domingo, 31 de agosto de 2014

"Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas. Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos. Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los. Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. 0 Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas. 0 segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso unguento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé: - Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade. O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa. Em seguida, abençoou-os e partiu... O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra. Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando... Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor. Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram a porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão. Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou: - Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus." (Meimei)



Foto: Bom Diiiiiiiia =D
Falando de fé


Na pequena assembleia de gestantes assistidas pela instituição, naquela tarde fria de inverno, uma se destacava.

Apresentava a barriga enorme, denunciando que logo mais daria à luz. E, contudo, mostrava sinais de inquietação no rosto.

Terminada a aula breve e fraterna, a atendente, que descobrira os traços de angústia naquela companheira, se aproximou, buscando saber das razões.

Foi então que a gestante lhe falou que nos próximos dias deveria ter o seu bebê e que estava apavorada. Durante todo o período da gestação se preparara para ter um parto normal.

Entretanto, há quinze dias, o médico lhe informara, depois de uma ecografia, que seu bebê estava sentado e que somente poderia nascer através de uma cesariana, marcando até a data.

Ela estava com muito medo. Tinha um terrível medo de cirurgia e, depois, ela desejava o parto normal, para poder atender mais cedo e melhor seus outros filhos menores.

A atendente a abraçou e conversou com ela longamente. Recordou-lhe as lições que já haviam tido, ali  mesmo, naquela instituição.

Lições que falavam da fé e do poder da oração. Que ela tentasse a oração, que falasse com seu bebezinho, pedindo que ele mudasse a posição.

Que falasse com Jesus, o Médico Divino, suplicando auxílio. A gestante olhou meio desconcertada e perguntou: Mas será mesmo que dará resultado?

Vamos orar juntas, desde agora? Convidou a assistente.

Naquele dia, quando se despediu para ir para casa, a gestante acariciou a barriga com carinho especial e sorriu, dizendo:

Eu vou tentar.

Uma semana depois, ela precisou ser levada às pressas para a maternidade. Na madrugada, a bolsa se rompeu e ela entrou em trabalho de parto, antes da hora assinalada pelo médico para a cesariana.

Ela teve medo. E agora? O que iria acontecer?

Chegando ao hospital, atendida de imediato, foi conduzida à sala de parto.

Para surpresa do médico e alívio da mãezinha, o bebê já mostrava a cabecinha despontando, prestes a nascer.

Entre risos e lágrimas de surpresa, gratidão e alívio, a gestante deu à luz a um belo garoto, por parto normal, sem dificuldades.


*     *     *

Nunca desacredites do amparo de Deus. Haja o que houver, permanece confiando.

Se tudo estiver contra ti, se o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a Divina ajuda.

A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.

Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

Ora, confia e não deixes de lutar. Deus vela por ti e guarda a tua vida.


 

Redação do Momento Espírita, com base em fato narrado por voluntária do grupo de gestantes do Centro Espírita Ildefonso Correia (Curitiba/PR), em reunião de avaliação ocorrida em 15.06.2000 e com pensamentos finais colhidos no cap. CXIII, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 10.01.2012.


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Foto: #RemeContraaMaré
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sábado, 30 de agosto de 2014

"Sabendo que a tribulação produz fortaleza." - Paulo. (ROMANOS, 5:3.) ..."Quereis fortaleza? Não vos esquiveis à tempestade. Muita gente pretende robustecer-se ao preço de rogativas para evitar o serviço áspero. Chegada a preciosa oportunidade de testemunhar a fé, internam-se os crentes, de maneira geral, pelos caminhos largos da fuga, acreditando-se em segurança. Entretanto, mais dia menos dia, surge a ocasião dolorosa em que abrem falência de si mesmos. Julgam-se, então, perseguidos e abandonados. Semelhantes impressões, todavia, nascem da ausência de preparo interno. Esquecem-se os imprevidentes de que a tempestade possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar. A tribulação é a tormenta das almas. Ninguém deveria olvidar-lhe os benefícios. Quando a verdade brilhar, no caminho das criaturas, ver-se-á que obstáculos e sofrimentos não representam espantalho para os homens, mas sim quadros preciosos de lições sublimes que os aprendizes sinceros nunca podem esquecer. Que seria da criança sem a experiência? que será do espírito sem a necessidade? Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho. É necessário que o homem, apesar das rajadas aparentemente destruidoras do destino, se conserve de pé, desassombradamente, marchando, firme, ao encontro dos sagrados objetivos da vida. Nova luz lhe felicitará, então, a esfera íntima, conduzindo-o, desde a Terra, à gloriosa ressurreição no plano espiritual. Escutemos as palavras de Paulo e vivamo-las! Ai daqueles que se deitarem sob a tempestade! Os detritos projetados do monte pelas correntes do aguaceiro poderão sufocá-los, arrastando-os para o fundo do abismo." (Emmanuel)




pinklily
Força e coragem

 

Você se considera uma pessoa de coragem?

