sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"A reforma íntima! Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo. Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade. Espicaçado pelos desejos inferiores, que graçam, estimulados pela onda crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal. Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva. Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence. Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem. Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação. Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada. É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos. Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade. O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas. Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista. Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos. Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz. Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta. Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o. Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação. Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço. Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício. Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço. Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer. A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas." (Joanna de Ângelis)



 
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Aprendendo a viver


A experiência terrena consiste em um projeto um tanto arriscado.

Antes de renascer, o Espírito traça um programa que pretende cumprir.

Alguns pontos capitais são definidos, como o corpo, a família e o ambiente em que renascerá.

Ele também estabelece estratégias para vencer alguns problemas evolutivos.

São antigos desafetos com os quais pretende conviver.

Comparsas de persistentes erros que lhe devem surgir no caminho, em geral na forma de tentação.

Vítimas de leviandades cometidas e que seguem amarguradas o devem rodear, sequiosas de auxílio.

O Espírito estuda tudo com grande atenção, ora e se prepara mental e emocionalmente.

Como se percebe, renascer é um empreendimento de vulto.

A existência terrena é imprescindível à evolução, em especial em suas fases mais incipientes.

No corpo de carne, a força de vontade é testada e o ser imortal gradualmente abandona ilusões e paixões.

Demora um pouco, mas ele começa a perceber a transitoriedade de muito do que é valorizado na Terra.

Poder, aparências e conúbios sexuais apartados de um forte vínculo afetivo são apenas algumas dessas quimeras.

Embora firmemente decidido a transcender, não raro o Espírito sucumbe às tentações mundanas.

Ele programa trabalhar no bem, ser puro, honesto e generoso.

Decide transformar antigos parceiros de crimes em nobres companheiros de ideal superior.

Quer amparar aqueles a quem no pretérito lançou no despenhadeiro do vício.

Entretanto, cede à tentação do passado e revive indignidades.

A partir de determinado momento, nem mais é possível alegar ignorância.

Afinal, a mensagem cristã, a convidar claramente para a renovação, não é nova no mundo.

Essas experiências frustradas podem se repetir inúmeras vezes.

Há um inevitável amargor na hora do ajuste de contas com a própria consciência.

Confrontar o que se programou com o que se fez pode ser decepcionante.

Entretanto, as oportunidades se renovam.

Sempre chega o momento em que o Espírito cansa de falhar consigo mesmo.

Tantas são as decepções, que ele realmente se desgosta das ilusões mundanas.

Cheio de firmeza, resiste a todas as tentações e persevera em seu propósito de renovação.

Não se preocupa em ser rico, importante ou em fruir exóticas sensações.

Tem convicção de que tudo isso nada lhe acrescenta, em termos de paz e plenitude.

Ao contrário, identifica felicidade com deveres cumpridos e com dignidade.

* * *

Ciente disso, preste atenção no modo como você vive.

Seus pensamentos, atos e sentimentos são um prenúncio de paz?

Ou eles anunciam grandes decepções, quando você retornar para o verdadeiro lar?


Redação do Momento Espírita.




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Foto: Bom dia, e confiemos em Deus que tudo se resolverá...

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Com estima e apreço,
Myrna.