quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes... São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência." (Chico Xavier)

 
 
Libertando mentes

 

A instituição se ergue, em um bairro, na periferia de grande cidade do nosso Brasil. Portando o adjetivo espírita, realiza nobre trabalho de esclarecimento das criaturas.

Desde há mais de seis décadas, se dedica ao atendimento a moradores de rua e de comunidades carentes, que a circundam.

Conscientes de que o bem deve se fazer na vida das criaturas, liberando-as das suas necessidades básicas, desde cedo os trabalhadores se empenham em ilustrar as mentes, em promover as criaturas, a fim de que andem com seus próprios pés e alcancem vitórias por seus méritos.

Por causa disso, a instituição, em observando que muitas das senhoras assistidas eram analfabetas, estabeleceu, como uma de suas metas, erradicar o analfabetismo daquelas localidades.

E, assim, aquelas mulheres que ali comparecem para trazer seus filhos para a evangelização, para receberem o atendimento médico e odontológico, a cesta de mantimentos, a palavra do Evangelho, passaram igualmente, a serem alfabetizadas.

Uma das senhoras, casada há vários anos, encantou-se com o significado daqueles sinais que, reunidos, formavam palavras e frases.

O aprendizado foi rápido, pelo grande interesse demonstrado. E, então, aconteceu o inusitado.

Ela passou a ler os bilhetes que sempre estavam no bolso do marido. Sempre lhe afirmava ele que eram anotações referentes ao seu trabalho.

Mas, agora, ela os podia ler e se deu conta de que eram bilhetes de amor, a ele dirigidos. Eram bilhetes que falavam de encontros e de mais encontros.

Ela descobrira, graças às letras não mais ignoradas, que seu marido a traía. As consequências dessa descoberta não nos interessa assinalar, mas o fato em si, que fala da libertação da ignorância.

Não foi por outro motivo que o Excelso Mestre de Nazaré disse um dia: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Referia-Se ao conhecimento das leis físicas, das leis espirituais, de tudo que nos rodeia no mundo e além das suas fronteiras.

Quanto mais crescemos em conhecimento, mais nos libertamos. A ignorância sempre aprisiona a criatura a situações, a pessoas, a fatos.

Quando desvenda os mistérios das letras, a criatura se torna livre para conhecer os mistérios que trazem os livros.

Antes de tudo, se torna livre para ler os letreiros de ônibus, de ruas, de instituições, podendo se movimentar de forma independente.

Pode ter acesso às leis e conhecer os seus direitos. Pode ler, na própria Constituição, o que o país em que vive, através da Carta Magna, lhe garante.

Da mesma forma, terá acesso às informações dos deveres que lhe competem, enquanto cidadão.

E será livre. Livre para trabalhar, estudar, crescer, ir e vir. Sabendo o que pode e o que deve fazer. O que lhe é permitido e o que lhe é interdito.

Livre para progredir, ilustrando-se por si mesma, no próprio ritmo, determinado por sua vontade e disposição.

Pensemos nisso.




Redação do Momento Espírita.
Em 06.04.2011
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo." (Chico Xavier)



 
Luz do mundo
 

Jesus, o Mestre dos mestres, tinha sempre palavras de estímulo aos que O seguiam.

Ninguém como Ele utilizou de forma tão excelente os vocábulos de incentivo a quem pretendesse estar com Ele.

É assim que nos credencia a herdeiros do Universo, pois que somos filhos do Pai que tudo criou, bem como nos chama Filhos da Luz, ramos da videira, aqueles que podem fazer tudo o que Ele fez e muito mais.

De forma amiúde, ficamos nos questionando a respeito de algumas de Suas afirmativas.

Por nos considerarmos tão pequenos, tão distantes da grandeza de que Se reveste o Mestre de Nazaré, indagamo-nos se Ele estaria certo ao nos ofertar tais credenciais.

Filhos da Luz? Nós, que nos sentimos ainda tateando em sombras densas?

