sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Deus nos concede a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta." (Chico Xavier)


 
 
Página do caminho
 
 

Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito.
 
A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.
 
Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso.
 
Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.
 
Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais.
 
Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.
 
Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado.
 
Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.
 
Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes.
 
No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.
 
É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações.
 
Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.
 
Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.
 
A queda e a deserção de um não justificam as de outro.
 
Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.
 
Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.
 
De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera.
 
Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.
 
É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça.
 
Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.
 
Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte.
 
Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.
 
Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.
 
Possuía legiões de Espíritos angélicos.
 
Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.
 
Ajudava a todos e chorou sem ninguém.
 
Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.
 
Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.
 
Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.
 
Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos gloriosos.
 
Pense nisso.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 33, do livro O Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.02.2012.
 
 
 
 
 
 
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Myrna.