segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final... Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras... Quando a injúria te espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel às obrigações que abraçaste, sem atrasar o serviço com justificações ociosas... Quando tentações e perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhas à frente, sem reclamações e sem queixas... Quando te é lícito largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te assinalam a existência, e não te afastas do serviço a fazer, entendendo que nenhum esforço é demais em favor do próximo... Quando podes censurar e não censuras, exigir e não exiges... Então, terás levantado a fortaleza da paciência no reino da própria alma. Nem sempre passividade significa resignação construtiva. Raramente pode alguém demonstrar conformidade, quando se encontre sob os constrangimentos da provação. Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir." (Emmanuel)



 
Veja de um ponto mais alto



Quando somos pequenos, tem muita coisa que não entendemos direito. Mas, na medida em que vamos crescendo e vemos as coisas de um ponto de vista mais abrangente, muitas coisas que antes não entendíamos, ficam claras.

É o caso do menino que conta a sua história singela, da qual podemos tirar profundos ensinamentos.

Diz o garoto: Quando era pequeno, minha mãe bordava muito.

Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: "filho, saia um pouco para brincar e quando eu terminar meu bordado chamarei você e o colocarei sentado em meu colo e o deixarei ver o bordado da minha posição".

Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde, eu a escutava a chamar-me: "filho, venha e sente-se em meu colo".

Eu o fazia de imediato e me surpreendia... E me emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso!

Então minha mãe me dizia: "filho, de baixo para cima o bordado parecia confuso e desordenado porque você não podia ver que acima havia um desenho"

"Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo".

Os anos se passaram, mas a lição ficou para sempre naquele coração de menino. Hoje ele é um homem e, muitas vezes, ao longo dos anos, ele olha para o céu e diz: "pai, o que o senhor está fazendo?"

E na acústica da alma ele ouve a resposta do Criador do Universo: "estou bordando sua vida, filho."

E o homem replica: "mas me parece tudo tão confuso... tudo em desordem. Os fios parecem tão escuros... por que não são mais brilhantes?"

O Pai parece dizer-lhe: "meu filho, ocupe-se de seu trabalho... e eu farei o meu.

Um dia, eu o colocarei em meu colo e você verá o plano de um ponto mais alto. E perceberá que tudo faz sentido, que tudo está sob controle".

Por vezes, olhamos o mundo em redor e tudo nos parece confuso, desordenado, sem rumo nem direção.

Isso acontece porque vemos as situações de um ponto de vista muito acanhado, por causa da nossa pequenez.

No entanto, o criador sabe que tudo está correto, muito embora não consigamos compreender seus objetivos.

Mas, se é certo que ainda não compreendemos totalmente os planos de Deus, também é certo que nos cabe uma parcela de contribuição para a realização desses objetivos.

Por isso, ainda que tudo nos pareça confuso, façamos a parte que nos cabe e tenhamos certeza de que um dia veremos as coisas de um ponto mais alto e as compreenderemos.

Pense nisso!

Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, deseja que Seus filhos cresçam e aprendam as lições por si mesmos.

É por essa razão que Ele nos confia missões de acordo com as nossas possibilidades.

Os insetos, as plantas, os fenômenos naturais, e tudo o que existe sobre a face da terra, exercem importante função na obra da criação.

Os seres humanos, por serem dotados da capacidade de raciocínio, são, sem dúvida alguma, os que têm as missões mais importantes.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida.


 






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Myrna.