos transcorridos, desde as explicações do Mestre Jesus na Parábola do Samaritano.

Por falta desse entendimento, por vezes deixamos de atender a um ou outro, crendo não ser nossa responsabilidade.

Possivelmente, no século XX, uma das criaturas que melhor tenha entendido sobre a identidade do próximo tenha sido a religiosa Madre Teresa.

Erigindo o Lar das Missionárias da Caridade, passou a atender os pobres mais pobres, iniciando em Calcutá, na Índia.

Conta-se que, num cair de tarde, em Calcutá, quando as ruas repletas, o trânsito confuso e as luzes da cidade a todos atraíam a atenção, ela e mais duas companheiras se dirigiram a um beco isolado, entre escuras vielas.

Naquele local, o turbilhão dos sons das buzinas, dos escapamentos dos carros e o burburinho das pessoas não chegavam senão como apagado eco.

O que ali havia eram somente os gemidos surdos dos que foram esquecidos pela multidão.

As três mulheres se aproximam do local. Os odores vindos do beco não as espantam. Em nome da fraternidade, rumam sempre mais adentro.

Teresa percebe a figura de um enfermo. É um homem, carcomido pelo câncer. A doença lhe devorara quase metade do corpo. Por todos era considerado um caso perdido.

Teresa se aproxima e começa a lavá-lo. A reação do enfermo é de desdém. Ele pergunta: Como você consegue suportar o mau cheiro do meu corpo?

Ela não responde, apenas sorri, prosseguindo na sua tarefa, com extrema delicadeza, como se estivesse a banhar um recém-nato.

A senhora não é daqui, fala o doente outra vez. Ninguém por aqui age como a senhora.

Os minutos passam e o enfermo está agora limpo. Ante a dor que lhe agonia as carnes, numa típica expressão indiana, exclama: Glória a ti, mulher!

Não, responde Madre Teresa. Glória a você, que sofre com o Cristo.

Ele sorri. Ela também. Uma sensação de alívio se estampa na face do doente terminal. As Missionárias da Caridade o recolhem no lar que, para tais criaturas, edificaram em Calcutá.

Dois dias depois, entre atenções e preces, em um leito asseado, o moribundo despede-se da vida física.


*    *    *

O próximo é sempre aquele que tem a necessidade mais premente, no momento. Por vezes, é o próximo mais próximo, no próprio lar, na vizinhança, no ambiente de trabalho.

De outras, é alguém que aguarda o gesto de amparo do Samaritano que transite por onde ele se encontra.

Partir em busca da dor para acalmá-la é atitude de quem se assenhoreou das palavras do Evangelho e tendo-as abrigado na intimidade do ser, vive-as na essência.

Nem sempre os maiores necessitados são os que buscam socorro, desde que outros não o fazem por vergonha ou por não disporem de condições mínimas para a solicitação.

São os acamados que permanecem em seus casebres, os deficientes da fala que não conseguem se expressar, e tantos outros...

O próximo é o nosso irmão, ao nosso lado ou distante, desde que somos todos filhos do mesmo Pai.

*    *    *

Madre Teresa de Calcutá estendeu o seu trabalho de amor por quase todo o mundo.

A convite dos governantes de diferentes nações, ela abriu suas casas de caridade nos mais distantes países.

Assim, a meta das Missionárias da Caridade e de suas colaboradoras é buscar a dor onde se asile e atender o carente mais carente.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Vozes do Espírito, publicado no Boletim SEI nº 1549 de 06/12/1997.



Foto: Quem concorda?

#revistaanamaria   #pequenoprincipe
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Foto: inspiracao do dia

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Não adianta pensar que tem lutado inutilmente e o melhor é prostestar, reclamar, abrir a boca no mundo para que os benefícios apareçam. Coragem! Se você reforçar o pensamento, ter novas ideias, novo alento e mais otimismo, os benefícios aparecem, sem risco de falhar. Não force a vida, nem se desespere. Deus tem um excelente plano para você. Só aguarde o que é bom e agradeça tudo o que lhe acontecer, até mesmo o que parece um mal. Creia no grande poder que está dentro de você e tenha calma. A esperança melhora a vida e a calma é um pedaço da vitória." (Lourival Lopes)




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Coma os morangos...


