segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"A paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." - Jesus. (JOÃO, 14:27.) ..... "É indispensável não confundir a paz do mundo com a paz do Cristo. A calma do plano inferior pode não passar de estacionamento. A serenidade das esferas mais altas significa trabalho divino, a caminho da Luz Imortal. O mundo consegue proporcionar muitos acordos e arranjos nesse terreno, mas somente o Senhor pode outorgar ao espírito a paz verdadeira. Nos círculos da carne, a paz das nações costuma representar o silêncio provisório das baionetas; a dos abastados inconscientes é a preguiça improdutiva e incapaz; a dos que se revoltam, no quadro de lutas necessárias, é a manifestação do desespero doentio; a dos ociosos sistemáticos, é a fuga ao trabalho; a dos arbitrários, é a satisfação dos próprios caprichos; a dos vaidosos, é o aplauso da ignorância; a dos vingativos, é a destruição dos adversários; a dos maus, é a vitória da crueldade; a dos negociantes sagazes, é a exploração inferior; a dos que se agarram às sensações de baixo teor, é a viciação dos sentidos; a dos comilões, é o repasto opulento do estômago, embora haja fome espiritual no coração. Há muitos ímpios, caluniadores, criminosos e indiferentes que desfrutam a paz do mundo. Sentem-se triunfantes, venturosos e dominadores no século. A ignorância endinheirada, a vaidade bem vestida e a preguiça inteligente sempre dirão que seguem muito bem. Não te esqueças, contudo, de que a paz do mundo pode ser, muitas vezes, o sono enfermiço da alma. Busca, desse modo, aquela paz do Senhor, paz que excede o entendimento, por nascida e cultivada, portas a dentro do espírito, no campo da consciência e no santuário do coração." (Emmanuel)


 
Tons da paz

 
Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível.

Ninguém consegue viver em paz, desrespeitando os direitos alheios.

Não se vive em paz cultivando na alma os corrosivos da mágoa, da inveja, da prepotência, da ingratidão, do desrespeito.

A paz consciente é incompatível com a ignorância e com o descaso.

Não se pode construir a paz nas bases da indiferença moral, nem nos alicerces da violência íntima disfarçada de autenticidade.

...Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível.

A paz que não está sedimentada na razão e no mais profundo sentimento de amor ao próximo, não é paz, é ilusão.

Quem observa a superfície calma das águas de um charco, por exemplo, pode ter a ilusão de vislumbrar a mansuetude, mas se sondar as profundezas, encontrará miasmas pestilentos e odor fétido de podridão.

Para que a nossa paz não passe de mera ilusão, nossas atitudes precisam ser iluminadas pela luz da razão e aquecidas pelo sol do sentimento.

Certa vez alguém escreveu sobre a paz:

Paz é suave melodia, extraída da alma pelos dedos invisíveis da consciência tranquila.

É canção que cala a voz da violência, que desperta consciências e dulcifica quem a possui.

A paz tem a singeleza e o perfume de flores silvestres, cultivadas no solo fértil da lucidez, pelas mãos habilidosas da razão e do sentimento.

E é nesse jardim da alma que brotam as sementes da ternura e da compaixão, do afeto e da mansuetude.

Um coração sem paz é como uma orquestra sem tons nem sons, sem flores nem perfumes, sem leveza e sem harmonia.

A vida sem paz é como embarcação que navega sem luz, que desconhece o caminho e se perde na imensidão de breu.

A paz, ao contrário, enobrece os dons da alma e acarinha a vida...

Tem a suavidade da brisa, ao amanhecer... e os vários tons multicores que despertam a aurora.

Possui o vigor da mais pujante sinfonia e a sutileza entre tons e semitons.

Paz: a sinfonia perfeita cuja maior nota é o amor.

Quando essa sinfonia ecoa nos corações, produz tons e sons na mais perfeita harmonia...

Para extrair da alma a melodia da paz é preciso afinar os acordes da razão e do sentimento, as duas asas que nos guindarão para a luz inapagável, que a todos nos aguarda no limiar do infinito.

* * *

E é tão fácil a conquista da paz!...

Basta que não ambiciones em demasia; que corrijas os ângulos da observação da vida; que ames e perdoes; que te entregues às mãos de Deus que cuida das "aves do céu" e dos "lírios do campo" e que, por fim, cumpras fielmente com teus deveres.
 
 


Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do verbete Paz, do livro Repositório de sabedoria,  v. II, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
Em 05.03.2012.

 

 

 


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Myrna.