sábado, 11 de janeiro de 2014

"Todo intercâmbio entre as almas está em constante processo de renovação no sustento da marcha evolutiva de todos. Nenhum coração pode viver normalmente sem companhia. Olhar, gesto e palavra, ocorrências naturais em qualquer recanto da vida terrestre, tem significações profundas para a garantia da felicidade. O olhar exprime os mais diversos sentimentos na mímica da face. O gesto pode ser o movimentos inicial de grandes ações. A palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundo, estabelece, por vezes, resultados vitais para muitos anos. Toda criação da consciência reveste-se de importância particular. Desde o pensamento isolado a germinar da forja do cérebro à plasmagem respectiva, tudo se afirma com valor específico, registrado, medido e julgado por Leis Inderrogáveis. Modificam-se os valores da vida externa, segundo os valores do entendimento. Examinemos semelhante realidade. O arco e a flecha, preciosos para o selvagem, carecem de proveito nas mãos do homem relativamente instruído. Uma enciclopédia mostra expressão diferente aos olhos do professor e aos olhos do analfabeto. As notas musicais são melodias para o músico e vibrações sonoras para o físico. O desespero desconhece a paz que mora invariavelmente no centro da vida. A teimosia apenas aprova o que lhe convém às cristalizações. O egoísmo vê concorrentes em todas as criaturas. A fraternidade encontra irmãos em todos os companheiros. A avaliação do bem e do belo varia, portanto, de espírito a espírito, de acordo com o burilamento íntimo de cada um. Levantemos o pensamento para Jesus. O Evangelho reúne os valores indestrutíveis. Aproveita o mínimo ensejo de auxiliar aos semelhantes. Observa o lado nobre das ocorrências. Ajusta o colorido do otimismo nas telas do cotidiano. Confia e espera com paciência. O objetivo maior da Criação é a felicidade real de todos. Estuda ao redor de teus passos se os seres e as coisas, os fatos e as vidas permanecem estacionários ou progressistas, na procura de valores eternos e, buscando a tua própria integração com o melhor, caminharás firmemente no rumo da perfeição." (André Luiz)


 
Aproveitar a vida


Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.

Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?

Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.

Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.

Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: A minha inteligência é que me impede de fazer isso.

E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade: E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

*  *  *

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.

É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.

Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.

Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.

Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.

E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.

Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.

Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.

Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.

Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.

*  *  *

A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.

Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro a parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do item Alegria de viver do cap. 6, do livro Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


 
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