O autor Roberto Shinyashiki foi bem feliz ao descrever esta história zen em seu livro "O sucesso é ser feliz".

Lembrem-se de comer os morangos hoje!!!

"Um sujeito estava caindo de um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada menos do que seis onças absolutamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.

Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas do seu pé.

As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com escamas douradas refletindo o sol.

Num esforço supremo, apoiou o seu corpo, sustentado pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com a sua beleza. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso."

Talvez você pergunte: "Mas, e o urso?"

Dane-se o urso, coma o morango!

"E as onças?"

Azar das onças. Coma o morango!

Relaxe, e viva um dia de cada vez! Coma o morango!

Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças pulando para nos pegar pelos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário. Mas precisamos saber comer os morangos. A vida está acontecendo agora. Nesse exato momento deve haver um morango esperando por você. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram a felicidade.

Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.

Eu aqui, torço para que você descubra sua maneira de ser feliz!

Espero que coma os morangos...



Roberto Shinyashiki



gif de morango
Um feliz dia!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações reside em nós mesmos; contudo, como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até ao grande pátio do colégio. Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes: - Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está? Os jovens sorriram, zombeteiramente, e um deles exclamou: - Ora vejam!... quem se animaria à comer milho cru? O professor então mandou vir a presença deles um dos cavalos que serviam à escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa. O grande eqüino saltou, lépido, os impedimentos e avançou, guloso, para o bocado. O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente, ante os alunos surpreendidos: - A tentação nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo íntimo. Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores. As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos. Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos. Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionarmos as sugestões que nos visitam o pensamento. E, terminando, afirmou: - As situações boas ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco." (Meimei)


 
Buscai e achareis


Há uma passagem no Evangelho na qual Jesus afirma: Buscai e achareis.

É interessante notar que a atividade consistente em buscar pressupõe um certo esforço.

Quem procura alguma coisa movimenta os recursos de que dispõe para encontrá-la.

A promessa do Cristo é que quem procura acha.

Assim, resta a cada um analisar qual é a sua busca pessoal.

A liberdade rege o Universo e cada alma decide o caminho que deseja trilhar.

Caso a criatura se encante pelas ilusões mundanas, terminará por vivê-las, em alguma medida.

O resultado varia conforme os meios de que estiver disposta a lançar mão e o esforço que despender.

Tudo tem um custo na vida, inclusive a preguiça e a inércia.

Quem opta pelo comodismo arca com o elevado preço das oportunidades desperdiçadas.

Considerando a efemeridade da vida humana, convém refletir bem a respeito do que se elege por meta.

O que realmente compensa buscar com afinco?

Alguns gastam suas energias para enriquecer.

Contudo, as incertezas do mundo dos negócios por vezes causam dolorosas surpresas.

Ainda que um homem logre enriquecer, ele não poderá levar a própria fortuna ao morrer.

Fatalmente deixará seus haveres para trás, ao retornar para a pátria espiritual.

Assim, conquanto nobres e necessárias, as atividades econômicas não constituem a razão do existir.

A vida é triunfante e jamais se acaba, mas a experiência do corpo físico não dura mais do que algumas décadas.

Justamente por isso, tudo o que se liga à matéria constitui apenas instrumento para realizações maiores.

Não é sensato confundir os meios com os fins, sob pena de preparar amargas surpresas para si próprio.

Constitui desatino comprometer a própria dignidade em troca de gozos fugazes.

Os valores e os êxitos mundanos ficam no caminho.

Entretanto, a consciência o Espírito leva consigo aonde quer que vá.

Na carne ou fora dela, não pode se livrar de si próprio.

Ciente disso, reflita sobre suas opções.

O que você incessantemente busca, com quais objetivos gasta suas energias?

Dentro de cem anos, suas metas atuais terão alguma relevância?

Sem olvidar suas responsabilidades humanas, não seria mais sensato cuidar de seus interesses imortais?