E, se tem coragem, também tem força o bastante para suportar os desafios da caminhada?

Em muitas ocasiões da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem.

E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas.

Há situações que nos exigem muita força, mas existem horas em que a coragem se faz mais necessária.

Eis aqui alguns exemplos.

É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar.

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.

É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.

É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.

É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.

É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.

É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.

É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.

É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.

É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.

É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral.

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.

Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer a si mesmo.

Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.

A coragem de vencer-se antes que pretender vencer o próximo, de desculpar antes que esperar ser desculpado e de amar, apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.

Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.




Redação do Momento Espírita
Em 18.10.2010.

 
 
magicflowers
Bom dia!
Bom fim de semana!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

"Na vida, não vale tanto o que temos nem tanto importa o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós." (Emmanuel)




O Essencial

O essencial não será tanto o que reténs.

 
É o que dás de ti mesmo e a maneira como.


Não é tanto o que recebes.


É o que distribuis e como distribuis.


Não é tanto o que colhes.


É o que semeias e para que semeias.


Não é tanto o que esperas.


É o que realizas.


Não é tanto o que rogas.


É o que aceitas.


Não é tanto o que reclamas.


É o que suportas e como suportas.


Não é tanto o que falas.


É o que sentes e como sentes.


Não é tanto o que perguntas.


É o que aprendes e para que aprendes.


Não é tanto o que aconselhas.


É o que exemplificas.


Não é tanto o que ensinas.


É o que fazes e como fazes.


Em suma, na vida do espírito - a única vida verdadeira -, 

o essencial não é o que parece.
 
O essencial será sempre aquilo que é.


Emmanuel


Um Bom dia!!!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva. O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite. Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso. O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência. A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada. O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade. Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa. Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz. Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor. Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo. Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir. Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da comunicação. Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir." (Joanna de Ângelis)




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Nunca te arrependerás


Nunca te arrependerás de teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha ou o que não era verdade.

De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem.

De não teres julgado com severidade os atos alheios, ignorando a real motivação de cada ser.

Nunca te arrependerás de teres perdoado àqueles que te fizeram mal.

De teres contribuído para obras destinadas à caridade e à promoção humana.

De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas.

De seres fiel aos compromissos dignos e nobres a que te vinculastes.

Nunca te arrependerás de teres suportado com paciência as faltas alheias.

De teres ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos, afastando-te dessa espécie de conversação.

De teres dirigido palavras bondosas aos desventurados e tristes.

De teres simpatizado com os oprimidos e de teres realizado algo de efetivo e bom em prol deles.

Nunca te arrependerás de teres pedido perdão pelas faltas cometidas.

De teres reparado o mal que causastes.

De teres pensado antes de falar.

De teres honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes.

De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos.

Nunca te arrependerás de teres ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança.

De teres sido capaz de cativar um coração e de teres feito uma amizade verdadeira.

De teres oferecido pão a um faminto e consolo a um desesperado.

Nunca te arrependerás de renunciar ao equívoco e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que este possa ser.

Nunca te arrependerás de seguir os exemplos de Jesus, porque o bem-estar causado pela certeza do dever cumprido supera qualquer sensação decorrente da satisfação de meras necessidades humanas.

Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de tua jornada na Terra.

Podes optar quais posturas assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida.

És o senhor de teus passos, o dono de teu futuro.

Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história.

Por mais que os atos de terceiros sejam capazes de te atingir, somente os teus próprios atos, as tuas reações é que definirão os rumos do teu destino.

Pensa nisso antes de agires.

Reflete com ponderação e sabedoria.

O arrependimento resulta de decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira.

Motiva teus atos nos ensinamentos do Cristo.

Pensa sempre: "o que teria feito o Mestre Jesus se estivesse no meu lugar?"

Eis um método bastante eficiente para saber quais atitudes são viáveis e quais trarão sofrimento, cedo ou tarde.

Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e júbilo.

Não interessa ao homem de bem o reconhecimento pelo seu ato, tampouco gratidão e honrarias.

A consciência tranqüila e a certeza íntima de que se fez o melhor e o possível, deveria ser suficiente para apaziguar o coração humano.

