domingo, 8 de setembro de 2013

"Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida. Você pode ainda e sempre: avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade; atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça; entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina; elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça; extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura; colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação; acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância; descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice; preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade. Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor." (André Luiz)

 

O cultivo da gratidão
 
 

A ingratidão é o fruto amargo da árvore do egoísmo. O homem, porque possui a faculdade de pensar, atribui-se direitos que está longe de merecer, embora por vezes os tenha.

Como consequência, tudo aquilo que recebe da vida lhe parece insignificante em relação ao que espera conquistar.

Facilmente se afasta do afago gentil, do coração generoso, da família, esquecido de ser grato.

Uma senhora americana, de nome Faith Bedford conta como sempre se esmerou para cultivar a gratidão no coração dos seus filhos.

Toda vez que eles recebiam um presente, via correio, ela insistia para que escrevessem, de próprio punho, uma frase de agradecimento à pessoa que o enviara.

Chegou a marcar, certo dia, com as crianças, o tempo que se leva para sair de casa, tomar o carro, chegar ao shopping e escolher um presente para alguém.

Depois, o tempo gasto para fazer o embrulho, endereçar e levar ao correio. Chegou ao tempo de duas horas e 34 minutos.

Ela mesma se recorda de seu tio Arthur. Embora não o conhecesse, todo Natal ele lhe mandava um presente. Era um cheque de 5 dólares, preenchido por uma sobrinha, pois que ele era cego.

Faith sempre escrevia, agradecendo e dizendo como gastara o dinheiro. Já crescida, foi estudar em Massachusetts e teve oportunidade de visitar tio Arthur.

Cego e idoso ele lhe falou de como gostava de receber os seus cartões de agradecimento.

Pediu para que ela apanhasse a caixa com o maço de cartas guardadas e foi falando das que mais lhe agradavam.

Faith encontrou, então, entre tantas, uma carta sua que leu em voz alta: Querido tio Arthur: estou debaixo do secador, no salão de beleza, escrevendo para o senhor.

Hoje à noite é o baile de fim de ano da escola e estou gastando seu presente de Natal fazendo o cabelo para a festa. Muito obrigada.

Sei que vou ter uma noite maravilhosa, em parte por causa da sua gentileza. Com carinho. Faith.

Hoje, ao narrar este fato aos seus filhos, Faith recorda que naquela noite, naquele baile, ela encontrou um belo jovem que lhe entregou um buquê.

Ele foi seu par naquela noite e continua a ser até hoje, depois de 36 anos de um casamento, em que geraram três filhos.

Sim, ela diz, devo ser muito grata ao tio Arthur. Foi mesmo um baile muito especial para minha vida.
 
* * *

A gratidão é sentimento que demonstra que a criatura passou do estágio de primitivismo espiritual para os patamares da razão.

Lembrar-se de agradecer sempre pelos benefícios recebidos dos amigos, irmãos, pais e mestres é sinal de bom senso moral.

Mas a verdadeira gratidão é aquela que não esquece, no tempo, os que serviram no anonimato, os que permitiram o nosso crescimento individual, os que contribuíram para nossa formação.

Mesmo que, em algum momento, por algum motivo, eles tenham buscado outros caminhos, distantes e diversos dos nossos.

Onde estejam, não esqueçamos de lhes traduzir gratidão por tudo que representaram em nossas vidas.
 
 


Redação do Momento Espírita com base no artigo Uma nova atitude de gratidão, de Faith Andrews Bedford, publicado na Revista Seleções Reader´s Digest, maio/2000 e no cap. 42 do livro Suave luz nas sombras, pelo Espírito João Cléofas, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
 
 


 

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