Você achará o que procurar, assevera o Evangelho.

Pode ser que o salário de suas buscas sejam roupas caras, passeios e gozos os mais diversos.

Nessa hipótese retornará ao plano espiritual na condição de um mendigo.

Mas pode optar por ser alguém generoso e de hábitos puros, um autêntico alento para seus irmãos de jornada.

Se resolver buscar com afinco sua libertação de vícios e mediocridades, fatalmente atingirá essa meta.

O resultado será uma dignidade espiritual que o acompanhará para sempre.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.

Um bom dia!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Tudo se modifica. A dor de agora, o que restou de erros, problemas e aflições, sofrerá profundas mudanças daqui a pouco. Em nenhuma hipótese, despreze o valor do tempo. Aproveite-o para apagar o mal, planejar e realizar o progresso, arrumar o que está desarrumado. O tempo desperdiçado não volta. Tenha, a partir de agora, o desejo de se aperfeiçoar, resolver o que está pendente, amar e agir com alegria e decisão. O tempo é seu amigo. Confie nele. Tudo que fizer de útil e bom retornará na hora certa em forma de benefícios. É muito melhor o amanhã para quem confia nele desde hoje." (Lourival Lopes)





Baby Cute
Que...


Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.

Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalento te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.

Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!

Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome, aquele amor que não se explica, só se sente.

Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no Centro do teu ser.

Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da presença que está em ti e em todos os seres.

Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!




Autor desconhecido


Gif de borboleta
Bom dia!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Jesus (Lucas, 23 :34) ..."Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe. Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o, sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida. Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres. Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença. Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação. Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia. Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto. Perdoa, pois, a quem te fere e calunia. Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem." (Emmanuel)


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Nunca te arrependerás


Nunca te arrependerás de teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha ou o que não era verdade.

De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem.

De não teres julgado com severidade os atos alheios, ignorando a real motivação de cada ser.

Nunca te arrependerás de teres perdoado àqueles que te fizeram mal.

De teres contribuído para obras destinadas à caridade e à promoção humana.

De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas.

De seres fiel aos compromissos dignos e nobres a que te vinculastes.

Nunca te arrependerás de teres suportado com paciência as faltas alheias.

De teres ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos, afastando-te dessa espécie de conversação.

De teres dirigido palavras bondosas aos desventurados e tristes.

De teres simpatizado com os oprimidos e de teres realizado algo de efetivo e bom em prol deles.

Nunca te arrependerás de teres pedido perdão pelas faltas cometidas.

De teres reparado o mal que causastes.

De teres pensado antes de falar.

De teres honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes.

De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos.

Nunca te arrependerás de teres ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança.

De teres sido capaz de cativar um coração e de teres feito uma amizade verdadeira.

De teres oferecido pão a um faminto e consolo a um desesperado.

Nunca te arrependerás de renunciar ao equívoco e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que este possa ser.

Nunca te arrependerás de seguir os exemplos de Jesus, porque o bem-estar causado pela certeza do dever cumprido supera qualquer sensação decorrente da satisfação de meras necessidades humanas.

Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de tua jornada na Terra.

Podes optar quais posturas assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida.

És o senhor de teus passos, o dono de teu futuro.

Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história.

Por mais que os atos de terceiros sejam capazes de te atingir, somente os teus próprios atos, as tuas reações é que definirão os rumos do teu destino.

Pensa nisso antes de agires.

Reflete com ponderação e sabedoria.

O arrependimento resulta de decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira.

Motiva teus atos nos ensinamentos do Cristo.

Pensa sempre: "o que teria feito o Mestre Jesus se estivesse no meu lugar?"

Eis um método bastante eficiente para saber quais atitudes são viáveis e quais trarão sofrimento, cedo ou tarde.

Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e júbilo.

Não interessa ao homem de bem o reconhecimento pelo seu ato, tampouco gratidão e honrarias.

A consciência tranquila e a certeza íntima de que se fez o melhor e o possível, deveria ser suficiente para apaziguar o coração humano.