Não te rendas aos equivocados hábitos da maioria, que cede ao mal e busca recompensas materiais em tudo que faz.

Segue sempre pelo caminho do bem, e nunca te arrependerás dessa escolha.
 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, 22ª edição, Editora Record, p. 56, item denominado "Nunca te arrependerás".

 
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem... Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição. Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja. Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar... Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus. Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras. Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor." (André Luiz)




Foto: ❥ Brincando de viver
Ando devagar porque já tive pressa



Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.

Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso...

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.

Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir.

A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...

Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.

E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.

Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.

A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa... Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar... Porque já tive pressa.

 
*     *     *

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.

O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.

Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita, com base na canção Tocando em frente, de Almir Sater.
Em 28.11.2013.

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Surges e, onde pisas, aparece a atmosfera pessoal que te é própria. Falas e de tua palavra flui o magnetismo que te nasce do coração. Interessamo-nos em auxiliar os outros, conforme a beneficência; entretanto, é preciso saber como auxiliar, de vez que nos oferecemos, instintivamente, naquilo que damos. A dádiva é, obrigatoriamente, envolvida pela influência do doador. À vista disso, analisa as reações que provocas e os pensamentos que inspiras, onde, quando e com quem te manifestas. Qualquer estudo neste sentido pode ser efetuado sem nenhum embaraço, desde que disponhas a observar em ti mesmo os resultados da presença dos outros. Na hora da insegurança, não estimas a conversação dos que te não compreendem; no dia da enfermidade, não te acomodas com as opiniões deprimentes dos que se envenenam com pessimismo. A voz que te impele a construir a virtude é uma benção de valor infinito, mas aquela que te censura o defeito em extinção é uma pancada mental de consequências imprevisíveis. Não te omita onde as circunstâncias te aguardem o comparecimento, mas examina antes como te apresentares para que alguma atitude menos feliz de tua parte não estrague o fruto proveitoso que a tua intervenção deva produzir. Entender primeiro, agir depois. A necessidade exige socorro, mas, se o socorro aparece destrambelhado, a necessidade faz-se maior. Medita na atmosfera espiritual que carregas e cultiva a serenidade, para que a serenidade te componha o ambiente. Isso não é fazer caridade calculada, nem exercer o bem sob princípios de matemática, e sim praticar em toda parte o respeito à vida pelo culto do amor." (Emmanuel)


 
A dificuldade de agradar a todos

 
Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos.
 
Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.

Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento.

O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.

“Pobre criança!”, exclamou um passante, “suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento.

Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.

O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela.

Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer:

Que desgraça!

O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.

Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.

Já se viu coisa como essa?

Resmungou uma mulher usando véu.

Tamanha crueldade para com os animais!

O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã.

Pobre criatura! “Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram.

Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:

Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim!

Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?

O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho.

“Independente do que fazemos”, disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação.

Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto”.


(A.D.)

Boa noite!

"Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão." (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.) ..."Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso." (Allan Kardec)


 
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Ambientes

 
Importante pensar que não apenas teremos o que damos, mas igualmente viveremos naquilo que proporcionamos aos outros.
 
Daí o impositivo de doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.
 
Se em determinada faixa de tempo criamos a alegria para os nossos semelhantes e criamos para eles o sofrimento em outra faixa, nossa existência estará dividida entre felicidade e desventura, porque teremos trazido uma e outra ao nosso convívio, arruinando valiosas oportunidades de serviço e elevação.
 
Se oferecemos azedume, é óbvio que avinagraremos o sentimento de quem nos acolhe, reavendo, em câmbio inevitável, o mesmo clima vibratório, como quem recolhe água inconveniente para a própria sede, após agitar o fundo do poço, de cuja colaboração necessite.
 
Se atiramos crítica e ironia à face do próximo, de outro ambiente não disporemos para viver senão aquele que se desmanda em sarcasmo e censura.
 
Certifiquemo-nos de que não somente as pessoas, mas os ambientes também respondem. Queiramos ou não, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nós mesmos formamos.
 
Pacifiquemos e seremos pacificados.
 
Auxilia e colheras auxílio.
 
Tudo que espiritualmente verte de nós, regressa a nós. "Dá e dar-se-te-á", - asseverou Jesus. O ensinamento não prevalece tão só nos domínios da dádiva material propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida fatalmente nos dá.

 
Emmanuel
 
 
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Foto: Todos somos semeadores. 
Observemos a qualidade das  sementes que andamos jogando pela Vida.
 
Foto: Caminho de Otimismo
 
Foto: "Ergue a fronte para o alto e conta com Deus!"
 
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Foto: Caminho de Otimismo