Andar no mundo como Filhos da Luz, enquanto temos luz? De que luz dispomos? De que intensidade é nossa luz?

Então, nos lembramos do valor de um fósforo em plena escuridão.

Quando o breu se faz porque a energia elétrica sofre uma pane, como a luz débil de um fósforo faz a grande diferença!

Disse alguém que nos podemos considerar como um fósforo aceso.

Sim, a chama não ilumina grande distância, mas faz a diferença entre a escuridão total e uma pequena claridade.

Claridade que nos retira, por breves segundos, embora, da insegurança total das trevas.

Claridade que nos permite ver o outro, perceber que não estamos sós, que mais alguém compartilha conosco daquela situação. E nos darmos as mãos.

Claridade que nos permite ir em busca de uma lanterna, de uma vela, de um lampião.

Ou, se nada disso se tiver, acender um outro fósforo. E outro, e mais outro.

Quem sabe, fazer um clarão maior, enquanto a energia elétrica não se restaura.

Em se tratando da sociedade, podemos imaginar o mesmo valor dessa pequena luz.

Se somos um fósforo de dignidade que se acende quando a corrupção anda à solta, fazemos a diferença.

Porque a nossa chama mostra a outros o nosso valor e motiva a que os demais resolvam acender a sua própria chama.

Se, em meio à indiferença geral, somos o fósforo que aquece a alma e a vida de quem sofre; se em meio à covardia moral, mostramos a luz da correta conduta; se, enfim, somos a pequenina chama da amizade, da justiça, da fé, quanta luz espalharemos por onde passarmos?

Tinha, portanto, toda razão Jesus ao nos estimular a andar no mundo como Filhos da Luz, andar enquanto tivermos luz.

A luz ilumina onde se apresente e mostra cores, onde somente havia trevas;

Mostra pessoas onde somente havia solidão; acena esperança onde grassa a infelicidade.

Pensemos nisso e atendamos ao incentivo do Mestre de Nazaré.

Não nos preocupemos com a chama pequena, oscilante ou de duração efêmera.

Mostremos nossa luz. Mesmo que somente seja para acender outra luz.

Será a nossa contribuição para o mundo de alegrias, risos e cores que todos desejamos para nós, para nossos filhos, para as gerações futuras.
 


Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.


 
 
Boa tarde!

“Só há um caminho para a felicidade (que isso esteja presente no teu espírito desde a aurora, dia e noite): é renunciar às coisas que não dependem da nossa vontade.” (Epicteto) ..."Nada existe de mais miserável que o espírito do homem que está consciente do mal que faz.” (Plauto) ..."Quantos anos são necessários pra reconstruir um instante?" ..."O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros." (Chico Xavier)



 
Vivendo em plenitude

 

No dia que morre, enquanto o sol puxa a sua colcha de nuvens para se cobrir, aconchegando-se no poente, permita-se um tempo para refletir.

O que você fez hoje o deixou feliz?

Você pode ter acrescentado uma soma considerável ao seu saldo bancário, pode ter celebrado contratos importantes, que lhe garantam retorno financeiro por largo tempo.

Você pode ter recebido honrarias, prêmios por sua capacidade intelectual. Pode ter sido laureado pelo projeto bem sucedido.

Você pode ter dado muitos autógrafos no livro que acabou de lançar, ter recebido aplausos vibrantes e demorados pelo show musical em que se esmerou.

Sim, tudo isso são ganhos. E você deve estar feliz com o balanço que lhe dá conta de que a coluna positiva supera a negativa.

Mas, você está verdadeiramente feliz? Dentro de você, sente que utilizou o melhor possível esse dia que adormece, encobrindo-se nas dobras da noite?

Pense um pouco: além dos abraços dos que são pagos para servi-lo, acompanhá-lo;

dos que desejam posar para fotos ao seu lado, a fim de se verem projetados na escala social;

além dos que o buscam porque você goza de sucesso, alguém que o ama verdadeiramente o abraçou?