Não te rendas aos equivocados hábitos da maioria, que cede ao mal e busca recompensas materiais em tudo que faz.

Segue sempre pelo caminho do bem, e nunca te arrependerás dessa escolha.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, 22ª edição, Editora Record, p. 56, item denominado "Nunca te arrependerás".

 
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domingo, 21 de setembro de 2014

"Recordemos. Qualquer ocorrência tem muito mais importância pelo que acontece dentro de nós do que pelo que sucede fora de nós." (Emmanuel)


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Lições para bem viver


O pensador russo Gurdjieff, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver, traçou algumas regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, com certeza terá mais harmonia íntima e menos estresse.

As regras são as seguintes:

Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.

Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.

Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.

Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

Saiba que a família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.

Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca as oportunidades de se divertir.

Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

Por fim, entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que fizer de você mesmo.

Você sabia?

Que grande número de pessoas gasta boa parte do seu tempo em esforços inúteis e desnecessários?

Pois é! Uns gastam horas tentando fazer com que os outros aceitem suas idéias.

Outros perdem horas de sono pensando no que irão dizer no dia seguinte, numa conversa que não acontecerá.

Tem aqueles que se detém por longo tempo alimentando ilusões.

Isso prova que fazemos esforços inúteis ou até prejudiciais ao nosso bem-estar.

Assim sendo, anote as regras de Gurdjieff e prepare-se para uma vida de melhor qualidade.




Equipe de redação do momento espírita, baseado em informações contidas no site: http://www.psiconselhos.com.br/psico/dicasv.php3.



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Boa noite!

"Não te prendas excessivamente aos juízos da multidão. O convencionalismo e o hábito possuem sobre ela forças vigorosas. Se toleras ofensas com amor, chama-te covarde. Se perdoas com desinteresse, considera-te tolo. Se sofres com paciência, nega-te valor. Se espalhas o bem com abnegação, acusa-te de louco. Se adquires característicos do amor sublime e santificante, julga-te doente. Se desestimas os gozos vulgares, classifica-te de anormal. Se te mostras piedoso, assevera que te envelheceste e cansaste antes do tempo. Se adotas a simplicidade por norma, ironiza-te às ocultas. Se respeitas a ordem e a hierarquia, qualifica-te de bajulador. Se reverencias a lei, aponta-te como medroso. Se és prudente e digno, chama-te fanático e perturbado. No entanto, essa mesma multidão, pela voz de seus maiorais, ensina o amor aos semelhantes, o culto da legalidade e a religião do dever. Em seus círculos, porém, o excesso de palavras não permite, por enquanto, o reinado da compreensão. É indispensável suportar-lhe a inconsciência para atendermos com proveito às nossas obrigações perante Deus. Não te irrites, nem desanimes. O próprio Jesus foi alvo, sem razão de ser, dos sarcasmos da opinião pública." (Emmanuel)



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Pontos de vista


Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experiência curiosa.

Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas características.

O primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou convicto: "É algo espalhado, como um tapete."

O segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou: "É uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jibóia."

Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou um tanto exaltado: "Isto não é um animal, é um tronco de árvore."

O quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse: "Ah! isto não é um tronco, mas sim uma lança, muito pontiaguda."

O quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança tocando o rabo do animal: "Definitivamente isto é apenas uma corda muito fina!"

E porque não entrassem num acordo, os alunos começaram uma discussão acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias mãos, e por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista.

Para acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza:

"Cada um de vocês está certo, mas cada um está errado também.

Todos querem defender o seu ponto de vista mas não querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade."

Ato contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus fundamentos.

Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária, é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.

Todos querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade.

No entanto, tudo seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar certo.

As pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades muito próprias no entendimento de coisas e situações.

Por essa razão, não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.

Se todos compreendêssemos esses detalhes importantes na vida de relação, certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões inúteis.



*    *    *

Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta.

Todos os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pêra.

Além disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto não amadurece fora da época prevista.

Assim também é com as criaturas.

Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução.

É justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles que não comungam das nossas ideias.

