quinta-feira, 10 de outubro de 2013

“Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. Vede, pois, como ouvis.” – Jesus. (Lucas, 8:17-18.) ......"A palavra é vigoroso fio da sugestão. É por ela que recolhemos o ensinamento dos grandes orientadores da Humanidade, na tradição oral, mas igualmente com ela recebemos toda espécie de informações no plano evolutivo em que se nos apresenta a luta diária. Por isso mesmo, se é importante saber como falas, é mais importante saber como ouves, porquanto segundo ouvimos, nossa frase semeará, bálsamo ou veneno, paz ou discórdia, treva ou luz. No templo doméstico ou fora dele, escutarás os mais variados apontamentos. Apreciações acerca da Natureza... Críticas em torno da autoridade constituída... Notas alusivas à conduta dos outros... Opiniões diferentes nesse ou naquele acém... Cada registro falado traz consigo o impacto da ação. Contudo, a reação mora em ti mesmo, solucionando os problemas ou agravando-lhes a estrutura. Por tua resposta, converter-se-á o bem na lição ou na alegria dos que te comungam a experiência ou transformar-se-á o mal no açoite ou no sofrimento daqueles que te acompanham. Saibamos, assim, lubrificar as engrenagens da audição com o óleo do amor puro, a fim de que a nossa língua. traduza o idioma da compreensão e da paciência, do otimismo e da caridade, porque nem sempre o nosso julgamento é o julgamento da Lei Divina e, conforme asseverou o Cristo de Deus, não há propósito oculto ou atividade transitoriamente escondida que não hajam de vir à luz." (Emmanuel)

Quando falar...



As palavras bondosas são como o mel, doces para o paladar e boas para a saúde, diz Salomão, em seus versos bíblicos.

Com os Espíritos superiores aprendemos que a palavra educada é o alvorecer do coração. Conversar é mostrar por fora o que existe por dentro. Enfim, a nossa boca é a nossa ferramenta e nossa grandiosa oficina onde o artista é o Espírito.

Dessa forma, a nossa palavra pode socorrer, estimulando os caídos a se levantar, aqueles que dormem a despertar, os errados a se corrigir e os agressivos a se acalmar.

As nossas palavras são sons revestidos dos nossos sentimentos, por isso, quando falarmos a respeito do amor, falemos como quem ainda conhece muito pouco, para nós mesmos absorvermos cada frase que brote do coração.

Quando falarmos a respeito da dor, deixemos abertas as janelas da alma para compreender que amor e dor são tão parecidos que até os confundimos, ao vê-los bem de pertinho.

A criança chora de fome e o amor lhe estende pão. O doente geme e o amor lhe estende o remédio e segura-lhe a mão.

Quando falarmos sobre a paz, façamo-lo mesmo no rumor da guerra, para sermos ouvidos na mais alta voz.

Falemos da paz a quem faz a guerra tanto quanto para os que conosco vibram pela paz. E apliquemos os métodos da paz em nossas vidas porque nossas atitudes darão maior credibilidade ao nosso verbo.

Quando falarmos a respeito da fome, busquemos saciar a fome de alguém, tanto quanto aprendamos a abençoar a mesa farta do nosso café da manhã, do almoço e do jantar.

Diante de pratos que não apreciemos, recordemos os que morrem à fome, todos os dias e em vez de esbravejar por não ter nada para comer, levantemo-nos da mesa, abramos a geladeira e escolhamos algo que nos agrade para a alimentação.

Quando falarmos sobre amizade, estendamos as mãos e alcancemos os amigos, a fim de provar a nós mesmos aquilo que gostamos de dizer aos outros.

Quando falarmos a respeito da felicidade, acreditemos nela e a cultivemos, enumerando os tantos itens que constituem a nossa felicidade. Vamos, com certeza, descobrir que temos maiores motivos para sermos felizes do que infelizes.

Quando falarmos a respeito da fé, demonstremos que a nossa própria vida é regida pela fé, não nos permitindo abraçar pelo desespero, nem pela rebeldia.

Quando enfim, falarmos de Deus para as criaturas, falemos do Deus-amor que não faz distinção dos seres porque é o Criador de todos.

Falemos a respeito do Deus-Pai que abençoa todos os Seus filhos, em todas as nações, em todo o Universo, por ser o excelso Pai que aguarda a todos no Seu reino, não importando o século, a dimensão e o caminho longo, sinuoso ou curto que tenha percorrido para chegar até ele.

* * *

Mesmo que não saibamos, somos exemplo para alguém.

Sempre existem pessoas que estão observando os nossos atos, mesmo os equivocados, e se afinam com eles.

Desse modo somos responsáveis, não só pelo que realizemos, como também pelo que as nossas ideias e atitudes inspirem a outros indivíduos.

Cuidemos do que falamos e realizamos, para que os nossos observadores se edifiquem e ajam corretamente.




Redação do Momento Espírita, com base no texto Palavras e palavras, de Daltro Rigueira Vianna; no texto Quando falar de amor, de autoria ignorada e no cap. CXX, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 10.10.2013.
 
 
 
 

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Myrna.