Isto é, depois de todo o trabalho, do gozo das glórias do Mundo, dos aplausos, quando as luzes do palco se apagam, deixando ar de solidão, o que tem você de verdadeiramente seu?

Você tem um lar para voltar? Alguém que o ame? Um filho que o espera para pular em seu pescoço e gritar: Papai!?

Você tem um esposo que a ama e espera que as horas seguintes possam ser somente de vocês dois?

Você tem pais idosos que lhe aguardam, ansiosos, a chegada em casa?

Você tem um animal doméstico para afagar?

Um cão que, desde a esquina, identifica o ruído do seu carro e o aguarda no portão?

Que pula, late, abana o rabo, demonstrando a sua alegria por ter você como seu dono?

E, mais importante do que isso: você usufrui integralmente cada uma dessas oportunidades?

Ou chega em casa, se joga no sofá, não quer falar com ninguém porque está cansado?

Não faça isso!

Aproveite a sua vida em totalidade. Ame, demonstre carinho, beije, diga como foi difícil ficar tantas horas longe do aconchego familiar.

Pergunte pelas crianças, sorria, jogue-se no chão e brinque com elas.

Esforce-se por entender o linguajar de seus filhos adolescentes, agradeça a mensagem que lhe mandaram para o celular, mesmo que você não tenha entendido tudo.

Dedique algum tempo a eles, pergunte daquelas abreviaturas que você não consegue identificar o que sejam, quando recebe os torpedos.

Saia com sua esposa para dançar. Ou coloque um CD com músicas românticas e dance, na sala de casa, de rosto colado.

Olhe para ela. Os anos passaram, vieram os filhos, mas ela continua bonita. Diga isso a ela, para que ela saiba. E retribua o elogio.

E, se você não tem pais, cônjuge, filhos, irmãos, se vive só, ainda assim curta o que tem.

Ouça música, leia um bom livro, assista um filme. Telefone para um amigo. Escreva a outro solitário.

Viva!

E, quando o sono for se aproximando, convidando-o ao repouso físico, não se entregue a ele, antes de orar a Deus, em gratidão pelas horas vividas.

Agradeça a sua vida. A maravilhosa vida que você tem.

Agradeça por sua capacidade de amar. E pelo amor que tem.
 


Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 14, ed. Fep.
Em 31.01.2010.

 
 
 
 
 
 
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito. Escapamos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes... São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência." (Chico Xavier) ...."Todo dia de ontem pode ter sido árduo. Muitas lutas vieram, deixando-te o cansaço. Provas inesperadas alteram-te os planos. Soma, porém, as bênçãos que Deus te entregou. Esquece qualquer sombra, não pares, serve e segue. Agora é novo dia, tempo de caminhar." (Emmanuel)

 
 
Não sepultamos o espírito



Alguns dias após a tragédia ocorrida em Nova Iorque, que abalou o mundo inteiro e, de forma especial, os norte-americanos, o número de mortos já somava milhares.

As pessoas, inconformadas pela separação brusca dos entes queridos que foram arrebatados do corpo de forma violenta, eram tomadas pelo desespero.

Após uma cerimônia simples, dezenas de bombeiros foram sepultados.

Aqueles homens morreram no cumprimento do dever. Morreram tentando apagar as labaredas que devoravam os dois edifícios e também socorrendo os feridos mais graves.

Agora eles também se despediam do palco terreno, encerrando definitivamente o expediente no corpo físico.

O Capelão, encarregado da capela do corpo de bombeiros, proferia algumas palavras de consolo aos familiares dos falecidos.

De forma serena, expressava profunda fé na vida eterna.

Dizia ele aos seus ouvintes:

- Logo mais estes corpos serão enterrados...

- Nós vamos enterrar os corpos, mas não sepultaremos os espíritos, pois o espírito continua vivo, após a morte.

- Vamos enterrar as mãos, mas não sepultaremos suas obras.