Pensemos nisso!


 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Os cegos e o elefante, de O livro das virtudes, v. 2, de Willian J. Bennett, ed. Nova Fronteira e no cap. 3 do livro Ceifa de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.


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Bom começo de semana!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança. Acautele-se com o seu desassombro, para não cair em temeridade. Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação. Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em despotismo. Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria. Estude sua dor para que não seja revolta. Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio. Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile veneno. Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação. Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura de violência." (André Luiz)



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Presunção e grandeza real


Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: "Vou te esmagar e acabar com a tua beleza."

Ela não se perturbou e respondeu: "Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti."

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.

O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: "Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz."

O pequenino inseto sorriu e contestou: "Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar."

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: "Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranquila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!"

A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: "Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira.

Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre." E, embevecida, pôs-se a trinar.

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas.

Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.

Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: "Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo."

O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.

Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.

Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.

A humildade, por sua vez, permanece e felicita.

Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.

Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra.

Continua a agir no bem, a servir sempre.

Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.


*     *     *

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.

Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.




Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Presunção e grandeza real, do livro Em algum lugar do futuro, Espírito Eros, por Divaldo Franco e cap. XX e XXX do livro Afinidade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.





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Boa tarde!
Bom fim de semana!

"Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade." - João. (I JOÃO, 3:18.) ..."Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: "Amai-vos uns aos outros." Não determina seleções. Não exalta conveniências. Não impõe condicionais. Não desfavorece os infelizes. Não menoscaba os fracos. Não faz privilégios. Não pede o afastamento dos maus. Não desconsidera os filhos do lar alheio. Não destaca a parentela consanguínea. Não menospreza os adversários. E o apóstolo acrescenta: "Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração." O Universo é o nosso domicílio. A Humanidade é a nossa família. Aproximemo-nos dos piores, para ajudar. Aproximemo-nos dos melhores, para aprender. Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos o glorioso caminho de ascensão." (Emmanuel)


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Presente sem igual


Ele era um foragido. Um judeu em meio ao tormento da Segunda Guerra Mundial.

Todos os dias sua consciência o acusava de covardia. Covardia moral por ter abandonado sua mãe, seus primos, quando lhe foi acenada a possibilidade de sobreviver, ocultando-se.

Por que somente ele? - Perguntava-se diariamente.

E todos os dias se desculpava com o casal que o mantinha escondido no porão frio naquele inverno interminável.

Desculpava-se por ter pensado mais na própria vida do que no risco a que expusera ambos, ao pedir asilo.

E havia a criança. Uma adorável menina que acabara de completar 12 anos.

Naqueles dias de tanta carestia, ela ganhara do pai um livro usado. Que tesouro!

Ele, o sobrevivente, se desculpara por não lhe dar nada. Afinal, nada tinha de seu.

Liesel, a garota encantadora, se aproximara e enrodilhara os braços em torno do pescoço dele:

Obrigada, Max.

Ela era a aniversariante e ele ganhava o presente.

Ao contato daquele abraço, ele levantou as próprias mãos e as encostou nos ombros de Liesel.

Aquele abraço lhe falava de afeto, família, carinho. Tudo tão distante, perdido na névoa dos meses, do medo e das incertezas diárias.

Nos dias que se seguiram, ele decidiu que lhe daria um presente.

Por isso, tomou do livro escrito por Hitler, que recebera para se instruir e destacou 40 páginas.

Imaginou que precisaria de 13, mas como deveria cometer alguns erros, resolveu se prevenir com maior número.

Da pilha de latas de tinta que o ocultava, destacou uma, abriu-a e pintou cada uma das páginas, deixando-as a secar em um varal improvisado.

Na sequência da semana, ele desenhou e escreveu a história de um fugitivo. A sua história.

E de seu encontro com uma menina que lhe ofereceu afeição. A ele, um judeu em terreno alemão.

As páginas receberam dois furos na margem, feitos à faca e depois foram unidas com barbante.

Então, numa madrugada silente, ele deixou seu esconderijo, subiu os degraus, foi ao quarto da menina e depositou a preciosidade ao lado da cama.

