terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Guardai-vos dos maus obreiros." - Paulo. (FILIPENSES, 3:2.) ....."Paulo de Tarso não recomenda sem razão o cuidado a observar-se, ante o assédio dos maus obreiros. Em todas as atividades do bem, o trabalhador sincero necessita preservar-se contra o veneno que procede do servidor infiel.Enquanto os servos leais se desvelam, dedicados, nas obrigações que lhes são deferidas, os maus obreiros procuram o repouso indébito, conclamando companheiros à deserção e à revolta. Ao invés de cooperarem, atendendo aos compromissos assumidos, entregam-se à crítica jocosa ou áspera, menosprezando os colegas de luta. Estimam as apreciações desencorajadoras. Fixam-se nos ângulos ainda inseguros da obra em execução, despreocupados das realizações já feitas. Manuseiam textos legais a fim de observarem como farão valer direitos com esquecimento de deveres. Ouvem as palavras alheias com religiosa atenção para extraírem os conceitos verbais menos felizes, de modo a estabelecerem perturbações. Chamam covardes aos cooperadores humildes, e bajuladores aos eficientes ou compreensivos. Destacam os defeitos de todas as pessoas, exceto os que lhes são peculiares. Alinham frases brilhantes e complacentes, ensopando-as em óleo de perversidades ocultas. Semeiam a dúvida, a desconfiança e o dissídio, quando percebem que o êxito vem próximo. Espalham suspeitas e calúnias, entre os que organizam e os que executam. Fazem-se advogados para serem acusadores. Vestem-se à maneira de ovelhas, dissimulando as feições de lobos. Costumam lamentar-se por vitimas para serem verdugos mais completos. "Guardai-vos dos maus obreiros." O conselho do apóstolo aos gentios permanece cheio de oportunidade e significação." (Emmanuel)

 
 
Um mau a menos

 
 
É bastante comum falar-se do mal que existe na Terra. Sobretudo nestes tempos, em que a mídia tem sido farta em notícias aterradoras, as pessoas se têm indagado o que será do futuro.

A carga de maldade parece crescer, de forma assustadora. A cada momento, novas notícias se somam às anteriores, portadoras de intranquilidade.

Os jornais se esmeram em colocar manchetes que falam de escândalos, corrupção, hábitos infelizes.

A televisão mostra as imagens de tragédias familiares, sociais e políticas. O homem parece mesmo ter se tornado lobo de seu irmão.

Pensando nesse panorama de ansiedade e medo que assola o mundo, um jovem discípulo procurou seu mestre.

Encontrou-o em estudo e quebrou o silêncio, indagando:

Senhor, vejo a Humanidade infeliz. A perversidade campeia e a agressividade toma conta das criaturas.

Em toda parte vejo as sementes do ódio invadirem os canteiros do mundo, a inveja tomar conta dos jardins e a perseguição gratuita avançar, sem limites.

Vejo as pessoas se digladiarem e somente encontro sombras onde esperava descobrir a luz.

Como poderei contribuir para tornar o mundo melhor? O que devo fazer?

Porque o mestre permanecesse em silêncio, o aprendiz voltou à carga, precipitado, em nova leva de perguntas:

Vejo o mal avançar a cada dia assenhoreando-se de mais terreno.

Gostaria de extirpá-lo da Terra em definitivo.

Desejaria acabar com a miséria e o sofrimento. Contudo, sinto-me sem recursos.

Que poderei fazer em favor dos infelizes e perversos?

O sábio, tomado de compaixão pelo jovem candidato à transformação do planeta, respondeu com serenidade:

Filho, mudar as condições da Terra e dos seus habitantes, de um só golpe, é tarefa impossível.

No entanto, se te encontras realmente interessado em contribuir em favor da Humanidade, eis a fórmula:

Realiza a viagem ao interior de ti mesmo. Faze-te gentil com os que cruzem teus caminhos.

Sê melhor com todos os que tomem contato contigo.

Ilumina-te, enfim, a partir deste momento.

Com isso, guarda a certeza de que existirá um perverso e um ignorante a menos no mundo.

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Normalmente agimos como o jovem discípulo. Desejamos que a Terra se transforme em um oásis de paz e alegrias.

Pensamos em anular o mal de fora, dos outros. E esquecemos de adentrar nossa intimidade, iniciando a grande reforma do mundo a partir de nós mesmos.

Se nos tornarmos bons, seremos um mau a menos.

Se nos tornarmos iluminados, seremos uma luz a mais a clarear a paisagem.

Se realizarmos o bem, a migalha da nossa atuação se fará presença benfazeja onde estivermos.

A dor que acalmarmos arrefecerá a economia da dor mundial.

A aflição que aplacarmos será diminuída do rol geral de aflições.

Enfim, o movimento positivo que empreendermos reagirá no cômputo geral, modificando a panorâmica da Terra em que nos situamos.

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Uma gota d'água não resolve o problema da terra ressequida, mas é o anúncio da chuva generosa que logo mais se precipitará.

Ante a aparência do sol, uma pequena nuvem que se apresente constitui alívio ao viajor cansado, tanto quanto a sombra de uma árvore o aliviará da canícula que o maltrata.

Uma ação isolada pode parecer de nenhuma valia. Contudo, é sempre o desencadear de uma reação em cadeia, beneficiando muitas almas.

Pense nisso e comece hoje a mudar o Mundo.

 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro A busca da perfeição, pelo Espírito Eros, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. EBM.
Em 30.11.2009.
 
 
 
 
 
 
 

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Myrna.