- Vamos enterrar os pés, mas não sepultaremos seus passos.

- Vamos enterrar as bocas, mas não sepultaremos as palavras que foram ditas.

- Vamos enterrar os cérebros, mas suas ideias não podem ser sepultadas.

- Vamos enterrar os corações, mas seus sentimentos ninguém conseguirá sepultar.

- Assim sendo, este não é um momento de dizer um adeus definitivo, mas de dizer "até breve", pois iremos encontra-los na outra vida.

O capelão, como todo cristão, sabe que não se pode sepultar o Espírito, pois o Espírito é imortal.

Todo cristão sabe que só corpos podem ser destruídos, porque o Espírito é indestrutível.

Todo cristão tem certeza de que a vida não acaba com a morte, pois é eterna, conforme ensinou e demonstrou o Mestre de Nazaré.

Vitor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, falou da imortalidade da alma dizendo: de cada vez que morremos ganhamos mais vida.

As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhantes. Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.

Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.

O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.

As palavras do capelão e o depoimento de Victor Hugo, demonstram que a imortalidade e a individualidade da alma, bem como sua consequente evolução infinita, é uma necessidade lógica para todos aqueles que acreditam num Deus sábio e justo.

Pense nisso!

É natural que você lamente o sofrimento daqueles familiares que choram a morte dos seus e que rogue a Deus para que os fortaleça nessa hora amarga.

Todavia, pense um pouco naqueles que promovem o terrorismo e com ele tanta desgraça.

Lembre-se que esses são merecedores da nossa mais profunda compaixão, pois são loucos que não sabem o que fazem.

Aqueles que perderam o corpo no desastre, resgataram algum débito pendente com as leis divinas e se libertaram, mas os terroristas estão se endividando desastrosamente.

Quem, nesse caso, é mais necessitado de piedade e preces?

Pense nisso, e não se esqueça de rogar a Deus por eles também!
 



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita


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domingo, 27 de outubro de 2013

"O problema da felicidade pessoal nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador." (Emmanuel)

 
 
Onde a felicidade mora?

 
Você sabe onde mora a felicidade?

Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde ela mora.

Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada em vários lugares e revestida das mais variadas formas.

No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias ou falsas trilhas.

Muitas vezes o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor de amargura.

Outras vezes a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.

Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.

Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de conduzir os interessados à morada da felicidade, mas, tão logo suas vítimas abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.

D’outras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais abandoná-las, sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.

Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais dificilmente encontrado.

E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores, situações passageiras ou em outras pessoas.

Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a florida juventude, nem mesmo todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à felicidade...

Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever cumprido, a consciência tranquila, a serenidade da alma.

Ao contrário do que se pensa, a felicidade não é ausência de sofrimento, de dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado da ’alma que o ser conquista, apesar de todos os desafios naturais da caminhada evolutiva.

Todos os grandes líderes da humanidade lutaram até atingir sua meta: alcançar a felicidade possível, neste planeta de provas e expiações.

Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.

Maomé sofreu perseguições e permaneceu invencível até alcançar sua meta.

Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de não-violência e da liberdade para seu povo.

E Jesus preferiu a cruz infamante à mudar seu comportamento baseado no amor.

Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para alcançá-la.

Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém disposto a lhe dar guarida.

Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.

E você? Gostaria de plantar nos jardins secretos da sua alma, as sementes de felicidade?

Pense nisso!

"Na terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo."

Pense nisso!
 
 


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Momentos de Alegria, cap. 1, ed. Leal, e pensamento do livro Repositório de Sabedoria, vol I, ed. Leal verbete felicidade.

 
 
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Deus nos concede a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta." (Chico Xavier)


 
 
Página do caminho
 
 

Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito.
 
A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.
 
Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso.
 
Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.
 
Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais.
 
Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.
 
Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado.
 
Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.
 
Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes.
 
No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.
 
É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações.
 
Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.
 
Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.
 
A queda e a deserção de um não justificam as de outro.
 
Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.
 
Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.
 
De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera.
 
Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.
 
É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça.
 
Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.
 
Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte.
 
Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.
 
Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.
 
Possuía legiões de Espíritos angélicos.
 
Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.
 
Ajudava a todos e chorou sem ninguém.
 
Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.
 
Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.
 
Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.
 
Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos gloriosos.
 
Pense nisso.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 33, do livro O Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.02.2012.
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"No justo momento em que: O fracasso lhe atropele o carro da esperança; O apoio habitual lhe falte à existência; A ventania da advertência lhe açoite o Espírito; A aflição se lhe intrometa nos passos; A tristeza lhe empane os horizontes; A solidão lhe venha fazer companhia; No momento justo, enfim, em que a crise ou a angústia, a sombra ou a tribulação se lhe façam mais difíceis de suportar, não chore e nem esmoreça. A água pura a fim de manter-se pura é servida em taça vazia. A treva da meia-noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para nova alvorada. Por maior a dificuldade, jamais desanime. O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar." (Albino Teixeira)

 
Um ângulo especial
 
 
Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.

Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.

Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.

Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.

Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:

Venha ver a rosa.

Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.

Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.

Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.

Mas o homem não se conformou e tornou a dizer:

Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.

Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?

Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.

Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.

De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.

Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.

E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.

*   *   *
 
É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.

O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver o diferente e o novo.

Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar.

Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diverso.

Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.
 
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida.
Em 12.04.2012.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Guardai-vos dos maus obreiros." - Paulo. (FILIPENSES, 3:2.) ....."Paulo de Tarso não recomenda sem razão o cuidado a observar-se, ante o assédio dos maus obreiros. Em todas as atividades do bem, o trabalhador sincero necessita preservar-se contra o veneno que procede do servidor infiel.Enquanto os servos leais se desvelam, dedicados, nas obrigações que lhes são deferidas, os maus obreiros procuram o repouso indébito, conclamando companheiros à deserção e à revolta. Ao invés de cooperarem, atendendo aos compromissos assumidos, entregam-se à crítica jocosa ou áspera, menosprezando os colegas de luta. Estimam as apreciações desencorajadoras. Fixam-se nos ângulos ainda inseguros da obra em execução, despreocupados das realizações já feitas. Manuseiam textos legais a fim de observarem como farão valer direitos com esquecimento de deveres. Ouvem as palavras alheias com religiosa atenção para extraírem os conceitos verbais menos felizes, de modo a estabelecerem perturbações. Chamam covardes aos cooperadores humildes, e bajuladores aos eficientes ou compreensivos. Destacam os defeitos de todas as pessoas, exceto os que lhes são peculiares. Alinham frases brilhantes e complacentes, ensopando-as em óleo de perversidades ocultas. Semeiam a dúvida, a desconfiança e o dissídio, quando percebem que o êxito vem próximo. Espalham suspeitas e calúnias, entre os que organizam e os que executam. Fazem-se advogados para serem acusadores. Vestem-se à maneira de ovelhas, dissimulando as feições de lobos. Costumam lamentar-se por vitimas para serem verdugos mais completos. "Guardai-vos dos maus obreiros." O conselho do apóstolo aos gentios permanece cheio de oportunidade e significação." (Emmanuel)

 
 
Um mau a menos

 
 
É bastante comum falar-se do mal que existe na Terra. Sobretudo nestes tempos, em que a mídia tem sido farta em notícias aterradoras, as pessoas se têm indagado o que será do futuro.

A carga de maldade parece crescer, de forma assustadora. A cada momento, novas notícias se somam às anteriores, portadoras de intranquilidade.

Os jornais se esmeram em colocar manchetes que falam de escândalos, corrupção, hábitos infelizes.

A televisão mostra as imagens de tragédias familiares, sociais e políticas. O homem parece mesmo ter se tornado lobo de seu irmão.

Pensando nesse panorama de ansiedade e medo que assola o mundo, um jovem discípulo procurou seu mestre.