Ao despertar, vencendo o medo e o frio, ela desceu os degraus da escada. Embora não passasse de alguns metros, a distância pareceu de quilômetros.

O coração lhe batia descompassado no peito. Ela colocou sua mão no ombro dele, que dormia.

Não o despertou. Sentou-se, reclinou a cabeça, dobrando-se sobre si mesma e continuando com a mão no ombro dele, deixou-se ali ficar como quem vela o sono de alguém precioso e inestimável.

Nascia naquele momento uma verdadeira e profunda amizade.


*     *     *

A afeição surge de formas inusitadas, em estranhas situações.

Percebê-la, manifestar gratidão e alimentá-la é decisão pessoal.

Por vezes, gestos pequenos expressam sentimentos profundos.

Pensemos nisso e prestemos maior atenção a detalhes que somente parecem ser insignificantes.

Sobretudo, que haja sempre flores de gratidão no jardim das nossas palavras, no sol do sorriso e nos gestos em retorno ao doador que nos agracia com sua oferta.

Pensemos nisso...




Redação do Momento Espírita, com base na pt. IV do livro A menina que roubava livros, de Markus Zusak, ed. Intrínseca.



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Boa Tarde!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"Não gastes a riqueza do tempo com lamentações improfícuas, nem destruas o valor das horas no fogo da agitação. Cala-te e pensa. Sofreste talvez prejuízos enormes. Provavelmente caíste em erro. Padeces desenganos que jamais esperaste. Encontraste problemas que te parecem insolúveis. Fracassaste naquilo que entendias como sendo o melhor em teu favor. Entretanto, queixas e aflições vazias, não te amparam de modo algum. Reflete em teu arsenal interior de recursos e bênçãos e surpreenderás um tesouro de energias em ti mesmo, cujo acesso descobrirás, meditando simplesmente nestas duas palavras: - POSSO RECOMEÇAR." (Emmanuel)

 
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A última corda
 

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros, que ele era sobrenatural.

As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir seu espetáculo.

Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo.

A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou.

Nicolo Paganini colocou seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível.

Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos.

De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da platéia: uma das cordas do violino de Paganini arrebentara.

O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas.

O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.

Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino do virtuose se rompe.

O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível.

O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar.

Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oohhh!

Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra.

O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.

Paganini atinge a glória. Seu nome corre através do tempo.

Ele não é apenas um violinista genial, mas o símbolo do ser humano que continua diante do impossível.

 
*     *     *

Este é o espírito da perseverança, da criatividade e habilidade perante os obstáculos naturais da vida no Mundo.

Lembremos desta história, todas as vezes que as cordas de nossos instrumentos se romperem.

Afirmemos no íntimo: Eu sei que posso continuar!

Afirmemos para a alma: Não é qualquer adversidade que irá me derrubar, que irá me fazer desistir!

Perceberemos então, com encanto, que muitas vezes nossas mãos calejadas, obrigadas a retirar sons de uma única corda, estão sendo amparadas por mãos invisíveis de Misericórdia.

Nunca estamos sozinhos no concerto da vida na Terra.

À maneira de um público empolgado que incentiva o artista, o Invisível nos dá forças, nos alimenta o ânimo, e nos aplaude cada vez que nos superamos.

Continuemos... Sem medo, sem hesitação.

Toquemos nossa música da alma para o céu azul ou para as estrelas. Contando com as quatro cordas de nossa rabeca, ou apenas com uma delas.

Não deixemos de tocar.


Redação do Momento Espírita com base em texto de autor desconhecido, recebido pela Internet.


