terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Indagas, muita vez, alma querida e boa: - "Meu Deus, por que essa dor que me atormenta o ser?" e segues, trilha afora, em pranto oculto, de sonho encarcerado, a lutar e a sofrer. Anelas outro clima, outro lar e outros rumos, entretanto, o dever te algema o coração dorido ao campo de trabalho que abraçaste, atendendo, na Terra, a divino sentido. Antes de renascer, os seres responsáveis notam as próprias dívidas quais são e suplicam a Deus lhes conceda no mundo caminho que os leve à redenção. Não recalcitres, pois, contra os próprios encargos que te parecerem fardos de problemas, encontras-te no encalço da conquista de bênçãos imortais e alegrias supremas. A lágrima que vertes padecendo longas tribulações entre lutas e crises, é um remédio da vida em nossos olhos, que nos faculte ver os irmãos infelizes. O abandono dos seres que mais amas criando-te a aflição em que choras e anseias, é um curso de lições em que aprendemos quanto custam na estrada as angústias alheias. Familiares que te contrariam trazem-nos a lembrança os gestos rudes com que outrora ferimos entes caros no fel de nossas próprias atitudes. Afeição de outras eras que descubras querendo-lhe debalde a presença e a união, é instrumento de amor que te inspira a renúncia para o trabalho da sublimação. A experiência humana é breve aprendizado e essa tribulação que te fere e domina é recurso dos Céus, em nosso amparo, zelo, defesa e luz da Bondade Divina. Sofre sem reclamar a prova que te coube, mesmo que a dor te espanque atingindo apogeus... E, um dia, exclamarás, ante os sóis de outra vida: - "Bendita seja a Terra!... Obrigado meu Deus!..." (Maria Dolores)

 
 
Convite à reflexão
 

A transitoriedade da vida terrena é um convite à reflexão.

Os homens em geral se empenham para atingir variados objetivos.

Elegem metas por vezes ambiciosas e dedicam suas vidas a conquistá-las.

Também fazem de tudo para ver seus filhos vitoriosos, conforme os padrões do mundo.

Pagam-lhes bons colégios, cuidam de sua instrução formal com desvelo.

Esses objetivos costumam ser louváveis.

Como vivem em um mundo material, os homens precisam se ocupar das coisas tangíveis.

Não dá para se tornar um peso nos ombros do semelhante, enquanto se filosofa sobre tudo e sobre nada.

Apenas não é prudente esquecer que as questões materiais fatalmente passarão.

No esforço de conquistar ou manter coisas, não compensa comprometer a própria dignidade.

Às vezes parece que certa conquista é questão de vida ou morte.

Se dado cargo não for conquistado, a vida parecerá sem sentido.

Entretanto, a permanência nesse cargo será por pouco tempo, considerando a eternidade da vida que jamais se esgota.

Do mesmo modo, a paixão pode colorir de modo excepcional o afeto que alguém inspira.

Ainda que ele seja comprometido, parece que tudo se justifica, desde que seja possível viver aquele sonho dourado.

Nessas situações, a criatura pode se permitir comportamentos indignos.

Ocorre que a felicidade jamais é fruto de indignidade.

A paixão violenta cedo ou tarde amainará.

O cargo importante mudará de mãos.

O dinheiro será consumido, perdido, roubado ou apenas deixado para trás no momento da morte.

O automóvel novo se desgastará e sairá de linha.

Em suma, tudo passa e lentamente perde a importância.

Mas é preciso conviver para sempre com o que se é.

A realidade íntima não se altera com o simples passar do tempo.

Ela não se desgasta, não se torna obsoleta e nem se recicla, sem vontade e esforço.

Muitos Espíritos, pelo fenômeno mediúnico, relatam sua decepção após a morte física.

Tiveram de contemplar suas posses e conquistas materiais passarem a outras mãos.

Ao mesmo tempo, constataram a miséria a que se reduziram, à custa de atos indignos.

Renasceram para evoluir e transcender e se tornaram grandes devedores perante a vida.

Pense nisso, para não inverter suas prioridades.

Viva no mundo, mas não se torne escravo dele.

Antes de mais nada, cuide de adquirir grandeza íntima.

Seja bondoso, leal e trabalhador, mesmo nos momentos difíceis.

De nada lhe adiantará conquistar coisas e perder-se a si próprio.
 


Redação do Momento Espírita.
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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Myrna.