Encontrou-o em estudo e quebrou o silêncio, indagando:

Senhor, vejo a Humanidade infeliz. A perversidade campeia e a agressividade toma conta das criaturas.

Em toda parte vejo as sementes do ódio invadirem os canteiros do mundo, a inveja tomar conta dos jardins e a perseguição gratuita avançar, sem limites.

Vejo as pessoas se digladiarem e somente encontro sombras onde esperava descobrir a luz.

Como poderei contribuir para tornar o mundo melhor? O que devo fazer?

Porque o mestre permanecesse em silêncio, o aprendiz voltou à carga, precipitado, em nova leva de perguntas:

Vejo o mal avançar a cada dia assenhoreando-se de mais terreno.

Gostaria de extirpá-lo da Terra em definitivo.

Desejaria acabar com a miséria e o sofrimento. Contudo, sinto-me sem recursos.

Que poderei fazer em favor dos infelizes e perversos?

O sábio, tomado de compaixão pelo jovem candidato à transformação do planeta, respondeu com serenidade:

Filho, mudar as condições da Terra e dos seus habitantes, de um só golpe, é tarefa impossível.

No entanto, se te encontras realmente interessado em contribuir em favor da Humanidade, eis a fórmula:

Realiza a viagem ao interior de ti mesmo. Faze-te gentil com os que cruzem teus caminhos.

Sê melhor com todos os que tomem contato contigo.

Ilumina-te, enfim, a partir deste momento.

Com isso, guarda a certeza de que existirá um perverso e um ignorante a menos no mundo.

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Normalmente agimos como o jovem discípulo. Desejamos que a Terra se transforme em um oásis de paz e alegrias.

Pensamos em anular o mal de fora, dos outros. E esquecemos de adentrar nossa intimidade, iniciando a grande reforma do mundo a partir de nós mesmos.

Se nos tornarmos bons, seremos um mau a menos.

Se nos tornarmos iluminados, seremos uma luz a mais a clarear a paisagem.

Se realizarmos o bem, a migalha da nossa atuação se fará presença benfazeja onde estivermos.

A dor que acalmarmos arrefecerá a economia da dor mundial.

A aflição que aplacarmos será diminuída do rol geral de aflições.

Enfim, o movimento positivo que empreendermos reagirá no cômputo geral, modificando a panorâmica da Terra em que nos situamos.

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Uma gota d'água não resolve o problema da terra ressequida, mas é o anúncio da chuva generosa que logo mais se precipitará.

Ante a aparência do sol, uma pequena nuvem que se apresente constitui alívio ao viajor cansado, tanto quanto a sombra de uma árvore o aliviará da canícula que o maltrata.

Uma ação isolada pode parecer de nenhuma valia. Contudo, é sempre o desencadear de uma reação em cadeia, beneficiando muitas almas.

Pense nisso e comece hoje a mudar o Mundo.

 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 8 do livro A busca da perfeição, pelo Espírito Eros, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. EBM.
Em 30.11.2009.
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 20 de outubro de 2013

"“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” – Paulo. (II Tessalonicenses, 3:13). ......."É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura. Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos. É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido. O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos de nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora. Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, porque não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias? A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos." (Emmanuel)

Três atitudes


Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa, ou é alguém que sempre busca praticar o bem?

Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:

Na sociedade:

O egoísmo faz o que quer.

O orgulho faz como quer.

O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.

No trabalho:

O egoísmo explora o que acha.

O orgulho oprime o que vê.

O bem produz incessantemente.

Na equipe:

O egoísmo atrai para si.

O orgulho pensa em si.

O bem serve a todos.

Na amizade:

O egoísmo utiliza as situações.

O orgulho clama por privilégios.

O bem renuncia ao próprio bem.

Na fé:

O egoísmo aparenta.

O orgulho reclama.

O bem ouve.

Na responsabilidade:

O egoísmo foge.

O orgulho tiraniza.

O bem colabora.

Na dor alheia:

O egoísmo esquece.