 
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Foto: Caminho de Otimismo
 
Foto: Caminho de Otimismo
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Todo intercâmbio entre as almas está em constante processo de renovação no sustento da marcha evolutiva de todos. Nenhum coração pode viver normalmente sem companhia. Olhar, gesto e palavra, ocorrências naturais em qualquer recanto da vida terrestre, tem significações profundas para a garantia da felicidade. O olhar exprime os mais diversos sentimentos na mímica da face. O gesto pode ser o movimentos inicial de grandes ações. A palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundo, estabelece, por vezes, resultados vitais para muitos anos. Toda criação da consciência reveste-se de importância particular. Desde o pensamento isolado a germinar da forja do cérebro à plasmagem respectiva, tudo se afirma com valor específico, registrado, medido e julgado por Leis Inderrogáveis. Modificam-se os valores da vida externa, segundo os valores do entendimento. Examinemos semelhante realidade. O arco e a flecha, preciosos para o selvagem, carecem de proveito nas mãos do homem relativamente instruido. Uma enciclopédia mostra expressão diferente aos olhos do professor e aos olhos do analfabeto. As notas musicais são melodias para o músico e vibrações sonoras para o físico. O desespero desconhece a paz que mora invariavelmente no centro da vida. A teimosia apenas aprova o que lhe convém às cristalizações. O egoismo vê concorrentes em todas as criaturas. A fraternidade encontra irmãos em todos os companheiros. A avaliação do bem e do belo varia, portanto, de espírito a espírito, de acordo com o burilamento íntimo de cada um. Levantemos o pensamento para Jesus. O Evangelho reune os valores indestrutíveis. Aproveita o mínimo ensejo de auxiliar aos semelhantes. Observa o lado nobre das ocorrências. Ajusta o colorido do otimismo nas telas do cotidiano. Confia e espera com paciência. O objetivo maior da Criação é a felicidade real de todos. Estuda ao redor de teus passos se os seres e as coisas, os fatos e as vidas premanecem estacionários ou progressistas, na procura de valores eternos e, buscando a tua própria integração com o melhor, caminharás firmemente no rumo da perfeição." (André Luiz)


 
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O valor de cada um
 

Conta-se que um carregador de água, na Índia, conduzia dois potes grandes, cada um pendurado numa das pontas de uma vara que levava sobre os ombros.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de líquido no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.

O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente. O carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

O mesmo não acontecia com o pote rachado, que estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se imprestável por não ser capaz de realizar sua tarefa por inteiro.

Após perceber que, por dois anos, havia cumprido pela metade a sua missão, um dia o pote rachado falou para o homem à beira do poço:

- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê? Perguntou o homem. De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor.

"Por causa do meu defeito, você tem que fazer esse trabalho e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote e, com compaixão, falou:

- Quando estivermos voltando para a casa de meu senhor, quero que observe as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens à beira do caminho e isto lhe deu certo ânimo.

Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha e o homem lhe falou com doçura:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado?

- É que eu, ao perceber o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no lado em que você estava e, cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.

- Por dois anos eu pude colher flores para enfeitar a mesa de meu senhor. E se você não deixasse vazar a água, ele não poderia ter as flores para perfumar sua casa."

Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos, mas isto não deve nos impedir de dar utilidade à nossa vida.

Se é verdade que temos nossas fragilidades, também é que temos algum valor.

O importante é que busquemos conhecer, igualmente, nossas imperfeições e nossos valores. Aos valores já adquiridos devemos dar o devido reforço, e aos defeitos a devida atenção para transformá-los em virtudes, como o caso do pote rachado.

Agindo assim, não nos deteremos à beira do caminho a lamentar das nossas limitações, mas agiremos rápido para superá-las e seguir adiante.

Pense nisso!

Se você está triste ou sentindo-se infeliz ou inútil, lembre-se que o Criador confia em seu potencial, senão ele não teria criado você.

E lembre-se, ainda, que a cada manhã ele lhe renova a oportunidade de crescimento, apostando na sua coragem e na sua disposição de auto superar-se, pois ele sabe que cada um de seus filhos tem seu próprio e único valor.

Pense nisso!

 
Site: Momento de Reflexão
(Baseado num texto recebido pela Internet)

 
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Foto: .¸¸.•*•❥ Que seja doce
 
Foto: "Sabe do que eu gosto?Das voltas que o mundo dá...
E não tem jeito,pode até demorar...mas ele gira..."
Geovana Gomes
 
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Foto: ♥¨) Pensando bem hoje?