O orgulho condena.

O bem ampara.

No estudo:

O egoísmo finge que sabe.

O orgulho não busca saber.

O bem aprende sempre, para realizar o melhor.


Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.

Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.

Com a avaliação em mãos, considere o seguinte:

O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao vício, à delinquência, à desgraça.

O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.

Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo; é preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.

E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.

* * *

Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem, e esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.

O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.

Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.


(Baseada na mensagem Três Atitudes, do livro Seara dos Médiuns, ed. FEB)



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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial às nossas necessidades de reparação. Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender? Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar. Tenhamos calma e paciência. Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura. Um dia saberemos tudo. Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus. Não nos cansemos de ajudar. O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor. Quem tudo dá, tudo recebe. Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu. Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz." (Agar)

 
 
Agindo com bom senso
 

Como você costuma buscar a solução para os problemas que surgem na sua vida?

Talvez esta pergunta pareça tola, mas o assunto é de extrema importância quando desejamos corrigir o passo e evitar novos tropeços.

O que geralmente acontece, quando desejamos resolver algum problema, é fazer exatamente o caminho mais difícil.

No entanto, como o sucesso da ação depende do meio utilizado ou da estratégia criada para a solução, vale a pena pensar um pouco sobre nossa forma de agir.

Por vezes, nos movimentamos freneticamente para um lado e para o outro, e esquecemos de que movimentos desordenados não nos levarão a lugar nenhum.

Movimentar-se nem sempre significa agir com discernimento.

Comumente confundimos a urgência com a pressa, e atropelamos as coisas.

A situação pode exigir atitudes urgentes, o que não significa apressadas.

Quando agimos apressadamente, sem fazer uso da razão, é mais fácil o equívoco. Quando agimos sob o domínio da emoção, o resultado é quase sempre desastroso.

A emoção não é boa conselheira, quando se trata de resolver questões urgentes.

Um exemplo pode tornar mais fácil a nossa compreensão.

Se uma cobra venenosa nos morde e inocula seu veneno em nosso corpo, o que fazer?

Uns saem correndo atrás da víbora para matá-la, e acabar de vez com o problema, numa atitude insana de vingança.

Seria essa a decisão acertada?

A movimentação só faria o veneno se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, piorando as coisas.

No entanto, a ação mais eficaz seria buscar ajuda o mais breve possível, para evitar danos maiores.

Mas nem sempre a ira nos permite agir sensatamente.

Se uma pessoa nos ofende ou nos contraria frontalmente, geralmente revidamos ou mantemos o efeito do veneno durante dias, meses ou anos...

Ressentimento quer dizer sentir e voltar a sentir muitas vezes.

Quando isso acontece, a mágoa vai se tornando cada vez mais viva e mais intensa.

A ação mais acertada, neste caso, não seria tratar de eliminar o veneno de nossa intimidade?

Para tomar decisões lúcidas, é preciso fazer uso da razão, e não se deixar levar pela emoção.

Quando a emoção governa nossas ações, geralmente o arrependimento surge logo em seguida.

Assim sendo, é importante pensar bem antes de agir para evitar que, em vez de solucionar os problemas, os compliquemos ainda mais.

Se, num momento crítico, a emoção nos tomar de assalto, é melhor sair de cena por alguns instantes, ou deixar que os ânimos se acalmem, antes de qualquer atitude.

Quando agimos com calma, fazendo uso da razão, é mais fácil encontrar soluções definitivas, em vez de piorar as coisas.


* * *

Lembre-se de que, em vez de correr atrás da cobra que nos mordeu, é mais racional buscar a solução do problema.

Quando você estiver às voltas com um problema qualquer, lembre-se de que a solução ou a complicação dependerá da sua ação.

Por isso, busque tomar a decisão mais favorável à resolução.

Lembre-se, ainda, de que a pressa nem sempre é boa conselheira e procure agir com sabedoria, que é sinal de bom senso.

Redação do Momento Espírita
Em 19.01.2009.